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Archive for the 'Estética' category

Carlos Henrique, no Trezentos

A Lei Rouanet volta à ribalta no debate do MinC. E nós, enquanto sociedade, discutimos se ela é ou não um corpo produtivo ou se tem dinâmica determinante para continuar sendo a mandatária das políticas públicas de Estado para o setor da cultura. Não! A única coisa que podemos afirmar nesse modelo Estado/empresa é que sua força centrífuga criou um sistema que determina como os macro-agentes do setor privado construirão suas novas relações com a sociedade, cada vez mais de cima para baixo.

A Lei Rouanet criou um mundo pobre, dependente e de práticas limitadas, sobretudo nas relações assimétricas com o restante do mundo cultural. A longa e penosa caminhada de vinte anos desta lei expõe claramente que a infraestrutura baseada numa espécie de preparação para a unificação financeira, via modelo de renúncia fiscal, fez da própria lei a principal mercadoria de um comércio regional, concentrador que pode sim ser considerado um novo episódio de guerra destinado a fortalecer as classes dominantes através da cultura corporativa.

O que há de singular nessa geografia cultural erguida pela Lei Rouanet são os novos e onerosos espaços que formam hoje um elenco com condições não só de realizar a pior das verticalidades, como também, em nome da “grande força motora” da economia cultural, potencializar apenas o indiscutível modelo que concentra um conjunto de produções burocráticas. Produções estas cujas características implicam num congelamento das verbas e transformam a cultura institucional brasileira num espaço banal de extensão continuada.

O dito equipamento modernizado com pontos escolhidos pelas respectivas empresas criou um paralelo, uma personalidade da cultura capitalista limitada aos fatores dos próprios institutos e fundações empresariais, o que mostra o limite do discurso da cultura neoliberal, sobretudo quando falamos de um universo onde o Estado precisa fortalecer os movimentos populares, principalmente os protagonizados pelas camadas mais pobres da população.

Durante os quatro anos em que venho fazendo críticas à Lei Rouanet, algumas pessoas até bem intencionadas, quando eu pedia a extinção da lei, me perguntavam, o que eu colocaria no lugar. E minha resposta era: que lugar é esse? A Lei Rouanet criou um reino de artifícios, um presente para empresas “patrocinadoras” que nada têm a ver com o fator produção cultural. O que quero dizer é que não há virtudes no papel da lei diante da vida nacional. Não há um espaço de vivência, não há horizontalidade. O que há é apenas uma interdependência dos próprios agentes corporativos com as empresas. Daí em diante toda uma pedagogia necessária de truques, mitos e fatalidades são criados pela ideologia embutida no discurso neoliberal de cultura.

Acontece que a Lei Rouanet deu início a uma espécie de fardão aos “novos donos do mundo da cultura”, por isso assistimos ao triunfalismo dos gestores corporativos que, a qualquer custo, se auto-proclamam senhores da terra, os únicos capazes de disciplinar a sociedade para o consumo do produto cultural. Isso naturalmente deixa o Estado brasileiro de joelhos, pois não há qualquer possibilidade de ampliação dos recursos que, sob o ponto de vista público, deveria ser utilizado em prol de uma luta legítima e ética que são as ações como o Programa Cultura Viva, pois os Pontos de Cultura que já apresentam um histórico absolutamente materializado trouxeram uma outra compreensão histórica de resistência orgânica contra o pensamento único da cultura globalizada.

A grande questão é que o diagnóstico da política cultural brasileira nunca foi progressista, pois tanto o Estado quanto o mercado sempre foram eminentemente autoritários. A partir do governo Lula é que o Brasil teve uma política pública de cultura, uma nova consciência das nossas realidades. Sem dúvida, os pontos de cultura e a cultura digital trouxeram ao espaço físico e cultural não mais uma política opressora, mas uma política do oprimido. Não mais uma política de resignação que destrói o ser em seu cosmos natural, mas uma resistência que vem discutindo todo o complexo de um mundo que estava apenas na subjetividade e que ganhou corpo e musculatura para ser o novo motor das ações conjuntas entre Estado e sociedade.

Por isso é lamentável e até curioso que uma Ministra de Estado defenda um aporte de R$1,300 mil a um artista consagrado para a construção de um blog, como se o Estado tivesse que seguir a tabela do mercado. É esta confusão que, se não é ingênua é perversa, que resiste nos novos conteúdos do espaço público. Se a proporção fosse associada pura e simplesmente a uma ordem de origem e destino, ou seja, se somássemos todos os recursos públicos destinados à cultura e os dividíssemos de forma republicana e, consequentemente horizontal, constataríamos que seriam suficientes para a concretização de todos os nossos sonhos de democracia cultural.

O cu refilmado

Luiz Carlos Pinto | 26 de maio de 2011 18:38

As novas liberdades e conquistas no campo da sexualidade e da aceitação das relações homoafetivas darão um novo status a esta parte do corpo tão estigmatizada

Por Biu da Silva
Especial para Revista O Grito!

Este buraquinho apertado por onde saem os excrementos dos seres humanos é um tabu cultural. Enquanto olhos, boca, mãos, seios e até mesmo pênis e vagina podem ser retratados, pintados, filmados, cantados em prosa e verso, o cu e as atividades em torno dele ainda são motivo de censura. O fato de expelir os restos dos alimentos em forma de uma pasta mal cheirosa o coloca num patamar de desprestígio injusto. Como elemento da nossa constituição biológica, o esfíncter anal é tão importante quanto o seu oposto: a boca, considerada nobre por suas qualidades gustativas e expressivas. Mas, é bom lembrar que sem um local de saída do que se ingere a vida humana seria bem complicada. Logo o cu, lá embaixo, escondido no meio da bunda e com seu odor e formato peculiar, não pode ser estigmatizado. Sobretudo agora que, pouco a pouco, além de sua função biológica principal, ele vem sendo alçado também à condição de órgão sexual, finalidade reconhecida, mesmo pelos mais dignos tribunais que, em diversos países pelo mundo afora, estão encarregados em definir o que é e o que não é permitido.

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Especial: O [*] Reconfigurado nas artes plásticas

Bom, contudo é preciso dizer que o uso do cu além do trivial papel de expelidor de cocô é uma prática que se perde na poeira do tempo. Mesmo nas civilizações mais antigas e primitivas destinar o fiofó para brincadeiras sexuais já era algo comum, embora, claro, tais atividades praticadas por homens ou mulheres tenham sido sempre alvo de proibições, castigos e censura. Muita gente pagou caro – prisão, excomunhão religiosa, castigos corporais medonhos e até forca e fogueira – por querer fazer do seu orifício anal (ou de outrem) objeto de prazer. Mesmo nos dias de hoje, em pleno século 21, em muitos lugares as penas continuam severas para quem em vez de realizar o ato sexual por meio do tradicional papai e mamãe inventa em usar o cu para dar e sentir gozo.

Os sodomitas, designação atribuída a estes indivíduos que se servem do cu para se divertirem, até mesmo em sociedades liberadas e modernas, nem sempre podem chegar por aí dizendo naturalmente serem adeptos da prática. Escritores libertinos como o Marquês de Sade, o poeta italiano Aretino, o português Bocage, entre outros, que, no passado, falaram do cu com naturalidade, embora sejam reconhecidos pelo valor literário de seus escritos, com certeza ainda provocam rubores em mentes pudicas. O mesmo é válido para imagens como a célebre foto do fotógrafo norte-americano Robert Mapplethorpe enfiando o punho do chicote no seu próprio ânus. No teatro, idem. Aqui no Brasil o único que fala e mostra o cu para todo mundo sem qualquer melindre, por exemplo, é o ator e encenador José Celso Martinez Correia (foto ao lado) do Uzyna Uzona (Oficina), inclusive nos exercícios que realiza com seu elenco, um deles é exatamente uma “dilatação da bolsa anal” cuja finalidade é permitir ao aprendiz de ator soltar pum ou fazer cocô em cena quando bem entender.

No cinema o assunto também é tema controverso e delicado. Com exceção dos filmes pornográficos heterossexuais ou gays que mostram os limites do cu sendo rompidos sem cerimônia para apimentar suas imagens, na tela mainstream é bem mais difícil a sodomia ser apresentada sem recato. Nos anos 1970 o mundo ficou chocado quando o cineasta italiano
Bernardo Bertolucci
, em O Último Tango em Paris, dedica uma cena em que o ator Marlon Brando sugere passar manteiga no pinto para penetrar a jovem anônima com quem ele está se relacionando (a atriz Maria Schneider). Mas é bom lembrar que tudo é apenas insinuado, ou seja, ninguém vê o pênis do ator e muito menos o cu da atriz. Menos recato teve outro italiano, o diretor Pier Paolo Pasolini, ao realizar um dos filmes mais ousados da história do cinema: Saló, ou Os 120 Dias de
Sodoma
, no qual um grupo de pessoas tranca-se num castelo e se entregam a toda sorte de práticas libidinosas e nas orgias que se seguem, os cus dos protagonistas obviamente não são poupados das sevícias empreendidas. É preciso dizer que o filme de Pasolini não é uma obra pornô, mas trata-se de um libelo sócio-político com finalidades bem específicas que vão muito além de provocar o estarrecimento do espectador.


Outro filme em que temos uma relação anal de significado bem perturbador está em Querelle, de Rainer Werner Fassbinder, inspirado na obra homônima de Jean Genet, sobre um marinheiro que chega ao porto francês de Brest. Em uma das cenas, o marinheiro vivido por Brad Davis submete-se com prazer aos caprichos de um robusto barman. A cena torna a experiência um relato de sensualidade intrigante pela complexa personalidade do protagonista e pelos questionamentos sobre os papeis sexuais que ele convoca no transcorrer da narrativa. Recentemente, tivemos o filme Short Bus, de John Cameron Mitchell, também com cenas de sexo explícito e sexo anal, com isto sendo tratado sem vulgaridade, uma vez que o diretor está mais preocupado em refletir sobre a aceitação dos desejos sem receio de pré-julgamentos. Também podemos citar aqui o filme Madame Satã, de Karim Ainouz, reconstituição da história do famoso malandro carioca negro e homossexual, em que podemos ver uma cena de relação anal, tratada com naturalidade e beleza.

Certamente, com o avanço das conquistas sexuais e do livre direito do uso do corpo, e agora ainda mais com o reconhecimento legal das relações homoafetivas, as condutas envolvendo o uso sexual do cu passam por um processo de reconfiguração e estão sendo pouco a pouco absorvidas, deixando de lado certos julgamentos morais e de interdição para aceitá-las num quadro de normalidade bem mais abrangente. A partir disto, ao menos nestas sociedades, o número de filmes com práticas sexuais envolvendo a penetração anal deverá crescer, pois eles deixam de ser vistos como algo à margem ou panfletos de uma conspiração de pervertidos para trazer à luz algo que sempre se praticou em todas as esferas.

Pessoas conservadoras e grupos religiosos provavelmente vão fazer alarido e espernear contra estes avanços, achando que o mundo vai entrar numa roda viva de permissividade e vícios que vão destruir a ordem e minar a moral das famílias. Quando, na verdade, o que teremos simplesmente é menos hipocrisia nas relações sociais. Se um cineasta deseja fazer um filme sobre o cu, vai assisti-lo quem quer. Se eu acho que isto vai me levar para o fogo do inferno basta então não vê-lo. Recentemente vi um filme do Michael Winterbotton, Nove Canções, sobre um casal heterossexual que se conhece num concerto de rock e passa a viver uma relação intensa. O filme é simples, mas bonito e ousado. Ele tem cenas explícitas de sexo convencional, sexo oral e penetração anal, tudo mostrado com naturalidade e de forma poética. Pois bem. Ao terminar de assisti-lo não me bateu a louca de sair correndo para entregar a tarrasqueta ao primeiro que encontrasse no caminho só porque gostei do filme.

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Paulo Lara, fotografado no momento em que preparava a palestra

Na próxima sexta-feira, 29, o Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e a Rede Coque Vive promovem a palestra As potências da mídia tática e s caminhos da comunicação autônoma, com Paulo “Pajé” Lara. O encontro é um dos ponta-pés da intervenção que estamos realizando na comunidade do Coque e que são formadas por oficinas de áudio, vídeo, experimentação com hardware, construção de ambientes web, web rádio, etc. Pajé é um dos auxílios luxuosos dessa empreitada. Abaixo, um resumo da palestra. O encontro é aberto  a todos com interesses em cultura livre, democratização da comunicação, políticas culturais, políticas de mídias, políticas do afeto, apropriação crítica de tecnologias, etc.

As potências da mídia tática e s caminhos da comunicação autônoma

Um dos desafios tanto do Estado brasileiro quanto da sociedade civil é estruturar o país para uma nova realidade econômica e geopolítica que virá com os próximos anos. Se nada de desastroso ocorrer, o Brasil passará a ter em torno de 30 milhões a mais de consumidores. O grande desafio, portanto, passa a ser oferecer as possibilidades de uma vida completa e emancipada para milhões de pessoas que estiveram até hoje em um estado de extrema obliteração. Isso, praticamente, remete a pergunta: O que fazer politicamente com a cultura, estética e educação em relação a grupos que estão passando a consumir, acessar e participar da vida social, evitando que se tornem apenas “serviçais voluntários”?

A preocupação que se apresenta a uma “nova classe média” surge pelo fato de que o consumo, material e simbólico acarreta em um modelamento da consciência por parte de diversas forças que não raras vezes atuam contra a sociedade. Atentaremos aqui para o modo como a aquisição de educação, “cultura”, conhecimento crítico, capacidade de análise e de uma prática sensível pode promover uma autonomia tecnológica capaz de colaborar com a formação de uma comunidade potente.

Para isso, torna-se urgente a atenção para a capacidade das formas de expressão segundo os próprios termos, além de um aprendizado estético e tecnológico, que é sensível, político, radical e aponta para uma nova forma de encarar as regras do pensamento. Isso significa antecipar um exercício que é tecno-social, na medida em que forma e apresenta uma visão de mundo construída a partir das próprias experiências, conhecimentos e desejos.

Com a possibilidade da intervenção no campo simbólico a partir de máquinas comunicacionais, as potências artísticas, culturais, educacionais, sentimentais e técnicas afloram no sentido de uma descoberta da própria expressão e da negação da imposição de vontades e políticas alheias. Neste sentido as possibilidades da comunicação preparam uma sociedade mais crítica, analítica e autônoma, que aprende que a matéria prima da cultura está na base da formação e desenvolvimento social. Com isso, apresentaremos elementos dos usos das tecnologias que atiçam uma criatividade política e uma inserção na vida pública, permitindo a grande parte do povo brasileiro ser mais que mero consumidor e passando a ser produtor de seu próprio destino.

Dia 29 de abril, a partir das 9 horas

Auditório do PPGCOM – UFPE, CAC, 1º andar.

Coque Livre: já começou

Luiz Carlos Pinto | 6 de abril de 2011 9:09

Concentrado no banheiro, Queops elaborava sugestões para as oficinas no Coque sob a influência do olhar do Surfista Prateado

Esse fim de semana fizemos uma reunião na minha casa para definir várias coisas relativas a nossa intervenção na comunidade do Coque. Conseguimos estabelecer o cronograma das oficinas, bem como quem vai ser responsável por elas, o cronograma, tiramos ainda uma data para fazer um mutirão nas máquinas – sobretudo instalação de uma distribuição Linux – entre outras coisas.para começar, o começo: as oficinas começam no dia 17 de maio e seguem por três semanas, até o dia 03 de maio. Esse conjunto inicial de oficinas será ministrado pela dupla Ricardo Ruiz e Ricardo Brazileiro sobre áudio e experimentações com hardware.

A ideia deste primeiro ciclo de três semanas é que os conteúdos estejam articulados entre si, de modo que seja possível elaborar um projeto para se confeccionar algum dispositivo, máquina, áudio, etc., fruto da interação entre as oficinas de áudio e experimentação. Ao longo de uma semana as oficinas são alternadas  na sexta-feira os dois oficineiros estarão presentes nas atividades do laboratório. A mesma fórmula será adotada para os outros ciclos de três semanas. Os participantes da comunidade serão “convocados” na Esc0la Leonardo Barreto.

O segundo ciclo de três semanas de oficinas acontece entre o dia 7 de junho e o dia 29 de junho e será focado em vídeo e internet/CMS. Esse é um conjunto de oficinas que acho que promete um bocado. Os oficineiros serão Celinha Menezes, Gustavo e Queops Negão.  Esse último rapaz trou a possibilidade de uma abordagem da internet que permita uma discussão sobre comunicação e crítica aos meios comerciais.

O terceiro ciclo vai acontecer em julho, mas ainda está sem data definida. Será um repeteco do segundo conjunto de oficinas dado pelo trio Célia, Gustavo/Queops. O quarto ciclo, entre 30 de agosto e 16 de setembro será dedicado a áudio e vídeo e direcionado aos agentes de desenvolvimento comunitário que começaram a ser formados pelo NEIMFA.  O quinto ciclo finalmente acontece em outubro, mas ainda sem data definida – será dedicado a oficinas de áudio + Metarec. De fato todo esse processo já foi iniciado.

Mas terá um ‘ponta-pé’ oficial com a palestra que Paulo José Lara, o Pajé, vai nos dar no dia 29 de maio, na sede do Programa de Pós Graduação em Comunicação da UFPE e com uma visita ao Coque no mesmo dia. A ideia é que Pajé possa apresentar a palestra que ele fez para seu doutorado, que tá em fase final, e que também possa compartilhar informações a partir de sua experiência em projetos semelhante e que nos ajudem nesse caminho. Pajé vai falar sobre “As potências estéticas da mídia tática e os caminhos da comunicação autônoma”, numa realização do Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM)  e da Rede Coque Vive.

Outras providências ainda foram tomadas. No sábado 16 de abril faremos um mutirão geral para diagnosticar a quantas anda o laboratório e as máquinas,  verificar no detalhe as configurações, o que eventualmente falta comprar e fazer uma instalação geral de uma distribuição Linux. Inicialmente, aliás, pensamos que a instalação do Linux poderia fazer parte das oficinas. Ocorre que os computadores já são usados noutras atividades da casa, há muitos arquivos nas máquinas, são 13 máquinas, oq e deverá implicar em dois alunos por computador. Por essas razões resolvemos que as oficinas já começaram com as máquinas equipadas com a distribuição, mas uma delas será usada para a instalação do sistema no início. É claro que não é a mesma coisa, que o ideal seria incorporar a instalação ao processo desde o início. Mas também é verdade que o ideal é inimigo do possível, em muitos casos e esse parece ser um deles.

Por esses dias os oficineiros deevrão finalizar as ementas e nos enviar, e quando isso tiver pronto posto aqui para ouvir mais sugestões. É interessante lembrar que o trabalho das oficinas será complementado por monitores do uso dos equipos, pois a ideia é que o ltelecentro que o telecentro que já existe hj seja usado ao máximo de acordo e em sintonia com o trabalho realizado nas oficinas. Para isso é que amos precisar de monitores para acompanhar a meninada no uso do lugar. Queops e Igor, que tambémparticipará das oficinas de vídeo, se dividirão para fazer isso.

O fato é que a Unidade Coque Livre já é realidade, já começou e senti uma boa energia de todo mundo reunido aqui em casa, todos com vontade de fazer acontecer de forma boa e bonita.

Yvana, Igor, Celinha, Gustavo e Brazuca

João, Roberta e Yvana

Lula Côrtes

Luiz Carlos Pinto | 2 de abril de 2011 9:31

Luciana Rabelo
luciana.rabelo@gmail.com

Sábado, 26 de março de 2011, Lua Minguante

Lula me apareceu em 1993, quando ouvi ‘Desengano’. Cris Jerônimo – um amigo da faculdade – tempos depois nos levou à casa dele, em Candeias. Encantei-me! Eu tinha 20 anos na época. Época boa, novas experiências, aventuras, subversão. Tudo a ver! Vitalidade! Eu Vital! Lula Vital!

Lembro de um show dele com a companheira Má Companhia, na Soparia, em algum Natal, ele era Papai-Noel, e Jesus. No Tipóia, em Tracunhaém, acho que em 2005, tive a honra de filmar um show massa. Procurei agora a fita e achei! Uhuu!! Presente! Eita que momentos sagrados! De cara, o encontro dele com Erickson Luna. Tavam felizes! A Má Companhia tava feliz!A cidade tava feliz! Vou postar a filmagem bruta, dos tempos quando comecei a filmar e vivia com a câmera e poucas fitas e uma só bateria.

Há não muito tempo fui na bela casa da UBE/PE pro lançamento de mais um livro de Cristiano Jerônimo, livro este ilustrado por Lula. As imagens estavam expostas nas paredes. Nesse dia Lula recebeu carteira de sócio efetivo da UBE, retroagindo o ano de admissão a 1972, quando lançou o Livro das Transformações. E também nessa noite, ouvi o ‘discurso’ mais sagrado que já ouvi. Augusto!

Fazia sete anos que eu não brincava Carnaval. Este ano resolvi ir ao centro do Recife. No domingo soube que iria ter show de Lula no Pátio de São Pedro. Quando cheguei tava rolando uns Afoxés e mais tarde rolou o show dele. Foi estranho! Ouvi umas três músicas meio de longe e resolvi ir embora. Mas antes de partir fui lá na frente do palco e fiquei olhando ele de perto. Já tava na travessia, e eu já sentia.

Tava na manhã de hoje no CEL (Centro de Educação e Lazer) quando o telefone de meu cumpade Moa tocou e ele me deu a notícia da partida de Lula. Baque. Luz. Já noite, olhando estrelas, lembro de ‘Desengano’. Choro, de Amor.

Guerreiro Sagrado Rola qual Pedra, Azul, Encandeia… em Tempos onde Netuno retorna a Peixes.

‘American pie’, word by word

Luiz Carlos Pinto | 27 de fevereiro de 2011 12:14

As viagens de Alice

Luiz Carlos Pinto | 23 de fevereiro de 2011 13:12

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