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Archive for the 'Diálogos impertinentes' category

Abujamra, você se considera um homem de frases feitas?

O que quer dizer frases feitas? Por exemplo, se eu falo “ser ou não ser, eis a questão”. É uma frase feita? Ou é uma das melhores a que a gente pode falar numa conversa, em vez de perguntar “como você vai?”. O que é melhor: você ter as grandes frases dos grandes autores ou falar da mesmice que a gente fala todo dia? O que é melhor: você descobrir frases onde a sua vida está incluída ou você ficar falando “ih… o preço do tomate aumentou”. O que é melhor? Vou dizer uma frase que define isso. Tudo o que foi bem escrito ou dito é meu. Eu posso usar o que eu quiser. Frase feita é uma agressão na pergunta. Essa foi uma pergunta agressiva. Eu uso frases feitas no meu espetáculo? Eu não sei! Se usei frases feitas é porque eu precisava usar. Não sei o que significa uma frase feita. O que é uma frase feita para você?

Frases decoradas…
Uma frase decorada? Eu sei muito texto de Shakespeare, do Tennessee Williams, do Fernando Pessoa. Eu sei decorado esses textos, que são bem melhores do que eu falo, na verdade… E bem melhor do que a fala de qualquer jornalista babaca.

Mas você não acha que o Abujamra se repete quando diz não conseguir completar um minuto de coisas boas feitas por ele na televisão? O Abujamra seria um fingidor ou um repetidor?
Sei lá. Eu dirigi muito tempo televisão. Dirigi demais. O que você tem de bom na televisão? Alguns segundos: só! Alguns segundos. A televisão está virgem. Ela tem que ser descoberta. Tem que acreditar na comunicação de massa. Tentar melhorar as pessoas. Mas a televisão quer piorar as pessoas sempre.

E o teatro tenta melhorar as pessoas?
O teatro? Não sei. Faço isso só há 58 anos. Eu acho melhor do que britar pedras na rua, né não? Então eu prefiro fazer teatro. Não sei se isso é uma frase feita. Televisão é uma coisa, teatro é outra coisa, cinema é outra coisa. Eu sou ator de teatro, televisão, de cinema, de michê. Não sei se a palavra michê existe em Fortaleza!

Na hora de uma entrevista, você é um ator também?
Vai tomar no teu cu, antes que eu me esqueça. Eu sei lá se eu sou ator ou se eu não sou. Se eu sou isso ou se eu sou aquilo. Você acha o que você quiser que eu não dou a mínima importância. Fale o que você quiser. Ele finge! Ele não finge! Eu sei lá o que eu sou. Sei lá. Tenho 77 anos de idade, eu sei lá o que eu vou fazer depois. Tem horas que eu trabalho, tem horas que eu não trabalho. Eu sou um fudido privilegiado, que pensa em fazer o Rei Lear, mas não faz. Sou um fodido privilegiado, porque de repente me chamam para fazer um trabalho. Vocês são insuportáveis. E ainda me perguntam as coisas que me perguntam há 50 anos. As mesmas coisas. Eu queria que vocês caminhassem no incerto, como pede Pascal. Tudo bem, vocês nunca leram Pascal, mas saiam aí nas ruas e sintam-se mais inseguros. Agora vocês chegarem para mim e perguntar essas coisas que vocês me perguntam. Eu se fosse chefe de vocês colocava vocês na rua. Tem que ser outra coisa. É outro conceito. Tem que mudar. Pegar essas informações da internet e usar. Tem que fazer isso. Eu estou agredindo muito vocês. Eu espero que essa agressão mereça uma atenção, para quando vocês forem falar com outras pessoas, não façam perguntas vulgares e ridículas como essas que vocês estão fazendo para mim. Estou sendo chato?

Não!
Não é possível que eu não esteja chato! Vocês vieram aqui mesmo para apanhar. São masoquistas, é isso?

Qual seria uma boa pergunta para fazer para você?
A que vocês descobrissem.

O que foi que o senhor sonhou esta noite?
Sonho não deve passar de uma noite, meu amigo. Sonho não me interessa. Não quero que ninguém sonhe na minha frente. Sonho não deve passar de uma noite e acabou! Não tem importância. Ninguém tem que sonhar. Sonho só dá esperança, e a esperança já fodeu com a América Latina inteira.

Você não tem mais esperanças?
Nenhuma. Eu quero que a esperança vá tomar no olho do cu dela. Não tem mais nenhuma.

Acabou em 68?
Principalmente. Acho que nem tinha já naquela hora. Tchau! Vocês podem ir embora. Vão! Eu ainda não comi esse meu café. Vocês ainda me fazem comer frio. Olha a crueldade.

A entrevista está chata?
Uma das piores que eu já dei na minha vida. O que essa menina faz? (Aponta para a Natasha. Ela responde: eu sou aprendiz de jornalismo). Belos professores você tem. Ouça mais a mim do que eles. Falem, seus viados.

Quando você percebeu que estava velho?
Eu devia ter uns 15 anos. Eu sou um velho. Eu lia demais. Eu ficava lendo, lendo. Por isso envelheci. Eu sei lá quando eu era velho. Velho é quando começa a baixar o pau. Sei lá, um dia eu sentei nas bolas e percebi que estava velho. Eu sei lá quando a gente fica velho. Eu levo a minha vida. Faço as minhas coisas. Agüento uma porção de gente. Acabou a entrevista?

Mais? Aqui.

Por Roberto G, via Luis Nassif

Muito interessante esse “ponto de mutação”: sem ambiguidade (nem vergonha), a tarefa do jornalista e do “cientista político” é derrotar Lula e o seu projeto. Objetividade jornalística ou científica parecem não ter a menor importância para esses “profissionais”. Sobre então a pergunta: profissionais do quê????

Tanto o jornalismo profissional qto a ciência política cresceram e ganharam respeito da opinião pública depois de passarem gerações vestindo a camisa da objetividade. Esse povo queima (individualmente) o capital (coletivo) das respectivas profissões como aqueles antigos filhos de fazendeiros brasileiros que iam para Paris e gastavam a fortuna da família em uma temporada de boemia.

_____

O que eu acho:

A raiva cega. O que é mesmo de dizer sobre a ideologia, que também pode ser vista como falsa realidade, etc. Mas, descontando a coloração mais raivosa do autor, o texto é portador de um vício corrente que tem como principal beneficiário as empresas de comunicação e a indústria a qual ela se filia. Esse vício identifica o jornalismo a essa indústria, Como se o jornalismo não pudesse ser feito fora (às vezes além, e muitas vezes contra) o complexo político-industrial hegemônico.

Além desse vício que o texto carrega (crente ser ele mesmo um libelo democrático) ele também indica que o poder de fomentar o debate, a socialização da política, a crítica e o aprendizado, não possa ser exercido pela atividade jornalísitica – infiltrando-se e aproveitando as oportunidades que as mídias comerciais sugerem ou abrem; produzindo informação, disseminando cultura e conhecimento em meios não comerciais, direcionados, cotidianos, periférios e não por isso subalternos, influenciando o debate nas esferas institucionais da política, lutando pelas condições de possibilidades possíveis.

O jornalismo profissional que o texto enxerga só vê o jonalimo verdade da Globo e da Veja, e deixa de contemplar possibilidades mais amplas e, porque não dizer, revolucionárias, que emergem dia a dia, virtuosas, criativas, lúdicas e políticas.

Segue a rima…

Do ótimo http://rafaelcamposrocha.blogspot.com

Bom humor ou humor sério?

Luiz Carlos Pinto | 22 de fevereiro de 2010 22:11

Millor Fernandes: Basta dessa inutilidade de voto em branco e voto nulo. O país deve adotar o VOTO CONTRA. A verdadeira, e simples, revolução democrática.

Acredite em suas ações

Luiz Carlos Pinto | 8 de dezembro de 2009 20:33

O pessoal da Amnésia Discos está produzindo o primeiro disco do grupo Gia. O samba abaixo é o primeiro a sair e uma homenagem a Daniel Pádua, metarrecicleiro que moreu prematuramente recentemente. Tudo a ver com o momento pessoal desse que escreve vez por outra aqui.

Luiz Carlos Pinto | 27 de novembro de 2009 20:03
http://www.earth-photography.com/photos/Countries/Norway/Norway_Jostedalsbreen_Glacier.jpg

www.earth-photography.com/Norway/Jostedalsbreen Glacier

Você morre.
Acorde para a realidade e aceite-a.
Melhore o seu jeito de conviver, tenha bom senso.
Sinta o instante. Deixe-o te levar, sem expectativas.
Não tente controlar o fluxo da vida.
Você não é dono de nada (apesar de achar que pode
controlar as coisas do mundo).
Você é só parte da paisagem.
Suas propriedades e títulos nada valem.
É a experiência que atrai o ser humano.
Porque perder a vida acumulando coisas?
Ser bem-sucedido?
Que significa isso se todos já estamos mortos?
Faça o que te agrada.
Apenas o que te desperta felicidade.
Ao invés de comprar uma jaqueta, viaje com um amigo para uma cidade próxima.
Faça o que te instigue a curiosidade.
Repita um passeio de um parente mais velho.
Brinque com a vida.
Mas lembre-se: antes disso existem as outras pessoas.
Eles são o que há de mais interessante.
Imaginativas. Engraçadas. Únicas.
Ame-as. Seja amado.
Mas não espere nisso uma troca obrigatória.
Faça a sua parte e procure apostar nas pessoas.
Confie nelas.
Seja transparente para evitar especulações.
O mundo é feito de matéria e informação.
Os únicos átomos de que você precisa são para a sobrevivência do corpo.
Porque preocupar-se além disso?
Compartilhe técnica, ferramentas, matéria-prima.
Todos podemos criar coisas divertidas com elas.
E, ao contrário do que você pensa, tudo é público.
Se mais de uma pessoa pode ter acesso, então é público.
Não se apegue à matéria. Não queira ser o dono.
Ter as coisas é perder tempo.
Para a sua mente, uma experiência é informação pura.
E essa informação flui através de você, te mudando aos poucos.
Com bom senso, você muda pra melhor.
Com amor, você muda pra melhor.
Sem ansiedade, você evolui espontaneamente.
Como fazer tudo isso?
Sonhe.
Use a sua imaginação.
É para isso que você tem uma.
Não se acovarde.
Não ache que o mundo é grande demais.
Mude você e ajude os que estão próximos a mudar.
Sinta-se à vontade dentro de você mesmo.
Somos todos uma coisa só.
Você não estará sozinho.

Daniel Pádua

Naomi Klein

Esses dias recebi um exemplar de pré-publicação de “The Battle of the Story of the Battle of Seattle” [algo como "A Batalha da História da Batalha de Seattle"], de David Solnit e Rebecca Solnit. O livro está programado para ser lançado dez anos depois que uma coalizão histórica de ativistas cancelou a reunião da Organização Mundial do Comércio em Seattle, a faísca que acendeu um movimento anticorporativo mundial.

O livro é um relato fascinante do que de fato aconteceu em Seattle, mas quando conversei com David Solnit, o guru da ação direta [forma de ativismo político] que ajudou a arquitetar o cancelamento, encontrei-o
menos interessado em se lembrar de 1999 do que em falar sobre a conferência climática da ONU em Copenhague (de 7 a 18 de dezembro) e sobre as ações de “justiça climática” que ele está ajudando a
organizar em todos os Estados Unidos em 30 de novembro.

“Este é definitivamente um movimento ao estilo de Seattle”, disse-me Solnit. “As pessoas estão prontas para lutar”. Há um quê de Seattle na mobilização para Copenhague: a imensa variedade de grupos, as diversas
táticas disponíveis, e os governos dos países em desenvolvimento prontos para levar as demandas dos ativistas para a cúpula.

Mas Copenhague não é meramente uma reedição de Seattle. Parece que as placas tectônicas progressivas estão se movendo, criando um movimento que se constrói a partir das forças de uma era anterior, mas que
também aprende com seus erros.

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Triste cinema brasileiro

Luiz Carlos Pinto | 2 de novembro de 2009 11:01

ANA PAULA SOUSA
Publicado na Foia de SP, 02/11/2009

O jornalista francês Jean-Michel Frodon era ainda um garoto quando, por meio de filmes e textos, jovens como François Truffaut (1932-1984) e Jean-Luc Godard fizeram soprar os ventos da nouvelle vague. Foi ao ler as páginas da lendária “Cahiers du Cinèma”, revista-símbolo do movimento, que Frodon descobriu o prazer da reflexão cinematográfica.
Reflexão que é estética, mas também ética e política. “Como disse Godard, todo travelling é moral”, tentou ensinar, para uma plateia de estudantes, durante um debate na Fundação Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, na noite da última sexta.
Frodon veio à cidade para integrar o júri da Mostra Internacional e para discutir a cinefilia e a crítica. “Alguns acham que fazer crítica é aconselhar o consumidor. Não é”, diz. A crítica, para Frodon, é um trabalho emocional e reflexivo que, a partir da escrita, estabelece uma relação com o público.
“Quem trabalha com cinema, tende a achar que o crítico faz parte do trabalho de divulgação. Mas a crítica não é feita para atrair as pessoas ao cinema.” Ex-crítico do jornal “Le Monde” e ex-diretor da “Cahiers…”, Frodon conhece bem os poderes que rodeiam essa atividade que tenta equilibrar-se entre a arte e a indústria.
Ele deixou a direção da “Cahiers” este ano, após a venda da publicação para o grupo britânico Phaidon Books. “A imprensa toda passa por dificuldades”, diz, quando questionado sobre a crise da revista. Mas, quando o assunto é cinema, deixa a cautela de lado. Leia a entrevista que Frodon concedeu à Folha, parte por e-mail, de Paris, parte pessoalmente, em São Paulo.

FOLHA – Como vai o cinema brasileiro?
JEAN-MICHEL FRODON – É um cinema sem maior brilho. Vi alguns documentários interessantes, mas o cinema brasileiro não é tão bom quanto poderia ser, ou o quanto imaginamos que seria. O último filme brasileiro do qual eu gostei foi “Mutum”.

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O que Saramago pensa do twitter

Luiz Carlos Pinto | 23 de setembro de 2009 13:31

“Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido” – José Saramago

Quem manda é a indústria

Luiz Carlos Pinto | 14 de setembro de 2009 23:27

José Saramago – 10 de maio de 2009

Não sei nada do assunto e a experiência direta de haver convivido com porcos na infância e na adolescência não me serve de nada. Aquilo era mais uma família híbrida de humanos e animais que outra coisa. Mas leio com atenção os jornais, ouço e vejo as reportagens da rádio e da televisão, e, graças a alguma leitura providencial que me tem ajudado a compreender melhor os bastidores das causas primeiras da anunciada pandemia, talvez possa trazer aqui algum dado que esclareça por sua vez o leitor.

Há muito tempo que os especialistas em virologia estão convencidos de que o sistema de agricultura intensiva da China meridional foi o principal vetor da mutação gripal: tanto da “deriva” estacional como do episódico “intercâmbio” genômico. Há já seis anos que a revista Science publicava um artigo importante em que mostrava que, depois de anos de estabilidade, o vírus da gripe suína da América do Norte havia dado um salto evolutivo vertiginoso. A industrialização, por grandes empresas, da produção pecuária rompeu o que até então tinha sido o monopólio natural da China na evolução da gripe.

Nas últimas décadas, o setor pecuário transformou-se em algo que se parece mais à indústria petroquímica que à bucólica quinta familiar que os livros de texto na escola se comprazem em descrever… Em 1966, por exemplo, havia nos Estados Unidos 53 milhões de suínos distribuídos por um milhão de granjas. Atualmente, 65 milhões de porcos concentram-se em 65.000 instalações. Isso significou passar das antigas pocilgas aos ciclópicos infernos fecais de hoje, nos quais, entre o esterco e sob um calor sufocante, prontos para intercambiar agentes patogênicos à velocidade do raio, se amontoam dezenas de milhões de animais com mais do que debilitados sistemas imunitários. Não será, certamente, a única causa, mas não poderá ser ignorada.

No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um relatório sobre a “produção animal em granjas industriais, onde se chamava a atenção para o grave perigo de que a contínua circulação de vírus, característica das enormes varas ou rebanhos, aumentasse as possibilidades de aparecimento de novos vírus por processos de mutação ou de recombinação que poderiam gerar vírus mais eficientes na transmissão entre humanos”.

A comissão alertou também para o fato de que o uso promíscuo de antibióticos nas fábricas porcinas/de porcos – mais barato que em ambientes humanos – estava proporcionando o auge de infecções estafilocócicas resistentes, ao mesmo tempo que as descargas residuais geravam manifestações de escherichia coli e de pfiesteria (o protozoário que matou milhares de peixes nos estuários da Carolina do Norte e contagiou dezenas de pescadores).

Qualquer melhoria na ecologia deste novo agente patogênico teria que enfrentar-se ao monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e bovinos, como Smithfield Farms (suíno e vacum) e Tyson (frangos).

A comissão falou de uma obstrução sistemática das suas investigações por parte das grandes empresas, incluídas umas nada recatadas ameaças de suprimir o financiamento dos investigadores que cooperaram com a comissão. Trata-se de uma indústria muito globalizada e com influências políticas. Assim como o gigante avícola Charoen Pokphand, radicado em Bangkok, foi capaz de desbaratar as investigações sobre o seu papel na propagação da gripe aviária no Sudeste asiático, o mais provável é que a epidemiologia forense do surto da gripe suína esbarre contra a pétrea muralha da indústria do porco. Isso não quer dizer que não venha a encontrar-se nunca um dedo acusador: já corre na imprensa mexicana o rumor de um epicentro da gripe situado numa gigantesca filial de Smithfield no estado de Veracruz. Mas o mais importante é o bosque, não as árvores: a fracassada estratégia antipandêmica da Organização Mundial de Saúde, o progressivo deterioramento da saúde pública mundial, a mordaça aplicada pelas grandes transnacionais farmacêuticas a medicamentos vitais e a catástrofe planetária que é uma produção pecuária industrializada e ecologicamente sem discernimento.

Como se observa, os contágios são muito mais complicados que entrar um vírus presumivelmente mortal nos pulmões de um cidadão apanhado na teia dos interesses materiais e da falta de escrúpulos das grandes empresas.. Tudo está contagiando tudo. A primeira morte, há longo tempo, foi a da honradez. Mas poderá, realmente, pedir-se honradez a uma transnacional? Quem nos acode?

Recebi o vídeo e o texto na lista do Metarec.

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