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	<title>Soy Loco Por Ti, América &#187; Sabedoria para a juventude</title>
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	<description>Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina</description>
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		<title>Marcio Pochmann: ‘Ascensão da classe trabalhadora dá sinais de esgotamento’</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 16:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sabedoria para a juventude]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Piero Locatelli, na CartaCapital

Prestes a disputar a eleição municipal em Campinas, o economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), nega a existência de uma nova classe média no Brasil em seu novo livro A Nova Classe Média?, da Editora Boitempo.
Na obra, o economista defende a tese de que a mudança [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Piero Locatelli, na <a href="http://www.cartacapital.com.br/" target="_blank">CartaCapital</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://reform.lt/data/images/2012/04/tumblr-m231sjiuwy1qzgagmo1-500.jpg"><img class="aligncenter" src="http://reform.lt/data/images/2012/04/tumblr-m231sjiuwy1qzgagmo1-500.jpg" alt="" width="462" height="750" /></a></p>
<p><em>Prestes a disputar a eleição municipal em Campinas, o economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), nega a existência de uma nova classe média no Brasil em seu novo livro A Nova Classe Média?, da Editora Boitempo.</em></p>
<p><em>Na obra, o economista defende a tese de que a mudança social dos últimos oito anos não resultou na criação de uma nova classe média no País. Segundo ele, os empregos gerados nos últimos anos criaram uma classe trabalhadora consumista, individualista e despolitizada.</em></p>
<p><em>Esse movimento de ascensão da classe trabalhadora, segundo Pochmann, apresenta sinais de esgotamento, e agora o governo deve buscar outras maneiras de gerar emprego.</p>
<p>O economista deve sair em breve do Ipea, onde está desde 2007, para concorrer à prefeitura de Campinas pelo PT. O livro será lançado no próximo dia 29, durante debate na sede da PUC, em São Paulo.</p>
<p>CartaCapital: O senhor fala que há um despreparo das instituições democráticas para canalizar os interesses da nova classe trabalhadora. Por quê?<br />
Marcio Pochmann: Estamos observando uma despolitização nesta ascensão social no País. Ela vem envolvida nos valores do mercado, e não poderia ser diferente. Foi assim nos anos 70. Naquela época, havia uma ação mais direta das instituições, o que nós não estamos vendo hoje.</p>
<p>Há um despreparo das instituições para lidar com esse segmento que, possivelmente, liderará o processo político brasileiro. De alguma forma, esse segmento conduzirá a política brasileira. Seja pela direita, seja pela esquerda.</p>
<p>Os sindicatos, associações de bairro e partidos políticos estão observando esse avanço social que não se traduz em aumento das filiações nos sindicatos, nas associações de bairros, nos partidos políticos.</p>
<p>Veja que cerca de 1 milhão de jovens ingressaram na universidade através do Prouni. Isso é uma ascensão na universidade, mas se traduziu na ampliação e reforço do movimento estudantil? A gente não observa isso.</p>
<p>Acontece a mesma coisa em relação aos leitores. Houve um avanço de mais de 40 milhões de leitores no Brasil, mas a ampliação da mídia escrita não se traduziu nesse mesmo sentido.</p>
<p>CC: Há uma explicação para isso?<br />
MP: As instituições democráticas não entenderam ainda o que tem sido essa mobilidade social. Como nós temos pouco conhecimento, não temos uma ação mais identificada. Os sindicatos acabam sendo mais defensores do passado que protagonistas do futuro porque não conseguem criar um diálogo com esse segmento. É um desafio evidente para todos nós.</p>
<p>CC: O senhor fala que a classe trabalhadora é consumista. Isso é necessariamente ruim?<br />
MP: Não, é um movimento natural que ocorre quando você não tem a politização, consegue um emprego e tem a elevação da sua renda. Você entende como sendo resultado do seu esforço individual quando, na verdade, nós sabemos que a geração e a elevação da renda dependeram de um acordo político, de uma decisão política, de um resultado eleitoral.</p>
<p>Portanto, o que eu quero chamar a atenção é que essa manifestação que se observa de forma mais clara é natural do ponto de vista da individualidade de cada um. Mas se não vem acompanhada de um processo de conscientização, essa ascensão pode ao mesmo tempo retroagir ou ser encaminhada para uma visão de sociedade muito diferente da que levou a uma ascensão social recente.</p>
<p>CC: Porque as pessoas identificam a ascensão como resultado do próprio esforço individual…<br />
MP: Esse é o papel da politização, até porque você percebe que as coisas foram feitas com esses segmentos. Eles são favoráveis ao crescimento, ao emprego e assim por diante. Mas na questão dos valores mais amplos da política, como pena de morte, eles majoritariamente estão atrelados a visões muito ultrapassadas.</p>
<p>CC: A maior parte dos empregos gerados foi com rendimento próximo a um salário mínimo. Como o governo pode gerar empregos com melhor remuneração?<br />
MP: Primeiro quero dizer que foi muito bom ter gerado esses empregos acompanhados da formalização e do aumento do salário mínimo, tendo em vista o estoque de desempregados que nós tínhamos. Nos anos 2000 eram praticamente 12 milhões de pessoas desempregadas. Se o Brasil não gerasse esse tipo de oportunidade, se gerasse empregos de classe média, que exigem maior escolaridade, esse segmento que ascendeu não teria ascendido. Mas esse movimento está apresentando sinais de esgotamento. Porque a questão fundamental neste momento é a ampliação dos investimentos para aumentar a capacidade produtiva. E o aumento de investimento, novas fábricas, novos avanços da produção vêm acompanhados de inovação tecnológica, maior exigência de qualificação, maior demanda de trabalhadores com escolaridade, portanto maiores salários e ocupações melhores.</p>
<p>CC: No livro, o senhor diz que as pessoas que acenderam socialmente nos últimos anos não podem ser consideradas de uma nova classe média. Por quê?<br />
MP: Uma classe média tem ocupações diferentes dessas que foram geradas. Se fossem vinculadas a bancários, professores ou dirigentes de empresas, possivelmente nós poderíamos associar isso a classe média, mas não foram essas ocupações que deram razão a essa mobilidade social.</p>
<p>No caso brasileiro, parcelas significativas das ocupações não são geradas pela indústria, mas sim por serviços. Por isso, entendemos que são novos segmentos no interior da classe trabalhadora. A classe média tradicionalmente tem uma estrutura muito diferente desses segmentos novos que surgiram no Brasil. Ela tem mais gastos com educação e com saúde. O peso da alimentação é muito menor do que o que se identifica nesse segmento de renda de até 1,5 ou 2 salários mínimos mensais.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a classe média poupa, não gasta tudo que ganha. Nela, a elevação da renda não se traduz necessariamente na elevação do consumo. Especialmente porque os bens que mais têm sido dinamizados no país, como eletrodomésticos, são bens que a classe média já possui. Então a classe média poupa. E isso é uma diferença que nós não identificamos nos segmentos agora em ascensão.</p>
<p>A classe média tem ativos e patrimônio. São várias características que infelizmente nós não conseguimos observar nesses segmentos que estão ascendendo. E são segmentos que, ao nosso modo de ver, dizem respeito à classe trabalhadora, tal como foi o padrão de expansão do Brasil nesses últimos dez anos.</p>
<p>CC: Essas particularidades mudam, alguma forma o foco das políticas voltadas a essa parcela da população?<br />
MP: Esse debate, de como se identifica essa ascensão social no Brasil, tem implicações evidentes no posicionamento do Estado brasileiro, das políticas públicas. Se nós identificarmos essa ascensão como um movimento vinculado à classe média, certamente o papel do Estado estaria ligado à difusão dos serviços privados, por intermédio de subsídios, como através do Imposto de Renda, que subsidia gastos do setor privado da classe média. Hoje é possível descontar despesas de educação, saúde e previdência privada. São interesses diferentes da classe trabalhadora, que são por bens públicos de interesse coletivo: saúde pública, educação pública, transporte público.</p>
<p>CC: Quando o senhor deve sair do Ipea para se dedicar à campanha?<br />
MP: Essa é uma resposta que eu não tenho condições de dar. Até o 6 de julho, eu sei que tenho que sair inexoravelmente. O dia que eu vou sair depende da presidenta, estou aguardando o posicionamento dela.</p>
<p>CC: O senhor até hoje só tinha ocupado cargos técnicos e agora está tentando a sua primeira eleição. Por que tomou a decisão de ser candidato?<br />
MP: Eu me considero um intelectual de perfil engajado. Foi a partir de uma conversa com o próprio presidente Lula, em que ele chamava atenção às mudanças que o Brasil estava passando no começo desse século. As mudanças são muito diferentes daquela que o Brasil estava passando nos anos 70, começo dos 80, quando o PT foi criado. Hoje temos um ciclo de lideranças que foram forjadas num Brasil que quase não existe mais. Existe uma necessidade de renovação do PT, especialmente quando o partido está no auge ainda.</p>
<p>E tem também, outro lado. Em geral, a prefeitura existe como um cargo com menor visibilidade quando se compara com o Executivo estadual e nacional. No caso do Brasil, uma federação, o exercício de um mandato na prefeitura é absolutamente fundamental. Quando se lança uma política pública, se fala da experiência em determinada localidade, para saber se dá certo, dá errado, de poder tornar um programa de abrangência nacional. Temos uma oportunidade de testar experiências inovadoras no ponto de vista da administração pública a partir da experiência local. Campinas é uma cidade que permite essa oportunidade de iniciar um ciclo de inovações em políticas públicas que são necessárias para o Brasil de hoje.</p>
<p>CC: O senhor foi indicado pelo presidente Lula, a exemplo do que aconteceu em São Paulo com o Fernando Haddad. Há setores do partido que se incomodam com essas decisões tomadas com base no desejo do ex-presidente.<br />
MP: No meu caso, tive essa conversa com o presidente Lula e depois comecei uma conversação longa com os militantes, com o PT na cidade de Campinas e tanto assim que me submeti a uma prévia dentro do PT com outro candidato. Foi a prévia com a maior participação na cidade de Campinas e maior apoio a um candidato. Porque participei de um processo interno democrático, aprendi muito, gostei.</p>
<p>CC: Tem falado com o ex-presidente?<br />
MP: Eu estive com ele há duas semanas e conversamos um pouco sobre esse período pós-prévia, organização da campanha. Ele manifestou desejo de apoiar da melhor forma que puder.</p>
<p>CC: A presidenta Dilma já disse como será a presença dela na campanha?<br />
MP: Eu ainda não tive essa oportunidade. Estou esperando o momento oportuno para conversar com ela.</p>
<p>CC: Quais partidos vão fazer parte da aliança?<br />
MP: Também não há definição. A gente ainda começa a ouvi-los, vai consultar vários partidos e fazer o balanço das oportunidades para partidos. E tem tempo para a definição até julho, na verdade.</p>
<p></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>CC: Campinas teve um prefeito cassado recentemente, Dr. Hélio (PDT). Haveria algum constrangimento em se aliar ao PDT?<br />
MP: Não. Na verdade, eu imagino que a discussão nesse âmbito da prefeitura se deu no passado, embora isso seja um elemento a ser discutido. Se nós ficarmos discutindo o passado, não teremos respostas para o futuro. Quero ser um candidato do futuro, ter respostas para a sociedade. O passado serve só para a gente não repeti-lo nem cometer os mesmo erros.</em></p>
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		<title>Povo nas ruas, mas não no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 17:29:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[por Rodrigo Vianna
Tive o prazer de entrevistar esta semana, na Record News, Plinio de Arruda Sampaio e o jornalista e cientista político Igor Fuser. O assunto: a crise do capitalismo e as insurreições de rua que chegaram ao Chile e à Inglaterra.
Igor lembrou um dado irônico: Inglaterra, com Thatcher, e Chile, com Pinochet, foram os pioneiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>por Rodrigo Vianna</em></p>
<p><em>Tive o prazer de entrevistar esta semana, na Record News, Plinio de Arruda Sampaio e o jornalista e cientista político Igor Fuser. O assunto: a crise do capitalismo e as insurreições de rua que chegaram ao Chile e à Inglaterra.</em></p>
<p><em>Igor lembrou um dado irônico: Inglaterra, com Thatcher, e Chile, com Pinochet, foram os pioneiros do neoliberalismo no fim dos anos 70 e início dos 80. Comandaram a onda de privatizações, desregulamentação e ataques aos sindicatos que depois se espalhou pelo mundo. Claro que a queda do “socialismo real”, no início dos 90, deu o empurrão final: os capitalistas perderam o medo! Sem a alternativa do socialismo, tornavam-se desnecessárias as concessões que ao longo do século XX o Capital fora obrigado a fazer ao Trabalho.</em></p>
<p><em>Os anos 80 e 90 foram o auge do ultracapitalismo.</em></p>
<p><em>Agora, é a volta do cipó de aroeira! A crise viceja no Chile e na Inglaterra. Estudantes chilenos querem Educação pública! Ingleses querem um Estado que não seja só “mãe dos banqueiros”.</em></p>
<p><em>Plinio lamentou que a onda de protestos ainda não tenha chegado ao Brasil. “Aqui, domina a cultura do favor”, disse o ex-presidenciável pelo PSOL. E lembrou que parte do povão tem o sentimento de “gratidão” em relação a Lula, pelas políticas sociais que tiraram milhões da miséria.</em></p>
<p><em>Não concordo com Plinio nesse ponto. Lula fez algo importante. Criou a base de um mercado consumidor gigantesco e independente. Mas, como já foi lembrado por tanta gente, Lula não ajudou a politizar a sociedade. A tal classe C que ascende cultiva em boa parte os valores do individualismo e do consumo.</em></p>
<p><em> Quem sou eu pra ”condenar” aqueles que sonham com (e conseguem) uma TV nova ou um carro comprados no crediário? É fácil torcer o nariz quando já se tem isso tudo. Na verdade, o problema não é o consumo. Mas a falta de debate, que deixou a agenda dominada por valores conservadores (como vimos na campanha eleitoral em que aborto virou tema central).</em></p>
<p><em>Mas Lula ainda travava algum debate com a direita: nas comunicações, na economia, na questão das relações internacionais, na Cultura. Dilma parece ter caminahdo ainda mais ao centro. Dilma parece disposta a cumprir a promesa de reduzir a miséria ainda mais. E só. O que atrapalhar esse plano (modesto) ela vê como acessório. E abre mão.</em></p>
<p><em>O Plinio e outros por aí cumprem o digno papel dos combatentes que não abaixaram suas bandeiras. Acho que é um papel importante, diante do abandono das bandeiras de esquerda por tantos petistas.</em></p>
<p><em>Mas acho que a esquerda (seja ela petista, psolista, comunista, socialista ou outros “istas” por aí) faria melhor se, em vez de seguir reclamando da “despolitização” legada pelo PT, tentasse construir uma nova agenda.</em></p>
<p><em>Essa nova agenda não precisa “negar” o lulismo. Ao contrário. Deveria partir das conquistas e dos avanços do lulismo, para estabelecer um novo programa.</em></p>
<p><em>Enquanto a economia cresce, isso tudo pode parecer bobagem. Dilma e o PT “oficial” (que faz acordos com as teles e veta aumento pra aposentado) seguirão nadando de braçada – fora uma ou outra crise fabricada pela oposição midiática.</em></p>
<p><em>Mas a crise mundial vai bater aqui no Brasil, mais forte do que em 2008. E aí os setores organizados, os petistas que não abdicaram de reformar a sociedade (e são muitos, talvez a maioria), os sindicalistas, os movimentos sociais, enfim a base tradicional da esquerda terá que se perguntar: vamos  tentar salvar o capitalismo à brasileira – de juros nas alturas e concesões sociais? Ou vamos apostar num programa alternativo?</em></p>
<p><em>Na sociedade já começam a pipocar iniciativas para reagir a essa agenda “burocrática” e centrista que parece dominar o governo Dilma. A reação dos movimentos sociais ao “acordão” com as teles no Plano de Banda Larga, e as reações de sindicatos à decisão de “congelar” ganhos de aposentados apontam nessa direção.</em></p>
<p><em>Sobre isso tudo, especialmente sobre a necessidade de construir uma nova agenda, vale a pena ler a ótima entrevista de Vladimir Safatle à repórter Tatiana Merlino, na edição da “Caros Amigos” que acaba de chegar às bancas.</em></p>
<p><em>Entre outras pérolas, ele diz que Dilma corre o risco de ser a “Bejnev no lulismo”. Tatiana Merlino resumiu bem a tese de Safatle na abertura da entrevista:</em></p>
<p><em>A oportunidade da esquerda brasileira está em usar a vontade de ascensão da nova classe média para recolocar em circulação o discurso do conflito de classe, “assim como a exposição dos malefícios da desigualdade”. A opinião é do filósofo Vladimir Safatle, professor do departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP).</em></p>
<p><em>Abaixo, trechos da entrevista:</em></p>
<p><em>“O modelo lulista pode durar mais um pouco, ou seja, enquanto houver crescimento econômico para a nova classe média e enquanto não houver oposição ideologicamente configurada (seja à esquerda, seja à direita). Dentro de tal modelo, a questão para Dilma será como se colocar no papel deste mediador universal que Lula encarnou tão bem. No entanto, ela tem mais margem de manobra porque o modelo já foi montado.</em></p>
<p><em>Nestes primeiros meses, ela demonstrou duas coisas: que está disposta a aproveitar sua força inicial para enquadrar aliados (o que é uma coisa boa, sua atuação ao dizer que vetaria os absurdos do novo Código Ambiental é um exemplo interessante neste sentido) e que seu governo tem um profundo déficit de elaboração de políticas de médio e longo prazo (o que é ruim). Seu ministério, em larga medida e salvo honrosas exceções, é caracterizado por não ter formuladores de política.”</em></p>
<p><em>Não deixe de ler a entrevista de Safatle na íntegra, na “Caros Amigos” que está nas bancas.</em></p>
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		<title>Universidade de Stanford oferece curso de inteligência artificial. De graça, pela web.</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 00:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sabedoria para a juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[San Picarelli, do Meio Bit

Que tal adicionar Stanford à sua lista de atividades acadêmicas? Acha caro? Nada… pense grande.
Começando agora em Outubro você poderá se juntar ao Professor Sebastian Thrun e o Diretor de P&#38;D do Google, Peter Norvig, totalmente de graça, em uma versão online do curso (oficial) de Introdução à Inteligência Artificial da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: right;"><strong><a href="http://meiobit.com/89094/interessa-um-certificado-de-stanford-em-i-a-a-tradicional-universidade-abre-as-portas-para-o-mundo-gratuitamente-em-curso-sem-precedentes/" target="_blank">San Picarelli, do Meio Bit</a></strong></h2>
<p><a href="http://meiobit.com/wp-content/uploads/artificial_intelligence_header.jpg"><img class="aligncenter" src="http://meiobit.com/wp-content/uploads/artificial_intelligence_header.jpg" alt="" width="640" height="304" /></a></p>
<p>Que tal adicionar <a href="http://www.stanford.edu/" target="_blank">Stanford</a> à sua lista de atividades acadêmicas? Acha caro? Nada… pense grande.</p>
<p>Começando agora em Outubro você poderá se juntar ao Professor <a href="http://www.engadget.com/2010/10/09/google-and-tu-braunschweig-independently-develop-self-driving-ca/" target="_blank">Sebastian Thrun</a> e o Diretor de P&amp;D do Google, Peter Norvig, totalmente de graça, em uma versão online do curso (oficial) de Introdução à Inteligência Artificial da Universidade de Stanford.</p>
<p>Curtiu? Então anote aí na sua agenda: 10 de Outubro.</p>
<p>As aulas <em>(em inglês)</em> cobrirão assuntos como a representação do conhecimento, inferência,  aprendizagem em máquinas, planejamento e game-playing, recuperação da  informação, visão computadorizada e robótica.</p>
<p>O projeto tem a  ambição de ser o maior curso online já lecionado. Pela origem e  produtores, não é de se achar que seja uma promessinha blefada como as  que vemos por aí à torto e a direito.</p>
<p>Agora, já antes que Santa  Magda dos Flamewarianos baixe nos comentários, aos não-alunos de  Stanford que terminarem o curso será oferecido <em>apenas</em> um certificado de conclusão no formato de carta acadêmica dos instructores, dizendo o quão bem você foi no curso e, é só.</p>
<p>O que por si só já vale <em>(e muito)</em> pela oportunidade e o nível do conhecimento adquirido, uma vez que o caboclo chegue de facto ao final da jornada de aulas.</p>
<p>De  qualquer maneira, mesmo sendo um curso gratuito – e sem precedentes –  as atividades serão extensas e com o mesmo padrão de ensino tradicional  de Stanford, sem reposições e com um agenda recheada de assuntos ligados  às disciplinas abordadas.</p>
<p>Se você quer ir até o fim e receber  conhecimento de ponta em IA, a hora é essa. Dê uma olhada no vídeo de  introdução do curso abaixo, com o convite feito pelo próprio Professor  Thrun. A inscrição está logo abaixo.</p>
<p>As inscrições terminam em 20 de Setembro.</p>
<p>As aulas começam em <strong>10 de Outubro</strong> e terminam dia <strong>16 de Dezembro</strong>.</p>
<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://www.locoporti.blog.br/universidade-de-stanford-oferece-curso-de-inteligencia-artificial-de-graca-pela-web/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
<p><a href="http://www.ai-class.com/" target="_blank">Inscrições &amp; Informações</a> + o <a href="http://robots.stanford.edu/cs221/" target="_blank">Syllabus</a> do curso.</p>
<address>A principal bibliografia/volume a ser utilizado no curso será o livro “<a href="http://meiobit.com/A%20Modern%20Approach" target="_blank">Artificial Intelligence: A Modern Approach</a>” e mais os algoritimos, recursos, links, fontes e repositórios <a href="http://aima.cs.berkeley.edu/" target="_blank">desta</a> página.</address>
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		</item>
		<item>
		<title>O fim da educação (end of education)</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/o-fim-da-educacao-end-of-education/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 00:12:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diálogos impertinentes]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sabedoria para a juventude]]></category>

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		<description><![CDATA[Nelson Pretto, no Terra Magazine
A vida de pesquisador nas universidades está ficando cada dia mais   estranha. Quando comecei minha vida acadêmica no Instituto de Física da   Universidade Federal da Bahia, recebi logo na chegada um lugarzinho,  uma  sala com ar condicionado, escrivaninha, cadeira, máquina de   datilografar, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Nelson Pretto</strong>, no <em><a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5126294-EI17985,00-O+fim+da+educacao.html" target="_blank">Terra Magazine</a></em></p>
<p><em>A vida de pesquisador nas universidades está ficando cada dia mais   estranha. Quando comecei minha vida acadêmica no Instituto de Física da   Universidade Federal da Bahia, recebi logo na chegada um lugarzinho,  uma  sala com ar condicionado, escrivaninha, cadeira, máquina de   datilografar, um telefone &#8211; que na verdade não funcionava lá muito bem!   -, papel e caneta. Os livros, estavam na biblioteca ou os comprávamos,   porque também não se publicava tanto quanto hoje. Dividia a sala com   mais um colega e, dessa forma, fazia minhas pesquisas sobre o ensino de   ciências e dava aulas na graduação. Depois, passei a integrar o corpo   docente da pós-graduação em Educação e, também por lá, sem nenhum luxo e   bem menos infra, tinha as condições mínimas para pesquisar sobre a   qualidade dos livros didáticos, campo inicial de pesquisa na minha vida   universitária.</em></p>
<p><em>O tempo foi passando e a universidade foi se especializando no seu  novo  jeito de ser. Foi crescendo e ganhando força a pós-graduação,  apareceram  os grupos de pesquisas que passaram a ser cadastrados no  CNPq, surgiu o  Currículo Lattes &#8211; o Orkut da academia -, a CAPES  intensificou a  avaliação da pós-graduação e… a guerra começou. Com as  demandas para a  pesquisa cada dia sendo maiores e o com os recursos  minguando (o Brasil  investe em C&amp;T apenas 1,2% do PIB enquanto os  Estados Unidos, por  exemplo, investem 2,7%), a avaliação da  produtividade &#8211; palavrinha  estranha no campo da pesquisa científica,  não?! &#8211; ganha corpo, no Brasil  e no mundo. &#8220;Publicar ou perecer&#8221; virou o  mantra de todo  professor-pesquisador. Mais do que isso, nas  universidades não temos  mais aquelas condições básicas dadas pela  própria instituição já que, de  um lado, ela foi perdendo cada vez mais  seu orçamento de custeio e, de  outro, as demandas aumentaram muito uma  vez que, mesmo na área das  Humanas, necessitamos de muito mais  tecnologia. Por conta disso, temos  que, literalmente, &#8220;correr atrás&#8221; de  recursos através dos chamados  editais. Assim, cada grupo de pesquisa  vive em função de sua capacidade  de captação de recursos &#8211; quem diria  que estaríamos falando assim, não  é?! &#8211; e transformaram-se em  verdadeiros setores administrativos nas  universidades. Demandam  secretários, contadores (esses, seguramente, os  mais importantes!),  administradores, bibliotecários, constituindo-se em  um verdadeiro  aparato burocrático para dar conta das cobranças formais  de cada um  destes editais e de suas famigeradas prestações de contas.</em></p>
<p><em>Pois quando pensamos que já estávamos no limite, e os colegas  Waldemar  Sguissardi e João dos Reis da Silva Jr com o seu &#8220;O trabalho   intensificado nas Federais&#8221; mostraram bem o fundo do poço, sabemos   através do colega Manoel Barral-Neto no seu blog &#8220;Sciencia totum   circumit orbem&#8221; que pesquisadores chineses estão recebendo um &#8220;estímulo&#8221;   equivalente a 50 mil reais para publicar suas pesquisas nas revistas  de  &#8220;alto impacto&#8221; científico, a exemplo da Science. Nos comentários que  se  seguiram ao texto, tomamos conhecimento com a postagem de Renato J.   Ribeiro que a Universidade Estadual Paulista (UNESP) está dando um   prêmio de cerca de 15 mil reais para quem publicar na Science ou Nature,   duas revistas de alto &#8220;fator de impacto&#8221;.</em></p>
<p><em>Também de São Paulo outra noticia veio à tona recentemente: o  resultado  da última avaliação realizada pelo Sistema de Avaliação de  Rendimento  Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) apontou que os  estudantes não se  deram muito bem na avaliação de 2010. É com base no  rendimento dos  alunos que os professores da rede estadual paulista  recebem uma  gratificação &#8211; um bônus &#8211; no seu salário, num esquema  denominado  &#8220;pagamento por performace&#8221;, implantando no Estado  supostamente para  &#8220;estimular&#8221; a melhoria da educação paulista. O que se  viu com os últimos  resultados é que essa estratégia não funcionou.</em></p>
<p><em>E não funcionou porque esse não pode ser o foco da avaliação da   educação. A educação, em todos os níveis, precisa ser fortalecida, mas   não como o espaço da competição e sim como um espaço de formação de   valores, da colaboração e da ética. Em qualquer dos seus níveis, a  educação precisa ser compreendida como um  direito de todo o cidadão e  que não pode ser trocada por uns trocados.</em></p>
<p><em>Lembro Milton Santos: &#8220;essa ideia de que a universidade é uma   instituição como qualquer outra, o que inclui até mesmo a sua associação   com o mercado, dificulta muito esse exercício de pensar&#8221;. De fato, com   um dinheirinho extra por cada publicação, com um novo edital  disponível  para o próximo projeto, com a avaliação da CAPES na  pós-graduação  batendo às portas, deixando todos de cabelo em pé, e com a  lógica do  &#8220;publicar ou perecer&#8221;, parece que estamos chegando perto do  fim da  universidade enquanto espaço do pensar e do criar conceitos.  Viramos,  pura e simplesmente, o espaço da reprodução do instituído.</em></p>
<p><em>E isso é, no mínimo, lamentável. Na verdade, é  o próprio fim da educação. </em></p>
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		<title>As potências da mídia tática e os caminhos da comunicação autônoma, com Paulo Lara, vulgo Pajé</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 12:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na próxima sexta-feira, 29, o Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e a Rede Coque Vive promovem a palestra As potências da mídia tática e s caminhos da comunicação autônoma, com Paulo &#8220;Pajé&#8221; Lara. O encontro é um dos ponta-pés da intervenção que estamos realizando na comunidade do Coque e que são formadas por oficinas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2009" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-2009" href="http://www.locoporti.blog.br/as-potencias-da-midia-tatica-e-s-caminhos-da-comunicacao-autonoma-com-paulo-lara-vulgo-paje/paje/"><img class="size-full wp-image-2009" title="Pajé" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/Pajé.jpg" alt="" width="300" height="244" /></a><p class="wp-caption-text">Paulo Lara, fotografado no momento em que preparava a palestra</p></div>
<p>Na próxima sexta-feira, 29, o Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e a Rede Coque Vive promovem a palestra As potências da mídia tática e s caminhos da comunicação autônoma, com<a href="http://lattes.cnpq.br/9527228745339307" target="_blank"> Paulo &#8220;Pajé&#8221; Lara</a>. O encontro é um dos ponta-pés da intervenção que estamos realizando na comunidade do Coque e que são formadas por oficinas de áudio, vídeo, experimentação com hardware, construção de ambientes web, web rádio, etc. Pajé é um dos auxílios luxuosos dessa empreitada. Abaixo, um resumo da palestra. O encontro é aberto  a todos com interesses em cultura livre, democratização da comunicação, políticas culturais, políticas de mídias, políticas do afeto, apropriação crítica de tecnologias, etc.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>As potências da mídia tática e s caminhos da comunicação autônoma</strong></p>
<blockquote><p><em>Um  dos desafios tanto do Estado brasileiro quanto da sociedade civil é  estruturar o país para uma nova realidade econômica e geopolítica que  virá com os próximos anos. Se nada de desastroso ocorrer, o Brasil  passará a ter em torno de 30 milhões a mais de consumidores. O grande  desafio, portanto, passa a ser oferecer as possibilidades de uma vida  completa e emancipada para milhões de pessoas que estiveram até hoje em  um estado de extrema obliteração. Isso, praticamente, remete a pergunta:  O que fazer politicamente com a cultura, estética e educação em relação  a grupos que estão passando a consumir, acessar e participar da vida  social, evitando que se tornem apenas &#8220;serviçais voluntários&#8221;?</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>A  preocupação que se apresenta a uma “nova classe média” surge pelo fato  de que o consumo, material e simbólico acarreta em um modelamento da  consciência por parte de diversas forças que não raras vezes atuam  contra a sociedade. Atentaremos aqui para o modo como a aquisição de  educação, “cultura”, conhecimento crítico, capacidade de análise e de  uma prática sensível pode promover uma autonomia tecnológica capaz de  colaborar com a formação de uma comunidade potente.</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>Para  isso, torna-se urgente a atenção para a capacidade das formas de  expressão segundo os próprios termos, além de um aprendizado estético e  tecnológico, que é sensível, político, radical e aponta para uma nova  forma de encarar as regras do pensamento. Isso significa antecipar um  exercício que é tecno-social, na medida em que forma e apresenta uma  visão de mundo construída a partir das próprias experiências,  conhecimentos e desejos.</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>Com a  possibilidade da intervenção no campo simbólico a partir de máquinas  comunicacionais, as potências artísticas, culturais, educacionais,  sentimentais e técnicas afloram no sentido de uma descoberta da própria  expressão e da negação da imposição de vontades e políticas alheias.  Neste sentido as possibilidades da comunicação preparam uma sociedade  mais crítica, analítica e autônoma, que aprende que a matéria prima da  cultura está na base da formação e desenvolvimento social. Com isso,  apresentaremos elementos dos usos das tecnologias que atiçam uma  criatividade política e uma inserção na vida pública, permitindo a  grande parte do povo brasileiro ser mais que mero consumidor e passando a  ser produtor de seu próprio destino.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #993300;">Dia 29 de abril, a partir das 9 horas</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #993300;">Auditório do PPGCOM – UFPE, CAC, 1º andar.</span></strong></p>
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		<title>Lançamento do Coletivo Butuca acontece hoje à noite</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/lancamento-do-coletivo-butuca-acontece-hoje-a-noite/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 15:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sabedoria para a juventude]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje acontece o primeiro evento público do Coletivo Butuca, do qual eu tenho tido a alegria de construir. O COletivo é um grupo de estudos e pesquisas sobre Subjetividades coletivas, processos de resistência e inovação políticas em práticas educacionais. Em torno desse título, que é quase uma ementa completa, se reúnem alguns professores da Universidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1925" href="http://www.locoporti.blog.br/lancamento-do-coletivo-butuca-acontece-hoje-a-noite/butuca/"><img class="alignright size-full wp-image-1925" title="Butuca" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/Butuca.jpg" alt="" width="440" height="320" /></a>Hoje acontece o primeiro evento público do Coletivo Butuca, do qual eu tenho tido a alegria de construir. O COletivo é um grupo de estudos e pesquisas sobre <em>Subjetividades coletivas, processos de resistência e inovação políticas em práticas educacionais</em>. Em torno desse título, que é quase uma ementa completa, se reúnem alguns professores da <a class="zem_slink" title="Federal University of Pernambuco" rel="homepage" href="http://www.ufpe.br">Universidade Federal de Pernambuco</a> &#8211; todos, com exceção de mim &#8211; trabalhando diretamente em faculdades/centros de educação. O lançamento do coletivo vai acontecer com a palestra de Joanildo Burity, cujo título é Religião e Alterglobalismo. A abertura dos trabalho ficará ao cargo do meu chapa Rui Mesquita, com debate do querido Gustavo Gilson Oliveira</p>
<p>Nos últimos meses nos reunimos várias vezes, tentando definir linhas de atuação conjunta e de produção de pesquisas que de alguma forma aproveitem e exprimam os interesses comuns de um grupo com pessoas de formação muito diversa. Depois de muitas conversas e reuniões chegamos a formular quatro linhas básicas de pesquisas:</p>
<p><strong>Educação e Movimentos Sociais do Campo</strong></p>
<p><em>Estudo de práticas educativas populares dos movimentos sociais do campo, buscando<br />
perceber em suas dimensões política, cultura e econômica: relação com o Estado e políticas<br />
públicas; relação educação-trabalho; juventude; questões étnico-raciais; religião; construção<br />
de trajetórias e subjetividades individuais e coletivas; construção de saberes.</em></p>
<p><strong>Educação, Identidades e Movimentos Religiosos</strong></p>
<p><em>Objetiva-se com esta linha compreender os processos de construção coletiva de identidades<br />
religiosas dentro de movimentos sociais, no sentido de analisar a constante interação/conflito<br />
dessas identidades em trânsito, com as demandas elaboradas por esses grupos. Assim, é que<br />
se almeja refletir acerca do lugar social da diferença à medida que este refletir incide sobre<br />
processos educativos erigidos socialmente em torno de questões sexuais, culturais, políticas,<br />
de raça e etnia etc.</em></p>
<p><strong>Educação, Gênero e Diversidade Sexual</strong></p>
<p><em>Esta linha de pesquisa objetiva compreender, a partir das interfaces estabelecidas entre<br />
as áreas de educação e gênero, questões teóricas e empíricas que envolvam debates<br />
estabelecidos em torno da constituição de subjetividades coletivas no campo da diversidade<br />
sexual. Neste aspecto, é interesse nosso entrelaçar este debate, entre outros aspectos, às<br />
lutas de movimentos sociais contra as desigualdades de gênero num cenário de embates e<br />
correlações de força que faz emergir processos políticos educativos ao redor de noções como<br />
as de cidadania, reconhecimento, visibilidade, tolerância etc..</em></p>
<p><strong>Educação, mídias alternativas e novas tecnologias de informação</strong></p>
<p><em>Foco nos processos educacionais que procuram estabelecer condições para a apropriação<br />
de tecnologias livres, de modo que se possa analisar aspectos da construção de identidades<br />
coletivas; as estratégias de desmistificação da técnica e da tecnologia; as consequentes<br />
aberturas de condições de expressão cultural, reivindicação de direitos e construção de<br />
discursos contra-hegemônicos.</em></p>
<p>A ideia geral que nos move é a produção coletiva de conhecimento e dos processos de constituição, crise e/ou deslocamento das  subjetividades coletivas, das (im)possibilidades de articulação dessas  subjetividades no contexto dos movimentos sociais contemporâneos e das  relações desses processos, subjetividades e movimentos com as dinâmicas  de elaboração, implementação e contestação das políticas de educação no  Brasil.</p>
<p>Também queremos realizar e colaborar com eventos acadêmicos, publicações e atividades públicas (privilegiando as parcerias com os movimentos sociais) &#8211; nesse caso a estratégia é a divulgação e o debate dos trabalhos e temáticas propostos pelo grupo.</p>
<p>A palestra de Joanildo acontece às 19h, no auditório do Centro de Educação da UFPE.</p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_c.png?x-id=272642af-5423-4630-b9d2-556cc60f4804" alt="Enhanced by Zemanta" /></a></div>
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		<title>Lula Côrtes</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/lula-cortes-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 12:31:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
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		<category><![CDATA[Sangue, suor e lágrimas]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Luciana Rabelo
luciana.rabelo@gmail.com
Sábado, 26 de março de 2011, Lua Minguante
Lula me apareceu em 1993, quando ouvi ‘Desengano’. Cris Jerônimo &#8211; um amigo da faculdade &#8211; tempos depois nos levou à casa dele, em Candeias. Encantei-me! Eu tinha 20 anos na época. Época boa, novas experiências, aventuras, subversão. Tudo a ver! Vitalidade! Eu Vital! Lula Vital!


Lembro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Luciana Rabelo<br />
luciana.rabelo@gmail.com</p>
<p><em>Sábado, 26 de março de 2011, Lua Minguante</em></p>
<p><em>Lula me apareceu em 1993, quando ouvi ‘Desengano’. Cris Jerônimo &#8211; um amigo da faculdade &#8211; tempos depois nos levou à casa dele, em Candeias. Encantei-me! Eu tinha 20 anos na época. Época boa, novas experiências, aventuras, subversão. Tudo a ver! Vitalidade! Eu Vital! Lula Vital!<br />
</em></p>
<div id="aptureLink_ntrArgrmzc" style="margin: 0pt auto; text-align: center; display: block; padding: 0px 6px;"><object id="apture_embedPlayer1" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="458" height="374" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="flashvars" value="start=0&amp;domId=apture_embedPlayer1" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YogIa-zuQgg&amp;rel=0&amp;fs=1&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;enablejsapi=1" /><param name="name" value="apture_embedPlayer1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="apture_embedPlayer1" type="application/x-shockwave-flash" width="458" height="374" src="http://www.youtube.com/v/YogIa-zuQgg&amp;rel=0&amp;fs=1&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;enablejsapi=1" name="apture_embedPlayer1" flashvars="start=0&amp;domId=apture_embedPlayer1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" bgcolor="#ffffff"></embed></object></div>
<p><em>Lembro de um show dele com a companheira Má Companhia, na Soparia, em algum Natal, ele era Papai-Noel, e Jesus. No Tipóia, em Tracunhaém, acho que em 2005, tive a honra de filmar um show massa. Procurei agora a fita e achei! Uhuu!! Presente! Eita que momentos sagrados! De cara, o encontro dele com Erickson Luna. Tavam felizes! A Má Companhia tava feliz!A cidade tava feliz! Vou postar a filmagem bruta, dos tempos quando comecei a filmar e vivia com a câmera e poucas fitas e uma só bateria.</em></p>
<p><em>Há não muito tempo fui na bela casa da UBE/PE pro lançamento de mais um livro de Cristiano Jerônimo, livro este ilustrado por Lula. As imagens estavam expostas nas paredes. Nesse dia Lula recebeu carteira de sócio efetivo da UBE, retroagindo o ano de admissão a 1972, quando lançou o Livro das Transformações. E também nessa noite, ouvi o ‘discurso’ mais sagrado que já ouvi. Augusto!<br />
</em></p>
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<p><em>Fazia sete anos que eu não brincava Carnaval. Este ano resolvi ir ao centro do Recife. No domingo soube que iria ter show de Lula no Pátio de São Pedro. Quando cheguei tava rolando uns Afoxés e mais tarde rolou o show dele. Foi estranho! Ouvi umas três músicas meio de longe e resolvi ir embora. Mas antes de partir fui lá na frente do palco e fiquei olhando ele de perto. Já tava na travessia, e eu já sentia.</em></p>
<p><em>Tava na manhã de hoje no CEL (Centro de Educação e Lazer) quando o telefone de meu cumpade Moa tocou e ele me deu a notícia da partida de Lula. Baque. Luz. Já noite, olhando estrelas, lembro de ‘Desengano’. Choro, de Amor.</em></p>
<p><em>Guerreiro Sagrado Rola qual Pedra, Azul, Encandeia&#8230; em Tempos onde Netuno retorna a Peixes.</em></p>
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		<title>Política e educação: conceitos complementares  via @pdralex</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/politica-e-educacao-conceitos-complementares-via-pdralex/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Nov 2010 21:15:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Políticos brasileiros]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais um texto que reproduzo do Pedro Alexandre Sanches. Nesse caso, foi produzido a pedido do blog-site Per Raps (@per_raps). O Per Raps trata (principalmente) de rap, mas esta semana da eleição eles dedicaram inteira a escrever sobre política e eleições presidenciais.
por Pedro Alex Sanches
Meu pai nasceu numa família pobre, à beira do rio Uruguai, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um texto que reproduzo do Pedro Alexandre Sanches. Nesse caso, foi produzido a pedido do blog-site <a href="http://www.perraps.com.br/" target="_blank">Per Raps</a> (@per_raps). O Per Raps trata (principalmente) de rap, mas esta semana da eleição eles dedicaram inteira a escrever sobre política e eleições presidenciais.</p>
<p style="text-align: right;">por <a href="http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2010/10/para-pedro-pedro-para-pra-pensar.html" target="_blank">Pedro Alex Sanches</a></p>
<p style="text-align: left;"><em>Meu pai nasceu numa família pobre, à beira do rio Uruguai, na zona rural de Santa Catarina. Mais tarde, conseguiu estudar se formar em ciências contábeis. Minha mãe, nascida no interior do Rio Grande do Sul, teve menos sorte (se é que se pode chamar de “sorte” a abissal diferença de condições que a sociedade dá a homens e mulheres): foi criada num orfanato de freiras que deixavam suas alunas passarem fome e as torturavam psicologicamente, e só conseguiu estudar até a quarta série.</em></p>
<p><em>O casal se radicou em Maringá, interior do Paraná, onde nascemos os três filhos. Meu pai virou dono de casa lotérica, seguindo o exemplo do pai dele, e pôde sustentar a família com tranquilidade. Sempre incutiu conceitos rígidos de honestidade nos filhos, mas depois de adulto eu, o caçula, não pude deixar de pensar inúmeras vezes que recebi alimento e conforto às custas da exploração do sistema lotérico mantido pelo regime militar (meu pai, embora nunca tenha sido um homem violento, era adepto entusiasmado da ditadura civil-militar brasileira). O público preferencial das casas lotéricas, nem preciso dizer, era a parte mais pobre da população, aquela que só conseguia vislumbrar chance de melhorar na vida ganhando fortunas na loto ou na mega-sena.</em></p>
<p><em>A vida inteira estudei em escolas públicas. Do primeiro ano primário até a idade de entrar na faculdade, estudei no Instituto Estadual de Educação de Maringá. Depois, me formei em farmácia-bioquímica pela Universidade Estadual de Maringá e, depois, em jornalismo pela Universidade de São Paulo.</em></p>
<p><em>A rigor, minha formação foi paga pelos governos dos estados do Paraná e de São Paulo, mais complementos bancados pelo meu pai (uniformes, material escolar, livros, xerox, aluguel de quitinete paulistana). Mas acho que posso afirmar, simbolicamente, que fui subsidiado pelos generais da ditadura, depois pelos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e, no último ano do curso de jornalismo, Fernando Henrique Cardoso.</em></p>
<p><em>Estou dizendo, em outras palavras, que ganhei desses governantes a minha cota de “bolsa esmola” – que é como a playboyzada mais ignorante e socialmente insensível costuma se referir ao Bolsa-Família de Lula, que pede a permanência das crianças na escola em troca de uma ajuda de custo mensal. Vejo que hoje as escolas estão povoadas por crianças muito mais pobres do que eu fui, e isso me dá um arrepio de alegria.</em></p>
<p><em>Dizem que o ensino público brasileiro é fraco, e concordo em parte. Tive que complementar minha formação por aí, muitas vezes por conta própria, e muitas deficiências carrego até hoje. Nem mesmo na conceituada, cobiçada e elitizada USP, por exemplo, jamais tive aulas de cidadania, racismo, misoginia, homofobia, direitos humanos, direitos civis…<br />
<span id="more-1613"></span><br />
Mesmo assim, minha formação foi suficiente para eu conseguir emprego na Folha de São Paulo, antes mesmo de me formar jornalista (nossa “grande” mídia sempre criticou a falta de diploma do presidente Lula, mas em geral nunca exigiu diploma de seus funcionários, como não exige os diplomas dos vários cursos e cargos não-concluídos de seu atual candidato a presidente, José Serra).</em></p>
<p><em>No meu caso, ir para a Folha significou que indiretamente continuei a ser financiado pelos governos (tucanos) do estado e do país. É o que acontece até hoje com quem trabalha em veículos como Folha, Veja, O Estado de São Paulo e amplos setores da Rede Globo, todos atualmente divididos entre a “bolsa-esmola” das polpudas publicidades do governo petista de Lula (que combateram raivosamente durante oito anos) e dos governos tucanos de São Paulo (aos quais são amplamente subservientes, a ponto de parecerem seus sócios, ou no mínimo empregados regiamente remunerados).</em></p>
<p><em>No balanço disso tudo aí fui sempre, não sei bem por quê (ou será que sei?), um fã ferrenho dos partidos políticos de esquerda, especialmente o PT. Em 1989, quando eu tinha 21 anos, o Brasil promoveu sua primeira eleição direta para presidente após 29 anos sob a tirania de ditadores e semiditadores. Nesse intervalo, os militares de extrema-direita prenderam, expulsaram do país, torturaram e assassinaram milhares de cidadãos e cidadãs (inclusive a atual candidata petista a presidente, Dilma Rousseff, que dessas coisas todas “só” não foi exilada nem assassinada).</em></p>
<p><em>Vivi do nascimento à maioridade sob esse clima irrespirável, altamente repressivo, mas a maioria avassaladora dessas notícias não chegava a Maringá, nem eu tinha o hábito de ler jornais. Mesmo assim, alguma coisa inexplicável (ou será que explicável?) sempre me puxou para votar à esquerda, e desde então tenho votado em Luiz Inácio Lula da Silva – em 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006. Em 3 de outubro votei pela primeira vez num candidato que não é Lula, e repetirei o mesmo voto amanhã: vou votar em Dilma Rousseff, é óbvio. A propósito, festejo esse privilégio de que usufruo desde os 21 anos: que bom poder votar!!!</em></p>
<p><em>Pois bem, assim fui seguindo e sigo a vida, sempre com dificuldade de ligar todos os pontos que a constituem, muitas vezes sem conseguir muito explicar os porquês das minhas opções, dos meus erros, das causas que me movem à luta. Depois de dez anos na Folha e quatro na revista CartaCapital (que foi minha pós-graduação informal em jornalismo, como costumo dizer), resolvi tentar viver como jornalista autônomo, sem vínculo empregatício direto com nenhuma empresa jornalística – tenho me virado legal, mas a real é que há quase dois anos vivo em regime de subemprego (sem férias remuneradas, décimo-terceiro, aquelas coisas), por ironia num tempo em que o governo Lula cria 200 mil novos empregos por mês.</em></p>
<p><em>Como disse, é difícil juntar os pontos dos significados de tantos dados espalhados, mas eu cheguei perto de algum entendimento maior quando fui ler Lula – O Filho do Brasil (Editora Fundação Perseu Abramo, 2002), da jornalista e doutora em ciências humanas Denise Paraná (esse livro, bem acadêmico, originou o filme de mesmo nome, embora um pouco tenha a ver com o outro). Alguns trechos ali me impressionaram profundamente, em especial os que interpretavam como a condição de operário de Lula ajudou a moldá-lo do modo como o conhecemos hoje. Peço licença para copiar alguns deles aqui:</em></p>
<p><em>“Lula e Frei Chico (&#8230;) contam também por que aspiravam a trabalhar em empresas multinacionais: eram elas que ofereciam os mais altos salários e – aqui aparece novamente a questão da auto-estima – participar de seu quadro de funcionários era um orgulho não só pessoal como também familiar”;</em></p>
<p><em>“(…) pertencer ao quadro de funcionários de uma grande empresa, uma indústria que encarnasse progresso e pujança econômica, era para o trabalhador um símbolo de que ele também passava a encarnar tais qualidades, representando a figura do vencedor dentro da mais genuína lógica capitalista”;</em></p>
<p><em>“Ao mesmo tempo em que reconhece a existência de salários privilegiados em relação à média do mercado, Sader aponta para o alto grau de controle disciplinar, para os sistemas repressivos e o tratamento despótico dispensado aos trabalhadores pelos empresários das grandes indústrias automobilísticas que tendiam a criar um clima de tensão e competição entre os trabalhadores, minando os movimentos de solidariedade e possíveis formas de organização”;</em></p>
<p><em>“(…) o grande sonho dos operários era assumir uma função bem remunerada e valorizada socialmente no interior das grandes empresas; assim, o caminho para a melhoria de vida e a ascensão social fazia-se através de um percurso individualista. A famosa e tão repetida expressão popular ‘vencer na vida’ traduzia-se aqui em tornar-se finalista numa corrida individual por melhor emprego, isto é, melhor condição de vida, deixando os colegas para trás”.</em></p>
<p><em>Imagino que o jornalismo possa parecer a você uma profissão legal, privilegiada, bem-remunerada (nem tanto, viu?, nem tanto…), glamurosa (no meu caso, fui ser jornalista musical, o legal dentro do legal). É meio assim mesmo, não nego, mas, nossa!, como eu me identifiquei com as palavras acima quando as li. Parecia que Denise Paraná estava descrevendo a minha vida profissional</em></p>
<p><em>Foi só a partir dessa leitura (ou seja, há pouco mais de um ano) que comecei a entender um pouco melhor a minha posição de operário dentro da grande fábrica de notícias (e ficções nada científicas) que é a nossa “grande” mídia. Certo, não lido com tijolo e cimento, e sim com tinta e papel, ou melhor, neurônios, dedos e computador. Mas, meu amigo, minha amiga, se eu fosse falar o quanto conheço, de dentro de ambientes supostamente “educados”, sobre maus tratos, assédio moral, homofobia, bullying (aliás, essas são outras “matérias” que jamais aprendi em escola nenhuma, e você?)&#8230;</em></p>
<p><em>Até de racismo conheço um pouco, apesar de ser branco como papel – meu, se você soubesse quanto é difícil emplacar reportagens sobre rap nacional na “grande” imprensa brasileira…</em></p>
<p><em>Estou querendo dizer que, à parte a atmosfera “civilizada” e o tal glamour, a vida de um jornalista assalariado guarda elementos hereditários, eu diria, de servidão, humilhação e escravidão, tanto quanto inúmertas outras profissões – ator de TV, cantora, operário, empregada doméstica, trabalhador de construção, babá de filhotes riquinhos, porteiro, diarista, catador de papel, taxista, secretária-executiva, bancário, professora de escola pública (ou particular), segurança, policial…</em></p>
<p><em>Foi aí que deu o clique, que me veio a explicação lógica para eu ter votado tantas vezes em Lula e já ansiar, um ano atrás, pela hora de votar em Dilma. Mesmo sem carteirinha de sindicato ou ficha de filiação partidária, eu saí da barra da saia do meu pai em 1991 para virar um operário, um integrante do partido dos trabalhadores (uso em minúsculas, porque até no PSDB e no DEM existem trabalhadores), pô!</em></p>
<p><em>Ainda não tenho certeza se a minha vida em particular melhorou ou piorou nos últimos oito anos (ah, quer saber?, acho que melhorou, sim, à beça!). Mas, concluído mais este ciclo, tenho uma certeza: sou muito, muito, muito orgulhoso dos votos que emprestei a Lula, esse meu irmão.</em></p>
<p><em>Nesses anos todos, enquanto pelejava para cá e para lá com meus tijolos de palavras, vi muita coisa acontecer. O pré-sal e o respeito à estatal Petrobras começaram a enriquecer o Brasil como um todo, e há leis garantindo que seus lucros não sejam entregues aos Estados Unidos a preço de espelhinhos e miçangas. O Brasil, antes desprezado e humilhado na chamada comunidade internacional, goza de um respeito externo que jamais havia possuído – não era à toa, pois até pouco mais de um século atrás éramos um país oficialmente escravocrata, e só há 26 anos encerramos uma ditadura sangrenta bancada pelos supostamente “cultos” Estados Unidos. Mas qualquer hora dessas vão dizer que não somos mais um país “subdesenvolvido”, quer apostar?</em></p>
<p><em>Este Brasil hoje goza de respeito e admiração internacional porque tem Lula, que lidera a decisão de não baixar mais a cabeça para os países “ricos”, mas também respeita os países da África, o Haiti, Cuba, o Irã (e não só regimes tirânicos “amigos” dos EUA, como Israel, Itália – e os próprios EUA). Respeita para ser respeitado, em resumo.</em></p>
<p><em>Nesses oito anos, o Bolsa-Família (e não “bolsa-esmola”, como diz quem teve estudo e parece não tê-lo aproveitado para maiores aprendizados) começou a democratizar o ensino. O ProUni tem levado às universidades uma população crescente de estudantes mais pobres, para tomar posse das vagas que deviam ser deles desde sempre, mas eram quase sempre ocupadas por garotos como eu e por garotos muito mais ricos que eu. Universidades novas têm sido construídas, inclusive em regiões como o Nordeste, e não só no universo-umbigo chamado São Paulo e vizinhanças. As cotas raciais vêm sendo implantadas (a USP, gerida por governos tucanos, até agora não o fez, olha que curioso).</em></p>
<p><em>Assim como o Brasil cresce aos olhos do mundo, aqui empregadas domésticas, porteiros e pedreiros têm comprado carros, viajado de avião e frequentado universidades, e existe muita madame e muito marmanjo incomodados com a “inesperada” dificuldade de contratar serviçais. O fato de seus cidadãos menos favorecidos se desenvolverem aqui dentro é o que faz o Brasil crescer lá fora (e passar incólume de crises financeiras ditas “mundiais”), muito mais que o contrário. A autoestima precisa sempre vir antes da estima dos outros, senão nunca vem. Os mais ignorantes e estúpidos entre nossos patrões e patroas ficam enlouquecidos quando intuem essa profunda transformação – eles gostam mesmo é de escravidão, sem nem perceberem que também são escravos, ainda que forrados de ouro e papel-moeda.</em></p>
<p><em>Enquanto o Brasil atravessava essas mudanças, aqui em São Paulo o então governador Serra e seus asseclas deixavam gente sem nenhuma perspectiva de futuro estufar a cracolândia no centro da cidade – segundo línguas más e sordidamente mudas, para desvalorizar o mercado imobiliário daquela região e preparar o “futuro” (futuro de quem, caras-pálidas?) para a edificação de um pomposo centro empresarial, ou coisa que o valha. Como que perdido no tempo, o então governador Serra tratava policiais e professores do ensino público à base de cassetete e gás lacrimogênio, como se ainda estivéssemos em plena ditadura militar. Como muita gente já sabe, o modo mais eficaz de manter escrava uma população é negar-lhe condições de educação e emprego pleno. Bingo (ou eu devia dizer loto, sena, jogo do bicho?).</em></p>
<p><em>Há muita coisa acontecendo no Brasil, mas a grande revolução que Lula tem promovido acontece nesse binômio, emprego-e-educação. E, curiosamente, a “grande” mídia que sustenta minha sobrevivência simplesmente ODEIA tocar nesse assunto. Em pleno processo eleitoral, prefere falar (sempre preconceituosamente) sobre religião, aborto, casamento homossexual, bolinha de papel, “terrorismo” da candidata que foi torturada pela ditadura sustentada por ela, mídia, com mão de ferro.</em></p>
<p><em>E cá estou eu, ligando pontinhos, tentando somar essas coisas todas. Por falar em somar, escrevi e publiquei um livro chamado Como Dois e Dois São Cinco (Boitempo, 2004), sobre Roberto Carlos, o cantor mais popular da história do Brasil – olha só, até livros o meu “bolsa-esmola” me permitiu escrever.</em></p>
<p><em>A conclusão à que chego é que às vezes parece até que nem sei em quem voto ou por que voto nessa e naquele. Mas, olha, acho que eu sei, sim. Sei com quem me identifico. Sei que carrego sentimentos de culpa, mas também de injustiça, que me causam raiva, por mim mesmo e por outros muitos irmãos (neste ponto, posso chamá-lo de irmão, ou irmã?).</em></p>
<p><em>Sei que busco minha felicidade individual nesta vida, mas sei também que só sou feliz quando estou interagindo com um monte de gente, e que quanto mais gente feliz existe ao meu redor (ou mesmo longe de mim), maior é a minha probabilidade de ser mais feliz. Dito tudo isso, você já sabe qual é o apelido que vou dar à minha felicidade na urna amanhã. Temos uma noite inteira pela frente, pensa bastante aí que nome você quer dar à sua felicidade.</em></p>
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		<title>A verdade sobre o caso Gemini &#8211; Petrobras + White Martins</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 03:44:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Políticos brasileiros]]></category>
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Por Micheline Batista

No debate desta segunda-feira na Record o candidato tucano José Serra trouxe à tona um assunto e achou que estava arrasando. Ele disse que quando Dilma era ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras autorizou a sociedade entre Petrobras e a multinacional White Martins que resultou na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_1581" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a rel="attachment wp-att-1581" href="http://www.locoporti.blog.br/a-verdade-sobre-o-caso-gemini-petrobras-white-martins/tumblr_l56539a3ay1qzimr0o1_500/"><img class="size-full wp-image-1581" title="tumblr_l56539A3ay1qzimr0o1_500" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2010/10/tumblr_l56539A3ay1qzimr0o1_500.jpg" alt="" width="500" height="431" /></a><p class="wp-caption-text">Zinaida Evgenievna Serebriakova (1884-1967)</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="http://tiny.cc/7ij29" target="_blank">Por Micheline Batista</a></p>
<p><em><br />
No debate desta segunda-feira na Record o candidato tucano José Serra trouxe à tona um assunto e achou que estava arrasando. Ele disse que quando Dilma era ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras autorizou a sociedade entre Petrobras e a multinacional White Martins que resultou na criação da empresa Gemini. E que isso seria um negócio lesivo à pátria, pois seria &#8220;a privatização do pré-sal&#8221;.</p>
<p>Fui setorista do setor de energia durante algum tempo e gostaria de dizer algumas verdades. Em primeiro lugar, Serra esquece que quem abriu o setor de petróleo para as multinacionais foi seu mentor, Fernando Henrique Cardoso, ao sancionar a Lei do Petróleo em 1997. Essa lei acabou com o monopólio da Petrobras e determinou que a exploração e produção de petróleo em novos campos seria licitada em blocos, nas chamadas rodadas da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Leva o bloco a empresa ou consórcio que oferece o maior bônus de assinatura, que é o valor em dinheiro oferecido, entre outros critérios.</p>
<p>Foram realizadas até agora 9 rodadas de licitação, a última em 2008. Realmente, como o candidato disse, 103 empresas estrangeiras venceram as licitações, contra 68 nacionais. Mas essa farra acabou. Com as descobertas de megarreservas no pré-sal (estimadas em mais de 100 bilhões de barris, o dobro do Mar do Norte). O pré-sal, como bem disse a candidata Dilma no referido debate, é o filé mingon. Sabe por que? Porque lá foi encontrado petróleo de boa qualidade, o chamado óleo leve, melhor cotado no mercado internacional. A tal carne de pescoço referida por Dilma é o petróleo pesado, encontrado na maioria dos poços existentes, apresentando um alto risco exploratório.</p>
<p>O governo Lula, à frente a ministra Dilma na Casa Civil, resolveu definir então um novo marco regulatório para o setor de petróleo, que está em tramitação no Congresso. Pelas novas regras, a Petrobras passa a ter a operação exclusiva das áreas ainda não concedidas do pré-sal e outras consideradas estratégicas. Significa que outras empresas até podem entrar no negócio, mas apenas como sócias minoritárias. E tem mais. A Petrobras passa a ser a titular de todo o óleo produzido nessas áreas. E para garantir a distribuição dessa riqueza, criou-se um fundo para onde serão destinados todos os recursos obtidos com a exploração do pré-sal, como o dinheiro da venda do petróleo e do gás que cabe ao governo, dos royalties e o bônus de assinatura. Detalhe: esses recursos não podem ser contingenciados para formação de superávit primário. Em relação às áreas já concedidas seja à Petrobra, seja à iniciativa privada, nada muda.</p>
<p>Enquanto isso, o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), um dos ideólogos do partido de Serra, acha uma loucura o governo federal explorar as riquezas do pré-sal sem permitir a participação de empresas estrangeiras. A entrevista foi publicada na Folha de São Paulo. Ele acha que a Petrobras, a quarta maior empresa petrolífera do mundo, nem o Estado brasileiro (aquele que hoje empresta ao Fundo Monetário Internacional) não terão dinheiro para bancar a exploração e produção de petróleo no pré-sal.</p>
<p>Ele não sabe que a Petrobras captou US$ 70 bilhões nesse último processo de capitalização que, aliás, foi um sucesso? Ele não sabe que existe financiamento do BNDES? Se nos anos FHC esse banco foi usado para facilitar a privatização de 46% do patrimônio nacional (Vale, Telebrás, RFFSA), com US$ 15 bilhões alocados somente entre 1997 e 1998, no governo Lula o dinheiro é utilizado na realização de importantes obras de infraestrutura (hidrelétricas, indústria naval, setor de petróleo e gás). A inadimplência é desprezível: 1%.</p>
<p>Mas essa postura de desdém dos tucanos em relação à Petrobras não é novidade. O presidente da estatal durante o governo FHC, Philippe Reischtul, quis mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. Somente na reformulação do logotipo foram gastos mais de US$ 50 milhões, mas a palhaçada durou apenas alguns dias. Outro camarada de FHC, aliás genro dele, David Zylbersztajn, na época à frente da ANP, propôs retalhar a Petrobras vendendo suas refinarias em 1999. O Estadão publicou.</p>
<p>Não é preciso nem dizer que o governo Lula, ao contrário do seu antecessor, cuidou em fortalecer a Petrobras, sobretudo retomando sua capacidade de investimento. Uma empresa que vai investir no período 2010-2014 simplesmente US$ 224 bilhões, sendo 95% no Brasil, de acordo com seu plano de negócios. Entre os investimentos está a conclusão da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Industrial Portuário de Suape que, ao contrário do que diz o candidato Serra (é óbvio que ele não conhece o Nordeste), já saiu do chão há muito tempo. Somente lá são cerca de R$ 23 bilhões investidos, invertendo a lógica anterior de concentrar os grandes investimentos no eixo Sul-Sudeste.</p>
<p>Ah, e eu já ia esquecendo de falar sobre o tema do post&#8230; Mas sobre isso basta dizer que o acordo Petrobras/White Martins que resultou na criação da Gemini em 2006, aprovado em todas as instâncias de defesa da concorrência, prevê apenas o transporte de gás de Paulínia (SP) por meio de um ramal do Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol). A White Martins receberá o gás canalizado para transformá-lo em gás liquefeito de petróleo e vendê-lo por meio de caminhões. Qual o problema nisso? A Petrobras tem 40% de participação na Gemini e venderá o gás à Gemini. Ganhará duas vezes. Ninguém questionou quando a Petrobras comprou 40% da Braskem, negócio em que ela também comparece como fornecedora de matéria-prima, nesse caso para produção de insumos petroquímicos.</p>
<p>Ou seja, quem está esperneando com essa sociedade Petrobras/White Martins, na verdade, é somente a Comgas, estatal paulista de distribuição de gás natural, que por acaso é controlada pelos tucanos. Ela não aceita concorrência.</p>
<p>Então, meus amigos, por essas e outras coisas, dia 31 é 13!</em></p>
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		<title>Soy Loco por Ti entra de férias por tempo determinado</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 22:27:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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<p>Existe alguma coisa de improvável na escrita de uma tese. Esse nome que a pompa da academia resolveu dar em algum momento ao resultado de uma investigação, que é feita com certos pressupostos e dentro de algumas regras &#8211; como aliás, toda investigação é feita. A improbabilidade é mais real, palpável e cheirosa entre a metade e o término do tempo que lhe deram: uma costura de impossibilidades que o sujeito tem que chamar de &#8216;meu trabalho&#8217; é um fio tênue com o qual se agarra o doutorando e, de fora, nada parece que vai se arrumar.</p>
<p>É claro que isso ão é geral. Assim como esse blog não se pretende geral, nem eu sou geral. No geral, ninguém é geral para ninguém. E o geral em geral é &#8216;em  geral&#8217;&#8230; Mas tergiverso.</p>
<p>O fato é que aquela arquitetura que ao final parece tão fechadinha, tão bem resolvida, como os sociólogos que parecem ter nascido sociólogos, esconde uma cadeia de gambiarras, de maquinações, de solvências, de mapas, arranjos, planos, rampas, estiligues, cordas de nylon, baldes, tintas, relógios, alçapões, pianos e violinos, bigodes e escaramuças, vontades e dormências, um jogo de dominó que não acaba durante quatro anos, botinas, macacões de trabalho, óculos de proteção, martelos, pregos, serrotes, machados, alicates, fios, pêndulos, roldanas, pontes, aritmética e álgebra e um pouco trigonometria.</p>
<p>Quando do meio pro fim você percebe que é possível tirar alguma melodia desse entulho de possibilidades, quando finalmente você vê ali no fundo uma possibilidade de que a peça se estique até o arco e dispare um solfejo colorido; quando você finalmente vê que poderá logo logo tomar uma cerva no sábado à tarde sem culpa, você enche o peito de novo e diz:</p>
<p>Ok, go.</p>
<p>Esse blog entra agora de férias por tempo determinado.</p>
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		<title>Melhor escapar fedendo do que morrer cheiroso</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 19:55:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Sabedoria para a juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Sangue, suor e lágrimas]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir dessa quarta-feira vou começar a trabalhar à tarde aqui na Secretaria. Acordei com a chefia que assim farei até o final do mês para poder terminar a tese. Meu plano é viver uma disciplina que na verdade faz tempo eu não tenho. Ou é assim ou não sai. O que é o mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a id="aptureLink_w1haKrZ1jK" style="float: right; padding: 0px 6px;" href="http://revistabeleleu.files.wordpress.com/2010/05/teaser-arruda.jpg"><img style="border: 0px none;" src="http://revistabeleleu.files.wordpress.com/2010/05/teaser-arruda.jpg" alt="" width="303px" height="271px" /></a>A partir dessa quarta-feira vou começar a trabalhar à tarde aqui na Secretaria. Acordei com a chefia que assim farei até o final do mês para poder terminar a tese. Meu plano é viver uma disciplina que na verdade faz tempo eu não tenho. Ou é assim ou não sai. O que é o mesmo que dizer  &#8216;ou vai ou racha&#8217; . As coisas vão ser mais ou menos assim, variando pouco:</p>
<p><strong>04 h &#8211; acordar com fé em Deus e disposição para trabalhar</strong></p>
<p><strong>4h30 &#8211; 12 horas &#8211; escrita do capítulo 3, revisão dos capítulos anteriores e correções</strong></p>
<p><strong>14 h &#8211; 19h30/20 &#8211; trabalho na Secretaria</strong></p>
<p><strong>22h &#8211; 24h &#8211; escrita do capítulo 3, revisão dos capítulos anteriores e correções</strong></p>
<p>Os horários devem mudar um pouco somente nos horários e dias em que me dispuser a fazer exercício físico e/ou nos dias em que eu resolver tomar uma cerveja porque eu não deixei de ser filho de Deus. Esse acoxo no tempo, na verdade, é algo conhecido já. Principalmete por quem fez algum curso ligado a comunicação. Por falar nisso, devo reduzir minha presença na internet de forma geral, o que não é somente uma medida para ter mais tempo. É uma providência para sentir menos angústia &#8211; aquela angústia de saber que tem uma festa lá fora e você não está participando.</p>
<p>No mais é deixar de frescura e permitir que as coisas sigam seu caminho. E ele é bom.</p>
<p>Vamo que vamo.</p>
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		<title>It&#8217;s been a long time since I rock and roll</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 01:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações paralelas]]></category>
		<category><![CDATA[Sabedoria para a juventude]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="aptureLink_f0dBuJQrYu" style="margin: 0pt auto; padding: 0px 6px; text-align: center; display: block;"><object id="apture_embedPlayer1" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="340" height="285" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="flashvars" value="start=92&amp;domId=apture_embedPlayer1" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qqftmOxWi-4&amp;rel=0&amp;fs=1&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3" /><param name="name" value="apture_embedPlayer1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="apture_embedPlayer1" type="application/x-shockwave-flash" width="340" height="285" src="http://www.youtube.com/v/qqftmOxWi-4&amp;rel=0&amp;fs=1&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3" name="apture_embedPlayer1" flashvars="start=92&amp;domId=apture_embedPlayer1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" bgcolor="#ffffff"></embed></object></div>
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		<title>Momentos de Sabedoria &#8211; I</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 14:09:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sabedoria para a juventude]]></category>

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		<description><![CDATA[I
Nunca esqueça: o invejoso vai olhar pro dedo quando você apontar pra lua. Mas não somente isso: vai olhar de esguelha pra lua e falar mal do dedo.
II
Os covardes devem cinco estrelas aos que ficam.
III
Desconfie de quem fala muito e evite quem lhe oferecer palavras de graça.
IV
Ame o próximo somente na medida certa: 66 cm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>I<br />
Nunca esqueça: o invejoso vai olhar pro dedo quando você apontar pra lua. Mas não somente isso: vai olhar de esguelha pra lua e falar mal do dedo.</p>
<p>II<br />
Os covardes devem cinco estrelas aos que ficam.</p>
<p>III<br />
Desconfie de quem fala muito e evite quem lhe oferecer palavras de graça.</p>
<p>IV<br />
Ame o próximo somente na medida certa: 66 cm acima do número 23 sem mais nem menos. Aquele que é ruim em matemática não lhe corresponderá na mesma centrimetragem nem você deve esperar que a mesma régua sirva para todos</p>
]]></content:encoded>
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