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	<title>Soy Loco Por Ti, América &#187; América do Sul</title>
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	<description>Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina</description>
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		<title>Soy Loco por Ti entra de férias por tempo determinado</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 22:27:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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<p>Existe alguma coisa de improvável na escrita de uma tese. Esse nome que a pompa da academia resolveu dar em algum momento ao resultado de uma investigação, que é feita com certos pressupostos e dentro de algumas regras &#8211; como aliás, toda investigação é feita. A improbabilidade é mais real, palpável e cheirosa entre a metade e o término do tempo que lhe deram: uma costura de impossibilidades que o sujeito tem que chamar de &#8216;meu trabalho&#8217; é um fio tênue com o qual se agarra o doutorando e, de fora, nada parece que vai se arrumar.</p>
<p>É claro que isso ão é geral. Assim como esse blog não se pretende geral, nem eu sou geral. No geral, ninguém é geral para ninguém. E o geral em geral é &#8216;em  geral&#8217;&#8230; Mas tergiverso.</p>
<p>O fato é que aquela arquitetura que ao final parece tão fechadinha, tão bem resolvida, como os sociólogos que parecem ter nascido sociólogos, esconde uma cadeia de gambiarras, de maquinações, de solvências, de mapas, arranjos, planos, rampas, estiligues, cordas de nylon, baldes, tintas, relógios, alçapões, pianos e violinos, bigodes e escaramuças, vontades e dormências, um jogo de dominó que não acaba durante quatro anos, botinas, macacões de trabalho, óculos de proteção, martelos, pregos, serrotes, machados, alicates, fios, pêndulos, roldanas, pontes, aritmética e álgebra e um pouco trigonometria.</p>
<p>Quando do meio pro fim você percebe que é possível tirar alguma melodia desse entulho de possibilidades, quando finalmente você vê ali no fundo uma possibilidade de que a peça se estique até o arco e dispare um solfejo colorido; quando você finalmente vê que poderá logo logo tomar uma cerva no sábado à tarde sem culpa, você enche o peito de novo e diz:</p>
<p>Ok, go.</p>
<p>Esse blog entra agora de férias por tempo determinado.</p>
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		<title>Fernando Lugo, mais uma vitória dos setores populares sul-americanos</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 23:08:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Luiz Alberto Gómez de Souza
Faz alguns meses escrevi que o protagonismo popular ia ameaçando cada vez mais as elites latino-americanas retrógradas. Temos uma nova vitória dos setores populares, fechando o cerco no Mercosul e quase cobrindo o mapa da América do Sul. A alegria pela eleição de Fernando Lugo é semelhante à que sentimos com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="right">Luiz Alberto Gómez de Souza</div>
<p><em>Faz alguns meses escrevi que o protagonismo popular ia ameaçando cada vez mais as elites latino-americanas retrógradas. Temos uma nova vitória dos setores populares, fechando o cerco no Mercosul e quase cobrindo o mapa da América do Sul. A alegria pela eleição de Fernando Lugo é semelhante à que sentimos com Lula em 2002 e, mais adiante, com Evo Morales na Bolívia. Com figuras bem diferentes, mas em grandes linhas numa mesma direção, temos uma equipe de governantes inédita, no Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Equador, Venezuela e agora no Paraguai, ainda que possamos fazer reparos aqui ou ali a um ou outro. Peru é um caso mais complexo, onde o partido no governo, o APRA (Aliança Popular Revolucionária Americana), que nascera em 1924 com uma vocação continental, foi perdendo suas intuições originais. Mas não podemos esquecer que, nas últimas eleições peruanas, um mestiço, Ollanta Humala, ainda que de perfil político pouco nítido, chegou a ameaçar o poder branco tradicional. Fica isolada a Colômbia, com uma violência que vem de longe, prisioneira de uma guerrilha anacrônica, dos para-militares seus inimigos complementares e de um narco-tráfico em alianças com ambos. Mas a região sul-americana, com exceções que não invalidam a regra, adquire um rosto novo, com o povo pobre entrando como sujeito determinante do processo político. Já meses atrás, Lugo declarou: “o povo deve ser protagonista”. Tão diferente da União Européia que, se por um lado reelegeu Zapatero, por outro deu a vitória ao histriônico Sarkozy ou, recentemente, ao magnata Berlusconi.</em></p>
<p><em>O Paraguai esteve em mãos de uma oligarquia autoritária, voraz e corrupta desde sempre, ou pelo menos desde os tempos da chamada “guerra grande”, quando a tríplice aliança praticamente o destruiu,. A vitória de Lugo sinaliza um novo e profundo processo histórico de construção, ou refundação do país. E começa logo com a exigência de recuperar uma plena soberania energética diante de seus visinhos Brasil e Argentina. “Yacyretá e Itaipu são tratados leoninos, injustos”, declarou meses atrás. Provavelmente veremos novamente, pela imprensa, ex-chanceleres e outros arautos de uma linha dura, denunciar sinais de debilidade do governo de Lula e de seu ministro Celso Amorim.  Todos eles aceitavam docilmente serem suseranos dos Estados Unidos e, num mecanismo de transferência compensatória, só se sentiam cômodos diante da doutrina golberiniana do “satélite privilegiado”, pela qual havia que tratar os menores como fazia conosco o poder imperial.<br />
</em></p>
<p><em>Nosso torneiro mecânico presidente e o índio cocalero, iniciaram uma diplomacia totalmente diferente, às vezes com momentos ásperos e difíceis, mas sempre respeitadora dos direitos dos mais fracos. Agora se abrirá certamente um período de discussões, para a revisão do tratado de Itaipu Binacional ou, pelo menos, chegar logo a uma remuneração adequada da energia comprada pelo Brasil ao Paraguai, como indicou Celso Amorim. Este tratado foi negociado a partir de 1966 e assinado em 1973, em pleno governo autoritário entre nós e com políticos venais e autoritários no país visinho. Aliás, em 1979, houve um acordo tripartite entre Brasil, Argentina e Paraguai sobre água e energia, os três com ditaduras militares. Para Lugo, não há que esperar 2027, data prevista para a revisão do tratado com o Brasil, mas o fará por via diplomática, num estilo possivelmente diferente do que teve Evo Morales com o gás e o petróleo.</em></p>
<p><em>Lugo indica que não seguirá nenhum modelo alheio: “Creio que hoje, na América Latina, não há paradigmas comuns unificados&#8230; Temos de fazer nosso próprio caminho para nos integrar e não ser uma ilha entre governos progressistas” (entrevista ao jornal espanhol El País, publicada em 18 de abril). Ao mesmo tempo, tem declarado sua estima plural tanto por Lula, Evo Morales, Rafael Correa, ou Michelle Bachelet, quanto por Hugo Chávez. Temos diante de nós um tempo fecundo e criativo, não isento de tensões normais e indispensáveis, nas novas relações entre o Brasil e o Paraguai.</em></p>
<p><span id="more-243"></span></p>
<p><em><br />
Gostaria, numa segunda parte, de refletir sobre o caso de Fernando Lugo, que trocou o episcopado por uma ação política, fundando a Aliança Patriótica para a Mudança e, depois, por uma candidatura a presidente. Um jornalista da grande imprensa, logo no momento da vitória, insistiu em chamá-lo religioso ou bispo, ao que parece sob o pretexto de que o Vaticano não aceitou seu pedido de secularização do sacerdócio. Como se as decisões relevantes fossem apenas as que vêm unilateralmente de cima.</em></p>
<p><em>Para entender um pouco o tema, temos de examiná-lo nas reflexões dos teólogos dos últimos anos, mas também na história concreta. Uma visão piramidal da Igreja Católica, que vigorou no segundo milênio, desce do episcopado (e ali no alto a primazia do bispo de Roma), passa ao sacerdócio mais abaixo, depois vêm a vida religiosa e os institutos seculares, para chegar finalmente aos chamados leigos e leigas, que curiosamente, nesse elenco tradicional, são a clara maioria, especialmente estas que, numa Igreja machista, vão colocadas em último lugar. Tudo muda se invertermos essa pirâmide, na linha do que o concílio Vaticano II chamou “o povo de Deus”.</em></p>
<p><em>Como ponto de partida, somos todos iguais, cristãs e cristãos batizados, do papa à mais simples e humilde fiel. Mas dentro da estrutura eclesial há vários serviços, ou em linguagem católica, ministérios. Uns tem uma missão específica na sociedade, outros missões próprias na instituição eclesiástica.</em></p>
<p><em>Porém as fronteiras não são fechadas nem rígidas. Valem alguns exemplos do caso brasileiro. Nos anos 50 e 60, membros da Ação Católica aceitaram trabalhar na estrutura eclesial interna durante alguns anos, organizando e coordenando movimentos de apostolado leigo, a quem a Igreja conferia um “mandato”, isto é, um reconhecimento especial. Os que aí participamos, éramos conhecidos, na linguagem da época, como “permanentes”, por uma dedicação temporária, mas quase exclusiva, a essas tarefas. Fui, naqueles anos, dirigente nacional e internacional da Ação Católica. Mas nunca deixamos de ser estudantes, operários ou profissionais, seguimos sendo cristãos comuns, leigos como se diz até agora, numa expressão que não me agrada, por ser negativa, igual a não-clérigo. Nessa condição, casamos e constituímos nossas famílias. Entretanto, alguns sentiram uma vocação especial para a vida religiosa ou para o sacerdócio. Da antiga Associação dos Universitários Católicos (AUC), que precedeu a Juventude Universitária Católica (JUC), Jorge Dale tornou-se Frei Romeu, frade dominicano, por muitos anos admirável assistente nacional da JUC. Outros jovens profissionais se fizeram beneditinos, como José Carlos Isnard, depois D. Clemente, hoje bispo emérito (aposentado) de Nova Friburgo; um médico se tornou monge no Rio e abade em Olinda, D. Basílio Penido, outro, depois de viúvo, também monge no Rio e logo abade na Bahia, D. Timóteo Amoroso Anastácio. Maria de Lourdes Ribeiro de Oliveira passaria a ser Dona Luzia, monja e abadessa em Belo Horizonte, Lia Amoroso Lima, dona Maria Teresa, monja e abadessa em São Paulo, Maria Sílvia Penido, irmã Letícia, beneditina em João Pessoa. Para não ficar só de um lado do espectro das opções e sensibilidades ideológicas, o jovem Lauro Barbosa seria o monge poeta D. Marcos e Flávio Bittencourt, que acaba de falecer, o inflexível D. Estêvão. Os homens normalmente, mas não necessariamente, acediam ao sacerdócio. Carlos Alberto Libânio Cristo, da equipe nacional da Juventude Estudantil Católica, seria o dominicano Frei Betto, que não quis receber o sacramento da ordem. São alguns exemplos de militantes do “laicato” católico que se fizeram sacerdotes, religiosos ou religiosas. Em sentido contrário, vários sacerdotes, assistentes eclesiásticos dos movimentos, pediram a secularização, isto é, voltar a ser cristãos comuns. Isso se deu também com figuras importantes do episcopado, em vários países, como Jerônimo Podestá, valente defensor dos direitos humanos em Avellaneda, na Argentina, que deixou o episcopado e se casou. Os processos de secularização foram relativamente ágeis com Paulo VI, lentos e difíceis com João Paulo II. Assim, as situações no mundo laical e no religioso ou sacerdotal, tiveram diferentes vias e direções em dois sentidos.</em></p>
<p><em>A Igreja Católica não teve problemas quando alguns sacerdotes assumiram mandatos políticos. Viu com bons olhos Monsenhor Arruda Câmara fundar o PDC e lutar no legislativo, por anos, para impedir uma lei do divórcio. Não levantou dificuldade em aceitar o direitista padre Godinho como senador. A situação foi diferente quando o monge e poeta Ernesto Cardenal e seu irmão, o jesuíta Fernando, se tornaram ministros do primeiro governo sandinista. Receberam fortes reprimendas, Ernesto em público, com o papa João Paulo II invetivando-o dedo em riste, com nosso monje sorridente, sem entender o que se passava.</em></p>
<p><em>Fernando Lugo teve, sob esse ponto de vista, uma atitude clara e exemplar. Fôra por alguns anos, desde 1994, bispo em San Pedro e ali esteve sempre a serviço dos setores populares mais pobres, como Leônidas Proaño, em Rio Bamba, no Equador, bispo dos indígenas, que conheceu de perto e a quem tanto admirou. Entre nós, podemos mencionar, entre outros, Pedro Casaldáliga, Erwin Krautler ou Tomás Balduíno, na linha da teologia da libertação latino-americana e dos encontros de Medellín (1968) e de Puebla (1979).</em></p>
<p><em>Mas Lugo, num certo momento, sentiu que poderia servir melhor a seu país entrando para a política. Entretanto, não quis embaralhar funções. Referindo-se à experiência centro-americana, declarou no jornal  El País, citado acima, em entrevista publicada dois dias antes de sua vitória eleitoral: “Quando a Igreja, como instituição, optou por identificar-se com um modelo temporal, equivocou-se. Isso aconteceu com os padres nicaragüenses durante o sandinismo”.</em></p>
<p><em>No seu caso, não quis confundir sua situação anterior de bispo com a de futuro candidato a presidente. Claro que o episcopado fica na sua história e nas raízes de sua experiência. Sabemos também que, na Igreja Católica, a ordem sacerdotal e a episcopal permanecem como sacramentos (“sacerdos in aeternum”). Mas o sacerdote ou bispo pode perfeitamente ser dispensado de seu exercício. Foi nessa direção que agiu Lugo, solicitando dispensa do episcopado em 2005, quando se tornou bispo emérito e do sacerdócio em 2006, para servir seu país em outro lugar social e eclesial, como simples cristão.</em></p>
<p><em>A reação romana, nesse último caso, foi de irritação, ao seu entender, pelo inusitado da demanda. Como renunciar à dignidade de um poder eclesiástico, por um simples poder temporal? Suspendeu Lugo indefinidamente de suas funções (“a divinis”), mas sem lhe conceder a dispensa do sacerdócio. Agiu como uma burocracia defendendo corporativamente os poderes internos de sua instituição, apoiando-se em regulamentos e códigos e não com sensibilidade pastoral. Faltou-lhe abertura para entender a importância do gesto de um cristão até então clérigo, mas que desejava exercer seu serviço em outro domínio, com o extremo cuidado de não confundir papeis, por profunda convicção, lealdade e transparência para com sua Igreja.</em></p>
<p><em>Fernando Lugo seguiu adiante, deixou o sacerdócio e agora se tornou o novo presidente paraguaio. Depois de ter votado, diz a imprensa, foi à missa dominical como simples cristão. Não foi mencionado se participou da comunhão. Possivelmente não, estando suspenso sem prazos.</em></p>
<p><em>O importante é que temos de deixar de vê-lo, de uma vez por todas, como ex-bispo, como gostam de proclamar os meios de comunicação, numa atitude no fundo clerical. Há um clericalismo de direita que se escandaliza, como há um subreptício clericalismo progressista que se alegra com a vitória do que consideram um ex-bispo.</em></p>
<p><em>Lugo é agora simplesmente um cristão que se elegeu presidente e que, num gesto pessoal de liberdade, suspendeu definitivamente suas antigas prerrogativas eclesiásticas, sem esperar uma autorização de cima que certamente não viria. Estas prerrogativas e o poder inerente ficaram para trás. Ao ser eleito declarou: “sou um homem de fé e de espiritualidade”, agora como um simples fiel. E noutra ocasião: “se minha atitude e minha desobediência às leis canônicas causaram dor, peço perdão” (Folha de São Paulo, 22-4-2008). Como não alegrar-nos com um presidente que deixou no passado sua situação de bispo e agora é apenas um cristão, mas acima de tudo um cristão e um cidadão cuidadoso e responsável? Trata-se de um presidente de pertença cristã, em diálogo pluralista com outros estadistas cristãos, de outras religiões ou sem religião. O cristianismo, como para qualquer fiel, poderá ajudá-lo a discernir, a iluminar sua consciência, mas as decisões serão tomadas como um homem livre e com a enorme responsabilidade que tem, a partir de agora, de refazer, com sua equipe, a vida paraguaia.</em></p>
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		<title>Entre trombetas</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 13:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Já faz tempo que deixei de acompanhar como fazia o noticiário e a política sulamericana, da mesma forma deixei de poder opinar de forma mais decente sobre o que acontecia na região. Até porque esse blog deixou praticamente de ser jornalístico. Tentando entender e poder ter alguma opinião sobre a crise envolvendo o Equador, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz tempo que deixei de acompanhar <a href="http://www.locoporti.blog.br/www.locoporti.zip.net">como fazia</a> o noticiário e a política sulamericana, da mesma forma deixei de poder opinar de forma mais decente sobre o que acontecia na região. Até porque esse blog deixou praticamente de ser jornalístico. Tentando entender e poder ter alguma opinião sobre a crise envolvendo o Equador, a Colômbia e a Venezuela, entretanto, é incrível como o que de melhor eu li até agora não está nos jornais ou nos grandes sites dos grupos de comunicação. Até agora, as análises melhores estão nos blogs de umas poucas pessoas &#8211; aliás, não necessariamente jornalistas.</p>
<p>Um dos melhores textos sendo produzidos sobre essa crise em particular e sobre a América Latina em geral é o dos <a href="http://todososfogos.blogspot.com/">Conspiradores</a>. O último texto publicado por Maurício Santoro comea assim:</p>
<p><em>A crise escapou dos Andes e alcançou a esfera das instituições multilaterais, com negociações muito tensas na </em><a href="http://www.locoporti.blog.br/www..oas.org"><strong><font color="#669922"><em>Organização dos Estados Americanos</em></font></strong></a><em> (OEA) e a declaração de Uribe de que irá processar Chávez no </em><a href="http://www.icc-cpi.int/"><strong><font color="#669922"><em>Tribunal Penal Internacional</em></font></strong></a><em>. Nenhuma das duas iniciativas é boa notícia para a América do Sul.</em></p>
<p>Sérgio Léo, também tem boas análises com muito humor e informação. <a href="http://ralint.blogspot.com/2008/03/da-colmbia-que-os-venezuelanos-comprar.html">Seu texto</a> sobre o assunto começa assim:</p>
<p><em>É da Colômbia que os venezuelanos compram 40% dos ovos,e carnes, e outros alimentos que consomem,</em><a href="http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=401336"><font color="#99aadd"><em> informou, ainda em dezembro, o excelente Fabiano Maisonnave</em></font></a><em>, que, na Folha, vem, há tempos, mostrando os suplícios sofridos na Venezuela pelo povo afetado com o </em><a href="http://noticias.cardiol.br/listanotsql.asp?P1=466883"><font color="#99aadd"><em>desabastecimento de bens essenciais</em></font></a><em>.</em></p>
<p>E termina assim:</p>
<p><em><img src="http://bp2.blogger.com/_9oT_7QfruSo/R86hgqPQCPI/AAAAAAAAAXQ/URpcHJIdceQ/s320/Shakira_2897d4fh.jpg" align="left" />Enquanto isso, para melhor avaliação das chances de guerra na fronteira, trago aos bons leitores deste sítio dados para melhor avaliar as condições da mais bem guarnecida retaguarda colombiana.<br />
</em></p>
<p><em /></p>
<p><em /></p>
<p><em /></p>
<p><em /></p>
<p><em /></p>
<p><em /></p>
<p><em /></p>
<p>Vale a pena ler o meio do que Sérgio Léo escreveu.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fidel, 18 de fevereiro de 2008</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/fidel-18-de-fevereiro-de-2008/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 14:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
A assinatura acima é a de Fidel Castro, que anunciou hoje sua saída da presidência de Cuba por meio do Granma, o órgão oficial de comunicação do regime. Fidel já havia deixado a presidência do Conselho de Estado em julho de 2006 para tratar da saúde. Agora, na carta que escreveu ao povo cubano, Fidel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.granma.cubaweb.cu/2008/02/19/nacional/firma_del_comandante_en_jefe.jpg" /></p>
<p>A assinatura acima é a de Fidel Castro, que anunciou hoje sua saída da presidência de Cuba <a href="http://www.granma.cu/espanol/2008/febrero/mar19/mensaje.html">por meio do Granma</a>, o órgão oficial de comunicação do regime. Fidel já havia deixado a presidência do Conselho de Estado em julho de 2006 para tratar da saúde. Agora, na carta que escreveu ao povo cubano, Fidel reafirma não ter interesse na presidência desses Conselho, além de seu afastamento da Presidência da República.</p>
<p>De imediato, nada deverá mudar muito em Cuba &#8211; pelo menos é no que aceditam a maior parte dos analistas que tenho visto até agora. O raciocínio é que Fidel não é uma fortaleza de pedra a cal armada com canhões de 50 milímetros que impeça a invasão norte-americana. E além disso, o regime conta com uma polícia secreta que coibe de forma eficiente porque sanguinária as tentativas de afrouxamento da ditadura que lá se instalou.</p>
<p>A questão principal para mim não é essa. Arrisco dizer que a saída de Fidel tem uma carga simbólica para o povo cubano que até agora ainda não foi considerada  &#8211; e provavelmente não estará na pauta da cobertura dos jornais, amanhã. De que vale essa carga simbólica? Vale muito, como os eventos que estão para se desenvolver na ilha mostrarão nos próximos dias e meses.<br />
Na carta de despedida, Fidel acena justamente com uma certa continuidade do regime, ao afirmar:</p>
<blockquote><p>Afortunadamente nuestro proceso cuenta todavía con cuadros de la vieja guardia, junto a otros que eran muy jóvenes cuando se inició la primera etapa de la Revolución. Algunos casi niños se incorporaron a los combatientes de las montañas y después, con su heroísmo y sus misiones internacionalistas, llenaron de gloria al país. Cuentan con la autoridad y la experiencia para garantizar el reemplazo. Dispone igualmente nuestro proceso de la generación intermedia que aprendió junto a nosotros los elementos del complejo y casi inaccesible arte de organizar y dirigir una revolución.</p></blockquote>
<p>O afastamendo de Fidel, por motivos vários, de certa maneira é um recolhimeno mais do que do poder, mas esse é um clima que até hoje foi Gabriel Garcia Marquez quem melhor expressou (em O Outono do Patriarca):</p>
<blockquote><p>Não apenas havíamos acabado de acreditar que de fato ele fora concebido para sobreviver ao terceiro cometa, mas essa convicção nos infudira uma uma segurança e um sossego que pensávamos disfarçar com todo tipo de piadas sobre a velhice, atribuíamos a ele as virtudes senis das tartarugas e os hábitos dos elefantes, contávamos nas cantinas que alguém havia anunciado ao conselho de governo que ele tinha morrido e que todos os ministros se olharam assustados e se perguntaram assustados e agora quem vai dizer isto a ele, ah! ah! ah!, quando a verdade era que ele não teria importado saber nem teria estado muito seguro ele mesmo se aquela piada de rua era verdadeira ou falsa, pois então ninguém sabia senão ele que só lhe restavam nas torneiras da memória umas quantas migalhas soltas dos vestígios do passado, estava só no mundo, surdo como um espelho, arrastando suas densas patas decrépitas por sombrios gabinetes onde alguém de levita e colarinho engomado lhe havia feito um sinal enigmático com um lenço branco, adeus meu general, adeus, mas ele não ouvia nada desde os lutos crepusculares de Letícia Nazareno quando pensava que a voz dos pássaros de suas gaiolas estava se gastando de tanto cantar e lhes dava de comer do seu próprio mel de abelhas para que cantassem mais alto, pingava-lhes gotas de cantorina no bico com um cnta-gotas, cantava-lhes canções de outros tempos, fúlgida lua do mês de janeiro, cantava pois não percebia que não eram os pássaros que estavam perdendo a força da voz mas que era ele que ouvia cada vez menos, e uma noite o zumbido dos tímpanos rompeu-se em pedaçs, acabou-se, transformou-se em um ar de argamassa por onde passavam apenas os lamentos de adeuses dos navios ilusórios das trevas do poder, passavam ventos imaginários, barulhadas de pássaros interiores que acabaram por consolá-lo do abismo de silêncio dos pássaros da realidade. As poucas pessoas que então tinham acesso à casa civil viam-no na cadeira de balanço de vime suportando o bochorno das duas da tarde sob o caramanchão de amores-perfeitos, dasabotoara a túnica, tirara o sabre com o cinturão das cores da pátri, tirava as botas mas deixava vestidas as meias de púrpura das doze dúzias que lhe mandou o Sumo Pontífice de seus privados,&#8230;</p></blockquote>
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		<title>35 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 16:18:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Próximo sábado tem feijoada e apresentação dos &#8220;Inimigos do Ritmo&#8221; aqui em casa pra lembrar as 35 primaveras deste escriba. A banda, que toca alguns dos chorinhos mais bonitos da MPB, vai aproveitar e gravar o primeiro DVD. Aos convivas, feijoada, cerveja, cana, vodka, coquetel molotov e otras coisitas masss. A foto acima é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="middle" src="http://www.africanmusic.org/images/6drmr.jpg" /></p>
<p>Próximo sábado tem feijoada e apresentação dos &#8220;Inimigos do Ritmo&#8221; aqui em casa pra lembrar as 35 primaveras deste escriba. A banda, que toca alguns dos chorinhos mais bonitos da MPB, vai aproveitar e gravar o primeiro DVD. Aos convivas, feijoada, cerveja, cana, vodka, coquetel molotov e otras coisitas masss. A foto acima é um flagrante da primeira tiração de som dos Inimigos, no ano passado, também no aniversário.</p>
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		<title>Acho que conheço esse sujeito de algum lugar&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 21:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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E você?
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="middle" src="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/foto/0,,11183270-EX,00.jpg" /></p>
<p>E você?</p>
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		<title>Exposição mostra horror da ditadura</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2007 22:27:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[Está em exposição em Madri uma mostra de fotos e pinturas de 26 artistas argentinos sobre a última ditadura no país. A mostra é inspirada na caão La memoria, de León Gieco. Abaixo, algumas das imagens que pincei do Clarin.

&#8216;LA MEMORIA&#8217;, de Luis Felipe Noé

&#8216;ACRILICO&#8217;, de Ernesto Pesce.

&#8216;MEMORIA&#8217;, acuarela de Clorindo Testa.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está em exposição em Madri uma mostra de fotos e pinturas de 26 artistas argentinos sobre a última ditadura no país. A mostra é inspirada na caão La memoria, de León Gieco. Abaixo, algumas das imagens que pincei do Clarin.</p>
<p><img src="http://www.clarin.com/diario/2007/04/11/um/thumb/memoria1.jpg" align="middle" /><br />
&#8216;LA MEMORIA&#8217;, de Luis Felipe Noé</p>
<p><img src="http://www.clarin.com/diario/2007/04/11/um/thumb/memoria3.jpg" align="middle" /><br />
&#8216;ACRILICO&#8217;, de Ernesto Pesce.</p>
<p><img src="http://www.clarin.com/diario/2007/04/11/um/thumb/memoria4.jpg" align="middle" /><br />
&#8216;MEMORIA&#8217;, acuarela de Clorindo Testa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Não chores por mim, Argentina</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2007 11:31:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Sangue, suor e lágrimas]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.clarin.com/diario/2007/03/29/um/m-01389864.htm"><img src="http://www.eltiempo.com/deportes/futbol/futbolinternal/noticias/IMAGEN/IMAGEN-3496749-1.jpg" /></a></p>
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		<title>Chávez quer aparecer também</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2007 15:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto Bush e seus 300 policiais se preparam para desembarcar no Brasil, Chávez anunciou que vai fazer uma rodada de visitas a países da região. Vai tentar disputar a atenção da comunidade internacional e contrapor assim seu discurso ao do presidente americano.
Até às Mães da Praça de Maio ele já anunciou que visitará esta semana. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto Bush e seus 300 policiais se preparam para desembarcar no Brasil, Chávez anunciou que vai fazer uma rodada de visitas a países da região. Vai tentar disputar a atenção da comunidade internacional e contrapor assim seu discurso ao do presidente americano.</p>
<p><a href="http://www.ultimasnoticias.com.ve/titularescadena/default.asp?nid=131278">Até às Mães da Praça de Maio ele já anunciou que visitará esta semana</a>. Sim, eu sei que é uma estratégia bem típica dele. Ao mesmo tempo é inédita &#8211; em parte também por ser financiada pelos petrodólares do país.</p>
<p>Enquanto Bush não vem, ele (Cháve) anunciou a criação de um novo partido, o Partido Socialista Unido de Venezuela (Psuv), em seu pronunciamento via rádio. </p>
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		<title>A viagem de Bush pela América Latina</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2007 19:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Elaine Tavares 
E, então, os olhos do governo estadunidense se voltaram para a América Latina. Depois de anos matando iraquianos civis, sob o argumento de que são malvados terroristas, e ainda disseminando pela mídia prostituída outras tantas mentiras acerca do Irã, George W. Bush decidiu dar um passeio pelo quintal de casa, visto que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><strong>Por Elaine Tavares </strong></p>
<p><em>E, então, os olhos do governo estadunidense se voltaram para a América Latina. Depois de anos matando iraquianos civis, sob o argumento de que são malvados terroristas, e ainda disseminando pela mídia prostituída outras tantas mentiras acerca do Irã, George W. Bush decidiu dar um passeio pelo quintal de casa, visto que, para ele, algumas ervas daninhas estão crescendo para além da conta e é preciso passar a ceifadeira. O jornal New York Times mostrou, em detalhes, à nação do norte que a Venezuela anda gastando muito dinheiro com materiais militares e, segundo os analistas, isso se configura um abuso. É claro que o mesmo jornal não dá uma linha sobre o material bélico produzido anualmente pelos Estados Unidos. Bom, isso não é novidade. Para os estadunidenses, o país ter o maior arsenal de armas do mundo, inclusive atômicas, é muito natural. São a polícia do mundo. Eles podem ter bombas atômicas. O Irã ou qualquer outro país, não. <span id="more-54"></span></em></p>
<p><em>Pois é para tentar cortar as “asinhas” do presidente venezuelano (a erva daninha em questão) que Bush faz um rápido recorrido pelo sul do continente. A ascendência “maléfica” de Chávez sobre Evo Morales, na Bolívia, e Rafael Correa, no Equador, está fugindo ao controle, pensam os conselheiros do governo estadunidense. Além disso, pelas beiradas, Chávez vem fazendo acordos com países que, apesar de não guinarem muito para a esquerda, estão buscando novas parcerias, livres das garras da águia, como a Argentina, por exemplo, com quem firmou contratos bi-laterais bastante significativos, além do compromisso de também apoiar a idéia de uma nação única, latino-americana, configurando um grande bloco de poder. Outros países do Caribe e da América Central têm fechado acordos envolvendo trocas comerciais dentro dos moldes da ALBA, a Alternativa Bolivariana para as Américas, que propõe um novo modelo de contratos, sempre levando em consideração a realidade social, econômica e cultural dos povos, sem imposições vantajosas apenas para quem tem maior poder de barganha. O oposto da ALCA, sonhada pelo governo dos Bush, desde o pai. </em></p>
<p><em>A viagem do presidente estadunidense é paradigmática. Funcional tal como no passado funcionavam os passeios dos Césares. O império se fazendo ver, o grande olho a observar e a dizer: estamos aqui. Bush visita a Colômbia, com quem mantém estreita relação. Como um bom vassalo, Uribe segue cumprindo as ordens do senhor imperial, reprimindo os movimentos de libertação, fortalecendo o Plano Colômbia &#8211; de ocupação massiva por parte dos soldados estadunidenses &#8211; desalojando famílias, promovendo o terror entre os lutadores sociais. É um parceiro estratégico porque está na fronteira da Venezuela e do Equador, dois dos países considerados “perigosos”, subsumidos na “onda vermelha”. Passa também pelo Uruguai onde Tabaré Vasquez se configura uma promessa. Já firmou acordo de livre comércio e pode ser um bom aliado na parte sul. Pode ser convencido a não sucumbir aos encantos chavistas e, de quebra, ajudar o parceiro brasileiro nesta empreitada. Bush ainda vai dar um pulinho na Guatemala, país amigo e uma força a barrar os avanços de Chávez na América Central. Visita também o México, de Felipe Calderón, presidente eleito a partir de eleições fraudulentas, como denunciam os movimentos sociais daquele país. Talvez por isso tenham muito que conversar. Experiências semelhantes. Além disso, o México é a parte mais próxima do quintal. Precisa, mais do que qualquer zona, manter-se limpo das ervas socialistas. </em></p>
<p><em>E, o que nos interessa particularmente, Bush visita o Brasil. Vai conversar com o “companheiro” Lula, com quem conta para ajudar a frear o “Efeito C”. Na imprensa brasileira já pipocam as análises acerca dos “grandes benefícios” que o imperador traz na bagagem. Uma delas é a possibilidade de um acordo para negócios envolvendo o álcool. Os usineiros já se preparam para, finalmente, entrar no mercado do norte, até então fechado, visto que os EUA fabricam seu próprio álcool. É a “energia do futuro” o grande “produto” no qual a águia está de olho, uma vez que sabe ser o petróleo um bem em extinção, além de causador dos males que o planeta vem vivendo, entre eles o aquecimento global. </em></p>
<p><em>Então, os arautos do imperador já se apressam em falar dos “fabulosos” negócios que os empresários da cana poderão fazer, pelo menos em médio prazo, caso os EUA abram mesmo seu mercado. Para os trabalhadores também há vantagens incríveis no horizonte, visto que o número de cortadores de cana deverá aumentar extraordinariamente. A mídia cortesã já saúda o fato de voltarmos aos tempos da casa grande e senzala. O Brasil como um imenso canavial, produzindo a energia limpa que o planeta tanto necessita.</em></p>
<p><em>Mas, no meio desta euforia colonizada, as vozes dissonantes já começam a soar. Alguns analistas questionam a idéia de usar produtos comestíveis como combustível. Cana ou óleo de plantas saem da lógica alimentar e passam a ser produtos geradores de energia para sustentar o capital. Há quem diga ser um paradoxo a expressão “desenvolvimento sustentável”. Paradoxo e impostura. Não existe. Não nesse modelo capitalista predador. Haveria que se pensar o que o Samir Amin chama de “desconexão”. Um outro modelo de vida, despegado da lógica capitalista. Mas é coisa para muito debate. </em></p>
<p><em>De qualquer forma, essa conversa de abrir mercado para o Brasil nos EUA certamente é só um truque no qual apenas uma imprensa cortesã, colonizada e autista pode cair. O que está em questão mesmo é a paralisação da influência de Chávez nos “países amigos”. Manter os gerentes dos quintais de rédea curta, bem ao estilo texano, é o objetivo central. Mostrar quem manda, prometer uma migalha aqui e outra ali, inflamar as vaidades, provocar a cizânia e, quem sabe, até acertar algum trato de “combate ao terrorismo”, visto que este tipo de coisa já está aparecendo por aqui também, como alardeiam imprensa e governantes. </em></p>
<p><em>A grande ameaça comunista que foi o mote para uma série de retrocessos e ferozes ditaduras militares financiadas pelos EUA nos anos 50 e 60 do século passado, agora tem outro nome. É Chávez. Um presidente que tem petróleo e uma proposta de mudança muito concreta, desconectada do império. Não é nem o socialismo, mas já incomoda um bocado. Resta saber qual vai ser a atitude de Lula. </em></p>
<p><em>Alguém arrisca um palpite? Entre os movimentos sociais tudo já está claro. E os protestos devem acontecer em todo o país. Não só pelas questões singulares que envolvem o Brasil, mas, solidariamente, em nome de todos os que sofrem os efeitos de um sistema imperial opressor, destrutivo, manipulador e irracional. &#8211; Elaine Tavares – jornalista no Ola/UFSC. O OLA é um projeto de observação e análise das lutas populares na América Latina.</em></p>
<p>Publicado no <a href="http://www.alainet.org/">http://www.alainet.org</a>.</p>
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		<title>A quem interessar possa</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Feb 2007 17:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1ª CONVENÇÃO ESTADUAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA
Recife &#8211; Pernambuco
Dia 16 de março/2007
Local: Sindicato dos Bancários de Pernambuco
Rua Manoel Borba, 564     &#8211; Bairro da Boa Vista   &#8211;   Recife
P R O G R A M A Ç Ã O 
14:00 &#8211; Horas
Início dos trabalhos &#8211; Filme sobre os 5 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1ª CONVENÇÃO ESTADUAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA</strong><br />
Recife &#8211; Pernambuco<br />
Dia 16 de março/2007<br />
Local: Sindicato dos Bancários de Pernambuco<br />
Rua Manoel Borba, 564     &#8211; Bairro da Boa Vista   &#8211;   Recife</p>
<p><strong>P R O G R A M A Ç Ã O </strong></p>
<p>14:00 &#8211; Horas<br />
Início dos trabalhos &#8211; Filme sobre os 5 Antiterroristas presos políticos do Estados Unidos.<br />
14:30 &#8211; Horas<br />
A situação dos 5 Heróis cubanos presos nos Estados Unidos.<br />
Palestrante: Edval Nunes Cajá<br />
15:00 &#8211; Horas<br />
O Bloqueio dos Estados Unidos a Cuba<br />
Palestrante: Hemilton Bezerra<br />
15:30 &#8211; Horas.<br />
A América Latina Hoje<br />
Palestrante: Sociólogo e escritor Emir Sader<br />
16:30 &#8211; Horas<br />
Debates<br />
17:00 &#8211; Horas<br />
Autografos dos Livros: Fidel Castro &#8211; Biografia a duas vozes e Enciclopedia da América Latina.<br />
18:00 &#8211; Horas<br />
Escolha dos Delegados a XV CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA &#8211; 5 a 7 de Abril/2007 &#8211; Minas Gerais<br />
___________________________________<br />
<em>Por enquanto é só. Tô sem tempo. Adios.</em></p>
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		<title>Organização Colaborativa da Produção e do Conhecimento</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 17:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos impertinentes]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>

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		<description><![CDATA[Será realizado nos dias 26 e 27 de fevereiro, na Livraria Cultura Paço Alfândega (Rua Madre de Deus s/nº), em Recife, o seminário Organização Colaborativa da Produção e do Conhecimento &#8211; A cultura das redes de informação compartilhada. Um fórum de debates promovido pelo Programa Cultura e Pensamento do Ministério da Cultura (MinC). A participação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será realizado nos dias 26 e 27 de fevereiro, na Livraria Cultura Paço Alfândega (Rua Madre de Deus s/nº), em Recife, o seminário Organização Colaborativa da Produção e do Conhecimento &#8211; A cultura das redes de informação compartilhada. Um fórum de debates promovido pelo Programa Cultura e Pensamento do Ministério da Cultura (MinC). A participação é gratuita.</p>
<p>O objetivo deste encontro é estimular a reflexão sobre o fenômeno da organização comunitária e coletiva do trabalho cultural e intelectual na Internet, seu potencial crítico e o que há de inerente a esse processo.</p>
<p>Os debatedores se reunirão em mesas redondas, cerca de três por dia, com convidados. Estarão em discussão os seguintes temas: Produção, reprodução, interferência e consumo virtual; Blogosfera e jornalismo cidadão; Autoria individual e coletiva/ A web e o saber compartilhado; Conhecimento, saberes e valores em tempo real; Gestão de redes digitais de colaboração.</p>
<p>Com o Fórum, o Cultura e Pensamento quer colaborar para ampliar os espaços de debate sobre o assunto, a partir da reunião de abordagens e pontos-de-vista diversificados.</p>
<p>O programa conta com o patrocínio da Petrobras, a coordenação técnica da Fundação de Apoio à pesquisa e à Extensão (Fapex), e a parceria do Ministério da Educação (MEC), do SESC São Paulo e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).</p>
<p>- Confira a Programação no site:<br />
<a href="http://www.cultura.gov.br/culturaepensamento">www.cultura.gov.br/culturaepensamento</a></p>
<p>(Notícias do MinC &#8211; Comunicação Social/MinC)</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Thanks, God. It´s Friday</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/thanks-god-it%c2%b4s-friday/</link>
		<comments>http://www.locoporti.blog.br/thanks-god-it%c2%b4s-friday/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 13:32:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>

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		<description><![CDATA[O Gordo

Sem muitos comentários. Reportagem no AS, site espanhol, afirma que Ronaldinho está tendo a mesma vida de gandaia de Ronaldo. Isso explica muita coisa, não?
Detalhe: a matéria e as fotos estão durante toda essa manhã de sexta-feira como principal chamada da Homepage do Clarin, principal portal argentino. No fundo pode ser só inveja e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Gordo</strong><br />
<img src="http://www.as.com/recorte.php?id=LCO&#038;xref=20070223dasdaiftb_17&#038;type=Ies" align="right" /><br />
Sem muitos comentários. Reportagem no <a href="http://www.as.com/articulo/futbol/Ronaldinho/senda/Ronaldo/dasftb/20070223dasdaiftb_21/Tes/">AS</a>, site espanhol, afirma que Ronaldinho está tendo a mesma vida de gandaia de Ronaldo. Isso explica muita coisa, não?</p>
<p>Detalhe: a matéria e as fotos estão durante toda essa manhã de sexta-feira como principal chamada da Homepage do Clarin, principal portal argentino. No fundo pode ser só inveja e Photoshop.</p>
<p>Ou então falta de assunto, num ano que começa modorrento também na região dos pampas.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong>Pra você que gosta de blog e/ou de blogueiro<br />
<img src="http://www.malvados.com.br/tirinha943.gif" /><br />
</strong>A tirinha é de <a href="http://www.malvados.com.br">André Dhamer</a>.</p>
<p><strong>PALAVRÓRIO PRA UMA SEXTA<br />
</strong>Precisamos amar para não adoecer &#8211; <em>Sigmund Freud</em>.</p>
<p>A esperança é a presença de Deus nos homens &#8211; <em>Plínio Marcos</em></p>
<p>Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele; um dia a gente se encontra &#8211; <em>Mário Lago</em>.</p>
<p><em>Porque hoje é sábado &#8211; Vinícius de Moraes<br />
I</em></p>
<p><em>Hoje é sábado, amanhã é domingo<br />
A vida vem em ondas, como o mar<br />
Os bondes andam em cima dos trilhos<br />
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.</em></p>
<p><em>Hoje é sábado, amanhã é domingo<br />
Não há nada como o tempo para passar<br />
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo<br />
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.</em></p>
<p><em>Hoje é sábado, amanhã é domingo<br />
Amanhã não gosta de ver ninguém bem<br />
Hoje é que é o dia do presente<br />
O dia é sábado.</em></p>
<p><em>Impossível fugir a essa dura realidade<br />
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios<br />
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas<br />
Todos os maridos estão funcionando regularmente<br />
Todas as mulheres estão atentas<br />
Porque hoje é sábado.</em></p>
<p><em>II</em></p>
<p><em>Neste momento há um casamento<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Hoje há um divórcio e um violamento<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um rico que se mata<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um incesto e uma regata<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um espetáculo de gala<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há uma mulher que apanha e cala<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um renovar-se de esperanças<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há uma profunda discordância<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um sedutor que tomba morto<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um grande espírito-de-porco<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há uma mulher que vira homem<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há criançinhas que não comem<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um piquenique de políticos<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um grande acréscimo de sífilis<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um ariano e uma mulata<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há uma tensão inusitada<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há adolescências seminuas<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um vampiro pelas ruas<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um grande aumento no consumo<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um noivo louco de ciúmes<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um garden-party na cadeia<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há uma impassível lua cheia<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há damas de todas as classes<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Umas difíceis, outras fáceis<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um beber e um dar sem conta<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há uma infeliz que vai de tonta<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um padre passeando à paisana<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há um frenesi de dar banana<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há a sensação angustiante<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>De uma mulher dentro de um homem<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há uma comemoração fantástica<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Da primeira cirurgia plástica<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>E dando os trâmites por findos<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>Há a perspectiva do domingo<br />
Porque hoje é sábado</em></p>
<p><em>III</em></p>
<p><em>Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens, o Sexto Dia da Criação.<br />
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas<br />
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra;<br />
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra<br />
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.</em></p>
<p><em>Na verdade, o homem não era necessário.</em></p>
<p><em>Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres como as plantas, imovelmente e nunca saciada<br />
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.<br />
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias.</em></p>
<p><em>Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa<br />
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos.</em></p>
<p><em>Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na terra.</em></p>
<p><em>Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes<br />
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia.</em></p>
<p><em>Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo<br />
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda e missa de sétimo dia.</em></p>
<p><em>Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das águas em núpcias.</em></p>
<p><em>A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio<br />
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em cópula.</em></p>
<p><em>Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos;<br />
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas<br />
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade.</em></p>
<p><em>Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo&#8230;</em></p>
<p><em>E para não ficar com as vastas mãos abanando<br />
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança<br />
Possivelmente, isto é, muito provavelmente,</em></p>
<p><em>Porque era sábado.</em></p>
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		<title>Uma retomada neo-loberal?</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 13:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar da presença de diversos governos bem ou mal alinhados com a esquerda na América Latina, este artigo do América Latina em Movimento, chama a atenção para uma possível retomada de políticas neo-liberais no continente sulamericano.
Ao invés de estabelecer prioritariamente políticas de controle econômico, a nova campanha neo-liberal estaria orientando políticas de investimento em áreas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar da presença de diversos governos bem ou mal alinhados com a esquerda na América Latina, <a href="http://www.alainet.org/active/15698&#038;lang=es">este artigo</a> do América Latina em Movimento, chama a atenção para uma possível retomada de políticas neo-liberais no continente sulamericano.</p>
<p>Ao invés de estabelecer prioritariamente políticas de controle econômico, a nova campanha neo-liberal estaria orientando políticas de investimento em áreas de energia (sobretudo biocombustíveis) e cultivo de soja, além de outras commodities que garantem o desenvolvimento do mundo mais industrializado &#8211; Estados Unidos e Europa.</p>
<p>Raúl Zibechi, que é o autor do artigo tenta mostrar que a  expansão dos cultivos de transgênicos, a instalação de novas e maiores plantas de celulose e o exponencial crescimento dos cultivos de cana de açúcar, líder mundial na produção  na produção de biocombustíveis, são uma das principais apostas dos governos de Néstor Kirchner, Tabaré Vázquez y Luiz Inacio Lula da Silva, entre otros&#8221;.</p>
<p>O argumento é interessante e valerá a pena acompanhar essa hipótese no desenvolvimento das políticas regionais nessas áreas e a forma como os Estados Unidos e a Europa se comportam nesse sentido. A hipótese pelo menos corrobora a tese de que o capital se adapta às suas necessidade e novos contextos mundiais. A questão é saber se, numa economia globalizada isso vai de fato se confirmar.</p>
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