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Archive for the 'Investigações paralelas' category

Cristiane Melo

Meu nome é Cristiane, sou sobrinha de Joicy, filha de Nenem, primeira entrevistada da reportagem que trata do “diálogo com a família”. Atualmente moro em Fortaleza, mas todos os dias acompanho as edições online do JC e hoje tive a grata surpresa de ver essa reportagem tão sensível, que pelo roteiro poderia virar um filme.

Tia Joicy não é fácil! Mas imagine desde a adolescência sofrer desprezo e descaso pelo simples fato de não ser igual a todos!
Tia é diferente, mas é igual aos seus familiares e amigos, na simplicidade e leitura da vida: deseja ser feliz e luta para isso como toda boa nordestina obcecada por seus sonhos. Por isso sofre para conseguir reconhecimento pela sua condição feminina e  continua a enfrentar o preconceito, porém com suas ferramentas: a rispidez, a  ignorância, mas não daquela ignorância  que falava Tereza Brito, mas da ignorância pela falta de conhecimento, por falta de orientação, pela falta de compreensão e afeto.

Não conhecia a obstinação da minha tia para conseguir essa cirurgia, mas convivi com minha tia e sei que Joicy não é odiada,pelo menos não tão odiada, como disse Luciana, sua sobrinha; antes ela é ignorada, agredida verbalmente por familiares, que não compreendem sua situação e ela obviamente revida com vigor.

Não estou indo contra minha mãe, pelo contrário, até porque minha mãe sempre foi uma das pessoas que sempre esteve ao seu lado, até porque como ela mesmo disse “para nós ela sempre vai ser a mesma” e é verdade ela mudou o corpo, mas o espírito irreverente continua o mesmo. Porém, para Joicy a história é outra, agora o corpo se moldou a alma!

Tia Joicy, tem a força masculina, mas é fêmea e resiste como as fêmeas, desafia o machismo inerente a essa sociedade, que cobra do homem atitude de homem, ainda que ele não seja, esse homem que muitas vezes descarta o diálogo e não pondera as diferenças, esse homem que tanto pode ser homem como mulher, não é questão de gênero e sim de humanidade.

Acho que Deus não julga tia Joicy, porque Ele conhece profundamente seus filhos! Os homens julgam porque são incapazes de libertar-se de sua existência recalcada e encruada pelo desamor.

Parabéns ao JC pelo respeito como mostrou tia Joicy.
Um beijo especial para Joicy!

Veja aqui o especial produzido pelo Jornal do Commercio sobre a transformação de Joicy (na foto acima).

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O texto acima foi escrito pela sobrinha de Joicy e enviado ao Jornal do Commercio.

Por Eugênio Bucci, para o Observatório da Imprensa

Psicanalistas, psicólogos e criminologistas vêm apontando traços comuns no perfil desses sujeitos que, de repente – e de uma vez –, descarregam suas armas contra adolescentes dentro da escola. Os assassinos são sempre do sexo masculino. São retraídos. São jovens. São suicidas. Os hábitos também são comuns. No período anterior ao crime – que pode se estender por meses ou mesmo por anos –, eles mantêm, em geral, uma rotina reclusa, sobre a qual não gostam de conversar. Freqüentam sites sobre armas e também sobre fundamentalismos, religiosos ou políticos. Procuram se adestrar em práticas militares. Depois, quando é tarde demais, descobre-se que deixavam pistas, algumas até conscientemente, indicando tendências destrutivas. Acontece que essas pistas não eram notadas. Aí, dizem alguns psicólogos, estaria o gatilho de tudo: eles não eram notados. Eles não conseguiam ser notados.

Nesse ponto, a análise dos perfis psicológicos, que é da competência dos psicanalistas e criminologistas, encontra nexo com o estudo das linguagens e da comunicação social. Se é verdade que o gesto monstruoso tem ao menos parte de sua origem no impulso agora incontrolável de se fazer notar – o que é matéria para os psicanalistas –, o lugar em que esse gesto procura se instalar, para que seu autor seja finalmente olhado, é a manchete de jornal – e isso é objeto dos estudos da comunicação. Esse tipo de homicida teria sua gênese, como todos os outros, no perfil psicológico, mas o seu gesto final seria da ordem do espetáculo. Por isso, é possível que parte da compreensão desses crimes ainda venha a ser completada pelos estudos da mídia, uma vez que, nesse caso, o desejo de matar se confunde com o desejo de platéia.

Na civilização da imagem – que é a nossa –, a invisibilidade pode ser um inferno em vida. Não ser visto, ou, mais que isso, não conseguir ser ao menos visível, equivale a não existir. Um adolescente perseguido pelo fantasma da invisibilidade talvez se sinta como se, olhando-se num grande espelho, ao lado dos colegas, não conseguisse ver refletida a sua própria imagem ao lado das imagens dos outros. Num tempo em que todas as representações só existem quando passam pelas imagens – imagens reconhecíveis e valorizadas pela comunidade a que se pertence –, livrar-se da invisibilidade é uma questão de vida ou morte.

Show me more… »

Lula Côrtes

Luiz Carlos Pinto | 2 de abril de 2011 9:31

Luciana Rabelo
luciana.rabelo@gmail.com

Sábado, 26 de março de 2011, Lua Minguante

Lula me apareceu em 1993, quando ouvi ‘Desengano’. Cris Jerônimo – um amigo da faculdade – tempos depois nos levou à casa dele, em Candeias. Encantei-me! Eu tinha 20 anos na época. Época boa, novas experiências, aventuras, subversão. Tudo a ver! Vitalidade! Eu Vital! Lula Vital!

Lembro de um show dele com a companheira Má Companhia, na Soparia, em algum Natal, ele era Papai-Noel, e Jesus. No Tipóia, em Tracunhaém, acho que em 2005, tive a honra de filmar um show massa. Procurei agora a fita e achei! Uhuu!! Presente! Eita que momentos sagrados! De cara, o encontro dele com Erickson Luna. Tavam felizes! A Má Companhia tava feliz!A cidade tava feliz! Vou postar a filmagem bruta, dos tempos quando comecei a filmar e vivia com a câmera e poucas fitas e uma só bateria.

Há não muito tempo fui na bela casa da UBE/PE pro lançamento de mais um livro de Cristiano Jerônimo, livro este ilustrado por Lula. As imagens estavam expostas nas paredes. Nesse dia Lula recebeu carteira de sócio efetivo da UBE, retroagindo o ano de admissão a 1972, quando lançou o Livro das Transformações. E também nessa noite, ouvi o ‘discurso’ mais sagrado que já ouvi. Augusto!

Fazia sete anos que eu não brincava Carnaval. Este ano resolvi ir ao centro do Recife. No domingo soube que iria ter show de Lula no Pátio de São Pedro. Quando cheguei tava rolando uns Afoxés e mais tarde rolou o show dele. Foi estranho! Ouvi umas três músicas meio de longe e resolvi ir embora. Mas antes de partir fui lá na frente do palco e fiquei olhando ele de perto. Já tava na travessia, e eu já sentia.

Tava na manhã de hoje no CEL (Centro de Educação e Lazer) quando o telefone de meu cumpade Moa tocou e ele me deu a notícia da partida de Lula. Baque. Luz. Já noite, olhando estrelas, lembro de ‘Desengano’. Choro, de Amor.

Guerreiro Sagrado Rola qual Pedra, Azul, Encandeia… em Tempos onde Netuno retorna a Peixes.

O COALA, A LAGARTIXA E O BASEADO

Luiz Carlos Pinto | 18 de março de 2011 19:00

Um coala estava sentado numa seringueira, curtindo tranquilamente seu baseado …

Uma lagartixa passava e, olhando para cima, disse:

- E aêêê Coala…tudo beleza? O que você está fazendo?

O coala disse:

- Queimando um. Sobe aqui .

A lagartixa subiu na seringueira e sentou-se ao lado do coala, curtindo alguns baseados.

Após algum tempo, a lagartixa disse:

- Pô cara, minha boca tá seca, vou tomar água no rio …

A lagartixa meio desorientada, se inclinou muito e caiu no rio.

Um jacaré a viu cair e nadou até ela, ajudando-a a subir na margem.

Depois ele perguntou:

- Qual é a sua, lagartixa? O que aconteceu? Quer morrer?

A lagartixa explicou que ela estava curtindo um baseado com o coala numa seringueira, ficou zuadinha e caiu no rio enquanto tomava água.

O jacaré, querendo apurar esta estória, entrou na floresta e, encontrou o coala sentado num galho, sequelado, e completamente chapado.

O jacaré olhou para cima e disse:

- Ei! Você aí em cima!

O coala olhou para baixo e disse:


- PUTA-QUE-PARIU, lagartixa, tu bebeu água pra caralho!!!

Pensei em escrever alguma coisa sobre isso, mas não adianta. Nem todo mundo acha que deve mudar.  A maior parte acha que está mudando quando na verdade está confirmando seus medos… Enfim…

As viagens de Alice

Luiz Carlos Pinto | 23 de fevereiro de 2011 13:12
The only girl I’ve ever loved
Was born with roses in her eyes
But then they buried her alive
One evening 1945
With just her sister at her side
And only weeks before the guns
All came and rained on everyone
Now she’s a little boy in Spain
Playing pianos filled with flames
On empty rings around the sun
All sing to say my dream has come

But now we must pack up every piece
Of the life we used to love
Just to keep ourselves
At least enough to carry on

And now we ride the circus wheel
With your dark brother wrapped in white
Says it was good to be alive
But now he rides a comet’s flame
And won’t be coming back again
The Earth looks better from a star
That’s right above from where you are
He didn’t mean to make you cry
With sparks that ring and bullets fly
On empty rings around your heart
The world just screams and falls apart

But now we must pack up every piece
Of the life we used to love
Just to keep ourselves
At least enough to carry on

And here’s where your mother sleeps
And here is the room where your brothers were born
Indentions in the sheets
Where their bodies once moved but don’t move anymore
And it’s so sad to see the world agree
That they’d rather see their faces fill with flies
All when I’d want to keep white roses in their eyes

Via @entretenedor