Archive for the 'Estética' category

Encontrei no ótimo Accelerating Future. Acho sensacional. Grande mérito em resumir a linha mestra da obra de Huxley e Orwell e mostrar como elas são atuais. É claro que o poder de representação nesse caso está vinculado de forma orgânica ao poder das obras dos dois autores. De qualquer forma é um bom exemplo do poder de comunicação e crítica que um pouco de sensibildiade e erudição podem trazer para as artes gráficas.

Não conhecia Stuart McMillen. Vou procurar saber mais e na mediade do possíuvel colocar alguma coisa dele por aqui.

O Pintinho: http://opintinho.tumblr.com/

A ilustra é de Ricardo Coimbra e encontrei no site Idea Fixa.

Luís Antônio Martins, Histórias brasileiras
Jackson do Pandeiro está para a música brasileira como Mané Garrincha para o nosso futebol. Senhor absoluto na arte do ritmo, o do Pandeiro fazia uns balacobacos com a voz ao cantar seus cocos, xotes, quadrilhos, baiões, sambas, marchas e frevos que só encontram similar na cultura do drible, da ginga, do faz- que-vai-não-vai do anjo torto dos gramados.

Jackson pintava o sete feito o camisa sete,  cantava indo e voltando da linha de fundo até, subitamente, bater em gol ou mandar a redonda pro fuzuê da pequena área. Era versado no gogó e em seus atalhos,  como o velho Pastinha fazia ao menear o corpo retinto no jogo de angola. Era Seu Zé chegando das Alagoas e baixando na guma, de terno branco, lenço de seda e o escambau.

Luiz Gonzaga, senhor da trindade santíssima da música do nordeste,  tinha a majestade de Oxalufã, o pai maior. A sanfona era seu opaxorô; cajado de segredos. O velho Lua vestia o gibão de couro com a fidalguia grande de Babá ao trajar o pano branco.

João do Vale, o segundo da trina , tinha o olhar desconfiado de Odé e o poder caçador de sua flecha certeira. Fez do carcará - o que pega, mata e come -  o passáro das feiticeiras do país nagô. Passou a vida  pisando na fulô e aprendeu o segredo de subir nos ares e brincar na asa do vento - aquele que muita gente desconhece.

E como Jackson jogava nessa linha de frente divina e  infernal? O do Pandeiro cantava como Exu, no riscado, na fresta, malandreando no sincopado, desconversando, rindo feito o capeta no coco. Desconfio mesmo que era o dono do corpo, Laroiê, que chegava junto, fungando no cangote do malandro.


Hoje, dia 10 de julho, é o vigésimo oitavo aniversário da partida de Jackson para o terreiro grande do Orum, Aruanda dos pretos, macaia macaiana dos caboclos. É dia bom pra tomar cachaça, pedir licença na encruza e  oferecer a do santo. Dia de responder o coco na palma da mão, ralar o bucho no forró em Limoeiro, xaxar na Paraíba, arrumar encrenca com a mulher do Aníbal e louvar o mirradinho que ajuremou e cantava pra caralho.
Ouçam o que Exu aprontou, por exemplo, no Forró de Caruaru, aquele em que morreram dois soldados, quatro cabos e um sargento:


Existe alguma coisa de improvável na escrita de uma tese. Esse nome que a pompa da academia resolveu dar em algum momento ao resultado de uma investigação, que é feita com certos pressupostos e dentro de algumas regras – como aliás, toda investigação é feita. A improbabilidade é mais real, palpável e cheirosa entre a metade e o término do tempo que lhe deram: uma costura de impossibilidades que o sujeito tem que chamar de ‘meu trabalho’ é um fio tênue com o qual se agarra o doutorando e, de fora, nada parece que vai se arrumar.

É claro que isso ão é geral. Assim como esse blog não se pretende geral, nem eu sou geral. No geral, ninguém é geral para ninguém. E o geral em geral é ‘em  geral’… Mas tergiverso.

O fato é que aquela arquitetura que ao final parece tão fechadinha, tão bem resolvida, como os sociólogos que parecem ter nascido sociólogos, esconde uma cadeia de gambiarras, de maquinações, de solvências, de mapas, arranjos, planos, rampas, estiligues, cordas de nylon, baldes, tintas, relógios, alçapões, pianos e violinos, bigodes e escaramuças, vontades e dormências, um jogo de dominó que não acaba durante quatro anos, botinas, macacões de trabalho, óculos de proteção, martelos, pregos, serrotes, machados, alicates, fios, pêndulos, roldanas, pontes, aritmética e álgebra e um pouco trigonometria.

Quando do meio pro fim você percebe que é possível tirar alguma melodia desse entulho de possibilidades, quando finalmente você vê ali no fundo uma possibilidade de que a peça se estique até o arco e dispare um solfejo colorido; quando você finalmente vê que poderá logo logo tomar uma cerva no sábado à tarde sem culpa, você enche o peito de novo e diz:

Ok, go.

Esse blog entra agora de férias por tempo determinado.

A mentira tem pernas lindas

Luiz Carlos Pinto | 22 de abril de 2010 7:34

E outras coisas mais poéticas ainda na página que a Revista Piauí reservou para Luciana Elaiuy.

Saudade de uma época não muito distante em que o Titãs era uma band de rock…

Comments que viram posts

Luiz Carlos Pinto | 13 de abril de 2010 22:10

Ola! Esse material do nirvana já circula há anos e na opinião dos colecionadores do Nirvana, o Outcesticide (dentre a maioria de outros bootlegs comerciais) são redundantes, sendo que ano após ano são descobertos novos shows ou “upgrades” de shows já conhecidos. Só pra mencionar, esta semana mesmo começou a circular um show que muitos fãs do Nirvana não conheciam, um show de 1990 com Dale Crover (Melvins) na bateria. Pelo que me lembro, se não me engano, essa compilação “The Chosen Rejects” foi compilada por John Busher. Dê uma passada nos forums do livenirvana.com/forum . Lá é onde acontece mtas coisas interessantes.

abraço!

(Um dos três leitores que de vez em quando passam por aqui, sobre esse vídeo do Nirvana que eu tomei como interessante).

:)