Archive for the 'Política' category
Já sabe como medir a visibilidade de seu candidato na internet?
Luiz Carlos Pinto | 3 de agosto de 2010 13:29Uma pequena empresa web chamada Inuda desenvolveu um mecanismo interessante para avaliar a visibilidade de marcas nas redes sociais chamado HoWSociable? Resolvi aplicar o serviço em alguns de nossos candidatos e o resultado é muito interessante de se observar. Se quiser saber como a ferramenta calcula os scores que apresenta vá a essa página.
Uma das justificativas para se aplicar o mesmo mecanismo desenvolvido pela Inuda é o componente mercadológico das campanhas e da imagem dos candidatos, que são embalados mesmo como produtos.
| Rede Social | Jarbas Vasconcelos | Educardo Campos |
| Wikipédia Page Score | 64 | 96 |
| Google Blog Posts Score | 78 | 114 |
| Twitter Score | 1001 | 1001 |
| MySpace Pages Score | 4 | 31 |
| Facebook People Score | 0 | 2176 |
| Facebook Pages Score | 0 | 817 |
| Facebook Groups Score | 142 | 71 |
| Youtube Channels Score | 34 | 50 |
| Youtube Vídeos Score | 27 | 46 |
| Ning Pages Score | 109 | 191 |
| Yahoo Pages Score | 41 | 71 |
Na comparação entre Eduardo Campos e Jarbas vasconcelos, o primeiro teve um score global de 159, enquanto jarbas pontuou 74.
Não tenho como auferir a legitimidade mateática do algorítimo que fornece esses resultados. De qualquer forma essa brincadeira permite observar como Eduardo está á frente também nessa forma de avaliar sua popularidade. Em termos gerais, o favoritismo assim como o nível de rejeição a um candidato é formado no seio de grupos sociais variados, cujos agentes se relacionam em rede e interagem em rede – trocando informações, se influenciando mutuamente, etc.
Será interessante ver no Brasil como vai se dar essa formação da opinião que crescentemente se vincula às redes sociais em suas formas telemáticas. Ainda mais com o uso que vem sendo dado ao Orkut (28.7 milhões de usuários) e do Facebook (11.5 milhões). De modo que pode até ser queo algorítimo da Inuda seja falho, mas que a criação de índices, scores, medidas de popularidade nas redes sociais telemáticas já é necessário, não há dúvida.
ps.: fiz esse post à noite.
Categories: Política, Políticos brasileiros
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Banda Larga e Livre: entenda porque o PNBL é necessário
Luiz Carlos Pinto | 2 de agosto de 2010 14:01Do site Ganesha.org
No dia 13 de maio de 2010, o Diário Oficial da União (DOU) publicou decreto estabelecendo as diretrizes básicas do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que pretende popularizar o acesso à internet de alta velocidade e, assim, contribuir com a diminuição das desigualdades sociais regionais. A meta do PNBL é, até 2014, estender a cobertura da banda larga – que hoje chega a 12 milhões de domicílios – a 40 milhões de brasileiros.
Trata-se de uma mudança que deve gerar profundas modificações na sociedade, tanto estruturais quanto comportamentais, e essa questão tem estimulado debates em diversas áreas.
Durante a 11ª edição do Fórum Internacional do Software Livre (FISL), que aconteceu de 21 a 24 de julho em Porto Alegre, James Görgen, da Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura (MinC), destacou a intenção do Governo Federal em contar com a participação da sociedade civil e de representantes do mercado na construção do processo desse debate. Para isso, foi instalado, em junho, o Fórum Brasil Conectado, formado por 56 entidades, que será a interface através da qual governo e sociedade civil estabelecerão o diálogo com objetivo de nortear as ações a curto, médio e longo prazo que definirão o PNBL.
“O Plano terá 6 dimensões, que devem prever desde normas, regulação e infraestrutura, até conteúdo e aplicações. Algumas das ações a curto prazo, como a reativação da Telebras e o plano inicial para a instalação da banda larga em 100 cidades do Brasil, já estão em curso. Para médio e longo prazo são previstas ações relacionadas a conteúdo e aplicações”, explicou James, acrescentando que esse é o momento ideal para que as sugestões da sociedade sejam encaminhadas ao Fórum Brasil Conectado.
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Categories: Comunicação, Política, Tecnologia & Sociedade
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10 estratégias de manipulação através da mídia segundo Chomsky
Luiz Carlos Pinto | 1 de agosto de 2010 22:07O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:
1 – A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO- O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
2 – CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3 – A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4 – A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5 – DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?”Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.
6 – UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos.Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7 – MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
8 – ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…
9 – REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
Fonte: www.institutojoaogoulart.org.br
Categories: Domingo, Política
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Brasil entre os dez países que mais acessam redes sociais – mas e daí?
Luiz Carlos Pinto | 23 de julho de 2010 12:04A notícia de que o Brasil está entre os dez países que mais acessa redes sociais precisa ser avaliada nas entrelinhas. Os dados do IBOPE, levantados na parceria com a rede de pesquisas WIN, precisariam ser destrinchado melhor para se avaliar se, como suspeito, o uso dessas redes é tutelado. Infelizmente os dados da pesquisa são comercializados e eu deixei a carteira em casa.
De qualquer forma, chama atenção a afirmação de que o Brasil está entre os 10 países que mais acessam redes sociais – ao lado da Índia (primeiro lugar), que vem seguida por Sérvia, Coréia do Sul, Rússia, Espanha, China, Turquia, Romênia e Itália. Pela pesquisa, 87% dos internautas brasileiros acessam redes sociais. A tendência é isso crescer, já que ainda segundo a pesquisa 20% da população pretende entrar no mundo das redes sociais num futuro próximo. Outrso dados liberados pelo IBOPE:
83% dos usuários brasileiros foram atraídos pelos serviços por razões pessoais. E aqui cabem algumas perguntas, que só poderiam ser respondidas se tivesse mais dados em mãos: que razões? De trabalho, de busca de informação?, procura por canais alternativos de comunicação? diversão? lazer? relacionamento?
33% usam esses serviços por motivos profissionais. Quais motivos exatamente? O facebook é usado nesses casos como ferramenta de trabalho, de busca de informação, é usado como ferramenta institucional? e os outros?
As principais atividades desenvolvidas nas redes sociais, segundo a pesquisa, são ver mensagens/navegar (98%), conversar (76%) e atualizar o próprio perfil (76%). Mas em que condições? Qual o nível do envolvimento pessoal/profissional/afetivo dessas atividades?
Esse trecho eu peguei do site do IBOPE:
A região Nordeste apresenta um índice de uso pessoal das redes sociais (90%) maior do que outras regiões como o Sudeste (85%), por exemplo. Esta diferença deve-se ao perfil daqueles que acessam a principal rede, o “Orkut”: mulheres, jovens, com menor grau de instrução, de classes CDE e residentes em municípios menores (com menos de 100 mil habitantes) e mais distantes (interior e periferias). “Este perfil sugere que as redes sociais estão efetivamente cumprindo o papel de inclusão e socialização”, avalia Laure Castelnau, diretora executiva de marketing e novos negócios do IBOPE Inteligência.
Acho que os dados chamam a atenção e novamente afirmo que precisariam ser melhor analisados. Sobretudo para ver se realmente as redes sociais cumprem esse papel de inclusão e de socialização. De cara eu diria que as redes, como ferramentas, não cumprem papel nenhum. São ferramentas. Essas possibilidades de “inclusão” e de “socialização” só acontecem por meio de agenciamentos, de processos e de afetos relacionados a Tecnologias de Informação e Comunicação. O uso do instrumento não garante essa inserção “no mundo”, porque seu uso pode muito bem ser alienado e contribuir ainda mais para a consolidação de estigmas, de ignorância, etc.
Categories: Comunicação, Política, Tecnologia & Sociedade
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Entre bons momentos e somente o cinismo de sempre, mais um link pra estante
Luiz Carlos Pinto | 14 de julho de 2010 16:37O Pintinho: http://opintinho.tumblr.com/
Categories: Estética, Investigações paralelas, Política
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Um extrato da fala de Castells em sua visita à Argentina:
Luiz Carlos Pinto | 12 de julho de 2010 13:07Gentileza Fundación OSDE
Expertos de la comunicación, investigadores, periodistas, los cholulos de siempre y algunos figurones inclasificables componían el auditorio que en la sede porteña de la Fundación Osde se disponía a escuchar al sociólogo español Manuel Castells. Entre todos, tal vez haya sido Gustavo Grobocopatel, el hombre estigmatizado con el título de rey de la soja, quien recibía la mayor cantidad de saludos y agradecimientos por su presencia a esta ponencia magistral sobre Comunicación y poder en la sociedad red, un tema con el que viene coqueteando casi tanto como con su banda de folklore que podría llamarse Los Grobo pero se llama Cruz del sur. Sabiamente puntual, el antropólogo Alejandro Grimson, se encargó de subir al pedestal al orador de la noche. Contó rápido que Alain Touraine había sido su mentor y que Castells estaba entre los cinco teóricos sociales más referenciados de los últimos tiempos, a la par de figuras como Habermas, Giddens, Sassen y Beck. Mencionó varias veces a su archiconocida trilogía La era de la información pero dejó claro que Castells llegó a Buenos Aires para presentar su último trabajo, Comunicación y poder, un texto todavía no editado en la Argentina que, según su autor, es el resultado de una investigación que le llevó diez años. De resultado incierto, diría el propio Castells, ya que “tan pronto como se seca la tinta empiezo a cambiar de idea”.
Bien informático, Castells arrancó diciendo que “en las relaciones de poder se encuentra el código fuente de cualquier sociedad”. Y habló de una dialéctica, que no es la materialista en términos marxistas por cierto, pero es la que para él encierra el debate principal sobre estos tiempos. Cien por ciento gramsciano, el sociólogo definió: “Donde hay poder hay contrapoder, donde hay dominación hay resistencia”. Y explicó luego que de esas relaciones surgen compromisos parciales que generan cambios y nuevas normas. Nada nuevo hasta allí. Apenas algo de contexto para aclimatar la dirección de su charla. “El poder es una relación, no se lo toma”, avisó entonces categórico, aunque sobren ejemplos de que una cosa no impida la otra. “Ese poder, esa capacidad relacional se usa para influenciar y defender los valores e intereses del empoderado. Y de allí surge la batalla para influenciar nuestras mentes”, esbozó.
Habló Castells de las dos vías para ostentar ese poder, a través del monopolio de la violencia o a través de construcción de significados. “Si no te convenzo, te mato”, graficó. Una violencia e intimidación que puede construir tanto adhesión como resignación. Otra vez calcó la definición de hegemonía de Gramsci para quien el poder de las clases dominantes sobre las clases sometidas en el modo de producción capitalista no está dado solo por el control de los aparatos represivos del Estado sino fundado en la “hegemonía” cultural que las clases dominantes logran ejercer a través del control del sistema educativo, de las instituciones religiosas y de los medios de comunicación. Esos mecanismos consensuales de la dominación burguesa han entrado en una nueva etapa según Castells. No es que hayan desaparecido pero ahora se definen cada vez más en la sociedad red.
Suficiente contexto para que Castells se lanzara con todo su peso sobre el tema que lo trajo aquí. “El poder en la sociedad red es multidimensional y todas esas dimensiones dependen del sistema de comunicación”, arriesgó. Algo así como decir que los intentos de cambio social y político dependerán casi exclusivamente de la posibilidad de transformar ese sistema de comunicaciones. Se basa en la teoría de la inteligencia afectiva Castells para avisar de los riesgos que implicaría perder las batallas de la comunicación. Batallas que sólo pueden llevarse a cabo si conservamos esos terrenos comunales que son las redes de comunicación que Internet ha hecho posible . La tarea no es sencilla. Ya lo viene advirtiendo Richard Stallman con un activismo más extremo desde hace años. Quienes ostentan el poder en la sociedad red buscan cercar la comunicación mediante redes comercializadas y/o vigiladas con el fin de cerrar la mente pública programando la conexión entre comunicación y poder. Algo que ya hicieron en el mundo real, plusvalía mediante. Pero que ahora la suma de individuos con espíritu colaborativo puede torcer en el mundo virtual. ¿Puede?
El éxito en Internet, que todavía es un espacio libre pero no tan libre al decir deDerrick de Kerkhove, muchas veces está ligado a impulsar la autonomía ciudadana. Castells sitúa entre estos impulsores a compañías como Google o Facebook. Y no porque sean seguidores de Stallman, sino porque ése es su negocio. “Google vende libertad. Si no lo hace, mañana aparecen dos chicos que crean un nuevo Google y le quitan la audiencia”. Para Castells, en este sentido la competencia sigue siendo amplia y abierta. Menos democráticos y abiertos, son los operadores, que según el sociólogo (varios ejemplos le dan la razón) buscan acabar con esa neutralidad. “Quieren cerrar las tierras comunales, ese es el gran problema”, dice Castells. Todo un atentado contra la preservación de las libertades. (Bastaría citar el caso de Filadelfia, que reculó con su wifi gratuito ante el asedio de los operadores) Y luego Castells insistirá con algo que ya ha repetido mil veces: “Los gobiernos odian Internet”. Aunque más tarde sea menos categórico cuando sostengan que, en realidad, lo que todos los gobiernos se preguntan, es cómo controlarla. Y allí usan los latiguillos de siempre. Hay que proteger a los niños, bloquear tal o cual cosa. ¿Por qué no protegen a los niños de verdad? ¿Qué hacen contra el hambre, la miseria? “Los gobiernos tienen perdida la batalla, dice Castells. Pueden matar al mensajero, pero al mensaje no”
Y esa es una de las claves de lo que Castells llama autocomunicación. Un modo desintermediado de producir, acceder y compartir mensajes. Por oposición a los medios y basado en las redes sociales. No es que lo mediático haya desaparecido, todavía es a ése formato que debe adaptarse el lenguaje de la política. Para Castells los partidos políticos siguen siendo importantes, pero tienen que contar con un líder y necesariamente deben pasar por los medios. Medios que, por lo general cuando quieren destruir o generar desconfianza apelan a la política del escándalo. Una política que se basa en armas tales como la investigación opositiva, que se ha vuelto una industria, o en el latiguillo de que en la política todo el mundo está financiado ilegalmente. Según Castells esa política del escándalo está produciendo efectos variables. Y desde hace un tiempo, a las crisis de legitimidad o a la desconfianza generalizada, que suelen ser los efectos buscados, se opone lo que Castells llama fatiga del escándalo, un efecto colateral por el que todos aparecen como igualmente corruptos. “Como todos son iguales, yo me quedo con mi mentiroso, que es más simpático”. Frente a este desgaste de la relación entre comunicación y poder, una verdadera crisis de legitimidad, surgen estas formas que Castells llama Autocomunicación.
Un concepto para el que obviamente Internet y los dispositivos móviles serán claves y dónde las redes sociales son, hoy, el pilar de esa comunidad. “Twitter es fantástico para hacer la revolución, pero cuando hay que explicar el programa revolucionario nos vamos a Facebook”, dice Castells. ¿Puede alguien creer que la revolución vendrá a partir de estas herramientas tecnológicas, de las comunidades que se arman a través de ellas? ¿Siendo Twitter y Facebook empresas, qué clase de revolución permitirían? En realidad, lo que Castells sugiere es que las redes sociales, llámense como se llamen, están abiertas tanto a los activistas como a los ideólogos. Y que lentamente vamos a un proceso de desintermediación comunicativa. La sociedad sería entonces capaz de automediatizarse dando fin a los monopolios. O desbaratando cualquier tipo de intento por tergiversar la información. Castells rescató para ilustrarlo un ejemplo bien conocido, cuando el PP de Aznar buscó adjudicarle los atentados de Atocha en Madrid a ETA para ganar tiempo en las elecciones que finalmente perdió cuando se supo había sido Al Qaeda.
Confía en una autocomunicación de masas Castells. En una sociedad dispuesta a producir cambios. Y no cree para nada en las segmentaciones forzadas que hablan de mundos virtuales y reales. “No hay separación, todos vivimos en un híbrido. Todo lo que hacemos es virtual y a la vez físico“, dice el sociólogo. Y agrega: “El debate se hace cada vez más por Internet, pero el compromiso se manifiesta en la calle. Aunque también se puedan cortar calles en Internet”. De allí la importancia de defender ese espacio público híbrido, fundamental en todas las sociedades. Pero el salto, para Castells, está en ese paso de la esfera institucional a la comunicativa. “El poder se debate y se lucha en las redes sociales”, dice Castells. ¿Volverán las ideologías a estar en debate por sobre la política del escándalo? El mensaje de Castells suena posmoderno a veces, pero él mismo le cede la palabra a la inteligencia colectiva, colaborativa. En pro de la confianza mutua, la liberación de los internautas será obra de los internautas mismos… Ya lo dijo alguien, ¿no?
A ilustração acima é de Dave Plunkert.
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Chamada de trabalhos para o Simpósio Brasileiro de Informática na Educação
Luiz Carlos Pinto | 5 de julho de 2010 11:56O SBIE completa 21 anos, ou seja, chegou à sua maioridade e há, portanto, uma série de experiências amadurecidas a serem compartilhadas.
Nesse ano de 2010 espera-se no SBIE a construção de um ambiente plenamente multicultural onde serão discutidos os meios para promover uma educação marcada pela inclusão de todos e explorando tudo o que a tecnologia nos oferece.
Pessoas de todo o Brasil e de outras partes do mundo são esperadas na Terra onde o Sol Nasce Primeiro para compartilhar os resultados de seus estudos e experiências vividas com a Informática na Educação.
Pretende-se discutir nesse evento várias iniciativas para inovar na educação através da tecnologia, como as várias da comunidade de Software Livre. Dessa forma, espera-se no SBIE 2010 uma comunicação plena global em um ambiente bem propício para o surgimento de novas idéias.
Participe dessa iniciativa!
Os principais objetivos do SBIE são:
- Divulgar a produção científica nacional na área de Informática na Educação;
- Proporcionar um ambiente para a troca de experiências e idéias entre profissionais, estudantes e pesquisadores nacionais e estrangeiros que atuam em pesquisa científica e tecnológica nesta área e em áreas correlatas;
- Reunir pesquisadores, projetistas, estudantes e demais profissionais dos meios acadêmicos, industriais e comerciais, interessados nos avanços e nas aplicações em Informática na Educação;
- Divulgar e debater resultados de pesquisa e relatos de experiências na área através de sessões técnicas com a apresentação de artigos;
- Discutir os principais temas relacionados aos tópicos de pesquisa atuais na área de interesse através de painéis e reuniões técnicas.
Chama de Mini-curso: Terão duração de 4 horas. Os tópicos de interesse para os mini-cursos são os mesmos do SBIE 2010. As propostas devem conter as seguintes seções: titulo; tópicos de interesse relacionados; coordenadores; descrição; objetivos e infra-estrutura necessária.
Coordenador: Alisson Brito (UFPB)
Tópicos de Interesse:
Adaptação, Personalização e Avaliação em Aprendizagem Suportada por Computador
Ambientes e Metodologias de Autoria de Atividades de Aprendizagem
Aprendizagem ao longo da vida e TIC
Aprendizagem Colaborativa Apoiada por Computadores
Arquiteturas para Software Educativo
Aspectos Sociais da Informática na Educação
Avaliação de Software Educativo
Comunidades Virtuais de Aprendizagem
Ensino de Conteúdos específicos enriquecido por TIC
Escolas do Século XXI
Formação de Recursos Humanos para Informática na Educação
Fundamentos Pedagógicos e Psicológicos de Informática na Educação
Informática na Educação Especial
Informática na Escola e na Sala de Aula, incluindo experiências com Internet
Informática no Currículo Escolar
Inteligência Artificial Aplicada à Educação
Métodos e Padrões para Artefatos Educacionais
Métodos e Processos de Engenharia de Software Aplicados ao Desenvolvimento de Ambientes Educacionais
Mineração de Dados, Padrões e Repositórios Digitais de Materiais Educacionais em Educação
Modelagem Cognitiva Aplicada à Informática na Educação
Políticas para Informática na Educação
Realidade Virtual e aumentada na Educação
Redes Sociais na Educação
Simuladores e Jogos Educativos
Suporte Computacional à Aprendizagem Organizacional
Tecnologias Wireless, Móvel e Ubíqua para a Aprendizagem
Usabilidade e Acessibilidade de Software Educativo
Web Semântica e Ontologias na Educação
Datas Importantes:
01/08: resultado da avaliação
30/08: prazo para submissão da versão final
Submissão: https://submissoes.sbc.org.br/sbie2010
Comissão Organizadora:
Alexandre Duarte (UFPB)
Alisson Brito (UFPB)
Ayla Débora Rebouças (UFPB)
Carla Taciana Silva Schuenerman (UFPB)
Rafael Marrocos (UFPB)
Categories: Política
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A notícia de domingo que a reacionária imprensa brasileira não sabe dar
Luiz Carlos Pinto | 4 de julho de 2010 11:53Por que apoiamos Dilma?
Resposta simples: porque escolhemos a candidatura melhor
Mino Carta, Revista Carta Capital
Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A
verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.
O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.
De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.
E aqui, em ocasiões diversas, esclareceuse o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.
E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valerse das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.
Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.
Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em
afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio…
Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.
E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti. Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.
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“Depois de tanto debater e encontrar um modelo que acreditamos ser ideal para a gestão pública de um veículo de comunicação, esperamos que o Governo considere nossos argumentos e reinvidicações, para que finalmente a nova TV Pernambuco seja construída solidamente”, explica Roger. O encontro é aberto ao público e será realizado na sala de reunião da Sectma, localizada na Rua Vital de Oliveira, nº 32, Recife Antigo.
A Sectma fica em frente ao Quartel da Marinha, próximo à Praça do Arsenal. Quem recebe o documento é o secretário Ricardo Leitão, representando o Governo do Estado, na ocasião.
CADA VEZ MAIS FORTE Todas as ações já desenvolvidas pela nova equipe gerencial da emissora revelaram um sólido compromisso com a comunicação do estado. O novo perfil de gestão adotado dentro da tevê, as mudanças tecnológicas na melhoria da qualidade de transmissão, os diálogos realizados no âmbito de uma nova grade de programação a ser adotada dentro da TVPE resultou num reconhecimento nacional e fez com que a TV Pernambuco fosse aceita, por unanimidade, como a nova associada à Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec).
“Finalmente Pernambuco está caminhando para o que de fato deve ter uma tevê pública. Ser aceito como parte integrante da Abepec significa um avanço em anos-luz de um trabalho que deveria ter sido feito há muito tempo”, defende Roger. “Com certeza a TVPE vai manter o respeito à sociedade brasileira, pois todo mundo merece ter acesso à uma programação de qualidade para enriquecimento do conhecimento. Este é o nosso compromisso com Pernambuco’, finaliza. Em resposta à essa nova fase de consolidação da comunicação pública, o estado será a sede do próximo Encontro de Tevês Públicas do Nordeste, realizado agora no mês de julho.
GT da TVPE entrega Proposta ao Governo do Estado de Pernambuco Data: Segunda-feira, dia 5. Hora: 14h. Local: Rua Vital de Oliveira, nº 32 – Bairro do Recife (em frente ao Quartel da Marinha, próximo à Praça do Arsenal). Fone: (81) 3183.5560
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