<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Soy Loco Por Ti, América &#187; Coque</title>
	<atom:link href="http://www.locoporti.blog.br/categoria/coque/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.locoporti.blog.br</link>
	<description>Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 May 2012 18:05:57 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Relato das ações no Coque Livre</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/relato-das-acoes-no-coque-livre/</link>
		<comments>http://www.locoporti.blog.br/relato-das-acoes-no-coque-livre/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:05:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Commons]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Coque]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Metareciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.locoporti.blog.br/?p=2562</guid>
		<description><![CDATA[Vou postar aqui nos próximos dias algumas reflexões sobre os ciclos de atividades do Projeto Coque Livre, que implementamos em 2011 na comunidade do Coque, centro do Recife. Os textos têm uma pegada um tanto acadêmica &#8211; sobretudo a parte inicial, em que segue uma introdução a alguns conceitos que permearam as oficinas dos ciclos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Vou postar aqui nos próximos dias algumas reflexões sobre os ciclos de atividades do <a href="http://www.locoporti.blog.br/oficinas-do-coque-livre-comecam-amanha/" target="_blank">Projeto Coque Livre</a>, que implementamos em 2011 na comunidade do Coque, centro do Recife. Os textos têm uma pegada um tanto acadêmica &#8211; sobretudo a parte inicial, em que segue uma introdução a alguns conceitos que permearam as oficinas dos ciclos. Isso porque precisaremos apresentar esses relatos ao CNPq, que financiou as atividades. </em><em>Nos próximos dias coloco as descrições das atividades mesmas. </em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>1. Análise crítica das bases teórico-metodologias das oficinas de mídias livres</strong></p>
<p>As oficinas com tecnologias livres baseiam-se teórica e metodologicamente no  que podem ser chamadas &#8216;ações coletivas com mídias livres&#8217;. Tais ações expressam um conflito e uma oposição ao modo com que os bens informacionais são comercialmente produzidos e controlados, bem como os objetivos dessa produção. Considerar como eixo característico a disposição antagonista implica em reconhecer a existência de questionamentos coletivos quanto à legitimidade do poder  e ao modelo estabelecido para o uso dos recursos sociais – esses princípios conduzem a base metodológica e filosófica das oficinas.</p>
<p>O sentido das oficinas com tecnologias livres está associado à criação de condições estruturais e conceituais para a produção, circulação, apropriação e usufruto de conhecimento, informação e cultura fora das hostes comerciais. Em termos filosóficos,  essa orientação, que prevalece sobre as outras linhas de atuação, expressa a atualização da análise de Ranciére (1996) para a emergência do exercício da política, com uma correspondente instituição de uma outra ordem do sensível. Ou seja a criação de tais condições estruturais e conceituais se vincula a um virtuoso processo de atualização da reivindicação da parcela dos que não têm parcela, da reivindicação da fala, do dissenso, da possibilidade e das condições para a expressão do desentendimento em relação a como se reparte o todo, entre os que têm parcela ou partes do todo e os que não têm nada.</p>
<p>Por outro lado, é possível considerar o modelo predominante de &#8216;inclusão digital&#8217; ancorado à lógica da Justiça Distributiva . Nesse sentido, tal modelo também precisa ser compreendido sob os eflúvios das mudanças pelas quais passa o capitalismo pós-industrial – sobretudo naquilo que se refere à crise da noção de valor, que acompanha tais alterações sistêmicas. Se é verdade que no capitalismo pós-industrial não é mais no produto, na matéria, que se concentra o centro do valor, mas no conhecimento, na forma de se organizar e modelar a inteligência coletiva, então à Justiça Distributiva deve-se interpor um outro front de crítica – inclusive como forma de enquadrar e compreender  a perspectiva, os discursos e a programática de ações coletivas que lançam mão de tecnologias livres.</p>
<p>É necessário, antes de continuar, deixar claro a que se refere esse termo. As &#8216;tecnologias livres&#8217; a que nos referimos são constituídas por softwares e hardwares que permitem que sejam usados, copiados, estudados e redistribuídos sem restrições, o que implica que as modificações feitas tanto em programas quanto nos equipamentos físicos podem se realizados e compartilhados também sem restrições. O conceito de &#8216;livre&#8217; se opõe ao de restritivo e à noção de software proprietário, cujas alterações no seu código de funcionamento são vedadas. Tanto softwares livres quanto hardwares livres são vinculados a licenças de uso que visam garantir as liberdades de execução, distribuição, modificação e repasse sem que para isso seja necessário a permissão do(s) autor(es) (Torvalds &amp; Diamond, 2001). Portanto, para tecnologias livres estão associados licenças de uso que procuram garantir<br />
•    A liberdade de executar o programa ou de uso do hardware, para qualquer propósito;<br />
•    A liberdade de estudar como o programa ou hardware funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte, no caso dos softwares, é um pré-requisito para esta liberdade;<br />
•    A liberdade de redistribuir cópias de modo que se possa beneficiar o próximo;<br />
•    A liberdade de aperfeiçoar o programa e/ou hardware, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.<br />
Portanto, o uso do termo tecnologia livre nesse texto considera será considerado livre se todos os seus usuários tiverem essas quatro liberdades.</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-2562"></span><br />
Ora, sabemos que no capitalismo em sua fase industrial, a organização do trabalho dispõe os sujeitos em um sistema de trabalho – a linha de montagem – na qual suas capacidades subjetivas e criativas são sublimadas. Isso não implica que não haja criatividade e mesmo inovação na indústria, como os sucessivos processos de adaptação a demandas de mercado e/ou crises financeiras revelaram. Mas a previsibilidade é uma exigência dessa etapa, assim como uma política de escassez que regule as cópias da produção; e explicite e especifique o custo de um novo produto (ou do erro em sua fabricação, quando ocorre) a partir da necessidade de mais matéria-prima e de tempo para sua transformação.</p>
<p>A organização dos sujeitos em classe – a um tempo, uma distribuição econômica, mas também simbólica – expressa e condiciona esse quadro político-econômico: ao proletário não cabem o direito nem alternativas para que suas experiências sensíveis e subjetivas interfiram nos processos de transformação da matéria-prima (Gorz, 2005).</p>
<p>Assim, enquanto o trabalhador opera (não se realiza) no espaço quadriculado do chão de fábrica, com o ganho definido, com o movimento repetitivo, os proprietários dos meios de produção operam de forma dinâmica, em alguns casos alocando de forma nômade seu capital, assumindo papéis, posições e ganhos variados num sistema de hierarquia nítida e bem demarcada.<br />
Há portanto uma definição do lugar do sujeito na ordem estética e na indústria, além de uma concepção de valor específica, centrada no “produto”.</p>
<p>A Justiça Distributiva reedita a organização dos sujeitos a partir dessa distribuição de lugares com base econômica (a classe) e simbólica, na qual o papel que cabe ao sujeito que não detém os meios de produção é o de mero usuário ou de peça do sistema produtivo, e não a de produtor de valor, em face a suas experiências sensíveis e subjetivas. O que está subsumido aí é uma relação tutelada com o objeto técnico usado para a produção de valor, em que a autonomia é extremamente limitada em função dos interesses do comércio e da indústria. O sujeito lida com caixas pretas, cuja lógica de funcionamento interno é uma prerrogativa de elites logotécnicas que servem à indústria (Neves, 2006). A desnecessidade de saber como tal objeto técnico funciona, ou é produzido, ou pode ser modificado e melhorado exprime a dificuldade de sua apropriação imposta pelo sistema produtivo industrial e a consequente tutela do valor produzido. Essa condição foi assimilada pelo senso comum e não é questionada – o corolário dessa dessa lei de mercado é a impossibilidade de se ver as vias abertas ou por emergir da interferência criativa sobre as ferramentas de produção de valor.</p>
<p>A Justiça Distributiva por fim reedita e renova o regime discursivo e estético no qual ao trabalhador está reservado a ação calculada, previsível, controlada, sem margem para a expansão da criatividade e da inovação, a partir de sua vida, que operem sobe o sensível, o dizível e o visível. O modelo hegemônico dos programas de inclusão digital expressam essa distribuição econômica e simbólica na medida em que refletem o relacionamento com o objeto técnico no qual os “beneficiados” têm acesso a caixas pretas, em função do que seu uso é tutelado, é comprometida a autonomia e limitadas as possibilidades de expressão em face a experiências sensíveis e subjetivas.</p>
<p><strong>x.x.x.x.x</strong></p>
<p>Os ciclos planejados e executados ao longo do Projeto Coque Livre, por outro lado, basearam-se no que pode ser nomeado “ações coletivas com tecnologias livres”,  que praticam uma perspectiva oposta à dos programas &#8216;tradicionais&#8217; de inclusão digital, e na qual são tecidas as condições de possibilidade para que aconteça uma apropriação crítica das tecnologias; apropriação esta que torne possível a produção de valor com base na improvisação contínua, na comunicação, nas subjetividades culturalmente construídas, nas relações afetivas, no cotidiano sensitivo das comunidades envolvidas. Assim, uma linha de fuga se estabelece, explicitando o aspecto não-utilitarista dos processos de ensino-aprendizagem inspirados nasações coletivas com mídias livres que se pretendeu implementar nesse projeto.</p>
<p>O trabalho imaterial que se desprende dessas potencialidades está afinado com aquilo que André Gorz pontuou como sendo o “trabalho da produção de si” (GORZ, 2005). Nesse sentido, o caminho que se pretendeu traçar nos Ciclos é tal que permite contribuir para a construção de espaços (lógicos, físicos e afetivos) que permitam a expansão das potências criativas, a quebra da previsibilidade  e a superação da relação industrial entre projeto e produto.</p>
<p>Essa abordagem não-utilitarista permeia a apropriação crítica de ferramentas e de linguagens de expressão, de modo que é por si já uma alternativa à lógica de mercado, da preparação da mão-de-obra e do &#8216;produto&#8217;, que habitam as entrelinhas dos programas de inclusão digital. Essa apropriação crítica de ferramentas da informação e comunicação, fomentadas nas e pelas ações coletivas com tecnologias livres, é um objetivo que tem o potencial de se tornar possível ao se lançar mão de tecnologias livres, de metodologias e de referências discursivas que precisam ser pontuadas.</p>
<p>É necessário observar inicialmente a perspectiva que procura adequar às necessidades simbólicas, aos espaços disponíveis e/ou construídos coletivamente nas comunidades e ao cotidiano delas a implementação dos ambiente de conexão à internet que servem às comunidades – os telecentros. Nestes casos a instalação dos computadores é um processo realizado com os futuros usuários deles, em oficinas nas quais as máquinas são literalmente desconstruídas. As máquinas são abertas e seu interior esquadrinhado em atividades cujo resultado é o funcionamento de um número mínimo de computadores em rede, conectados à internet. Mas que implica também num processo de desmistificação do artefato, e que contribui para que ele não seja manuseado com &#8216;excessivo respeito&#8217;, como um outro externo e distante.   A ideia que permeia isso é a noção de que é possível interferir sobre a tecnologia, o que por seu lado também se vincula a uma perspectiva antiutilitarista, e contribui com outros processos de aprendizagem, de formação de identidade, de pertencimento, de expressão de relatos e subjetividades que não encontram espaço nos canais comerciais de comunicação; de veiculação de reivindicações variadas. A &#8216;capacitação&#8217; não é um elemento prioritário embora acabe ocorrendo também.</p>
<p>Aplicado às tecnologias digitais, aos computadores pessoais e à eletrônica embarcada em equipamentos de uso cotidiano, o conceito passa a se referir à transformação do computador de uma mera ferramenta de trabalho (inacessível e desconhecida) em um instrumento de comunicação sobre o qual os sujeitos podem intervir; e de uma nova linguagem de criação e expressão para  refletir as necessidades locais de cada comunidade.</p>
<p>Nesse sentido, o relacionamento com os aparatos técnicos colocados em prática nas oficinas procuraram colocar em suspensão a técnica como algo natural (positivo) ou artificial (negativo). E tomam-na como algo sobre o qual é ainda possível atuar. Nesse sentido, Simondon chama atenção para o trabalho do artesão, que é baseado numa organização analítica, deixando sempre a via livre a novas possibilidades. Diz Simondon:</p>
<p><em>&#8220;estas possibilidades são a manifestação exterior de uma contingência interior. No afrontamento da coerência do trabalho técnico com a coerência do sistema de necessidades de utilização, é a coerência da utilização que vence porque o objeto técnico (construído) sob medida é de fato um objeto sem medida intrínseca; as suas normas vêm-lhe do exterior: não realizou ainda a sua coerência interna; não é um sistema do necessário; corresponde a um sistema aberto de exigências&#8221;.  (SIMONDON, 1989b, p. 23).</em></p>
<p>Em Deleuze, surge a possibilidade de pensar a técnica, não como o  domínio global e totalizante, mas como multiplicidade que permite uma incessante produção a partir dela mesma, uma produção por atualização de uma instância virtual, ou seja, da Diferença. A margem deleuziana, outra importante referência filosófica para as práticas das oficinas, permite ver a técnica como produtiva, dinâmica, alucinada e, ao mesmo tempo, não abortiva, não finalizadora, não destrutiva.</p>
<p>De forma virtuosamente não-utilitarista, a técnica é tomada como multiplicidade, a uma multiplicidade solta das amarras da medição e da organização de forças previamente determinadas. É essa perspectiva, tornada plástica, que anima as apropriações realizadas pelas ações coletivas com tecnologias livres em geral e as oficinas realizadas no Coque Livre em particular.</p>
<p>Uma das consequencias da forma coletiva de construção (ou de reorganização) de um telecentro descrita acima (ou da execução de projetos como os realizados nos ciclos do Coque Livre, descritas abaixo) é que os resultados da interação coletiva passam a ser entendidos pelas comunidades onde funcionam como espaço, objetos, equipamentos sobre o qual todos têm responsabilidades e acesso. É da mesma ordem de apropriação o uso que dele emerge. No caso de telecentros, a função que eles assumem vai bem além da capacitação da mão de obra para o mercado de trabalho. E é nesse sentido que se torna possível a superação da noção utilitária em que se ancora boa parte dos modelos de inclusão digital sob a lógica da Justiça Distributiva. Como já mencionado, outros elementos emergem em sintonia com demandas de ordem imaterial de pessoas e grupos.</p>
<p>Desse processo-percurso, em busca da apropriação crítica de tecnologias, faz parte o uso de softwares livres – a começar pelos sistema operacionais, o pacote de programas através dos quais nós nos relacionamos com a máquina. O uso de softwares livres, aliás, é uma condição (não a única) para a efetividade dessa apropriação – sendo tanto mais profunda quanto mais longa possível é o tempo de utilização de tais tecnologias. Eles oferecem a possibilidade de que o uso dos instrumentos de produção de valor não aconteça de forma tutelada, em função dos interesses estabelecidos pela indústria do software proprietário; acena com a possibilidade de conquista de autonomia no trato com os equipamentos; e o relacionamento com uma economia de bens simbólicos calcada na abundância de recursos. Como os softwares livres  são abertos à modificação por qualquer pessoa, de acordo com suas necessidades, abre-se a possibilidade para a criação, para a transformação, para a expressão de talentos, subjetividades e inovação em um patamar que não é possível quando se utilizam softwares proprietários.</p>
<p>O entendimento de que tais ferramentas são sempre passíveis de serem retiradas do modelo de uso atribuído pelo trabalho industrial expressa uma posição política. A &#8216;apropriação&#8217; &#8211; celebrada palavra usada nos &#8216;tradicionais&#8217; projetos de inclusão digital –, ganha um status radical, na medida em que é pensada para ocorrer na zona obscura, entre a forma e a matéria, entre as essências formais e as  coisas formadas, o que abre férteis possibilidades para a subversão dos objetos técnicos desenvolvidos, criados e construidos pelas instâncias comerciais no/do capitalismo tardio.</p>
<p>A criação de dispositivos a partir de sucata, a partir de objetos convencionais, do dia a dia, postos em interação com dispositivos computacionais também constituem processos de ensino e aprendizagem não convencionais que abrem múltiplas possibilidades de expressão e formação. Nesses casos lança-se mão do uso de arduinos , de hardwares livres, do hackeamento  de equipamentos, mas sobretudo das demandas de ordem subjetiva vivenciadas pela comunidade onde se desenvolve a ação.</p>
<p>Nesse sentido, uma das ações mais relevantes é o projeto Mimosa (Máquina de Intervenção Urbana e Correção Informacional) – aplicada numa dos ciclos do Coque Livre. Consiste em oficinas de mídia e mobilização através das quais se realiza a montagem de um estúdio portátil móvel de gravação, produção e veiculação de mídias – geralmente montado em um carrinho de super-mercado – ou qualquer outra base, desde que móvel. Diversas Mimosas já foram criadas em diferentes projetos de inclusão digital na linha que vem sendo aqui exposta. Ao longo de seu processo de construção, explicam-se, aos integrantes da comunidade que participam do processo, equações de primeiro grau, elementos básicos de programação computacional, do funcionamento e montagem de placas de circuitos elétricos, de elementos básicos de eletrônica ao mesmo tempo em que se procura identificar os relatos que os integrantes da oficina gostariam de gravar, provocar, veicular. A experiência dessas oficinas revela um profundo processo de reconhecimento e construção identitária para além do que a lógica utilitarista dos &#8216;tradicionais&#8217; programas de inclusão digital permite alcançar. É interessante observar ainda que o nome e a construção da Mimosa incorpora algo mais: o humor, o carinho, o afeto são elementos tão sólidos e necessários quanto as placas de circuito que permitem a mobilidade da máquina que grava e reproduz relatos, reivindicações, histórias, vivências, experiências.</p>
<p>A principal inspiração fornecida pelas ações coletivas com tecnologias livres trouxeram para o âmbito das oficinas nos Ciclos do Coque Livre é que os agenciamentos sócio-técnicos atuais não precisam ser de um único modo – ou em uma única direção, utilitarista –, aquele em que, aliás, o “processo industrial do grande degrada mais as reservas humanas e materiais do que ele próprio pode criar ou regenerar”, (SLÖTERDJIK, 1999, p. 78)</p>
<p>O que a teorização deleuziana permite observar é que o que muda substancialmente não são as ligações com os objetos técnicos, mas antes a consciência dessas ligações e os modos não industriais e não comerciais que elas podem tomar. Estas passam necessariamente pelas artes do fazer cotidiano, pelos afetos, pelas manipulações singulares de instrumentos e dispositivos, pelas experiências que se abrem a subversões do aparato tecno-midiático instituído, pelas possibilidades reais de se criar um espaço-tempo de subversão das práticas e teorias sobre tecnologia e cultura.</p>
<p>O que a teorização de Simondon, retomada por Deleuze, aponta é uma sucessão de estados metaestáveis em que o objeto técnico nessa perspectiva é pensado e transformado, apropriado e re-significado por práticas artesãs. É uma realidade em fluxo, nômade, de busca do objeto técnico, de busca pela apreensão e apropriação do objeto técnico e que permite que a operação tecnológica seja separada do modelo de trabalho estanque, passando a se sujeitar a operações de deformação, a operações que se aproximam mais de uma modulação do que de uma moldagem.</p>
<p>Nas oficinas realizadas no Coque Livre procurou-se operar sobre/nessa zona obscura da individuação dos objetos técnicos, abandonando a divisão estanque entre a essência da coisa e a coisa formada. As formas pelas quais essa zona obscura da individuação é iluminada permitem a criação de condições estruturais e conceituais para a produção, circulação, apropriação e usufruto de conhecimento, informação e cultura fora das hostes comerciais.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Referências até aqui.</strong></p>
<p style="text-align: left;">TORVALDS, Linux. e DIAMOND, David. <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=559929&amp;sid=1961782051423576036276618" target="_blank">Só por prazer. Linux: bastidores de sua criação.</a> Rio de Janeiro: Editora Campus, 2001.</p>
<p>GORZ, André. <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=7005615&amp;sid=1961782051423576036276618" target="_blank">O Imaterial: Conhecimento, Valor e Capital</a>.  Annablume, 2005.</p>
<p>SLÖTERDIJK, Peter . <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=201393&amp;sid=1961782051423576036276618" target="_blank">No mesmo barco. Ensaio sobre a hiperpolítica</a>. São Paulo: Editora Estação Liberdade, 1999.</p>
<p>SIMONDON, G. L&#8217;individu et sa genèse physico-biologique, Paris: PUF, 1964.</p>
<p>___________. L&#8217;individuation psychique et collective, Paris: Aubier, 1989a.</p>
<p>___________. Du mode d&#8217;existence des objets techniques, Paris: Aubier, 1989b.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>Nos próximos dias vou postando o restante do relatório.  O próximo ponto é a análise dos ciclos. </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.locoporti.blog.br/relato-das-acoes-no-coque-livre/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As potências da mídia tática e os caminhos da comunicação autônoma, com Paulo Lara, vulgo Pajé</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/as-potencias-da-midia-tatica-e-s-caminhos-da-comunicacao-autonoma-com-paulo-lara-vulgo-paje/</link>
		<comments>http://www.locoporti.blog.br/as-potencias-da-midia-tatica-e-s-caminhos-da-comunicacao-autonoma-com-paulo-lara-vulgo-paje/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 12:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Commons]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Coque]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Metareciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sabedoria para a juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Sangue, suor e lágrimas]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.locoporti.blog.br/?p=2008</guid>
		<description><![CDATA[Na próxima sexta-feira, 29, o Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e a Rede Coque Vive promovem a palestra As potências da mídia tática e s caminhos da comunicação autônoma, com Paulo &#8220;Pajé&#8221; Lara. O encontro é um dos ponta-pés da intervenção que estamos realizando na comunidade do Coque e que são formadas por oficinas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2009" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-2009" href="http://www.locoporti.blog.br/as-potencias-da-midia-tatica-e-s-caminhos-da-comunicacao-autonoma-com-paulo-lara-vulgo-paje/paje/"><img class="size-full wp-image-2009" title="Pajé" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/Pajé.jpg" alt="" width="300" height="244" /></a><p class="wp-caption-text">Paulo Lara, fotografado no momento em que preparava a palestra</p></div>
<p>Na próxima sexta-feira, 29, o Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e a Rede Coque Vive promovem a palestra As potências da mídia tática e s caminhos da comunicação autônoma, com<a href="http://lattes.cnpq.br/9527228745339307" target="_blank"> Paulo &#8220;Pajé&#8221; Lara</a>. O encontro é um dos ponta-pés da intervenção que estamos realizando na comunidade do Coque e que são formadas por oficinas de áudio, vídeo, experimentação com hardware, construção de ambientes web, web rádio, etc. Pajé é um dos auxílios luxuosos dessa empreitada. Abaixo, um resumo da palestra. O encontro é aberto  a todos com interesses em cultura livre, democratização da comunicação, políticas culturais, políticas de mídias, políticas do afeto, apropriação crítica de tecnologias, etc.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>As potências da mídia tática e s caminhos da comunicação autônoma</strong></p>
<blockquote><p><em>Um  dos desafios tanto do Estado brasileiro quanto da sociedade civil é  estruturar o país para uma nova realidade econômica e geopolítica que  virá com os próximos anos. Se nada de desastroso ocorrer, o Brasil  passará a ter em torno de 30 milhões a mais de consumidores. O grande  desafio, portanto, passa a ser oferecer as possibilidades de uma vida  completa e emancipada para milhões de pessoas que estiveram até hoje em  um estado de extrema obliteração. Isso, praticamente, remete a pergunta:  O que fazer politicamente com a cultura, estética e educação em relação  a grupos que estão passando a consumir, acessar e participar da vida  social, evitando que se tornem apenas &#8220;serviçais voluntários&#8221;?</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>A  preocupação que se apresenta a uma “nova classe média” surge pelo fato  de que o consumo, material e simbólico acarreta em um modelamento da  consciência por parte de diversas forças que não raras vezes atuam  contra a sociedade. Atentaremos aqui para o modo como a aquisição de  educação, “cultura”, conhecimento crítico, capacidade de análise e de  uma prática sensível pode promover uma autonomia tecnológica capaz de  colaborar com a formação de uma comunidade potente.</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>Para  isso, torna-se urgente a atenção para a capacidade das formas de  expressão segundo os próprios termos, além de um aprendizado estético e  tecnológico, que é sensível, político, radical e aponta para uma nova  forma de encarar as regras do pensamento. Isso significa antecipar um  exercício que é tecno-social, na medida em que forma e apresenta uma  visão de mundo construída a partir das próprias experiências,  conhecimentos e desejos.</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>Com a  possibilidade da intervenção no campo simbólico a partir de máquinas  comunicacionais, as potências artísticas, culturais, educacionais,  sentimentais e técnicas afloram no sentido de uma descoberta da própria  expressão e da negação da imposição de vontades e políticas alheias.  Neste sentido as possibilidades da comunicação preparam uma sociedade  mais crítica, analítica e autônoma, que aprende que a matéria prima da  cultura está na base da formação e desenvolvimento social. Com isso,  apresentaremos elementos dos usos das tecnologias que atiçam uma  criatividade política e uma inserção na vida pública, permitindo a  grande parte do povo brasileiro ser mais que mero consumidor e passando a  ser produtor de seu próprio destino.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #993300;">Dia 29 de abril, a partir das 9 horas</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #993300;">Auditório do PPGCOM – UFPE, CAC, 1º andar.</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.locoporti.blog.br/as-potencias-da-midia-tatica-e-s-caminhos-da-comunicacao-autonoma-com-paulo-lara-vulgo-paje/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O laboratório de mídias do Coque agora roda Ubuntu 10.10 #Coquevive</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/o-laboratorio-de-midias-do-coque-agora-roda-ubuntu-10-10-coquevive/</link>
		<comments>http://www.locoporti.blog.br/o-laboratorio-de-midias-do-coque-agora-roda-ubuntu-10-10-coquevive/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 15:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Commons]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Coque]]></category>
		<category><![CDATA[Metareciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.locoporti.blog.br/?p=1984</guid>
		<description><![CDATA[Hoje pela manhã e à tarde instalamos o Ubuntu 10.10 nas máquinas que usaremos nas oficinas do Projeto Coque Livre. Acho uma etapa importante essa, sobretudo porque ela implica em contar que as pessoas que passarão pelas oficinas serão levadas a usar uma outra plataforma de relacionamento com a máquina. É uma mudança de paradigma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje pela manhã e à tarde instalamos o Ubuntu 10.10 nas máquinas que usaremos nas oficinas do Projeto Coque Livre. Acho uma etapa importante essa, sobretudo porque ela implica em contar que as pessoas que passarão pelas oficinas serão levadas a usar uma outra plataforma de relacionamento com a máquina. É uma mudança de paradigma muito grande. Até hoje, os usuários do telecentro montado no NEIMFA usavam o Windows. Além do estranhamento natural com novas interfaces, procedimentos, lógicas de relação com o objeto técnico (o computador) e com objetos imateriais (o que for produzido nesa nova plataforma) existe um aspecto que não pode deixar de ser levado em consideração: é que o Linux não foi pedido por essas pessoas, ele está sendo &#8220;implantado&#8221; por um &#8220;pessoal de fora&#8221;. É um grande risco, se considerarmos ainda mais que a maior parte dos que passarão pelas oficinas são adolescentes, uma idade complicada para todos, de negação, de não aceitação do que os adultos lhes mostram, etc. Eu sei que essa é uma análise vaga e superficial, o que eu tô procurando refletir inicialmente é a necessidade de levarmos em consideração essa dupla articulação que envolve a instalação de um novo sistema operacional: a faixa etária (e sua carga comportamental) dos que farão as oficinas e o fato dessas novidades no trato com o computador ser mediado agora por um sistema que não foi solicitado.</p>
<p>É por essas razões que a instalação &#8211; e se possível, a migração gradual do NEIMFA ou ao menos de seu laboratório a plataformas livres &#8211; precisa ser feita com atenção, cuidado, atentando para as dimensões culturais estabelecidas no relacionamento com o espaço e seus mecanismos &#8211; telemáticos ou não. Daí a necessidade da expressão do afeto num espaço/ambiente real, de pessoas reais, de história real. Daí a necessidade de preparar as máquinas de modo a que o estranhamento não seja tal que cause antipatia, aversão, e no limite evasão.</p>
<p>O ideal é que o processo de instalação e configuração dos computadores acontecesse de forma coletiva, talvez numa oficina, e sendo realizada de forma intensiva pelos próprios alunos, guiados pelos oficineiros. Seria a oportunidade para discutir várias coisas como por exemplo direitos autorais, o papel desempenhado pelas techs  no controle do cidadão, autonomia para lidar com o objeto técnico e mudá-lo quando necessário, etc., e por esse caminho deixar às claras as razões da importância de se usar softwares livres, de se evitar a lógica fechada, privatista, excludente das plataformas proprietárias. As limitações impostas na manipulação de arquivos, no compartilhamento dos mesmos, e os riscos apontados na legislação são por si só bem convincentes.</p>
<p>Recentemente ouvi que &#8220;no mundo <em>real</em> o bom pode ser <em>inimigo</em> do ótimo; o ideal, o <em>inimigo do possível</em>&#8220;. Sim, é lá uma afirmação limitante das possibilidades. O ideal aqui, essa instalação feita de forma comunitária, pela qual se compartilhem conhecimentos, ansiedades, expectativas, experiências, não é inimiga do possível, visto que já ocorreu e ocorre noutros lugares, e noutros tempos.</p>
<p>A nossa contingência é que não nos permite agora que o ideal seja o possível. Mas isso pode mudar e mais pra frente poderemos fazer install fests ou mesmo oficinas específicas. Por outro lado acho preferível ressaltar a perspectiva que um lab com 14 máquinas rodando linux e derivados derivantes significa. Há pouco tempo o espaço e a comunidade não possuíam infra tão interessante. Se for conduzida de forma interessada e envolvida; se o próprio NEIMFA se abrir e se descomplicar mais; se a comunidade se apropriar dessas possibilidades muita coisa boa poderá sair desse angú.</p>
<p>Porque para aqueles afeitos à Cultura Livre, às ações coletivas com tecnologias livres, a toda a discussão relacionada ao descentramento da noção de autor e a correspondente batalha pela flexibilização dos marcos jurídicos que regulam monopólios artificiais sobre expressões de bens simbólicos; todos aqueles que atuam por democratização das condições de possibilidade para a produção, apropriação, remix, e veiculação de informações, cultura e conhecimento; todos aqueles que em maior ou menor medida sabem da necessidade da desmistificação das máquinas como percurso possível para o letramento, no momento atual da história do capitalismo,</p>
<p>tenho pra mim que para todas essas pessoas o uso dos softwares livres é uma condição (não a única necessária e suficiente) para processos de profunda e orgânica apropriação crítica de tecnologias da informação e comunicação &#8211; bem como, a partir daí, de desenvolvimento das condições de possibilidade de um caráter protagonista, mais autônomo e crítico para exercer sua dimensão política, para o estar no mundo, para o trânsito numa economia-política na qual o valor está cada vez mais calcado nas relações, nos afetos e no conhecimento coletivamente gestado.</p>
<p>Por mais que esse discurso conviva com os cinismos diários, que nos rodeiam e nos seduzem; por mais que esse discurso conviva com suas fragilidades inerentes (outro post, outro dia), por mais que ele se fragilize com experiências que não deram certo, e com as ameaças de todo tipo, não é possível deixar de considerar sua potencialidade e, nesta, procurar se agarrar ao que pode ser mais efetivo.</p>
<p><span id="more-1984"></span></p>
<p><strong>Nós e o lab</strong><br />
Éramos Marcelo, Igor, Queops, Wellthon (a quem  copio nesse email q eu passará a partir de agora a receber os emails que  a gente trocar tb). Instalamos a versão 10.10 do sistema  operacional Ubuntu. Deu para ver na real qual as condições dos  computadores que lá estão. Na verdade, quando chegamos à sala tivemos  uma certa surpresa. Achávamos que os computadores estavam em atividade,  mas estavam todos amontoados no fim da sala. Marcelo resumiu bem a  sensação com um &#8220;que medo&#8221;. Mas felizmente o processo foi mais tranquilo  que esperávamos.</p>
<p>Das 14 máquinas no local, oito estavam em condições de receber o  Ubuntu &#8211; teclados, mouses, estabilizadores e adaptadores de tomada em  cima. De modo que o saldo até agora é de 8 máquinas funfando no Ubuntu  10.10.</p>
<p>As outras seis máquinas estão com problemas diversos, por isso não  pudemos instalar o SO nelas. Levantamos a necessidade de comprar três  fontes (+1 de reserva), sete adaptadores de tomada (+1 de reserva), dois  mouses (+1 de reserva), dois teclados (+1 de reserva) &#8211; coisa que  passamos hoje mesmo para Roberta.</p>
<p>Deu pra perceber também que a internet de 4 M não dá conta quando  mais máquinas estão ligadas &#8211; e nem ligamos todas, pela falta dessas  peças acima. De modo que achamos necessário comprar um estabilizador  mais parrudo. Se for possível contratar uma banda mais larga também vai  ser muito bom.</p>
<p>Até o momento em que fiquei no NEIMFA não havíamos instalado o  servidor de arquivos ainda &#8211; não sei se Marcelo conseguiu depois -, e  estávamos esperando alguma sinalização dos oficineiros sobre programas  que pudéssemos já instalar. O  ar-condicionado tá funcionando e também dois ventiladores. Há um quadro  branco, espaço de parede para as oficinas que forem usar  retro-projetor.</p>
<p>Ficamos de ver a possibilidade de terminar o trabalho nesse domingo,  só precisaríamos que alguém com trânsito no Neimfa para podemos acessar  o laboratório. Mas nesse momento em que tu digito aqui ainda não sei se  será necessário irmos. Certamente precisaremos, ao longo da próxima  (curta) semana, instalar o Ubuntu nas outras máquinas, depois de  comprarmos aquelas coisas que mencionei. Também vamos precisar fazer uma  faxina geral na sala, móveis e também nas máquinas (por dentro e por  fora como bem lembrou Marcelo, para evitar alergias e problemas internos  nos PCs), antes do início propriamente dito das oficinas. Queria saber  de Marcelo, Queops e Igor o que acharam e como ficaram as máquinas no  final &#8211; tive que sair perto das 14 h.</p>
<p>No mais, a palestra de Pajé tá confirmada no próximo dia 29, espero  vermo-nos todos por lá pois a fala do home é imperdível &#8211; e é uma  opotunidade pra nos conhecermos todos, quem ainda não se conhece.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.locoporti.blog.br/o-laboratorio-de-midias-do-coque-agora-roda-ubuntu-10-10-coquevive/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

