Archive for the 'Diálogos impertinentes' category

Hoje está sendo disparada uma campanha para se ajudar da forma como for possível as bibliotecas comunitárias do Grande Recife. A iniciativa tem entre seus agentes diversos blogueiros que atuam sobretudo no Recife. Estão disponíveis nos endereços abaixo depoimentos, artigos, contos, reportagens, vídeos, que procuram informar seus leitores sobre a importância da rede de bibliotecas populares na região metropolitana da capital pernambucana e orientá-los sobre como contribuir.

Quem quiser conhecer melhor o trabalho feito pelas bibliotecas, que vêm através de várias ações fortalecendo a prática da leitura e democratização do acesso ao livro em suas diversas modalidades: informativa, formativa e recreativa, como um direito humano, fundamental para o desenvolvimento pessoal, social e comunitário, é só acessar o endereço http://rededebibliotecascomunitarias.wordpress.com. Mais informações pelos telefones 3244-3325 / 8850-5507.

Se um de vocês três que ainda lê esse blog se motivar a participar, a ajuda pode vir em forma de equipamentos, propostas de trabalho voluntário ou apoio financeiro. Para depositar qualquer quantia: Caixa Econômica Federal / Conta corrente número: 544-5 / Agência: 2193 / OP: 003.

Acho interessante e viável associar as bibliotecas comunitárias do Grande Recife não somente com o aspecto educacional e de aprendizado – coisa que geralmente se faz, com o devido valor e necessidade. Mas, se é verdade que a vida sem discurso e sem ação é literalmente uma vida morta para o mundo, deixando de ser vida humana (pois deixa de ser vivida por homens), as atividades das/nas  bibliotecas precisa ser entendida também em sua dimensão politica.

Até porque a política assim colocada e a educação são faces de uma mesma moeda.

A educação e o aprendizado são elementos fundamentais para a articulação das ferramentas que permitem a visibilidade e com ela a afirmação da existência. Hannah Arendt é que afirmava que o que garante o ser para o sujeito não é o pensamento, mas a sua visibilidade. Os espaços de sociabilidade e os mecanismos de educação/inserção que as bibliotecas representam fornecem ferramentas para se participar dos ambientes político sociais, de interagir e interferir sobre a sociedade.

As bibliotecas comunitárias exemplificam as formas não institucionalizadas da vivência da política, da afirmação do dissenso, da existência de parcelas da nossa comunidade que insistem em sua existência- e não somente das necessidades físicas que dessa existência brotam, mas também das necessidades da alma. Nem só de pão vive o homem.

Mais do que espaços de resistência, as bibliotecas populares, e também outras formas de afirmação política, são espaços de re-existência. De afirmação do novo, do belo, do livre.

Outros blogs participando

www.interblogs.com.br/homerofonseca
www.porqueeueumoutro.blogspot.com
www.bodega.blog.br
www.estuario.com.br
www.acertodecontas.blog.br
www.caotico.com.br
www.wellingtondemelo.com.br
www.cezarmaia.com.br
www.pebodycount.com.br
www.rededebibliotecascomunitarias.wordpress.com
www.bpcoque.wordpress.com
www.palavraspontes.blogspot.com
www.escritoresetal.com.br
www.nospos.blogspot.com

Por que apoiamos Dilma?

Resposta simples: porque escolhemos a candidatura melhor

Mino Carta, Revista Carta Capital


Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A
verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.

O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.

De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.

E aqui, em ocasiões diversas, esclareceuse o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.

E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valerse das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.

Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.

Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em
afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio…

Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.

E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti. Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.

Existe alguma coisa de improvável na escrita de uma tese. Esse nome que a pompa da academia resolveu dar em algum momento ao resultado de uma investigação, que é feita com certos pressupostos e dentro de algumas regras – como aliás, toda investigação é feita. A improbabilidade é mais real, palpável e cheirosa entre a metade e o término do tempo que lhe deram: uma costura de impossibilidades que o sujeito tem que chamar de ‘meu trabalho’ é um fio tênue com o qual se agarra o doutorando e, de fora, nada parece que vai se arrumar.

É claro que isso ão é geral. Assim como esse blog não se pretende geral, nem eu sou geral. No geral, ninguém é geral para ninguém. E o geral em geral é ‘em  geral’… Mas tergiverso.

O fato é que aquela arquitetura que ao final parece tão fechadinha, tão bem resolvida, como os sociólogos que parecem ter nascido sociólogos, esconde uma cadeia de gambiarras, de maquinações, de solvências, de mapas, arranjos, planos, rampas, estiligues, cordas de nylon, baldes, tintas, relógios, alçapões, pianos e violinos, bigodes e escaramuças, vontades e dormências, um jogo de dominó que não acaba durante quatro anos, botinas, macacões de trabalho, óculos de proteção, martelos, pregos, serrotes, machados, alicates, fios, pêndulos, roldanas, pontes, aritmética e álgebra e um pouco trigonometria.

Quando do meio pro fim você percebe que é possível tirar alguma melodia desse entulho de possibilidades, quando finalmente você vê ali no fundo uma possibilidade de que a peça se estique até o arco e dispare um solfejo colorido; quando você finalmente vê que poderá logo logo tomar uma cerva no sábado à tarde sem culpa, você enche o peito de novo e diz:

Ok, go.

Esse blog entra agora de férias por tempo determinado.

Abujamra, você se considera um homem de frases feitas?

O que quer dizer frases feitas? Por exemplo, se eu falo “ser ou não ser, eis a questão”. É uma frase feita? Ou é uma das melhores a que a gente pode falar numa conversa, em vez de perguntar “como você vai?”. O que é melhor: você ter as grandes frases dos grandes autores ou falar da mesmice que a gente fala todo dia? O que é melhor: você descobrir frases onde a sua vida está incluída ou você ficar falando “ih… o preço do tomate aumentou”. O que é melhor? Vou dizer uma frase que define isso. Tudo o que foi bem escrito ou dito é meu. Eu posso usar o que eu quiser. Frase feita é uma agressão na pergunta. Essa foi uma pergunta agressiva. Eu uso frases feitas no meu espetáculo? Eu não sei! Se usei frases feitas é porque eu precisava usar. Não sei o que significa uma frase feita. O que é uma frase feita para você?

Frases decoradas…
Uma frase decorada? Eu sei muito texto de Shakespeare, do Tennessee Williams, do Fernando Pessoa. Eu sei decorado esses textos, que são bem melhores do que eu falo, na verdade… E bem melhor do que a fala de qualquer jornalista babaca.

Mas você não acha que o Abujamra se repete quando diz não conseguir completar um minuto de coisas boas feitas por ele na televisão? O Abujamra seria um fingidor ou um repetidor?
Sei lá. Eu dirigi muito tempo televisão. Dirigi demais. O que você tem de bom na televisão? Alguns segundos: só! Alguns segundos. A televisão está virgem. Ela tem que ser descoberta. Tem que acreditar na comunicação de massa. Tentar melhorar as pessoas. Mas a televisão quer piorar as pessoas sempre.

E o teatro tenta melhorar as pessoas?
O teatro? Não sei. Faço isso só há 58 anos. Eu acho melhor do que britar pedras na rua, né não? Então eu prefiro fazer teatro. Não sei se isso é uma frase feita. Televisão é uma coisa, teatro é outra coisa, cinema é outra coisa. Eu sou ator de teatro, televisão, de cinema, de michê. Não sei se a palavra michê existe em Fortaleza!

Na hora de uma entrevista, você é um ator também?
Vai tomar no teu cu, antes que eu me esqueça. Eu sei lá se eu sou ator ou se eu não sou. Se eu sou isso ou se eu sou aquilo. Você acha o que você quiser que eu não dou a mínima importância. Fale o que você quiser. Ele finge! Ele não finge! Eu sei lá o que eu sou. Sei lá. Tenho 77 anos de idade, eu sei lá o que eu vou fazer depois. Tem horas que eu trabalho, tem horas que eu não trabalho. Eu sou um fudido privilegiado, que pensa em fazer o Rei Lear, mas não faz. Sou um fodido privilegiado, porque de repente me chamam para fazer um trabalho. Vocês são insuportáveis. E ainda me perguntam as coisas que me perguntam há 50 anos. As mesmas coisas. Eu queria que vocês caminhassem no incerto, como pede Pascal. Tudo bem, vocês nunca leram Pascal, mas saiam aí nas ruas e sintam-se mais inseguros. Agora vocês chegarem para mim e perguntar essas coisas que vocês me perguntam. Eu se fosse chefe de vocês colocava vocês na rua. Tem que ser outra coisa. É outro conceito. Tem que mudar. Pegar essas informações da internet e usar. Tem que fazer isso. Eu estou agredindo muito vocês. Eu espero que essa agressão mereça uma atenção, para quando vocês forem falar com outras pessoas, não façam perguntas vulgares e ridículas como essas que vocês estão fazendo para mim. Estou sendo chato?

Não!
Não é possível que eu não esteja chato! Vocês vieram aqui mesmo para apanhar. São masoquistas, é isso?

Qual seria uma boa pergunta para fazer para você?
A que vocês descobrissem.

O que foi que o senhor sonhou esta noite?
Sonho não deve passar de uma noite, meu amigo. Sonho não me interessa. Não quero que ninguém sonhe na minha frente. Sonho não deve passar de uma noite e acabou! Não tem importância. Ninguém tem que sonhar. Sonho só dá esperança, e a esperança já fodeu com a América Latina inteira.

Você não tem mais esperanças?
Nenhuma. Eu quero que a esperança vá tomar no olho do cu dela. Não tem mais nenhuma.

Acabou em 68?
Principalmente. Acho que nem tinha já naquela hora. Tchau! Vocês podem ir embora. Vão! Eu ainda não comi esse meu café. Vocês ainda me fazem comer frio. Olha a crueldade.

A entrevista está chata?
Uma das piores que eu já dei na minha vida. O que essa menina faz? (Aponta para a Natasha. Ela responde: eu sou aprendiz de jornalismo). Belos professores você tem. Ouça mais a mim do que eles. Falem, seus viados.

Quando você percebeu que estava velho?
Eu devia ter uns 15 anos. Eu sou um velho. Eu lia demais. Eu ficava lendo, lendo. Por isso envelheci. Eu sei lá quando eu era velho. Velho é quando começa a baixar o pau. Sei lá, um dia eu sentei nas bolas e percebi que estava velho. Eu sei lá quando a gente fica velho. Eu levo a minha vida. Faço as minhas coisas. Agüento uma porção de gente. Acabou a entrevista?

Mais? Aqui.

Por Roberto G, via Luis Nassif

Muito interessante esse “ponto de mutação”: sem ambiguidade (nem vergonha), a tarefa do jornalista e do “cientista político” é derrotar Lula e o seu projeto. Objetividade jornalística ou científica parecem não ter a menor importância para esses “profissionais”. Sobre então a pergunta: profissionais do quê????

Tanto o jornalismo profissional qto a ciência política cresceram e ganharam respeito da opinião pública depois de passarem gerações vestindo a camisa da objetividade. Esse povo queima (individualmente) o capital (coletivo) das respectivas profissões como aqueles antigos filhos de fazendeiros brasileiros que iam para Paris e gastavam a fortuna da família em uma temporada de boemia.

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O que eu acho:

A raiva cega. O que é mesmo de dizer sobre a ideologia, que também pode ser vista como falsa realidade, etc. Mas, descontando a coloração mais raivosa do autor, o texto é portador de um vício corrente que tem como principal beneficiário as empresas de comunicação e a indústria a qual ela se filia. Esse vício identifica o jornalismo a essa indústria, Como se o jornalismo não pudesse ser feito fora (às vezes além, e muitas vezes contra) o complexo político-industrial hegemônico.

Além desse vício que o texto carrega (crente ser ele mesmo um libelo democrático) ele também indica que o poder de fomentar o debate, a socialização da política, a crítica e o aprendizado, não possa ser exercido pela atividade jornalísitica – infiltrando-se e aproveitando as oportunidades que as mídias comerciais sugerem ou abrem; produzindo informação, disseminando cultura e conhecimento em meios não comerciais, direcionados, cotidianos, periférios e não por isso subalternos, influenciando o debate nas esferas institucionais da política, lutando pelas condições de possibilidades possíveis.

O jornalismo profissional que o texto enxerga só vê o jonalimo verdade da Globo e da Veja, e deixa de contemplar possibilidades mais amplas e, porque não dizer, revolucionárias, que emergem dia a dia, virtuosas, criativas, lúdicas e políticas.

Segue a rima…

Do ótimo http://rafaelcamposrocha.blogspot.com

Bom humor ou humor sério?

Luiz Carlos Pinto | 22 de fevereiro de 2010 22:11

Millor Fernandes: Basta dessa inutilidade de voto em branco e voto nulo. O país deve adotar o VOTO CONTRA. A verdadeira, e simples, revolução democrática.

Acredite em suas ações

Luiz Carlos Pinto | 8 de dezembro de 2009 20:33

O pessoal da Amnésia Discos está produzindo o primeiro disco do grupo Gia. O samba abaixo é o primeiro a sair e uma homenagem a Daniel Pádua, metarrecicleiro que moreu prematuramente recentemente. Tudo a ver com o momento pessoal desse que escreve vez por outra aqui.

Luiz Carlos Pinto | 27 de novembro de 2009 20:03
http://www.earth-photography.com/photos/Countries/Norway/Norway_Jostedalsbreen_Glacier.jpg

www.earth-photography.com/Norway/Jostedalsbreen Glacier

Você morre.
Acorde para a realidade e aceite-a.
Melhore o seu jeito de conviver, tenha bom senso.
Sinta o instante. Deixe-o te levar, sem expectativas.
Não tente controlar o fluxo da vida.
Você não é dono de nada (apesar de achar que pode
controlar as coisas do mundo).
Você é só parte da paisagem.
Suas propriedades e títulos nada valem.
É a experiência que atrai o ser humano.
Porque perder a vida acumulando coisas?
Ser bem-sucedido?
Que significa isso se todos já estamos mortos?
Faça o que te agrada.
Apenas o que te desperta felicidade.
Ao invés de comprar uma jaqueta, viaje com um amigo para uma cidade próxima.
Faça o que te instigue a curiosidade.
Repita um passeio de um parente mais velho.
Brinque com a vida.
Mas lembre-se: antes disso existem as outras pessoas.
Eles são o que há de mais interessante.
Imaginativas. Engraçadas. Únicas.
Ame-as. Seja amado.
Mas não espere nisso uma troca obrigatória.
Faça a sua parte e procure apostar nas pessoas.
Confie nelas.
Seja transparente para evitar especulações.
O mundo é feito de matéria e informação.
Os únicos átomos de que você precisa são para a sobrevivência do corpo.
Porque preocupar-se além disso?
Compartilhe técnica, ferramentas, matéria-prima.
Todos podemos criar coisas divertidas com elas.
E, ao contrário do que você pensa, tudo é público.
Se mais de uma pessoa pode ter acesso, então é público.
Não se apegue à matéria. Não queira ser o dono.
Ter as coisas é perder tempo.
Para a sua mente, uma experiência é informação pura.
E essa informação flui através de você, te mudando aos poucos.
Com bom senso, você muda pra melhor.
Com amor, você muda pra melhor.
Sem ansiedade, você evolui espontaneamente.
Como fazer tudo isso?
Sonhe.
Use a sua imaginação.
É para isso que você tem uma.
Não se acovarde.
Não ache que o mundo é grande demais.
Mude você e ajude os que estão próximos a mudar.
Sinta-se à vontade dentro de você mesmo.
Somos todos uma coisa só.
Você não estará sozinho.

Daniel Pádua