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	<title>Soy Loco Por Ti, América &#187; Amor</title>
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	<description>Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina</description>
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		<title>Tia Joicy tem a força masculina, mas é fêmea e resiste como as fêmeas</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 00:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos impertinentes]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>
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		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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		<description><![CDATA[
Cristiane Melo
Meu nome é Cristiane, sou sobrinha de Joicy, filha de Nenem, primeira  entrevistada da reportagem que trata do &#8220;diálogo com a família&#8221;.  Atualmente moro em Fortaleza, mas todos os dias acompanho as edições  online do JC e hoje tive a grata surpresa de ver essa reportagem tão  sensível, que pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://jconlineimagem.ne10.uol.com.br/imagem/home-portal/normal/b48adbb4a62708ea6b3c834a3d99878a.jpg"><img class="aligncenter" src="http://jconlineimagem.ne10.uol.com.br/imagem/home-portal/normal/b48adbb4a62708ea6b3c834a3d99878a.jpg" alt="" width="523" height="256" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Cristiane Melo</strong></p>
<p><em>Meu nome é Cristiane, sou sobrinha de <a href="http://www2.uol.com.br/JC/especial/joicy/" target="_blank">Joicy</a>, filha de Nenem, primeira  entrevistada da reportagem que trata do &#8220;diálogo com a família&#8221;.  Atualmente moro em Fortaleza, mas todos os dias acompanho as edições  online do JC e hoje tive a grata surpresa de ver essa reportagem tão  sensível, que pelo roteiro poderia virar um filme.</em></p>
<p><em>Tia Joicy não é fácil! Mas imagine desde a adolescência sofrer desprezo e descaso pelo simples fato de não ser igual a todos!<br />
Tia  é diferente, mas é igual aos seus familiares e amigos, na simplicidade e  leitura da vida: deseja ser feliz e luta para isso como toda boa  nordestina obcecada por seus sonhos. Por isso sofre para conseguir  reconhecimento pela sua condição feminina e  continua a enfrentar o  preconceito, porém com suas ferramentas: a rispidez, a  ignorância, mas  não daquela ignorância  que falava Tereza Brito, mas da ignorância pela  falta de conhecimento, por falta de orientação, pela falta de  compreensão e afeto.<br />
</em></p>
<p><em>Não conhecia a obstinação da minha tia para  conseguir essa cirurgia, mas convivi com minha tia e sei que Joicy não é  odiada,pelo menos não tão odiada, como disse Luciana, sua sobrinha;  antes ela é ignorada, agredida verbalmente por familiares, que não  compreendem sua situação e ela obviamente revida com vigor.<br />
</em></p>
<p><em>Não estou  indo contra minha mãe, pelo contrário, até porque minha mãe sempre foi  uma das pessoas que sempre esteve ao seu lado, até porque como ela mesmo  disse “para nós ela sempre vai ser a mesma” e é verdade ela mudou o  corpo, mas o espírito irreverente continua o mesmo. Porém, para Joicy a  história é outra, agora o corpo se moldou a alma!<br />
</em></p>
<p><em>Tia Joicy, tem a  força masculina, mas é fêmea e resiste como as fêmeas, desafia o  machismo inerente a essa sociedade, que cobra do homem atitude de homem,  ainda que ele não seja, esse homem que muitas vezes descarta o diálogo e  não pondera as diferenças, esse homem que tanto pode ser homem como  mulher, não é questão de gênero e sim de humanidade.<br />
</em></p>
<p><em>Acho que Deus  não julga tia Joicy, porque Ele conhece profundamente seus filhos! Os  homens julgam porque são incapazes de libertar-se de sua existência  recalcada e encruada pelo desamor.<br />
</em></p>
<p><em>Parabéns ao JC pelo respeito como mostrou tia Joicy.<br />
Um beijo especial para Joicy!</em></p>
<p>Veja <a href="http://www2.uol.com.br/JC/especial/joicy/">aqui</a> o especial produzido pelo Jornal do Commercio sobre a transformação de Joicy (na foto acima).</p>
<p>-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-xx-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-</p>
<p>O texto acima foi escrito pela sobrinha de Joicy e enviado ao Jornal do Commercio.</p>
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		<title>La Increible Historia Del Hombre Sin Sombra</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 23:12:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens e afins]]></category>

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O filminho acima está inscrito no terceiro festival de cinema organizado pela Culture Unplugged. Não sei se entendi muito bem o que exatamente é essa organização (?). Ela assume possuir uma missão de integra diferentes partes do self humano usando como alavanca para isso &#8220;o poder de novas mídias e extendendo o esforço a eventos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="aptureLink_Bm1UFP0PJa" style="margin: 0pt auto; padding: 0px 6px; text-align: center; display: block;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="587" height="441" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="id" value="apture_embedPlayer1" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowScriptAccess" value="never" /><param name="flashvars" value="from=Jose%20Esteban%20Alenda&amp;thumb=http%3A%2F%2Fcdn.cultureunplugged.com%2Fthumbnails%2Flg%2F1607.jpg&amp;title=La%20Increible%20Historia%20Del%20Hombre%20Sin%20Sombra&amp;sURL=http%3A%2F%2Fwww.cultureunplugged.com&amp;m=1607&amp;video=http%3A%2F%2Fcdn.cultureunplugged.com%2Flg%2FLA_INCREABLE_HISTORIA_DEL.flv&amp;u=0" /><param name="src" value="http://www.cultureunplugged.com/swf/embedplayer.swf" /><embed id="apture_embedPlayer1" type="application/x-shockwave-flash" width="587" height="441" src="http://www.cultureunplugged.com/swf/embedplayer.swf" flashvars="from=Jose%20Esteban%20Alenda&amp;thumb=http%3A%2F%2Fcdn.cultureunplugged.com%2Fthumbnails%2Flg%2F1607.jpg&amp;title=La%20Increible%20Historia%20Del%20Hombre%20Sin%20Sombra&amp;sURL=http%3A%2F%2Fwww.cultureunplugged.com&amp;m=1607&amp;video=http%3A%2F%2Fcdn.cultureunplugged.com%2Flg%2FLA_INCREABLE_HISTORIA_DEL.flv&amp;u=0" allowscriptaccess="never" quality="high" bgcolor="#ffffff"></embed></object></div>
<div style="margin: 0pt auto; padding: 0px 6px; text-align: left; display: block;">O filminho acima está inscrito no terceiro festival de cinema organizado pela Culture Unplugged. Não sei se entendi muito bem o que exatamente é essa organização (?). Ela assume possuir uma missão de integra diferentes partes do self humano usando como alavanca para isso &#8220;o poder de novas mídias e extendendo o esforço a eventos e ações offline&#8221;. Acima de tudo, e é isso o que me intriga, o objetivo da Culture Unplugged é ser &#8220;caçador da verdade em sim mesma&#8221;.</div>
<p style="text-align: left;">Como afirma no texto de apresentação do site da empresa (?) atualmente o esforço está concentrado em &#8220;esabelecer redes de consciência social e espiritual e seus criadores&#8221;. A agência humanitária (?) afirma estar presente nos Estados Unidos, Reino Unido, Indonesia e Nova Zelância e se dedica a trazer para audiências globais &#8220;autênticas/independentes vozes de diversas culturas&#8221;. Estando, para isso &#8220;compromietida em contemplar e contribuir para nossas necessidades pessoais ecoletivas de tempo&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Tem lá: &#8220;Nosso foco é a inner+inter-cultural expression (desculpem, não consegui traduzir). Nosso objetivo é trabalhar através da uniade e harmonia através de todos os tipos de divisões feitas pelo homem&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">O texto de apresentação da Culture Unplugged me deixou tão impressionado e intrigado quanto a qualidade dos filmes que eles conseguiram reunir e disponibilizar com uma excelente qualidade. A entidade (?) organiza desde 2008 um festival, que atualmente já está em sua terceira edição.</p>
<p style="text-align: left;">Abaixo, reproduzo a filosofia da ONG (?), traduzida <a href="http://www.cultureunplugged.com/festival/about.php" target="_blank">daqui</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><em>O que nós fazemos importa, mas porque nós fazemos importa mais. Individualidade importa, mas universalidade importa mais. Idealimso importa, mas humanidade importa mais. Passado e pós importa, mas o presente importa mais. Produto importa mas a visão importa mais. O processo importa, mas a criaticidade importa mais. Palavras e imagens importam, mas toda a experiência importa m</em>ais.</p>
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
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		<title>sub&gt;afectos</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/subafectos/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 15:13:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;&#8230; país [de] região privilegiada,
onde a natureza armou sua mais portentosa oficina&#8221;.
Euclides da Cunha &#8211; Os Sertões

Quando primeiro chegou à Serra Branca, sabia o que procurava. Só não sabia o que lhe aconteceria. Recostou suas pesadas malas no canto da estrada, olhou em volta e do bolso de trás de sua calça tirou um cilindro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>&#8220;&#8230; país [de] região privilegiada,<br />
onde a natureza armou sua mais portentosa oficina&#8221;.<br />
Euclides da Cunha &#8211; Os Sertões</strong></p>
<p><em></em></p>
<p><em>Quando primeiro chegou à Serra Branca, sabia o que procurava. Só não sabia o que lhe aconteceria. Recostou suas pesadas malas no canto da estrada, olhou em volta e do bolso de trás de sua calça tirou um cilindro de papel. Abriu-o, retirou-lhe um vermelho-pardo ramo de flores de Canabis sativa e passou a tratá-lo com astúcia na palma de sua mão. Do bolso dianteiro, pegou um bolo amaçado de papéis para cigarro, apertou a erva desmanchada dentro da Colomy, buscou na calça um isqueiro que pôs em chamas no movimento de ascensão do braço e forçou em seu diafragma um forte trago da aveludada fumaça da maconha. Mais alguns tragos, olhou em volta, pegou seu telefone celular e digitou-lhes mensagens binárias. Alguns outros poucos tragos e o aparelho vibra em sua mão. &#8220;Já estou a caminho&#8230;&#8221;. Tinha certeza que não estaria só. Há anos se correspondiam por mensagens eletrônicas. Participaram já de diversas ações coletivas. Trocavam seus escritos. O tipo de relação que mantinham nunca lhe foi parecida. Queriam-se tão bem. E tendiam ao infinito&#8230;<br />
<span id="more-517"></span></em></p>
<p><em>Mais dois tragos e pôs-se a pensar sobre o que lhe passara pela mente. Seus escritos, tão pessoais, se coletivizavam. E criavam, assim, suas novas relações. Não que a escrita lhe fosse profissão imposta, muito menos compelia-se a escrever para extravasar sentidos. Mas hoje em dia, todos aqueles e-mails, sms, páginas em wiki&#8230; E por vezes agora se encontravam. Por vezes para festejar, por vezes para escrever. Percebeu que suas escritas eram tão diversas como as pessoas com quem as escrevia. Em suas relações mais pragmáticas, a solidez da vida ditada, seus textos percorriam caminhos de luta, traziam a revolta da violência sofrida. Lembrou de Imperatriz, no Maranhão, quando o assassinato de jovens de favelas da periferia suscitou textos tão assíduos e agudos como eram os adjetivos das relações que mantinha por ali. De Águas Claras, o delírio das afecções causadas pelas diversas ocupações de prédios públicos que fizeram na região. Relatos de vivências construídos coletivamente, com celulares, computadores, papeis, canetas. Com olhares, com toques, sorrisos. Com atenção, com carinho, com cuidado. Amor. A plenitude lhe viera à alma. Das insanidades dos desejos incontrolados, por tornarem-se relatos, levaram tantos à clareza dos sentimentos. No horizonte podia ver alguém se aproximando. Não sabia quem era. Mas o sorriso compôs-lhe a face. Sabia que amava aquela pessoa. Em seus olhos, uma tênue camada líquida não permitia que a visse, mesmo se aproximando. Àquela altura, não sabia mais nem quantas se aproximavam. Abraçaram-se, e novamente fizeram-se um.</em></p>
<p><em>Conjuntamente, escritos que se dão baseados no afeto, no conhecimento mútuo, nas trocas necessárias, nas intensidades de sentimentos em seus mais diversos meios. Com as mais diversas formas. Sub&gt;escritos. Escritos criam fervorosas relações; sub&gt;escritos, sub&gt;relações. Sub&gt;relações em listas de e-mails, em festividades, em rodas de samba, em casamentos, em agrupamentos, em<br />
encontros, em desencontros entre quatro paredes, em florestas, em movimento. Em nomadismo. Em<br />
quantidade indistinta, nunca podendo ser um, e a partir daí podendo ser todos. Que não depende<br />
mais do outro. Depende do corpo. Do outro. De cuidá-lo e respeitá-lo em seus limites de cartografias sentimentais. Sub&gt;redes, com suas sub&gt;relações, mesmo em número pequeno, são infinitas em seu potencial, como a fissão do núcleo atômico. Resta à essas sub&gt;redes se perguntarem: o que queremos com isso?</em></p>
<p><em>Sub&gt;relações de afeto, nessas sub&gt;redes virais, devem, anterior à tudo, existir o exterior. No corpo que não lhe pertence, mas que necessita de seu cuidado. Tendemos ao infinito e o infinito não cabe em um corpo único, é preciso velar pelo outro. Ter-lhe como seu sem lhe pertencer. É preciso clareza em como nos deixamos envolver. Buscas bons encontros? Como evitar que seus antagônicos expludam os corpos e dissolvam sub&gt;redes e suas sub&gt;relações? O carinho para com o próximo, a compreensão de seus limites, de seus desejos, de suas vontades. Desejo liberto em convívio com outros desejos, libertos, sem tirar-lhes as liberdades. Pois a liberdade não pode ser exclusiva, uma vez que só existe quando planetária.</em></p>
<p><em>Vícios relacionais devem ser superados. Quais bio-vícios sustentam a família nuclear? A hétero-normatividade? A sexualidade como ultra-desejo imposto? As relações tristes? A falta de sinceridade? A competição, sempre pregada pelos meios de comunicação em massa, não é o essencial na vida humana. A sentimento da vitória não é o mais nobre que carregamos. O trabalho não é a base de análise da vida. As trocas, sim, nos compõe. Troca de carícias e carinhos, troca de abraços, troca de beijos, de olhares, troca de sorrisos, de cheiros, troca de presentes, troca de apertos, troca de fluídos, troca de bits, troca de informação. E a troca envolve os meios: o corpo, o ar, os instrumentos e outras tecnologias responsáveis pela destruição irrecuperável da natureza. Se a natureza não for enxergada como exterior, como outro, em nossas sub&gt;existências, todas as nossas outras sub&gt;relações já são comprometidas. Sub&gt;redes de relações informais. O devir-outro no bairro, sem desubjetivação. A nova geopolítica do capital se encontra nas periferias. Pois a riqueza é outra. O capitalismo sabia disso? O neo-liberalismo não. As sub&gt;hierarquias não devem ser atribuídas. Devir-chefe, devir-escravos. O direito é para ser aconchegado nas próprias mãos.</em></p>
<p><em>Sub&gt;redes que reproduzem a falha narrativa do desejo. Bem como as competições e vitórias ditadas, os desejos foram desmontados de nossos relatos. Desejos, contudo, não deixam de existir. Apenas o existem em massa, não no exterior, mas na mais egoísta interioridade, desejos mesquinhos cultivados em tubos de televisores e livros ao longo de séculos e décadas, desejos destruidores quando executados. Falsos relatos que compõe as experiências humanas mais íntimas fruto do catolicismo secular e do neoliberalismo arrebatador. Aleluia! Compor sub&gt;relatos do desejo com clareza é essencial para compreender melhor o eu no outro. Sub&gt;relatos que produzam afetos livres. Livres de preconceitos. Livres de tristeza. Livres de maus encontros. A falta de clareza e amadurecimento sentimental nessas sub&gt;redes a afastam de sua maior potência: a de expandir, com uma velocidade e eficácia viral, diferentes afectos. Como sub&gt;redes pretendem estender sua sub&gt;versão dos relatos contemporâneos? Repetir os mesmos afectos sempre propagados?</em></p>
<p><em>Deu mais dois tragos no baseado e jogou a ponta no acostamento. Continuou andando rumo à praça central da cidade. Estava feliz por não mais carregar a angústia entre suas costelas. Era a outra e o outro; era a natureza, o exterior, pois já não mais se deixava ser pilar da moral. Cuidava desse exterior com o mesmo carinho que sempre quis consigo. Para o sistema moral imposto, sua atuação dentro dos terrenos expansórios do capitalismo possuia um nome: esquizofrenia. Mas sabia bem o que acontecia.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fabiane Borges e Ricardo Ruiz<br />
Salvador, no aniversário de 2008 anos de Cristo.</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong></strong></p>
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