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O filminho acima está inscrito no terceiro festival de cinema organizado pela Culture Unplugged. Não sei se entendi muito bem o que exatamente é essa organização (?). Ela assume possuir uma missão de integra diferentes partes do self humano usando como alavanca para isso “o poder de novas mídias e extendendo o esforço a eventos e ações offline”. Acima de tudo, e é isso o que me intriga, o objetivo da Culture Unplugged é ser “caçador da verdade em sim mesma”.

Como afirma no texto de apresentação do site da empresa (?) atualmente o esforço está concentrado em “esabelecer redes de consciência social e espiritual e seus criadores”. A agência humanitária (?) afirma estar presente nos Estados Unidos, Reino Unido, Indonesia e Nova Zelância e se dedica a trazer para audiências globais “autênticas/independentes vozes de diversas culturas”. Estando, para isso “compromietida em contemplar e contribuir para nossas necessidades pessoais ecoletivas de tempo”.

Tem lá: “Nosso foco é a inner+inter-cultural expression (desculpem, não consegui traduzir). Nosso objetivo é trabalhar através da uniade e harmonia através de todos os tipos de divisões feitas pelo homem”.

O texto de apresentação da Culture Unplugged me deixou tão impressionado e intrigado quanto a qualidade dos filmes que eles conseguiram reunir e disponibilizar com uma excelente qualidade. A entidade (?) organiza desde 2008 um festival, que atualmente já está em sua terceira edição.

Abaixo, reproduzo a filosofia da ONG (?), traduzida daqui.

O que nós fazemos importa, mas porque nós fazemos importa mais. Individualidade importa, mas universalidade importa mais. Idealimso importa, mas humanidade importa mais. Passado e pós importa, mas o presente importa mais. Produto importa mas a visão importa mais. O processo importa, mas a criaticidade importa mais. Palavras e imagens importam, mas toda a experiência importa mais.

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Luiz Carlos Pinto | 27 de dezembro de 2008 12:13

“… país [de] região privilegiada,
onde a natureza armou sua mais portentosa oficina”.
Euclides da Cunha – Os Sertões

Quando primeiro chegou à Serra Branca, sabia o que procurava. Só não sabia o que lhe aconteceria. Recostou suas pesadas malas no canto da estrada, olhou em volta e do bolso de trás de sua calça tirou um cilindro de papel. Abriu-o, retirou-lhe um vermelho-pardo ramo de flores de Canabis sativa e passou a tratá-lo com astúcia na palma de sua mão. Do bolso dianteiro, pegou um bolo amaçado de papéis para cigarro, apertou a erva desmanchada dentro da Colomy, buscou na calça um isqueiro que pôs em chamas no movimento de ascensão do braço e forçou em seu diafragma um forte trago da aveludada fumaça da maconha. Mais alguns tragos, olhou em volta, pegou seu telefone celular e digitou-lhes mensagens binárias. Alguns outros poucos tragos e o aparelho vibra em sua mão. “Já estou a caminho…”. Tinha certeza que não estaria só. Há anos se correspondiam por mensagens eletrônicas. Participaram já de diversas ações coletivas. Trocavam seus escritos. O tipo de relação que mantinham nunca lhe foi parecida. Queriam-se tão bem. E tendiam ao infinito…

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