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	<title>Soy Loco Por Ti, América &#187; Investigações paralelas</title>
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	<description>Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina</description>
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		<title>Venha se queimar</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Apr 2013 16:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom Conselho
Chico Buarque

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Bom Conselho</strong></p>
<p><strong>Chico Buarque</strong></p>
<p><a href="http://www.allkart.net/newAllkart/wp-content/uploads/2013/01/chuva_muito_forte-6884.jpg"><img class="alignright" src="http://www.allkart.net/newAllkart/wp-content/uploads/2013/01/chuva_muito_forte-6884.jpg" alt="" width="480" height="330" /></a></p>
<p>Ouça um bom conselho</p>
<p>Que eu lhe dou de graça</p>
<p>Inútil dormir que a dor não passa</p>
<p>Espere sentado</p>
<p>Ou você se cansa</p>
<p>Está provado, quem espera nunca alcança</p>
<p>Venha, meu amigo</p>
<p>Deixe esse regaço</p>
<p>Brinque com meu fogo</p>
<p>Venha se queimar</p>
<p>Faça como eu digo</p>
<p>Faça como eu faço</p>
<p>Aja duas vezes antes de pensar</p>
<p><a href="http://www.almacarioca.net/wp-content/uploads/2011/01/incendio1.jpg"><img class="alignright" src="http://www.almacarioca.net/wp-content/uploads/2011/01/incendio1.jpg" alt="" width="393" height="294" /></a></p>
<p>Corro atrás do tempo</p>
<p>Vim de não sei onde</p>
<p>Devagar é que não se vai longe</p>
<p>Eu semeio o vento</p>
<p>Na minha cidade</p>
<p>Vou pra rua e bebo a tempestade</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A arte de dobrar as ruas e ocupar uma cidade</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2012 17:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Commons]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu já sabia que a produção de arte gráfica na Argentina era de respeito &#8211; indicação de uma população de leitores. Como andei em terras portenhas recentemente, acabei por verificar que não são somente as livrarias, sebos e revistarias que estão cheia de material interessante. E, em muitíssimos casos, inéditos no Brasil&#8230;
Também se ocupa as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já sabia que a produção de arte gráfica na Argentina era de respeito &#8211; indicação de uma população de leitores. Como andei em terras portenhas recentemente, acabei por verificar que não são somente as livrarias, sebos e revistarias que estão cheia de material interessante. E, em muitíssimos casos, inéditos no Brasil&#8230;</p>
<p>Também se ocupa as ruas com muita ilustração. Os temas são variados e, claro, remetem a alguns dos elementos mais presentes no imaginário de los hermanos: futebol, o tango, o boêmio e a boemia, religião, política nacional e algo de um sentimento de latinidade, em que pese o veio aristocrático também presente nesse imaginário.</p>
<p>Agora, é interessante observar que, até onde minha vista alcançou nos oito dias em que estive em Buenos Aires, os bairros mais ocupados com artes gráficas são os mais pobres &#8211; em especial La Boca, a pátria emocional de Maradona e claro do Boca Juniors. Antes que se diga que fiquei encantado com El Caminito: é lixo, como um circo mal montado, emulando um bairro que não existe. A boemia no bairro é suja, meio desvalida e não se limita às pinturas nas paredes que se encontra nos roteirosde viagem.</p>
<p>É justamente os grafismos lá que dão conta de certa cisão que hje se instalou na política portenha entre o Kircherismo (a versão sem tango do peronismo) e o restante das forças políticas do país. O peronismo fazendo sombra e inspirando a todos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2810" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-20-14-25-43/"><img title="2012-09-20 14.25.43" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-20-14.25.43-600x450.jpg" alt="" width="240" height="179" /></a><a rel="attachment wp-att-2811" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-20-14-25-56/"><img title="2012-09-20 14.25.56" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-20-14.25.56-600x450.jpg" alt="" width="235" height="179" /></a><a rel="attachment wp-att-2812" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-20-14-26-09/"><img title="2012-09-20 14.26.09" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-20-14.26.09-600x450.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a></p>
<p>Essa cisão na política argentina tem a ver com as broncas que o governo de Néstor e agora de Kristina resolveram encarar de frente &#8211; coisa que a política de confete de Lula e do PT não conseguiram nem se dispuseram a fazer: uma política de quebra do monopólio das comunicações, através da Lei dos Meios e do julgamento dos criminosos que torturaram mataram e trucidram durante o regime militar.</p>
<p>Além disso, foi em La Boca que vimos as poucas manifestações de apreço e apoio à Senhora Kirchner. No mais, o visitante desavisado, que se contenta a ler o Clarin e o la Republica pode julgar que o país está um caos, guiado por gente irresponsável.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-2815" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-18-13-46-04/"><img class="size-medium wp-image-2815 aligncenter" title="2012-09-18 13.46.04" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-18-13.46.04-e1349456069208-450x600.jpg" alt="" width="450" height="600" /></a></p>
<p style="text-align: left;">O passeio pelas ruas mostra o uso de extênsil, tinta em murais como os dois acima, muito uso de spray a mão livre em grafites variados e o apelo sempre luxuoso ao improviso. As fotos abaixo são de pequenas imagens colhidas em paredes, desenhadas abaixo da cintura.</p>
<p style="text-align: left;"><a rel="attachment wp-att-2816" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-18-10-33-54/"><img class="size-medium wp-image-2816 alignleft" title="2012-09-18 10.33.54" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-18-10.33.54-600x450.jpg" alt="" width="246" height="185" /></a></p>
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<p style="text-align: left;"><a rel="attachment wp-att-2817" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-18-11-09-16/"><img class="size-medium wp-image-2817 alignleft" title="2012-09-18 11.09.16" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-18-11.09.16-600x450.jpg" alt="" width="250" height="188" /></a></p>
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<p style="text-align: left;"><a rel="attachment wp-att-2818" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-18-13-03-51/"><img class="size-medium wp-image-2818 alignleft" title="2012-09-18 13.03.51" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-18-13.03.51-e1349456448917-450x600.jpg" alt="" width="253" height="338" /></a></p>
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<p style="text-align: left;">Outro dia, noutro post, compartilho alguns dos trabalhos que comprei em livraria e sebo. Por hoje, vou deixar aqui pros dois ou três leitores que sobraram desse blog algumas das imagens que captei das ruas dessa cidade, que os argentinos parecem insistir em dizer que está ocupada, que já tem dono, apesar desta ser uma luta que se renova nos detalhes &#8211; de campanha ou não.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-2823" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-20-13-36-27/"><img class="size-medium wp-image-2823    aligncenter" title="2012-09-20 13.36.27" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-20-13.36.27-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p style="text-align: center;">O tango, o cantante e o boêmio são figuras muito representativas e presentes na arte de rua em Buenos Aires. Esse daí de cima também foi captado em La Boca &#8211; que dizem ser o bairro onde acontecia, no início do século XIX as misturas de ritmos que vieram a resultar no que hoje eles chamam tango.</p>
<p style="text-align: center;">Borges, celebrado de forma constante mas também crítica pelas grações mais novas de escritores argentinos está presente (há inclusive uma rua com seu nome), e achei muito bonito esse trecho ilustrado de um de seus poemas mais bonitos:</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2824" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-20-13-37-33/"><img class="size-medium wp-image-2824 alignleft" title="2012-09-20 13.37.33" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-20-13.37.33-e1349457059776-450x600.jpg" alt="" width="450" height="600" /></a>Encontrei esse desenho numa porta de uma casa que me parecia abandonada. Os desenhos abaixo também, na mesma porta.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2825" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-20-13-44-30/"><img class="size-thumbnail wp-image-2825 alignleft" title="2012-09-20 13.44.30" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-20-13.44.30-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a> <a rel="attachment wp-att-2828" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-20-13-45-01/"><img class="size-thumbnail wp-image-2828 alignleft" title="2012-09-20 13.45.01" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-20-13.45.01-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p>A agora um pouco de religiosidade, com as duas principais divindidades que protegem o Boca Juniors e o time. A primeira imagem é de um gaúcho e o outro vocês abem quem é&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-2831" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-20-14-23-57/"><img class="size-medium wp-image-2831 aligncenter" title="2012-09-20 14.23.57" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-20-14.23.57-e1349458140476-450x600.jpg" alt="" width="450" height="600" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-2832" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-20-14-27-11/"><img class="size-medium wp-image-2832 aligncenter" title="2012-09-20 14.27.11" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-20-14.27.11-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Pra terminar esse longuíssimo post, a imagem de um casal, que Buenos Aires é dos amantes.<br />
 <img src='http://www.locoporti.blog.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-2833" href="http://www.locoporti.blog.br/a-arte-de-dobrar-as-ruas-e-ocupar-uma-cidade/2012-09-20-14-30-20/"><img class="size-medium wp-image-2833   aligncenter" title="2012-09-20 14.30.20" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/10/2012-09-20-14.30.20-e1349458525658-450x600.jpg" alt="" width="450" height="600" /></a></p>
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		<title>Intimidade mental</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2012 14:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[O beijo roubado no quintal aos 13 anos.
As nuvens negras.
A emoção da proximidade de uma tempestade.
As batidas do relógio.
O abraço caloroso da mãe.
O sorriso e o cuidado do pai.
A escrita dos dedos sobre a janela embaçada.
O canto perto da janela.
O cobertor aconchegante quando se tinha febre.
O céu límpido do Norte da Europa.
Todos, absolutamente todos, tiveram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O beijo roubado no quintal aos 13 anos.<br />
As nuvens negras.<br />
A emoção da proximidade de uma tempestade.<br />
As batidas do relógio.<br />
O abraço caloroso da mãe.<br />
O sorriso e o cuidado do pai.<br />
A escrita dos dedos sobre a janela embaçada.<br />
O canto perto da janela.<br />
O cobertor aconchegante quando se tinha febre.<br />
O céu límpido do Norte da Europa.</p>
<p>Todos, absolutamente todos, tiveram sua juventude roubada.<br />
Todos, absolutamente todos, tiveram sua tranquilidade roubada.<br />
Do outro lado do arame farpado, nós também víamos a neve.<br />
E Deus.<br />
Em como Ele é.<br />
Uma forma infinita e atordoante, bela, preguiçosa, imóvel, sem o desejo de fazer coisa alguma.<br />
Como certas mulheres que, quando somos jovens, ousamos apenas sonhar.</em></p>
<p>x.x.x.x.x.x.x<br />
As coisas que ouvimos quando nos dispomos a ouvir&#8230;<br />
Tirando o que é distante ou externo a minha realidade, nossa realidade de brasileiros &#8211; o contexto do Holocausto, o céu do Norte da Europa, &#8230; -, há algo no trecho que é muito acolhedor e que talvez mereça o nome de intimidade mental.</p>
<p>Tirado de uns bons diálogos de <a href="http://kat.ph/usearch/this%20must%20be%20the%20place/" target="_blank">This must be the place</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A cada duas horas, uma mulher é assassinada no país</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/a-cada-duas-horas-uma-mulher-e-assassinada-no-pais/</link>
		<comments>http://www.locoporti.blog.br/a-cada-duas-horas-uma-mulher-e-assassinada-no-pais/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Jul 2012 15:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>
		<category><![CDATA[Sangue, suor e lágrimas]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[



Assassinatos de mulheres no Brasil. Um estudo do Instituto Sangari contribuindo para o entendimento do feminicídio no país
 Por Maria Dolores de Brito Mota, da Adital
O Instituto Sangari, publicou em abril deste ano, o Mapa de Violência  2012, referente aos homicídios ocorridos no Brasil em 2010, ao qual  anexou o Caderno Complementar 1, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
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<p><em><strong>Assassinatos de mulheres no Brasil. Um estudo do Instituto Sangari contribuindo para o entendimento do feminicídio no país</strong><br />
</em> <em>Por Maria Dolores de Brito Mota, da <a href="http://www.adital.com.br/site/index.asp?lang=PT" target="_blank">Adital</a></em></p>
<p><em>O Instituto Sangari, publicou em abril deste ano, o Mapa de Violência  2012, referente aos homicídios ocorridos no Brasil em 2010, ao qual  anexou o Caderno Complementar 1, Homicídio de Mulheres no Brasil. O  autor do mapeamento, Julio Jacobo Waiselfisz declara que “São poucas as  informações sobre o tema que encontramos disponíveis ou que cir­culam em  âmbito nacional. Dada a relevância da questão, julgamos oportuno  elaborar um estudo específico e divulgá-lo separadamente.” (2012, p.3). A  fonte dos dados que fundamentaram o mapeamento foi Sistema de  Informações de Mortalidade – SIM – da Secretaria de Vigilância em Saúde –  SVS – do Ministério da Saúde – MS, que fornece dados relativos à idade,  sexo, estado civil, profissão e local de residência da vítima e da  ocorrência da morte. A causa da morte se baseia na indicação de mortes  por agressão de terceiros.</em></p>
<p><em>Apresentando uma perspectiva histórica dos homicídios, o relatório  revela que entre 1980 e 2010 foram assassinadas aproximadamente 91 mil  mulheres no país, passando de 1.353 para 4.297 mortes, um aumento de  217,6% nas mulheres vítimas de assassinato, sendo 43,5 mil só na última  década (2000 – 2010). A taxa desses assassinatos para cada grupo de 100  mil mulheres passou de 2,3 em 1980, para 4,4 em 2010. Isso representa  uma média de 4.350 mulheres assassinadas por ano, 362,5 por mês, 12,1  por dia, ou seja, a cada duas horas, uma mulher é assassinada no país.</em></p>
<p><em>Esse estudo identifica o ano de 1996 como um corte de aumento, quando  o número desses crimes duplicou, permanecendo até o momento nos mesmos  patamares. Ressalta que, em 2007, ano seguinte à criação da Lei Maria da  Penha (2006), de combate à violência doméstica e familiar contra a  mulher, houve uma pequena redução que levou essa taxa para 3,9, mas  retomando imediatamente os níveis anteriores. Com base nos dados de  2010, as armas utilizadas nesses crimes foram em 53% dos casos armas de  fogo e o restante é representado por objetos cortantes e perfurantes  (26%) contundentes (8,3) e estrangulamento ou sufocação (6,2) e outros  meios (5,5). A residência foi apontada em 40% das ocorrências como o  local em que as mulheres foram assassinadas.</em></p>
<p><em>Em termos absolutos São Paulo registrou o maior número, 663  assassinatos de mulheres e Roraima o menor com 11 casos. Por cada 100  mil mulheres, a maior proporção foi encontrada em Espírito Santo, 9,4 e a  menor no Piauí com 2,6. O estado do Ceará teve 165 mulheres  assassinadas naquele ano, ocupando o 17º lugar, com taxa de 3,7 e em  termo absolutos ficou na décima posição.</em></p>
<p><em>O estudo observa a frequência dos crimes nas capitais, e em termos  relativos: Porto Velho ficou com a maior taxa por 100 mil, 12,4, e  Brasília a menor, 1,7; em números absolutos a primeira posição ficou com  São Paulo com 153 crimes contra mulheres e Fortaleza com 68, ficou na  sétima posição. O mapa apresenta esses crimes por município, tendo  considerado apenas aqueles com população feminina acima de 26.000, o que  corresponde a 578 municípios.</em></p>
<p><em>Observando a idade das vitimas, 28% tem idade entre 15 e 59 anos,  sendo a faixa etária de maior incidência, a de 20 a 29 anos com 7,7%,  representando 1.331 crimes para o ano de 2010.</em></p>
<p><em>Os dados que balizaram o estudo Sangari, não dispõem de dados de  gênero que possam evidenciar o caráter desses crimes como crimes de  gênero. Mas, nos estudos sobre violência já existe um consenso quanto ao  fato que a violência tem um caráter de gênero e nos estudos sobre  assassinatos de mulheres mais de 90% ocorrem por questão de gênero, são  feminicídios.</em></p>
<p><em>Os feminicídios têm desafiado movimentos feministas e governos  comprometidos com a garantia dos direitos das mulheres à vida, e a uma  vida sem violência. Esse pode ser, no momento, o centro da questão dos  direitos humanos das mulheres, tema definitivamente consolidado na  agenda política internacional.</em></p>
<p><em>Os Estados que se comprometem com a adoção de políticas públicas e  medidas adequadas e apropriadas para assegurar os direitos humanos das  mulheres devem incluir em suas ações a implementação de sistemas de  informações eficientes para investigar as condições desses crimes. No  Brasil, como em diversos países do continente latino americano, esses  estudos não estão sendo realizados pelo Estado. Mas, combater e punir  requer conhecer.</em></p>
<p><em>Na medida em que nos adentramos na investigação sobre as mortes  violentas de mulheres, especialmente àquelas decorrentes de conflitos  amorosos ou sexuais percebemos novas dimensões que desafiam o  conhecimento. Embora sejam assassinatos quase sempre cometidos por  maridos, ex-maridos, namorados e ex-namorados, decorrentes de situações  de rupturas do relacionamento ou de ciúme, ocorrem outras modalidades  também em circunstancias de gênero, além de vitimarem outras pessoas  como filhos, parentes e amigos das mulheres que estão na mira da  violência. É urgente a criação de um sistema de informação nacional  sobre feminicídio no Brasil, para fundamentar a reflexão de sua  tipificação penal neste momento em que se discute um novo Código Penal  Brasileiro. Discussão que já está na pauta de quase todos os países da  América Latina e do Caribe.</em></p>
<p><em>O feminicidio deve ser tipificado como crime hediondo, decorrente de  motivações de gênero, triplamente qualificado como fútil, traiçoeiro e  cultural, sem direito a fiança e nem recurso.</em></p>
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		<title>Lust for life, lust for life, lust for life</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 20:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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<p><a rel="attachment wp-att-2766" href="http://www.locoporti.blog.br/lust-for-life-lust-for-life-lust-for-life/dalai2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2766" title="dalai2" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2012/05/dalai2.jpg" alt="" width="500" height="737" /></a></p>
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		<title>there is no greater joy than to have an endlessly changing horizon&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 19:53:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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So many people live within unhappy circumstances and yet  will not take the initiative to change their situation because they are  conditioned to a life of security, comformity, and conservatism, all of  which may appear to give one peace of mind, but in reality nothing is  more damaging to the adventurous [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://25.media.tumblr.com/tumblr_lvlmj2Dlfk1qlbuemo1_1280.jpg"><img class="aligncenter" src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_lvlmj2Dlfk1qlbuemo1_1280.jpg" alt="" width="640" height="264" /></a></p>
<p><em>So many people live within unhappy circumstances and yet  will not take the initiative to change their situation because they are  conditioned to a life of security, comformity, and conservatism, all of  which may appear to give one peace of mind, but in reality nothing is  more damaging to the adventurous spirit within a man than a secure  future. The very basic core of a man’s living spirit is his passion for  adventure. The joy of life comes from our encounters with new  experiences, and hence there is no greater joy than to have an endlessly  changing horizon, for each day to have a new and different sun.</em></p>
<p><strong>-CHRISTOPHER MCCANDLESS</strong></p></blockquote>
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		<title>Para todos aqueles que têm a quem dizer: soy loco por ti</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 18:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<title>carta a la vida</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 14:43:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<title>thirty things to stop doing to yourself:</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 19:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>
		<category><![CDATA[O inferno são os outros]]></category>
		<category><![CDATA[Sangue, suor e lágrimas]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens e afins]]></category>

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as maria robinson  once said, “nobody can go back and start a new  beginning, but anyone  can start today and make a new ending.” nothing  could be closer to the  truth. but before you can begin this process of  transformation you have  to stop doing the things that [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2554" href="http://www.locoporti.blog.br/thirty-things-to-stop-doing-to-yourself/attachment/30/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2554" title="30" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2011/12/30.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><strong></strong><em>as maria robinson  once said, “nobody can go back and start a new  beginning, but anyone  can start today and make a new ending.” nothing  could be closer to the  truth. but before you can begin this process of  transformation you have  to stop doing the things that have been holding  you back. here are  some ideas to get you started:</em></p>
<ol>
<li><em><strong>stop spending time with the wrong people.</strong> – life is  too  short to spend time with people who suck the happiness out of you. if  someone wants you in their life, they’ll make room for you. you   shouldn’t have to fight for a spot.  never, ever insist yourself to   someone who continuously overlooks your worth. and remember, it’s not   the people that stand by your side when you’re at your best, but the   ones who stand beside you when you’re at your worst that are your true   friends.</em></li>
<li><em><strong>stop running from your problems.</strong> – face them head  on. no, it  won’t be easy. there is no person in the world capable of  flawlessly  handling every punch thrown at them. we aren’t supposed to  be able to  instantly solve problems. that’s not how we’re made. in  fact, we’re  made to get upset, sad, hurt, stumble and fall. because  that’s the  whole purpose of living – to face problems, learn, adapt, and  solve  them over the course of time. this is what ultimately molds us  into the  person we become.</em></li>
<li><em><strong>stop lying to yourself.</strong> – you can lie to anyone  else in the  world, but you can’t lie to yourself. our lives improve  only when we  take chances, and the first and most difficult chance we  can take is to  be honest with ourselves.</em></li>
<li><em><strong>stop putting your own needs on the back burner.</strong> – the most  painful thing is losing yourself in the process of loving  someone too  much, and forgetting that you are special too. yes, help  others; but  help yourself too. if there was ever a moment to follow  your passion  and do something that matters to you, that moment is now.</em></li>
<li><em><strong>stop trying to be someone you’re not.</strong> – one of the greatest  challenges in life is being yourself in a world that’s trying to make  you like  everyone else.  someone will always be prettier, someone will  always be  smarter, someone will always be younger, but they will never  be you. don’t change so people will like you. be yourself and the right  people  will love the real you.</em></li>
<li><em><strong>stop trying to hold onto the past.</strong> – you can’t start the next chapter of your life if you keep re-reading your last one.</em></li>
<li><em><strong>stop being scared to make a mistake.</strong> – doing  something and  getting it wrong is at least ten times more productive  than doing  nothing. every success has a trail of failures behind it,  and every  failure is leading towards success. you end up regretting the  things  you did NOT do far more than the things you did.</em></li>
<li><em><strong>stop berating yourself for old mistakes.</strong> – we may  love the  wrong person and cry about the wrong things, but no matter how  things  go wrong, one thing is for sure, mistakes help us find the person  and  things that are right for us. we all make mistakes, have  struggles, and  even regret things in our past. but you are not your  mistakes, you are  not your struggles, and you are here NOW with the  power to shape your  day and your future. every single thing that has  ever happened in your  life is preparing you for a moment that is yet to  come.</em></li>
<li><em><strong>stop trying to buy happiness.</strong> – many of the things  we desire   are expensive. but the truth is, the things that really  satisfy us  are  totally free – love, laughter and working on our  passions.</em></li>
<li><em><strong>stop exclusively looking to others for happiness.</strong> – if you’re  not happy with who you are on the inside, you won’t be happy  in a  long-term relationship with anyone else either. you have to create   stability in your own life first before you can share it with someone   else.</em></li>
<li><em><strong>stop being idle.</strong> – don’t think too much or you’ll  create a  problem that wasn’t even there in the first place. evaluate  situations  and take decisive action. you cannot change what you refuse  to  confront. making progress involves risk. period! you can’t make it  to  second base with your foot on first.</em></li>
<li><em><strong>stop thinking you’re not ready.</strong> – nobody ever feels  100%  ready when an opportunity arises. because most great  opportunities in  life force us to grow beyond our comfort zones, which  means we won’t  feel totally comfortable at first.</em></li>
<li><em><strong>stop getting involved in relationships for the wrong reasons.</strong> – relationships must be chosen wisely. it’s better to be alone than to   be in bad company. there’s no need to rush. if something is meant to   be, it will happen – in the right time, with the right person, and for   the best reason. fall in love when you’re ready, not when you’re lonely.</em></li>
<li><em><strong>stop rejecting new relationships just because old ones didn’t work.</strong> – in life you’ll realize that there is a purpose for everyone you   meet. some will test you, some will use you and some will teach you. but  most importantly, some will bring out the best in you.</em></li>
<li><em><strong>stop trying to compete against everyone else.</strong> – don’t worry  about what others doing better than you. concentrate on  beating your  own records every day. success is a battle between YOU and  YOURSELF  only.</em></li>
<li><em><strong>stop being jealous of others.</strong> – jealousy is the art  of  counting someone else’s blessings instead of your own.  ask yourself   this:  “what’s something i have that everyone wants?”</em></li>
<li><em><strong>stop complaining and feeling sorry for yourself.</strong> – life’s  curveballs are thrown for a reason – to shift your path in a  direction  that is meant for you. you may not see or understand  everything the  moment it happens, and it may be tough. but reflect back  on those  negative curveballs thrown at you in the past. you’ll often  see that  eventually they led you to a better place, person, state of  mind, or  situation. so smile! let everyone know that today you are a  lot  stronger than you were yesterday, and you will be.</em></li>
<li><em><strong>stop holding grudges.</strong> – don’t live your life with  hate in  your heart. you will end up hurting yourself more than the  people you  hate. forgiveness is not saying, “what you did to me is  okay.” it is  saying, “i’m not going to let what you did to me ruin my  happiness  forever.” forgiveness is the answer… let go, find peace,  liberate  yourself! and remember, forgiveness is not just for other  people, it’s  for you too. if you must, forgive yourself, move on and  try to do  better next time.</em></li>
<li><em><strong>stop letting others bring you down to their level.</strong> – refuse to lower your standards to accommodate those who refuse to raise theirs.</em></li>
<li><em><strong>stop wasting time explaining yourself to others.</strong> – your friends don’t need it and your enemies won’t believe it anyway. just do what you know in your heart is right.</em></li>
<li><em><strong>stop doing the same things over and over without taking a break.</strong> – the time to take a deep breath is when you don’t have time for it. if  you keep doing what you’re doing, you’ll keep getting what you’re   getting. sometimes you need to distance yourself to see things clearly.</em></li>
<li><em><strong>stop overlooking the beauty of small moments.</strong> – enjoy the  little things, because one day you may look back and discover  they were  the big things. the best portion of your life will be the  small,  nameless moments you spend smiling with someone who matters to  you.</em></li>
<li><em><strong>stop trying to make things perfect.</strong> – the real world doesn’t reward perfectionists, it rewards people who get things done.</em></li>
<li><em><strong>stop following the path of least resistance.</strong> – life  is not  easy, especially when you plan on achieving something  worthwhile. don’t  take the easy way out. do something extraordinary.</em></li>
<li><em><strong>stop acting like everything is fine if it isn’t.</strong> – it’s okay  to fall apart for a little while. you don’t always have to  pretend to  be strong, and there is no need to constantly prove that  everything is  going well. you shouldn’t be concerned with what other  people are  thinking either – cry if you need to – it’s healthy to shed  your tears.  the sooner you do, the sooner you will be able to smile  again.</em></li>
<li><em><strong>stop blaming others for your troubles.</strong> – the extent  to which  you can achieve your dreams depends on the extent to which you  take  responsibility for your life. when you blame others for what  you’re  going through, you deny responsibility – you give others power  over  that part of your life.</em></li>
<li><em><strong>stop trying to be everything to everyone.</strong> – doing  so is  impossible, and trying will only burn you out. but making one  person  smile CAN change the world. maybe not the whole world, but their  world.  so narrow your focus.</em></li>
<li><em><strong>stop worrying so much.</strong> – worry will not strip  tomorrow of  its burdens, it will strip today of its joy. one way to  check if  something is worth mulling over is to ask yourself this  question: “will  this matter in one year’s time? three years? five  years?” if not, then  it’s not worth worrying about.</em></li>
<li><em><strong>stop focusing on what you don’t want to happen.</strong> – focus on  what you do want to happen. positive thinking is at the  forefront of  every great success story. if you awake every morning with  the thought  that something wonderful will happen in your life today,  and you pay  close attention, you’ll often find that you’re right.</em></li>
<li><em><strong>stop being ungrateful.</strong> – no matter how good or bad  you have  it, wake up each day thankful for your life. someone somewhere  else is  desperately fighting for theirs. instead of thinking about  what you’re  missing, try thinking about what you have that everyone else  is  missing.</em></li>
</ol>
<p>via <a href="http://www.marcandangel.com/2011/12/11/30-things-to-stop-doing-to-yourself/">marcandangel</a>, mas vi <a href="http://completo.tumblr.com/post/14238488406/isaacmartinez-thirty-things-to-stop-doing-to" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Hey June&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 23:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<title>Onko Chishin, tatoo rules and feelings, Japan, Yakuza, etc.</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 01:12:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<title>O fim do mundo será belo</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 23:09:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diálogos impertinentes]]></category>
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		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Bruno Carmelo, editor do blog Discurso-Imagem.
Se os cinemas mundiais acabam de receber Melancolia, drama sobre as maravilhas do fim do mundo visto por Lars Von Trier, The Future vem se acrescentar mais uma camada a esta lógica pessimista de que o mundo vai terminar, e que não há mais muita esperança para os seres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Bruno Carmelo, editor do blog Discurso-Imagem.</em></p>
<p><em>Se os cinemas mundiais acabam de receber Melancolia, drama sobre as maravilhas do fim do mundo visto por Lars Von Trier, The Future vem se acrescentar mais uma camada a esta lógica pessimista de que o mundo vai terminar, e que não há mais muita esperança para os seres humanos. Com muitos milhões de euros a menos, a diretora e artista contemporânea Miranda July une a poesia ao niilismo e desenvolve uma espécie de “filme catástrofe indie” em que o universo também conversa com os protagonistas – e o que ele tem a dizer não é nada animador.</em></p>
<p><em>Mas vamos por partes. The Future é um filme que parte de uma situação de tédio estável para chegar a uma instabilidade excitante e caótica. Os dois protagonistas são Sophie e Jason, um casal de classe média baixa, em subempregos, sem grandes expectativas de mudança. Eles decidem passar pela experiência de serem pais por um período determinado – ou seja, decidem adotar um gato com uma pata amputada, em fase terminal. Diante da responsabilidade que a adoção representa, eles entram em grande angústia e buscam possibilidades de escapismo.</em></p>
<p><em>É neste momento que o universo vem trazer uma mensagem para ambos – quase literalmente, aliás. A lua aparece para Jason, em toda timidez, e discursa sobre o efeito inevitável e irreversível do tempo. Um anônimo aparece na vida de Sophie, e nasce uma relação extraconjugal. Enquanto isso o próprio gato doente, ainda em tratamento na clínica, espera a chegada dos donos e disserta sobre a tristeza da solidão, sobre o medo das noites, sobre o vazio de não depender de ninguém. Em The Future, o cenário é tão personagem quanto os protagonistas, todos os vizinhos, os animais, os objetos têm algo a expressar sobre o ser humano.</em></p>
<p><em>O espectador pode estar acostumado com a linguagem poética e indie, mas geralmente estes instrumentos servem a uma certa leveza, um humor agridoce, uma visão rosa e otimista da vida. Neste caso, ao contrário, o cosmos é opressor e deprimente. Tanto o velhinho solitário quanto a lua no céu reclamam de suas vidas, com o mesmo tom melancólico. Curiosamente, todos falam de si mesmos e de suas tristezas, o que torna o filme uma dessas experiências egocêntricas, ensimesmadas, e perfeitamente conscientes disso. Novamente, como em Melancolia, o fim do mundo é um estado de espírito, e a catástrofe perde seu caráter social e planetário para se instalar na individualidade de cada pessoa. Trata-se de uma visão tão personalizada da vida que cada pessoa tem direito à sua própria catástrofe, sua própria percepção do fim do mundo.</em></p>
<p><em>Por isto mesmo, não há olhar onisciente neste filme em que todos têm razão, dos protagonistas ao gato, à Lua, ao amante, à filha que se enterra viva no jardim, à camiseta viva que persegue as ruas em busca de seu dono. Todos os elementos perambulam por espaços vazios (quase não há carros nem pessoas nas ruas ou praias), buscando uns aos outros, cruzando-se sem se encontrar. De filme-catástrofe, The Future lembra uma espécie de filme de zumbis, com seus poucos sobreviventes mecanicamente se deslocando de um canto ao outro, ou em suas ruas desertas, ou nos micro apartamentos, bagunçados e tristes. Sophie inclusive grita pela janela para ver alguém responde. Nada. Como a tal vizinha que sempre penteia os cabelos, cada um está vivendo para si, fechado em seus micro espaços, surdo à presença alheia.</em></p>
<p><em>Assim, neste curto tempo em que se forçam a tornarem adultos, os dois protagonistas perdem o gosto de viver. Nada realmente os motiva, a relação se deteriora, não existem família, amigos, religião, Estado – não existe exterioridade, nem neste mundo em que o cosmos também pensa por si mesmo, e em si mesmo apenas. Caberá ao gato doente, este narrador filósofo, concluir sobre a perda de sentido da sociedade, sobre o fato de que a vida é apenas “o final do começo”, um começo que é “a pior parte da existência”. A cena final, suspensa, promete aos protagonistas uma espécie de depressão perpétua, uma convivência sem gosto, dentro do apartamento escuro. Lá fora, a Lua não diz mais nada, e cada um se escondeu novamente em sua casa.</em></p>
<p><em>The Future (2011)</em><br />
<em>Filme americano-alemão dirigido por Miranda July.</em><br />
<em>Com Miranda July, Hamish Linklater, David Warshofsky, Isabella Acres, Joe Putterlik.</em></p>
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		<title>Os corvos articulados do Ninian Doff, via @ideafixa</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/os-corvos-articulados-do-ninian-doff-via-ideafixa/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 21:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>

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		<title>O que você fazia em 8 de agosto de 2011?</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/o-que-voce-fazia-em-8-de-agosto-de-2011/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 17:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Commons]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos impertinentes]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>

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		<description><![CDATA[Luiz Carlos Azenha, no Viomundo
“Autoridades  bancárias europeias,  autoridades do G7 — o grupo que reúne as economias  industrializadas — e  líderes políticos europeus deram passos  extraordinários no dia de ontem.
Considerando que o Hemisfério Norte vive as férias de verão, em que todo mundo some de vista, deve mesmo ser grave [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Luiz Carlos Azenha, no <a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/onde-e-que-voce-estava-em-agosto-de-2011.html" target="_blank">Viomundo</a></strong></p>
<p><em>“Autoridades  bancárias europeias,  autoridades do G7 — o grupo que reúne as economias  industrializadas — e  líderes políticos europeus deram passos  extraordinários no dia de ontem.</em></p>
<p><em>Considerando que o Hemisfério Norte vive as férias de verão, em que todo mundo some de vista, deve mesmo ser grave a situação.</em></p>
<p><em>Todas  as bolsas asiáticas abriram em  baixa no pregão de segunda-feira, 8 de  agosto de 2011. Só as próximas  horas vão dizer se, de fato, teremos uma  segunda-feira “negra” para os  mercados mundiais.</em></p>
<p><em>Talvez  os mercados se recuperem e  você nem precise guardar o que fazia nesta  data, do mesmo jeito que  guardou o que fazia no 11 de setembro de 2001.</em></p>
<p><em>Seja como for, você está vivendo mais um momento histórico.</em></p>
<p><em>Dependendo da idade, você viu a queda do muro de Berlim e, em seguida, o fim da União Soviética.</em></p>
<p><em>Viu  o surgimento do mundo unipolar  e, incrivelmente, a perda de poder  relativo da única superpotência, com  ascensão equivalente dos BRICs.</em></p>
<p><em>A diferença, agora,<strong> <a href="http://www.viomundo.com.br/politica/maria-da-conceicao-tavares-vivendo-a-treva-na-mao-dos-ultraliberais.html" target="_blank">como notou a economista Maria da Conceição Tavares, é que a grande crise que começou em 2008 é espasmódica</a></strong>.</em></p>
<p><em>Estou  certo de que você não  esperava, jamais, ver a China dizer que espera  que os Estados Unidos se  livrem do “vício” da dívida. Talvez os  chineses não tenham entendido que  a base industrial norte-americana  sumiu e que o consumo dos  norte-americanos gira 2/3 da economia. O  desemprego formal está por  volta dos 10%, mas se considerarmos os que  já desistiram de buscar  emprego…</em></p>
<p><em>Agora o medo dos  investidores é de  que Espanha e Itália não consigam honrar seus  compromissos. Próximas na  lista: Bélgica e França.</em></p>
<p><em>As coisas não precisam chegar à Alemanha para colocar em risco os bancos britânicos, que segundo o jornal<strong> Independent</strong> tem em suas carteiras o equivalente a 520 bilhões de reais em dívidas de paises da União Europeia.</em></p>
<p><em>Num mundo globalizado o risco de colapso, portanto, é global.</em></p>
<p><em>Barack Obama, a reboque do Tea Party, vai desmantelar a herança do New Deal nos Estados Unidos.</em></p>
<p><em>Partidos socialistas, à reboque dos mercados, vão desmantelar o estado de bem estar social europeu.</em></p>
<p><em>A  própria União Europeia corre o  risco de se desfazer, sob o stress da  crise: os postos de controle nas  fronteiras são apenas os sinais mais  evidentes de que isso já começou.</em></p>
<p><em>Estados Unidos, União  Europeia e  Japão são os grandes mercados mundiais. O aprofundamento da  crise,  neles, com certeza afetará o Brasil.</em></p>
<p><em>Por via das dúvidas, faça uma anotação mental de onde você estava em agosto de 2011. Os netinhos, um dia, podem se interessar.</em></p>
<p><em><a href="http://www.viomundo.com.br/politica/maria-da-conceicao-tavares-vivendo-a-treva-na-mao-dos-ultraliberais.html" target="_blank"><strong>Leia aqui a entrevista que a Carta Maior fez com a economista Maria da Conceição Tavares</strong></a></em></p>
<p><em><a href="http://www.viomundo.com.br/politica/quando-nem-karl-marx-escapa-e-que-a-coisa-realmente-anda-feia.html" target="_blank"><strong>E aqui um artigo do jornal britânico Independent sobre a nova fase da crise na Europa</strong></a><strong>“</strong></em></p>
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		<title>Como um tagliatelle pariu o conceito de espaço, o espaço, o tempo, a gravitação universal e o universo gravitante</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/como-um-tagliatelle-pariu-o-conceito-de-espaco-o-espaco-o-tempo-e-a-gravitacao-universal-e-o-universo-gravitante/</link>
		<comments>http://www.locoporti.blog.br/como-um-tagliatelle-pariu-o-conceito-de-espaco-o-espaco-o-tempo-e-a-gravitacao-universal-e-o-universo-gravitante/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 21:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>

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- Pessoal, se tivesse um pouco mais de es-paço, como gostaria de preparar um tagliatelle!
E naquele momento todos pensamos no espaço que teriam ocupado os seus roliços braços movendo-se para frente e para trás com o rolo a adelgaçar a massa, o grande volume do peito descendo sobre o grande monte de farinha e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://flavorwire.com/wp-content/uploads/2009/09/3382251758_67270a8476.jpg"><img class="aligncenter" src="http://flavorwire.com/wp-content/uploads/2009/09/3382251758_67270a8476.jpg" alt="" width="453" height="500" /></a></p>
<p><em>- Pessoal, se tivesse um pouco mais de es-paço, como gostaria de preparar um tagliatelle!</em></p>
<p><em>E naquele momento todos pensamos no espaço que teriam ocupado os seus roliços braços movendo-se para frente e para trás com o rolo a adelgaçar a massa, o grande volume do peito descendo sobre o grande monte de farinha e de ovos que atulhava a imensa travessa enquanto seus braços amassavam amassavam, brancos e untados de óleo até os cotovelos; pensamos no espaço que haveria de ocupar a farinha, e o grão para fazer farinha, e os campos para cultivar o grão, e as montanhas das quais descia a água para irrigar os campos, e os pastos para os rebanhos de gado que forneciam a carne para o molho; no espaço que seria necessário para que o Sol chegasse com seus raios e amadurecesse o grão; no espaço que seria necessário para que a partir das nuvens de gás estelares o Sol se condensasse e inflamasse; na quantidade de estrelas e galáxias e amontoados galácticos em fuga no espaço que teria sido necessária para manter suspensa cada galáxia cada nebulosa cada sol cada planeta, e no momento mesmo em que pensávamos esse espaço começou, incontidamente, a se formar: no exato momento emq ue a sra. Ph(i)NKo pronunciava aquelas palavras: &#8221; &#8230;um tagliatelle, hein, pessoal!&#8221;, o ponto que a continha e nós todos se expandia numa auréola de distâncias de anos-luz e séculos-luz e milhares de milênios-luz, e éramos projetados para os quatro cantos do univeso (o sr. Pbert Pberd foi bater em Pavia), e ela se dissolveu não sei em que espécie de energia luz calor; ela, a sera. Ph(i)Nko, aquela que em meio ao nosso fechado mundo mesquinho fora capaz de um impulso generoso, o primeiro &#8220;Ah, pessoal que tagliatelle eu prepararia!&#8221;, um verdadeiro impulso de amor geral, dando início no mesmo instante ao conceito de espaço, e ao espaço propriamente dito, e ao tempo, e à gravitação universal, e ao universo gravitante, tornando possíveis milhares e milhares de sóis, de planetas, de campos de trigo e de sras. Ph (i)NKo, esparsar pelos continentes dos planetas batendo a massa commseus braços enfarinhados, untuosos e generosos, enquanto ela se perdia a partir daquele instante, deixando-nos a recordá-la saudosos.</em></p>
<p><strong>Tudo num ponto, Ítalo Calvino, em &#8216; Todas as cosmicômicas&#8217;.</strong></p>
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		<item>
		<title>Um Spect 65 Gradiente tem me feito mais sorridente</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/um-spect-65-gradiente-me-faz-mais-sorridente/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 14:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Em algum momento o filósofo português José Pinheiro Neves escreveu em seu livro (veja lá embaixo) o seguinte sobre as ideias de Simondon a respeito dos objetos técnicos:
Simondon realça uma característica fundamental: só se constitui um tipo específico de objeto técnico na medida em que se passa de um modo abstrato para um modo concreto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em algum momento o filósofo português José Pinheiro Neves<span class="&quot;scribd_iframe_embed&quot;"> escreveu em seu <span>livro </span>(veja lá embaixo)</span> o seguinte sobre as ideias de <a class="zem_slink" title="Gilbert Simondon" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gilbert_Simondon">Simondon</a> a respeito dos objetos técnicos:</p>
<blockquote><p>Simondon realça uma característica fundamental: só se constitui um tipo específico de objeto técnico na medida em que se passa de um modo abstrato para um modo concreto, um estado que faz do ser técnico um sistema inteiramente coerente com ele próprio, inteiramente unificado em relação ao meio natural (homens, outros animais, plantas).</p>
<p>Um exemplo de objeto pouco concretizado seria o &#8220;terno sob medida&#8221; feito por um alfaiate. Contudo, mesmo neste caso, o tecido utilizado já é produzido em série não podendo por isso ter características abstratas ou novas em relação a um tipo de tecido concreto já existente no mercado. A estandardização é o aspecto fundamental que permite a passagem do modo abstrato para o modo concreto de existência dos objetos técnicos. &#8220;O artsanato corresponde ao estado primitivo de evolução dos objetos técnicos, ou seja, ao estado abstrato; a indústria corresponde ao estado concreto. O caráter do objeto por medida que se encontra no produto do trabalho artesão é inessencial; ele resulta desta outra característica, essencial, do objeto técnico abstrato, que é o de ser baseado numa organização analítica, deixando sempre a via livre a novas possibilidades; estes possíveis são a manifestação  exterior de uma contingência interior. Se compararmos a coerência do trabalho técnico com a coerência do sistema de necessidades de utilização, é a coerência da utilização que vence porque o objeto técnico por medida  é de fato um objeto sem medida intrínseca; as suas normas vêm-lhe do exterior: não realizou ainda a sua coerência interna; não é um sistema do necessário; corresponde a um sistema aberto a exigências&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, o objeto concreto da indústria adquire características diferentes: &#8220;o objeto adquiriu a sua coerência e o sistema de necessidades torna-se menos coerente que o sistema do objeto; as necessidades moldam-se pelo objeto técnico industrial, que adquire assim o poder de modelar uma civilização. É a utilização que se transforma num conjunto moldado pelas medidas do objeto técnico&#8221;.</p></blockquote>
<p>E mais adiante ele escreve:</p>
<blockquote><p>Simondon mostra-nos, de maneira extremamente convincente, que, da máquina a vapor até o motor a reação, que se encontra hoje nos aviões supersônicos, se assiste a um processo de concretização, que ele chama também de superdeterminação funcional. Isso significa que se você pega, por exemplo, na máquina a vapor, depois no motor Lenoir (o primeiro motor a explosão), depois no motor a Diesel, e finalmente no motor a reação, você constata que as funções da máquina a vapor são separadas e que elas podem mesmo ser desatreladas.</p></blockquote>
<p>E depois ele nos diz:</p>
<blockquote><p>Sem entrar em detalhes, isso quer dizer que quanto mais um objeto técnico evolui por essência (o que Simondon designa por sua concretização), mais ele fica indivisível e plurifuncional, logo, mais ele se aproxima da individualidade no sentido fortíssimo que essa palavra tem em biologia.</p>
<p>x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x</p></blockquote>
<p><a href="http://user.img.todaoferta.uol.com.br/A/P/QM/VLG3VF/bigPhoto_0.jpg"><img class="alignright" src="http://user.img.todaoferta.uol.com.br/A/P/QM/VLG3VF/bigPhoto_0.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Pois bem, me lembrei desse trecho do livro do homem (O Apelo do Objeto Técnico) por causa de um dilema que vivi na semana passada, entre vender ou não vender meu aparelho de vinil. Desde o primeiro momento em que vi que precisaria (e poderia) vende-lo não pensei duas vezes e o coloquei à venda pela bagatela de R$ 100. Isso, antes de perceber uma falha no sistema de passagem do braço, uma instabilidade no receiver que o deixava com uma vibração esquisita atrapalhando o som e mal contato dos fios. Como sabem os que possuem aparelho de vinil, essas falhas não são  nada demais para dispositivos com mais de 30 anos de funcionamento em ambiente húmido como é a lustrosa cidade do Recife.</p>
<p>A questão é que os aparelhos de vinis como o que eu tenho (um Spect 65 da Gradiente), se visto somente como o produto industrial, tem lá o que se chama de concretização, é um objeto concreto. Acontece que ele só funciona hoje em dia, alegrando minha casa e a mim, em grande medida por causa da artesania de seu Paulo, que trabalha lá na Rua Tobias Barreto no centrão do Recife. A via continua livre para novas possibilidades &#8211; ainda que essas possibilidades levem para o funcionamento &#8216;normal&#8217; do equipamento. É a artesania, a adaptação criativa, o jeitinho que renovam a concretização do equipamento e isso não parece que é considerado por Simondon.</p>
<p>E ainda há mais. É claro que a coerência interna do equipamento está definida. Usa-se ele do jeito que a indústria previu: você chega com a sua bolacha, coloca daquele jeito, passa a agulha em cima e espera, o som é resultado dos sulcos no acetato, que geram vibrações, que se transformam em energia elétrica que se transformam e vibração sonora. Essa equação ainda está lá.</p>
<p><a href="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRd0cpoqBGJ-5PDtLsJyiB7s3obsz8U2AkD_LOYG_e3jkehMulI"><img class="alignleft" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRd0cpoqBGJ-5PDtLsJyiB7s3obsz8U2AkD_LOYG_e3jkehMulI" alt="" width="259" height="194" /></a>Mas qual o sentido que essa equação passa a ter quando a coerência do objeto técnico que se fala está morta, como a tecnologia que lhe faz funcionar? Ou seja, a indústria não contava que tanto e tão diverso afeto pudesse ser associado ao aparelho. Ou contava? A Gradiente projetou  linha Spect pensando no quanto ela seria sedutora, 30 anos depois? No quanto ela seria necessária para corações de acetato? A Gradiente considerou a saudade de quem não sabia que sentia saudade?</p>
<p>x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x</p>
<p>Será que não seria mais acertado considerar como os objetos técnicos, mais ou menos concretizados, a possibilidade de seduzirem os sujeitos (nós) de formas que a indústria não considerava? Será que falta lágrimas, e expectativa, e afeto e memórias na equação de Simondon?</p>
<p>x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x</p>
<p>O fato é que, depois de fazer os ajustes no meu equipamento e depois de ouvir num volume que aqui beirava o limite da irresponsabilidade de se morar num condomínio &#8211; com gente que não tem que gostar da galant lady &#8211; , é que eu percebi que não poderia me desfazer de meu Spect 65.</p>
<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://www.locoporti.blog.br/um-spect-65-gradiente-me-faz-mais-sorridente/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
<p>Não tão fácil, não por tão pouco. E foi aí que eu lembrei do óbvio, que <a class="zem_slink" title="Gilles Deleuze" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gilles_Deleuze">Deleuze</a> e Parnet se referiram assim:</p>
<blockquote><p>um agenciamento nunca é tecnológico, pelo contrário. Os utensílios pressupõem sempre uma máquina, e a máquina é sempre social antes de ser técnica. Há sempre uma máquina social que seleciona ou assigna os elementos técnicos usados. Um utensílio é marginal ou pouco usado, enquanto não existe uma máquina social ou agenciamento coletivo capaz de o tomar no seu phylum.</p></blockquote>
<p>x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x</p>
<p>Encontramos um cantinho na sala para o velho Spect 65 e as duas fantásticas caixas Sony que o fazem ser o melhor som da rua e eu um pouco mais sorridente.</p>
<p> <img src='http://www.locoporti.blog.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Abaixo, o livro do português:</p>
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<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=0c5607f0-7836-4232-a64b-dc9a2c9457a2" alt="Enhanced by Zemanta" /></a></div>
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		<title>São João na capitá, mudança de casa, uma festa e a foto de @thetrumpsband</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/sao-joao-na-capita-mudanca-de-casa-uma-festa-e-a-foto-de-thetrumpsband/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 13:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre acabei me convencendo que a razão do São João ser a melhor festa do ano estava ligada às lembranças de minha infância, esse espaço-tempo de promessas e seguranças que não são. Acho que se deve a essa memória a identificação também de que a legitimidade da festa só está presente se ela acontecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2272" class="wp-caption aligncenter" style="width: 674px"><a rel="attachment wp-att-2272" href="http://www.locoporti.blog.br/sao-joao-na-capita-mudanca-de-casa-uma-festa-e-a-foto-de-thetrumpsband/foto/"><img class="size-large wp-image-2272" title="São João na capitá" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2011/06/foto-e1309043987181-1024x764.jpg" alt="" width="664" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">São João na capitá, Eu aqui de lado passando c a camisa do Sport, Fabiana Moraes c seu Iphone, a mão de metal de Flavão, Cesar Rocha, Bosco fazendo a foto e Joane ali à esquerda na mesa perto do vinho, além dos convidados em geral</p></div>
<p>Eu sempre acabei me convencendo que a razão do São João ser a melhor festa do ano estava ligada às lembranças de minha infância, esse espaço-tempo de promessas e seguranças que não são. Acho que se deve a essa memória a identificação também de que a legitimidade da festa só está presente se ela acontecer no espaço rural, o que é uma limitação pra quem não pode se deslocar, e eu, no meu caso, a voltar mesmo que por poucos dias para o meu interior. É claro que está lá (não em Arcoverde, mas na festa), intocada de alguma forma, a reminiscência  milenar do sentido da colheita, do email da mãe de São João Batista, da janela do ciclo da crença cristã, das entidades do mato, etc.</p>
<p>Mas também é verdade que essa é uma das poucas festas de nosso calendário em que não há necessariamente a obrigação de agradar uma pessoa em especial. Nem pai, nem mãe, nem o Cristo, nem o namorado, a namorada, a professora&#8230; A rigor, tem que agradar o santo, mas o santo&#8230; como se diz por aí, é um santo, com aquela cara de bom menino segurando um carneirinho, é uma crianças vejam só, um inocente filho de deus que não parece se importar se não fizerem sala pra ele. Enfim, um santo.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2275" href="http://www.locoporti.blog.br/sao-joao-na-capita-mudanca-de-casa-uma-festa-e-a-foto-de-thetrumpsband/dsc02130/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2275" title="DSC02130" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2011/06/DSC02130-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p>Eu sei que vocês vão dizer que no fundo, nessa entrelinha, brilha a estrelinha do egoísmo e talvez seja verdade. Mas o fato é que a cobrança geral por agradar e impressionar e gerar prazer e ser interessante o tempo todo, e ser altamente produtivo e se manter no corcél branco mesmo que um terremoto duas ou três vezes no mês sufoque sua vontade de continuar&#8230; essa cobrança geral e líquida e intermitente, onipresente vai é na fogueira nesses dias e é por isso também que gosto tanto de armar uma e vê-la morrer todos os anos. É, eu sei também que o prazer de acender o fogo tem lá suas reminiscências milenares, ligadas por idas e vindas à sobrevivência. Mas divaguemos.</p>
<p>O &#8216;fazer a sala&#8217; meio que deixou de ser uma necessidade que se dá em espaço restrito e se incorpora às práticas públicas, às relações externas à &#8216;casa&#8217;. Da mesma forma a necessidade de brilhar ou de manter esse brilho por um tempo indefinido, gerando dúzias de estrelas e bem poucas constelações. É esse apelo comunitário por uma celebração às relações (a colheita é, no fundo, o resultado de relações, certo?) que faz do São João mais do que uma festa de santo.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2276" href="http://www.locoporti.blog.br/sao-joao-na-capita-mudanca-de-casa-uma-festa-e-a-foto-de-thetrumpsband/dsc02128/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2276" title="DSC02128" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2011/06/DSC02128-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p>Esse ano tivemos uma celebração destas, mais livres com a família e a família estendida &#8211; a primeira foto acima é um instantâneo desse pessoal. O encontro serviu também para marcar a saída da casa acima para outro lugar.</p>
<p>(o post chega <em>atrasado</em> porque ainda estamos sem internet nessa casa nova onde estamos. O texto desse post também é resultado de uma troca de ideias entre o núcleo duro do #Muribecaconnections).</p>
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		<title>Luisa Marilac e Fabiana Moraes: encontros de jornalismo e sociologia, via @Jampa2011PT</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 12:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Jampa, no jampapernambuco
Em dezembro de 2009 o sociólogo francês Bernard Lahire estava  em Recife. Visitava a UFPE a convite do Núcleo de Pesquisa Sociedade,  Cultura e Comunicação, coordenado pela professora Lília Junqueira. Na  mesma época, Fabiana Moraes havia acabado de finalizar seu trabalho sobre os sertões. Naquela  ocasião tive a oportunidade de jantar com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Jampa, no <a href="http://jampapernambuco.wordpress.com/2011/06/16/luisa-marilac-e-fabiana-moraes-encontros-de-jornalismo-e-sociologia/" target="_blank">jampapernambuco</a></p>
<p><em>Em dezembro de 2009 o sociólogo francês<a href="http://parceiro.buscape.com.br/videos--retratos-sociologicos-bernard-lahire-8536302127.html"> Bernard Lahire </a>estava  em Recife. Visitava a UFPE a convite do Núcleo de Pesquisa Sociedade,  Cultura e Comunicação, coordenado pela professora Lília Junqueira. Na  mesma época, Fabiana Moraes havia acabado de finalizar <a href="http://www2.uol.com.br/JC/sites/sertoes/">seu trabalho sobre os sertões</a>. Naquela  ocasião tive a oportunidade de jantar com os dois. Conhecia Fabiana,  mas não o seu trabalho. O melhor naquele agradável jantar foi ter  percebido o seguinte: em Recife,  havia essa jovem jornalista que se  inspirava na sociologia para fazer seu trabalho de reportagem. Tratei de  acompanhar mais o que a moça fazia. E não muito tempo depois fiquei  sabendo que os ”retratos sociológicos” que ela havia pintado (linkado  acima) lá do sertão lhe dariam um<a href="http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2009/12/08/jc-ganha-tres-categorias-do-esso-de-jornalismo-incluindo-o-grande-premio-207958.php"> prêmio importante no jornalismo brasileiro…</a></em></p>
<p><em>Escrevo esse texto movido por minha convicção pessoal de que Fabiana  Moraes me ensina e motiva muito em sociologia. O jornalismo dela me  ajuda a manter o prumo sociológico. A recente publicação no youtube de  um depoimento acusando-a (<a href="http://www.youtube.com/user/lusatrans">ver aqui</a>) de  ser ”falsa” e homofóbica”  revela, a  meu ver, um pouco mais desse lado  sociológico dessa incrível jornalista. Meu sonho era não apenas<a href="http://ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2011/06/15/preconceito-internet-e-o-sonho-de-ser-aceito-277871.php"> ser aceito e entrevistado por Fabiana Moraes</a>. Meu sonho, era ser sociólogo como Fabiana é jornalista, escrevendo sobre o sonho de Luisas Marilacs e afins.</em></p>
<p><em>Digo essas coisas porque acredito que só quem trabalha se  confrontando de maneira direta com o mundo social pode sentir as tensões  e contradições desse mundo na pele. Digo melhor, só com esse tipo  de trabalho se pode sentir na pele o que é ser um investigador do mundo  social,  um pesquisador-sociólogo.  Essa é umas das características da  sociologia que coloca o estudioso numa posição social </em><em>crítica: o sociólogo, talvez mais do que o historiador e o antropólogo, trabalha e interpreta a sociedade da qual</em><em> ele faz parte. Por  essa razão, o pesquisador é levado a enfrentar uma condição  particular: a que o induz a ser frenquentemente questionado, diga-se, a  qualquer momento, pelo que diz a respeito daquilo que as pessoas  disseram. E, mais importante, é questionado pelo que diz a respeito do  que o entrevistado(a) disse a respeito de si própio(a).</em></p>
<p><em>Questões do tipo: quem é você para saber mais da minha vida do que  eu, que a vivo?, podem ganhar várias versões e correspondem a tradução  reativa da relação tensa produzida pela construção da narrativa sobre </em><em>o outro no  presente. No caso entre Luisa Marilac e Fabiana Morais a interpretação  intelectual da palavra “aceitação” precisaria de uma mediação menos  imediata que a reativa. Como Luisa Marilac leu o artigo <a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2011/05/28/luisa-marilac-e-o-sonho-de-ser-aceita-5782.php">O sonho de ser aceita, de Fabiana Moraes</a>? Que  uso do “ser aceita” fez ela para disparar tamanha virulência contra a  jornalista? No  meu entender, a resposta violenta no youtube traduz <strong>ao mesmo tempo </strong>algo daquilo  que Fabiana quis ressaltar ao escrever a matéria e Luisa  Marilac refutar ao agredir a jornalista: o mecanismo de defesa (no  sentido de ser um verdadeiro</em><em> recalque, em significado  freudiano)gerado por anos de esforço de autoaceitação.  Sei que houve um  problema de interpretação. E que a própria violência presente no mundo  social é parte da explicação para tamanha incompreensão. Não deixa de  ser interessante, porém, essa pergunta que fica do trabalho depois  da reação por ele criada: pode-se exigir de Luisa Marilac uma leitura  mais antenta( menos reativa) e  raivosa do texto?</em></p>
<p><em>Não sei. O que sei é que continuo a admirar Fabiana Moraes. Aliás,  admiro-a mais e mais a cada trabalho. Porque de sua coragem e ousadia,  que nos faz conhecer mais sobre mundos que não ousamos sequer falar em  nosso dia-a-dia, eu encontro lições para continuar acreditando em  jornalismo sério, principalmente quando ele tem tanta cara de  sociologia. De boa sociologia, diga-se.</em></p>
<p><em><strong>Atualização</strong>: para entender melhor o que aconteceu Lula (<a href="../o-sonho-de-ser-aceito-em-video-e-alguma-coisa-mais/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed%3A+locoporti+%28Soy+Loco+Por+Ti%2C+Am%C3%A9rica%29">aqui</a>) contextualiza  o caso e coloca os links sobre o extraordinário trabalho de Fabiana vem  fazendo sobre o assunto. Acho que o texto do Soy Louco explica melhor  também o que chamei de atitude reativa, de recalque.</em></p>
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		<title>O sonho de ser aceito em vídeo e alguma coisa mais ;-)</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 18:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Woman with a mango]]></category>

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		<description><![CDATA[
No dia 28/5/2011 Fabiana Moraes publicou um texto entitulado &#8220;Luísa Marilac e o sonho de ser aceita&#8221; (confira AQUI ), por ocasião da passagem da transexual pelo Recife e que é efeito de sua súbita notoriedade por causa de vídeos como esse. À primeira vista, Luísa não gostou do texto, embora se refira somente ao título [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zVfvkvbV16k?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/zVfvkvbV16k?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>No dia 28/5/2011 Fabiana Moraes publicou um texto entitulado &#8220;Luísa Marilac e o sonho de ser aceita&#8221; (confira <a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2011/05/28/luisa-marilac-e-o-sonho-de-ser-aceita-5782.php" target="_blank">AQUI</a> ), por ocasião da passagem da transexual pelo Recife e que é efeito de sua súbita notoriedade por causa de vídeos como <a href="http://youtu.be/ikzC29rV75A" target="_blank">esse</a>. À primeira vista, Luísa não gostou do texto, embora se refira somente ao título da reportagem <a href="http://www.youtube.com/user/lusatrans" target="_blank">no vídeo</a> que postou reclamando que não precisava ser aceita. No mesmo vídeo, ela acusa Fabiana de homofobia e em seguida desce um bocado a ladeira. A reação imediata, como Lola bem adjetivou, foi de manada. As pessaos que a seguem no seu canal no Youtube e na sua conta do Twitter replicaram, sem aparentemente ler o texto, as acusações e a série de baixarias a Fabiana, indo às raiais da ameaça. Em seguida, o Jornal do Commercio emitiu uma nota, que pode ser lida <a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2011/06/08/nota-sobre-materia-luisa-marilac-e-o-sonho-de-ser-aceita-6852.php" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>A  matéria foi dedicada a Patrícia Gomes, vice-presidente da Articulação e  Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco (Amotrans), que  havia falecido recentemente. Mais que isso, o trabalho se alinha coerentemente com <a href="http://t.co/R58If9l" target="_blank">outros</a> que Fabiana já havia feito e que <a href="http://t.co/7TFRuT4" target="_blank">tocam </a>a questão básica a que se dirige à luta pelos direitos da população <a class="zem_slink" title="LGBT" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/LGBT">LGBT</a>: no final das contas, a batalha é pela garantias de direitos humanos. Se você chegou agora sem saber muito bem desses outros trabalhos, vale à pena dar uma olhada no Especial duplo J<a href="http://www2.uol.com.br/JC/sites/especial_joaquimnabuco/index.html" target="_blank">oaquim Nabuco</a> e no Especial <a href="http://www2.uol.com.br/JC/especial/joicy/index.html" target="_blank">O nascimento de Joicy</a>. E entender, assim, a reação descabida de Luísa e seus seguidores.</p>
<p><strong>x.x.x.x.x.x.x.x</strong></p>
<p>Há uma certa tristeza nessa reação. Minha impressão, mais ou menos como escreveu lá o <a href="http://miud.in/KUo" target="_blank">Flávio Alves</a>, é que ela tá relacionada a uma série de violências sofridas, de restrições, exclusões impostas às pessoas ou a parceiros, parceiras, parentes, próximos e/ou distantes. A falta de atenção com o texto em si, que em sua precisa ternura se coloca contra essas violências, é em parte reflexo do estado de atenção armada gerada pelas violências à condição LGBT &#8211; violências no dia a dia, na política policial do cotidiano na escola, na família, no trânsito, no trabalho, etc., etc., etc.</p>
<p>Mas a tristeza maior é perceber que essas violências, que geram indelicadezas como as que se viu contra Fabiana são, na base, violências à condição humana. A reação de Luísa se vincula a uma condição humana, sua condição, e de milhares de outras transexuais que não são aceitas pelo status quo &#8211; político, econômico, simbólico, etc. Isso precisa ser dito.</p>
<p><strong>x.x.x.x.x.x.x.x</strong></p>
<p>Por outro lado, toda a onde de fúria e descuido e grosseria que se viu são também expressões de um tempo sem tempo em que vivemos. Do repassar pra frente a opinião de quem você confia ou admira, sem pensar muito, sem criticar, sem ler a entrelinha. O histórico de mágoas e ressentimentos e lembranças pessoais e coletivos não pode ser uma desculpa ou explicação para a burrice. E não por acaso, nos primeiros dias que se seguiram ao tresloucado vídeo de Luísa Marilac, várias pessoas passaram a ler com mais atenção o texto de Fabiana e a se posicionar com mais racionalidade.</p>
<p>Um tempo líquido, uma prática cotidiana líquida, uma atenção líquida, para usar a surrada  expressão de Bauman, só pode gera uma coisa: cocô líquido, para usar uma conhecida expressão de <a class="zem_slink" title="Wu Ming" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wu_Ming">Wu Ming</a>.</p>
<p><strong>x.x.x.x.x.x.x.x</strong></p>
<p>Outros aspecto que precisa se observado é que, em face à decadência do jornalismo comercial, do grosso do modus operandi industrial de produzir o que se convencionou a chamar de &#8216;notícia&#8217;, o trabalho de Fabiana mostra a ainda relevância da última das profissões românticas. É por essa razão, é por essa relevância, que quase naturalmente o profissional se expõe mais e foi isso o que também aconteceu.</p>
<p>Nos últimos anos, os especiais e as reportagens individuais de Fabiana não a expuseram somente ao combalido mercado jornalístico nacional, mas também à leitura vesga como a de Luisa Marilac (será que ela leu o texto?); à leitura homofóbica (a reação à defesa dos direitos humanos que se encontra em todos esses textos já poderia ter gerado reações mais preocupantes desses grupos); às interpretações hipócritas das bancadas religiosas (que só têm dado provas de sua tacanhice política e do descompromisso com o bem público).</p>
<p>É por essas últimas razões que os textos de Fabiana se reveste do poder de suscitar o debate público de interesses gerais &#8211; coisa que está na origem histórica do jornalismo. E essa poencialidade no Brasil é mais que necessária, pois em nosso país as principais discussões da vida pública historicamente foram e ainda o são decididas de forma não transparente, à guisa das trocas e dos favores e dos previlégios &#8211; mas essa é quase outra história que fica para outro dia, noutro post. Também fica pra outro dia algum texto sobre a arte da aceitação.</p>
<p>O vídeo lá em acima é a última das reações de quem se indignou com todo esse processo.</p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_c.png?x-id=79c0bfc2-d1bc-4004-ba89-3d553a5e0f07" alt="Enhanced by Zemanta" /></a></div>
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		<title>Uma experiência particular com o corpo</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/my-favorite-artistic-advice-tales-of-mere-existence/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Jun 2011 16:28:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>

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		<description><![CDATA[
É por aí&#8230;
Tá pra completar um ano uma experiência arriscada que resolvi encarar  desde a metade do ano passado. Resolvi procurar desenhar e ilustrar,  mais na raça e na vontade do que recorrendo a talento e técnica, duas  coisas que eu desenvolvi muito pouco &#8211; vale outro post, outro dia, o acidentado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hqZAxLqJkzA?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/hqZAxLqJkzA?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>É por aí&#8230;</p>
<p>Tá pra completar um ano uma experiência arriscada que resolvi encarar  desde a metade do ano passado. Resolvi procurar desenhar e ilustrar,  mais na raça e na vontade do que recorrendo a talento e técnica, duas  coisas que eu desenvolvi muito pouco &#8211; vale outro post, outro dia, o acidentado aprendizado de tocar baixo elétrico que também tá rolando. Essa &#8216;experiência&#8217; ainda que meio  arriscada em pouco tempo deixou de ser algo externo e estranho para mim e  se instaurou como uma coisa natural. Desde sempre gostei de ilustração,  de narrativas gráficas, de quadrinhos, arte sequencial. Em <a class="zem_slink" title="Arcoverde" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=-8.41888888889,-37.0538888889&amp;spn=0.1,0.1&amp;q=-8.41888888889,-37.0538888889%20%28Arcoverde%29&amp;t=h">Arcoverde</a> era mais comum ler as edições da Panini do que acompanhar a programação  da Rede Globo, que só era integral nos dias de domingo.</p>
<p>De repente, no  ano passado, eu me dei conta que as narrativas gráficas sempre estiveram  presentes na minha formação, no entendimento das formas com que era  possível se comunicar, exprimir isso ou aquilo. De modo que o  &#8216;arriscado&#8217; é relativo.  A vontade de desenhar também apareceu no contexto de outras coisas: o  fechamento a que me impus para terminar a tese, por um lado &#8211; o desenho  passou a ser uma daquelas coisas adiadas por causa do compromisso maior  que me ocupou durante 4 anos; e por outro, a necessidade de &#8216;pensar com o  desenho&#8217;, mais do que exprimir com o desenho.</p>
<p>Eu queria ocupar minha  cabeça, dar um rumo mais interessante para coisas que andava pensando e  sentindo, era um caminho mais pra dentro do que pra fora, por mais  irônico e contraditório que isso possa parecer. Não é engano dizer que  de certa maneira o que eu tava procurando era um processo de cura e não  resultados gráficos.  Uma escrita do afeto. Um alfabeto do pensamento, mais do que da  consciência.</p>
<p><a href="http://30.media.tumblr.com/tumblr_l6do2qrlIh1qz6flco1_500.jpg"><img class="aligncenter" src="http://30.media.tumblr.com/tumblr_l6do2qrlIh1qz6flco1_500.jpg" alt="" width="500" height="558" /></a></p>
<p>Espinoza e a leitura que <a class="zem_slink" title="Gilles Deleuze" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gilles_Deleuze">Deleuze</a> tem da vida e da obra do primeiro me ajudaram desde o início, mas só vim  perceber o que eu estava procurando depois. Deleuze escreveu o seguinte  sobre a noção de consciência em Espinoza:</p>
<blockquote><p>Trata-se de mostrar que o corpo ultrapassa o conhecimento que dele  temos, e o pensamento não ultrapassa menos a consciência que dele temos.  Não há menos coisas no espírito que ultrapassam a nossa consciência que  coisas no corpo que superam nosso conhecimento. É, pois, por um único e  mesmo movimento que chegaremos, se for possível, a captar a potência do  corpo para além das condições dadas do nosso conhecimento, e captar a  força do espírito, para além das condições dadas da nossa consciência.  Procuramos adquirir um conhecimento das potências do corpo para  descobrir paralelamente as potências do espírito que escapam à  consciência, e poder compará-los.</p>
<p>Em suma, o modelo do corpo, segundo  Espinoza, não implica nenhuma desvalorização do pensamento em relação à  extensão, porém o que é muito mais importante, uma desvalorização da  consciência em relação ao pensamento: uma descoberta do inconsciente e  de um inconsciente do pensamento, não menos profundo que o desconhecido  do corpo.  E isso porque a consciência é naturalmente o lugar de uma ilusão. A sua  natureza é tal que ela recolhe efeitos, mas ignora as causas. A ordem  das causas define-se pelo seguinte: cada corpo na extensão, cada ideia  ou cada espírito no pensamento são constituidos por relações  características que subsumem as partes desse corpo, as partes dessa  ideia. Quando um corpo &#8220;encontra&#8221; outro corpo, uma ideia outra ideia,  tanto acontece que as duas relações se compõem para formar um todo mais  potente, quanto que um decompõem o outro e destrói a coesão das suas partes. Eis o que é prodigioso tanto no corpo quanto no espírito: esses conjuntos de partes vivas que se compõem e decompõem segundo leis complexas. A ordem das causas é então uma ordem de composição e decomposição de relações que afeta infinitamente toda a natureza. Mas nós, como seres conscientes, recolhemos apenas os efeitos dessas composições e decomposições: sentimos alegria quando um corpo se encontra com o nosso e com ele se compõe, quando uma ideia se encontra com a nossa alma e com ela se compõe; inversamente, sentimos tristeza quando um corpo ou uma ideia ameaçam a nossa coerência. Encontramos numa tal situação que recolhemos apenas &#8220;o que acontece&#8221;  ao nosso corpo, &#8220;o que acontece&#8221; à nossa alma, que dizer, o efeito de um corpo sobre o nosso, o efeito de uma ideia sobre a nossa. Mas o que é o nosso corpo sob a sua própria relação, e nossa alma sob a sua própria relação, e os outros corpos e as outras almas ou ideias sob suas relações perspectivas, e as regras segundo as quais todas essas relações se compõem e decompõem &#8211; nada sabemos disso tudo na ordem de nosso conhecimento  e de nossa consciência. Em suma, as condições em que conhecemos as coisas e tomamos consciência de nós mesmos condenam-nos a ter apenas ideias inadequadas, confusas e mutiladas, efeitos distintos de suas próprias causas.</p></blockquote>
<p>Bem, o que isso tem a ver? Tudo. Porque redefine um lugar da ação (o pensamento) e a fugacidade da consciência. A potência dessa linha de fuga é tal que embora seja agora evidente para mim e para a relevância que ela tem na pulsão por desenhar, só se afirmou conscientemente agora há pouco. Estava, antes, <a href="http://www.nucleopsic.org.br/download/t_artigo_ocorpodaalegria.pdf" target="_blank">no corpo</a> já. O que tá posto aqui é uma tentativa de política da liberdade através da potência do corpo e das expressões que ele pode gerar. O que não é nada de novo.</p>
<p>Final do ano passado lembro de conversar com Fabiana, Patricia Amorim e Raul sobre os planos para 2011. E quase sem pensar disse que tudo estaria melhor na minha vida se eu chegasse a ao final de 2011 desenhando, ilustrando e fazendo tiras melhor que estava naquele momento. Por essas e muitas outras coisas (que valem outro post, outro dia) ando otimista com esse ano, apesar de tudo.</p>
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