Archive for the 'O inferno são os outros' category

Existe alguma coisa de improvável na escrita de uma tese. Esse nome que a pompa da academia resolveu dar em algum momento ao resultado de uma investigação, que é feita com certos pressupostos e dentro de algumas regras – como aliás, toda investigação é feita. A improbabilidade é mais real, palpável e cheirosa entre a metade e o término do tempo que lhe deram: uma costura de impossibilidades que o sujeito tem que chamar de ‘meu trabalho’ é um fio tênue com o qual se agarra o doutorando e, de fora, nada parece que vai se arrumar.

É claro que isso ão é geral. Assim como esse blog não se pretende geral, nem eu sou geral. No geral, ninguém é geral para ninguém. E o geral em geral é ‘em  geral’… Mas tergiverso.

O fato é que aquela arquitetura que ao final parece tão fechadinha, tão bem resolvida, como os sociólogos que parecem ter nascido sociólogos, esconde uma cadeia de gambiarras, de maquinações, de solvências, de mapas, arranjos, planos, rampas, estiligues, cordas de nylon, baldes, tintas, relógios, alçapões, pianos e violinos, bigodes e escaramuças, vontades e dormências, um jogo de dominó que não acaba durante quatro anos, botinas, macacões de trabalho, óculos de proteção, martelos, pregos, serrotes, machados, alicates, fios, pêndulos, roldanas, pontes, aritmética e álgebra e um pouco trigonometria.

Quando do meio pro fim você percebe que é possível tirar alguma melodia desse entulho de possibilidades, quando finalmente você vê ali no fundo uma possibilidade de que a peça se estique até o arco e dispare um solfejo colorido; quando você finalmente vê que poderá logo logo tomar uma cerva no sábado à tarde sem culpa, você enche o peito de novo e diz:

Ok, go.

Esse blog entra agora de férias por tempo determinado.

Luis Favre

José Serra: “o PAC é apenas uma lista de obras, a maioria das quais não saiu do papel, é um lista” (discurso de Serra aos empresários, durante sua visita a Minas).

José Serra: “Eu nunca diz que o PAC não saiu do papel. No Rodoanel, de cada 4 reais gastos para fazer a obra, 1 é do governo federal, não tenho problema em reconhecer” (Serra na entrevista com Datena ontem).

“O mercosul é uma farsa que só atrapalha” (reproduzido por Valor dando conta da afirmação de Serra que vai acabar com o Mercosul).

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“Não vou acabar com o Mercosul (entrevista de Serra à Folha 10 dias depois da declaração precedente).

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Serra é a favor da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Ele já diz que é a favor do Bolsa-família e que o governo Lula é um bom governo. Ontem, no Datena, proclamou seu apoio a proposta do governo de reajustes dos aposentados.

“O pré-candidato à Presidência da República da oposição, José Serra (PSDB), apoiou a posição do governo federal quanto ao reajuste dos aposentados do INSS, a ser votado hoje na Câmara. “Eu apoiarei a posição do governo, que tem os números na mão”, afirmou Serra, durante o programa Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena na Band TV.

O governo propôs alta de 6,14%, mas há uma acordo entre parlamentares para que o reajuste passe para 7,71%. “Se sou candidato a presidente, vou estar com as coisas na mão no ano que vem, quero que o governo atue com responsabilidade. Eu confio nisso, confio no Guido Mantega [ministro da Fazenda], é um homem responsável, e também que o presidente Lula saberá o que decidir melhor. De mim, só ouvirá elogio”, disse o pré-candidato tucano.”(Valor).

Enquanto dele só ouve elogio, os deputados dele, segundo O Globo, propõem demagógicos aumentos: “a oposição ameaça pôr em votação a extensão do reajuste de 9,67% dado ao salário mínimo para todas as faixas de aposentados”

Se trata da típica dupla linguagem, ditada pela determinação da oposição de realizar um “estelionato” eleitoral. Levar a população a votar no tucano, como se fosse a continuação de Lula e depois fazer o que a oposição apregoou todos estes anos, e que praticou onde e quando foi governo.

Por isso assistimos a esse espetaculo de farsa montado por José Serra, com grande cumplicidade da mídia. A pérola fica com Dora Kramer que dedica sua coluna hoje, a mudanças que estaria se exigindo por motivos eleitorais na personalidade de… Dilma!

No Valor, em artigo assinado palavra do gestor com o título “O mundo financeiro seguirá os empresários na eleição?” votando tucano, – o autor responde que sim – apresenta-se assim o motivo:

“José Serra transmite aos empresários (e para o mercado em geral) uma posição bem mais ortodoxa em relação ao lado fiscal, o que contrastaria com aquilo que deveríamos esperar de um possível governo Dilma; uma continuidade de política fiscal frouxa.”

Pouco importa se o candidato em questão, antes mesmo de ter começado a campanha eleitoral para valer, já tenha proposto o “inchazo” do Estado com a criação de mais dois novos ministérios. Mesmo a sua afirmação que ira renegociar os contratos -outrora motivo de inquietação com Lula- não provoca qualquer indagação. O mesmo acontece quando Serra proclama que vai continuar e ampliar o Bolsa-família e os elogios que pródiga ao aumento do salário mínimo.

Ninguém evoca o governo FHC,  que contou com a participação de Serra, aumentando a carga tributária, os juros estratosféricos e o grau em que foi relapso durante anos sobre a questão da dívida e do superávit primário.

A questão está em outro lugar. É a questão da distribuição de renda, que um setor das elites querem ver “controlada” e limitada, para sustentar o “rigor fiscal”, sem ter que contribuir com qualquer contrapartida, ao esforço que exigem dos assalariados e dos mais pobres.

É o que o editorial de hoje do jornal O Globo, explica assim:
“Lula colocou em prática um entendimento de “Estado forte” — defendido pela candidata Dilma — cujo resultado tem sido o crescimento das despesas em custeio a taxas superiores às do PIB. E, pior, despesas que se eternizam; só podem, portanto, ser podadas pela inflação: salários de servidores, benefícios previdenciários e assistencialismo.”
(O Globo – “As crises previstas por Ciro Gomes”).

Não, o entendimento de “Estado forte” não compactua com “crescimento de despesas de custeio”, nem com aquelas  provocadas pela gigantesca dívida interna, que junto com a externa, serviram de alicerce a farra populista da paridade Real=dólar dos primeiros quatro anos do governo FHC. Acontece que essa “herança”, como muitas outras, não podem ser resolvidas por um passe de mágica e não deveriam ser resolvidas pelo esforço exclusivo dos mais pobres.

O Globo mistura no “custeio” gastos correntes da máquina, que podem ser contidos e com maior eficiência administrativa, com os serviços e conquistas sociais que o Estado garante, como aposentadoria ou o “assistencialismo”, com o qual O Globo designa os programas sociais e o Bolsa-família.

Por isso o verdadeiro programa de José Serra, diferente da propaganda enganosa, tem a marca do retorno do passado e da “confiança” – afiançada na experiência dos governo tucanos – que o Bolsa-família acabará podado (como acontece no Estado e na cidade de São Paulo); que os salários dos servidores serão reduzidos (como acontece com os professores, policiais e outros que ganham bem menos em SP que em Estados bem mais pobres); que a Petrobras perdera a preeminência conquistada no pré-sal e que a integração latinoamericana cederá espaço ao velho canto de sereia da parceria bilateral privilegiada com os EUA.

O que é um sinal dos tempos é que os defensores desse programa estejam obrigados a andar mascarados de progressistas e defensores do governo Lula, tamanha a impopularidade que sua plataforma de Estado mínimo e lucro máximo, alcançou no Brasil.

Por isso aqui no Brasil, a oposição não fala em “mudanças”, porque como constatou o Wall Street Journal um tempo atrás “os brasileiros querem mais, do mesmo”.

Para contrariar esse desejo dos brasileiros é que a oposição se fantasia de situação.O eixo é enganar uma nação.

Vai funcionar?

Denise
by Bob Dylan

Denise, Denise
Gal what’s on your mind?
Denise, Denise
Gal what’s on your mind?
You got your eyes closed
But I know you ain’t blind

Well, I can see you smiling
but your smile’s inside out
Well, I can see you smiling
but your smile’s inside out
Well I know you’re laughin’
but what are you laughin’ about?

Well, if you’re tryin’ to throw me
Babe, I’ve already been tossed
Well, if you’re tryin’ to throw me
Babe, I’ve already been tossed
Babe, you’re tryin’ to lose me
Babe, I’m already lost

Well, what are you doing
Are you flying or have you flipped?
Well, what are you doing
Are you flying or have you flipped?
Well, you call my name
and then you say your tongue just slipped

Denise, Denise
Are you for sale or just on the shelf?
Denise, Denise
Are you for sale or just on the shelf?
I’m lookin’ deep in your eyes
but all I can see is myself.

pois é…

Da arte de perder tudo II

Luiz Carlos Pinto | 11 de junho de 2009 9:31

Levei o notebook à Up grade, empresa que vende periféricos, computadores e fornece assistência técnica. De início a avaliação foi a pior possível: impossibilidade de recuperar os dados contidos no HD avariado e impossibilidade de se voltar a usar o mesmo HD. Prejuízo mínimo: R$ 200 por um novo HD, mais mão de obra e uma enorme dor de cabeça. Mas a Up Grade parecia mais interessada em me vender um novo HD, de modo que desconfiei e levei a máquina noutro lugar, a Notebook City, a primeira loja a oferecer os mesmos serviços para computadores portáteis no Recife.

Enquanto esperava um laudo mais sério (a Up Grade não informou nem os procedimentos que usou para avaliar o HD) fiquei sabendo que a coisa mais equivocada num caso desses é levar o notebook para uma dessas lojas. O mais correto é levar a uma empresa especializada em recuperação de HDs, pois o equipamento e toda a estrutura usada é mais precisa e limpa: a sensibilidade da superfície dos HDs hoje é tal que somente o ar de um ambiente pode aumentar os danos, inviabilizando qualquer recuperação mais bem sucedida. Quanto mais uma dessas empresas não-especializadas mexe, pior. O problema dessas especializadas é o preço. Fácil fácil você paga o valor de um novo computador.

Fui na Notebook city retomar a máquina, não sem antes solicitar para parar o processo, pedi para que não abrissem o velho guerreiro prateado. Felizmente há uma dessas especializadas no Recife, a BCL Tech. Deixei lá. Cinco dias para nova avaliação, confiança renovada, depois do laudo pessimista da Up Grade. Enquanto isso, retomo as mudanças que Maria Eduarda pediu no texto do primeiro capítulo.

Ontem não foi um dia fácil. Dia de jogo da seleção na cidade, véspera de feriado, todo mundo querendo largar cedo, o trânsito um inferno e todas as partes por onde andei no Recife, e fui da região norte à região sul. Depois de muita luta para chegar ao shopping onde deixei o computador, me dirigi a outro extremo, no Pina, região que, embora seja do mesmo bairro, é distante – além disso, um trânsito insuportável separa os dois lugares, quase sempre.

Foi ai que coisas interessantes aconteceram: na BCL Tech você não pode deixar a máquina. Tem que deixar o HD somente. Eu não tinha uma chave apropriada para abrir o compartimento e retirar a peça – outra lição não aprendida, andar com uma chave de fenda pode impedir muitos desagrados e contratempos.

Mas pode revelar lições também. Foi o que aconteceu: depois de circular pelo Pina com o computador nas costas, com medo de ser assaltado, encontrei uma biboca onde se consertava computadores. Eu só precisava pedir a chave. Mas disse que queria saber se eles trabalhavam com notebooks pois precisava retirar o HD do meu para levar ao conserto ali perto. Um senhor de seus 55 anos, camisa aberta, crucifixo pendurado, cabelo escovado, me atendeu. Era o dono da biboca, minutos antes o vi resolvendo uma bronca no telefone, um verdadeiro cu de boi, estava estressado demais com alguém que o enganou. E eu também estava uma pilha. Pois esse sujeito, no meio do inferno dele, parou para procurar no mapa da lista telefônica o endereço de uma empresa ali perto que poderia fazer o serviço de abrir o laptop. Encontrou o lugar, anotou endereço e telefone e, antes de me entregar o papel, ligou pro lugar para confirmar os dados.

Quando cheguei ao lugar, cerca de um quilômetro distante, outro sujeito no telefone resolvia um outro problema. Depois de me ouvir me disse que me empresatava a chave por R$ 30 para abrir o fundo do notebook e retirar o HD – operação que não dura mais de 20 segundos. Devo ter olhado pra ele de um jeito que me denunciou: o estresse e o medo de um dia inteiro. Ou então ele percebeu o exagero da cobrança, ou então foi que ele precisava fazer uma boa ação para que eu soubesse dela, não sei… Me pediu o notebook dizendo que ia quebrar meu galho. Tirou o HD cuidadosamente e me entregou. Agradeci a ele também, segui para a BCL Tech com o HD separado pensando que às vezes solidariedade e gentileza se aprende na marra, vendo o exemplo de quem tinha justificativas para não exercê-la.

Atualização: o computador que andava aqui em casa encostado tem peças da placa-mãe queimadas, fonte também queimada. Outra placa-mãe com compatibilidade com a memória é difícil de achar. Salva-se cok certeza a memória e o hd. pensava em reabilitar essa máquina com uma distribuição linux enxuta e ir tocando, mas não vai ser dessa vez.

À Santa Madre Igreja

Luiz Carlos Pinto | 10 de março de 2009 18:37

Se para merecer os sacramentos católicos tenho que concordar com a morte de uma criança de nove anos, grávida por estupro, porque a Igreja Católica acha que é crime espiritual o aborto para salvar sua vida, mesmo que ela morra com as crianças que espera; e, também, com a excomunhão arbitrária daqueles que o praticaram para salvá-la; se tenho que assistir os padres pedófilos serem absolvidos pelo silêncio do Vaticano, e nada, absolutamente nada acontecer com eles; se tenho que concordar que aborto seja um fato pior do que o estupro, mais “pecaminoso”… ENTÃO, ME EXCOMUNGUE

Para assinar o abaixo assinado mande uma mensagem com
seu NOME e E-MAIL para entaomeexcomungue@gmail.com

Ou mande um emai direto para Sua Santidade: arcebispo@arquidioceseolindarecife.org.br

Thanks God. It´s friday

Luiz Carlos Pinto | 17 de outubro de 2008 18:39

A vida é por um triz

Luiz Carlos Pinto | 7 de novembro de 2007 7:03

Há pessoas que morrem deixando um tipo de saudade muito específica: das coisas divididas, daquilo que se viveu junto, se construiu junto. É o compartilhamento desse tipo de experiência que forma a memória e a saudade, que é um tipo doído de memória. Ontem fiquei sabendo que Zoltan, colega do curso de jornalismo, pulou do último andar do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE, esparramando-se no chão. Zoltan cometeu suicídio de madrugada, seguindo os passos de muitas outras pessoas que usam o velho prédio do CFCH como trampolim.

Zoltan não era um amigo meu. Estudamos juntos durante o período em que para ele foi possível. Isso porque ele foi massacrado pela minha turma. Era estrangeiro, não lembro se iuguslavo, polonês ou tcheco. Por essa condição de estrangeiro, que lhe conferia um sotaque meio abobalhado (embora falasse um português mais correto que muitos dos meus colegas daquela turma hoje em dia); por ser gado, estrábico e quase cego; por não conseguir se enturmar; por ter um comportamento que sugeria uma deficiência mental,

Enfim, esse quadro todo fez com que ele se isolasse até se afastar e desistir do curso de jornalismo. Tentou em seguida ser ator, passou no vestibular para o curso de artes cênicas. Não sa adaptou. Passou em seguida nos vestibulares de história e de música. Não se adaptou em nehum. Tinha uma relação difícil com o pai, que o queria engenheiro como ele. Na última vez em que o vi fiquei preocupado, porque ele me parecia pior. Na loucura, que parecia a ponto de tomar conta dele completamente; no maltrato, no abandono, na sujeira que tinha tomado conta dele inteiro; na magreza que o fizera perder o corpo meio atlético meio adolescente do período no curso de jornalismo, para uma magreza ressentida.

E uma enorme tristeza no olhar.

Hoje eu procuro uma pessoa da turma para comentar isso, mas não encontro. E por que encontraria? Eu mesmo não fiz amigos com aquele pessoal. Quem se importaria com a notícia? Não deixo de pensar que se o comportamento de nossa turma tivesse sido diferente as coisas poderiam ser diferentes também para ele, afinal. Mas quem se importa com isso? Pulou, morreu, limpam o calçamento, fica novo, pra esperar por outro que pule. Eu mesmo poderia ter dado mais atenção nas últimas vezes que nos encontramos. Poderia ter honrado a promessa de ligar ou de passar um email. As coisas teriam sido diferentes? Talvez… a vida é por um triz.

Eu não dividi nem vivi nada de muito especial com Zoltan, mas ele deixa uma memória doída, que pode ser até chamada de saudade. Mas que em todo caso me faz perceber que com pouco esforço, às vezes basta ouvir o outro, se evitam tragédias como essas.

Esperando o ano novo chegar

Luiz Carlos Pinto | 18 de outubro de 2007 12:10

Os burocrátas sociológicos e os sociólogos burocratas fazem parte da mesma estirpe.
Tô chegando agora da universidade, onde fui exclusivamente entregar uma carta ao Programa solicitando ajuda de custos para ir acompanhar as discussões e entrevistar algumas pessoas durante o Submidialogia 3. Essas situações no PPGS são não somente desconcertantes. Elas às vezes me deixam chocado com a gratuidade da animosidade,
da falta de educação (educação, que delicadeza deixou de ser um item
necessário faz tempo ao que parece). A falta de educação é do professor que sugere que você use sua taxa de bancada para bancar os custos – numa bolsa do CNPq, que vale R$ 1.800, esse professor sugere que você tire R$ 300 de seu orçamento, que serve entre outras coisa para fazer a feira – de transporte (R$ 203 a passagem pela Viação São Geraldo), comida (que é bom e faz bem) e dormida (que faz bem também).

Pede-se então que se coloque na solicitação os motivos da viagem. E, ao lado da necessidade de entrevistar certas pessoas que lá estarão dá vontade de colocar além de minha ficha corrida na polícia (por enquanto limpa), um atestado de que eu deixei meu trabalho pra encarar um doutorado e fazê-lo bem feito; talvez minha certidão de nascimento, pra mostrar que o evento acontece durante meu aniversário, e que por isso vou estar mais de uma semana longe dos meus. E talvez o argumento de que a escolha do local do Submidialogia 3 segue a mesma lógica pela qual a Anpocs escolhe Caxambu pra fazer sua reunião anual. É um local agradável.

É claro que eu deixei o trabalho sabendo do que me esperava, de passar a ter rendimentos a baixo da metade do que eu tinha antes. Mas oPPGS funciona de tal forma que isso não interessa. O que interessa é você se colocar de forma subserviente o suficiente para ser aceito. Mas isso não é tudo. É necessário não contra-argumentar, porque o autoritarismo patriarcal não é só um objeto de estudo sociológico. É a amalgama entre os tijolos.

Final de ano sempre foi uma data boa pra mim. As melhores notícias que eu tive vieram nessa fase do ano, sempre. Tô esperando esse fim de ano chegar logo.