Archive for the 'Viagens e afins' category

Jogo duro

Luiz Carlos Pinto | 6 de março de 2008 14:44

Ilustração de Pojucan

 Não se pode, também, generalizar:

Brasileiro que joga bola entra fácil na Espanha.

Os demais são detidos no aeroporto.

(Tutty Vasques)

Pague para entrar, reze para sair

Luiz Carlos Pinto | 14 de fevereiro de 2008 7:37


Alguém lembra daquele filme clássico semi-B chamado “Pague para entrar, reze para sair”? Lembrei muito dele hoje pela manhã, quando fui ao Consulado Americano para solicitar visto de permanência temporária nos Estados Unidos. Vou pra essa terra em março, apresentar um artigo na Brasa. A lembrança veio não porque o trâmite de solicitação aconteça num parque de diversões, ou porque aconteceu uma chacina no momento (como é o caso no filme). Lembrei do filme porque o processo todo não deixa de ser um circo de horrores em que você paga caro para entrar – na verdade ainda não fiz as contas de quanto paguei até agora para poder chegar ao aeroporto de Dallas.

Efetivamente, paga-se pelo direito de ir até o aeroporto de chegada e não sua entrada nos Estados Unidos. Na chegada, um oficial do serviço de emigração pode achar que você tem cara de árabe (meu caso, com orgulho) e não acreditar na tua história. Aí, babau. É mandado de volta para casa sem dor ne piedade.

Mas os detalhes sórdidos dos aeroportos ficam para outro post, noutro dia. Hoje, às 7 de la matina tinha madame vestindo armani, dolce gabana, gucci, la coste e outras coisas debaixo de um sol que parecia de meio dia. Todos os brasileiros a pedir visto têm uma cara meio lavada, meio de abuso e de incompreensão de ter que estar ali, como se tivessem o direito de mandar um secretário fazer aquele trabalho sujo.

O desfile de marcas é um espetáculo à parte. Deve ser mesmo verdade. Vestir-se melhorzinho mostra poder de compra e poder para se manter nos Estados Unidos, o que eles entendem como uma forma de evitar que as pessoas procurem trabalho ilegal por lá. O detalhe é que o arrebite de tantas marcas às sete da manhã me acordou com mais susto do que o relógio despertador daqui de casa. Acho que só acordei hoje pela manhã na fila de entrada do circo.

Lá dentro da embaixada é aquele clima. Gente bem vestida e cheirosa, os guradas armados se comportando, todos brasileiros, como se fosse policiais americanos, aquele jeito tosco, grandalhão com um cinto de utilidades igual ao que os policiais de Nova Iorque usam. Fiquei me perguntando se tem curso pra o segurança se comportar como se fosse segurança americano. Vez por outra entra um carro de pessoas que trabalham na embaixada. O carro para num local que é especialmente longe de todo mundo. Passam um detetor de metais e de bombas (isso mesmo!) pra ver se o carro não vai fazer bum e levar um monte de gente junto.

Lá dentro tudo é blindado e frio, metal e vidro e cimento armado e tinta branca. “Nada está fora do lugar” e foi nesse momento que eu percebi que talvez a única coisa realmente fora do lugar era eu e então comecei a sentir um pouco de medo de ter que rezar para sair. Era um circo de horrores, vocês hão de entender.

Lá pelas 8h30 todas as cerca de 50 pessoas que esperavam um visto entraram. Sob o clima condicionado e longe da brisa e do sol, os perfume tomaram conta do ambiente. Nunca me ocorreu que tanta gente pudesse usar tanto perfume tão cedo. Mais: que pudessem se encontrar e se manter no mesmo ambiente durante tanto tempo. Foi aí que eu percebi que a única pessoa que provavelmente não tinha colocado perfume tinha sido eu, o que me deixou com uma sensação de desvantagem. Nessa hora, verifiquei meus documentos outra vez porque achei que não conseguiria o visto por falta de cheiro.

Felizmente a entrevista transcorreu sem problemas. Não me perguntaram minha profissão, o que eu faço pra ganhar a vida, não me pediram a declaração do Imposto de Renda, nem comprovante que faço doutorado ou que sou bolsista do CNPQ. Não me perguntaram se sou casado nem como vou pagar os custos da viagem. Espero que não me perguntem em inglês isso tudo quando eu chegar lá.

Por fim, ainda no salão oval e cheiroso da embaixada, fiz mentalmente as contas até aqui: R$ 38 para ter acesso às informações do site, R$ 231 para solicitar o visto, R$ 108 pelo visto (pago na hora feito caldo de cana), R$ 14 do Sedex para entregarem o passaporte (eles ficam com o pasaporte para ver se o documento é legítimo e para ver se você já participou de algum atentado terrorista em algum país, depois de cinco dias fazem o favor de devolver, sendo que você é que paga por isso). Então até agora paguei R$ 391,00 patra chegar ao aeroporto americano.

Essa história continiua em outro post, noutro dia.
;)

Hoje é o dia de santos reis

Luiz Carlos Pinto | 7 de janeiro de 2008 15:24

Foto de Rrenata Beltrão. O mar azul e o céu da mesma cor pega a gente de surpresa em Maragogi.

2008 já é o ano do áudio-visual. Pelo menos aqui em casa. Vai ser um ano difícil mas muito bom. Mais apertado do que 2007, que já foi mais desafiador do que 2006. Mais do que um momento de planejamento e metas, tenho pensado no início dese ano com muitas esperanças. Ou se não vejamos.

Fabiana e Luiz caminhando debaixo do sol do meio dia em direção à cabidela, à cerveja quente, aos camarão de água doce e à premiada e cinco estrelas caipirinha do bar de Maria. Ô vida difícil. Vou começar a ensinar, finalmente. Incrivel como a concorrência se espalha em todas áreas e se especializa. Uns anos atrás ter um mestrado era mais do que suficiente para poder dar algumas aulas. Hoje essa mamata acabou. Não basta ter feito uma pós-graduação, é necessário ter experiência de redação, mais de uma formação e, claro, o tal mestrado. É claro que, em muitíssimos casos, mais do que o desejável, o aval é dado pelas boas relações, pelas amizades, pelas referências. E eu, entre as muitas desvantagens que possuo, ainda não aprendi esses códigos. Paciência. O fato é que tô com umas aulinhas marcadas, o que vai ajudar a pagar a conta do aluguel e de umas Brahmas, vez por outra.

Vai ser o ano de terminar dois capítulos da tese e conseguir a aprovação da banca de qualificação. Nao vai ser fácil, mas quem disse que seria? Quem disse que o bom vem fácil?
Vai ser o ano de viajar em março para New Orleans, apresentar um artigo que eu fiz para a Brasa. O melhor é que não vou pagar um tostão pela passagem. Consegui apoio do MinC pra isso. Reservado está o dinheiro pra tomar umas Brahmas por lá, vez ou outra. Ou beber alguma coisa que a substitua bem.

Vai ser o ano de voltar a pedalar minha amarelinha e voltar a ter perna grossa, coisa que eu tive um dia (juro). 2007 foi um ano especialmente diícil pra minha bicicleta, que passou quase todos os dias empoleirada na área de serviço, vendo o tempo passar sem muitas esperanças de ver as ruas. Mas isso vai mudar.

Garantido está também o espaço para ouvir meus vinis tão queridos. Sei que é coisa de velho, ou de gente que se acha cool, ou que é besta. Coisa mais babaca o cara com uma taça de vinho ouvindo vinil de jazz. Mas fazer o que? O som é memlhor mesmo, ganhei quase 300 dessas bolachas nos últimos anos de várias pessoas que queriam se desfazer delas – não necessariamente tentando fugir dessa figura do cara com uma taça de vinho ouvindo Chet Baker no acústico carinhoso de um som valvulado. Paciência.

Cintia num momento garota do fantástico. FOto de Renata Beltrão.

2008 vai se um ano de muita paciência. Pode acreditar. Dar murro em ponta de faca, especialmente quado você usa a cabeça, ao invés das mãos, faz um mal danado aos ouvidos. E 208 vai ser o ano do áudio-visual aqui em casa. Não posso estragar nem a testa nem os ouvidos.
Ao fundo Luiz (eu mesmo) e em primeiro plano Flavão, marido da fotógrafa, Renata. Os dois com uma leve cara de quem está para levar baculejo.
Hoje ainda é dia de santos reis e eu aproveitei para colocar aqui algumas fotos de umas crianças se divertindo numa semana de descanso em Maragogi. A ordem era ouvir música boa (como a gente ouviu coisas boas, fazia tempo que não parava na tranquilidade para ouvir os Afro Sambas de Baden e Vinícius), bebendo cerveja, sob o sol gostoso do norte de Alagoas.

As fotos são todas de Renata, que estava conosco, com Flavão (seu marido), Cintia (irmã de Fabiana) com seu filho Davi (que fez umas fotos muito boas com um celular com câmera) e, claro, Mateus. Depois chegou por lá Alcione, Rebelo e a namorada. E claro, Feijoada, pessoa ilustre que não poderia ter deixado de ir nos fazer companhia. Quando tiver disponível coloco a foto dessa criatura aqui.

Pra todo mundo foi muito difícil passar esse fim de ano na praia. Muita preocupação com o que fazer durante os cinco dias que estávamos lá. Acho que dá pra ver pelas fotos esse clima de dificuldade. Assim sendo, e sendo assim, começando dessa forma, e dessa forma começando, com tantas boas companhias, não dá para dizer que 2008 será ruim ou difícil. Toda a dificuldade ficou na água azul de Maragogi. Que venham outras. :)

Feliz ano novo.

Feliz ano novo

Luiz Carlos Pinto | 27 de dezembro de 2007 8:43

O blog e eu entramos de férias até dia 2 de janeiro de 2008. Bom ano novo a todos.

Gracias,

gracias pela vida.

Sob Lençóis, sobre lençóis

Luiz Carlos Pinto | 20 de dezembro de 2007 13:55

O blog esteve fora do ar esses dias por falta de pagamento – viajei a Lençóis para acompanhar o Sub# 3 e acabei não pagando a anuidade. O que foi bom. Ninguém me ligou ou mandou email perguntando do que havia acontecido com esse site amarelo. Duas coisas podem ter acontecido: ou os seis ou sete leitores não acessaram o blog nos últimos 15 dias ou os mesmos seis ou sete cansaram de vir aqui, o que de certa maneira dá no mesmo. O Soy Loco por Ti é um blog que, além de não ter onde cair morto não será notado quando definitivamente passar dessa para uma melhor.

Com isso, me convenci de que posso usar esse espaço definitivamente como um instrumento de trabalho e de pesquisa. A começar por entender como ele funciona, como instalar plugins, alterar configurações em html, alterar o design, etc. Essa é uma vontade antiga que meio se transformou em uma obrigação de trabalho: percebi que para me aproximar mais de meu objeto de pesquisa preciso mudar minha relação com tecnologias – e com outras coisitas mais, mas isso fica para outro post, outro dia.

Nos próximos dias espero poder instalar meu perfil da Last Fm, e para isso tô tentando entender como se faz a instalação dos plugis necessários, seu ativamento e personalização. Depois a meta vai ser alterar um pouco o visual, mantendo semrpe esse amarelo feioso e uma classificação de links. Por falar em links, coloquei alguns mais aí do lado.

Mas esse post deveria ser sobre o encontro em Lençóis. A única certeza sobre o Submidialogia 3 é que ele divide opiniões. A avaliação geral de Wanderlyne Selva é positiva. O mesmo não se pode dizer a partir das entrevistas que eu captei por lá, com pessoas que, isoladamente têm uma visão basrante cética do estudos de subversão dos meios, das idéias de apropriação tecnológica, das metodologias de colaboração e das artes do fazer tecnológico. Há, em certa medida, uma ressaca moral relativo ao relacionamento de quase oito anos com o governo Lula e seus desdobramentos. Essa “ressaca” é uma expressão para se referir à incógnita sobre o que acontecerá daqui para frente com as energias utópicas mobilizadas
por meio do aparelho público, mas também se estende às dúvidas pessoais das pessoas que se envolveram com o governo federal.

Por outro lado, há o discurso de que “vamos recomeçar” o caminho da autonomia – necessária como elemento ontológico e legitimador dos movimentos de ativismo midiático e digital. Há, nessa perspectiva, a expectativa (desculpe o trocadilho, não resist) de que o potencial crítico, transformador, autônomo continuia, menos ingênuo, menos inocente. Qual a resposta? Para muitos dos que eu entrevistei, a stuação está em aberto. Para outros, a reificação tecnológica, o técno-narcicismo, a alienação e o comodismo foram moscas azuis na sopa e dos quais será difícil se livrar. Se essa perspectiva prevalecer, as discussões sobre legitimidade, autonomia, subversão, hackeamento estarão resolvidas da pior maneira.

Talvez a principal questão seja saber em que medida a sociedade civil colonizou o Estado, ou os aparelhos do Estado ao final e ao cabo desse período. A teoria habermasiana continua sendo um bom instrumento para se fazer essa pergunta. Não se trata de saber se o Estado e suas ações colonizaram os movimentos, grupos e pessoas, nem o conrário. A questão é mais embaixo: saber até que ponto houve uma interpenetração do estado na sociedade civil, pela delegação de tarefas, e esta (sociedade civil) em que medida se apropriou dos recursos mobilizados pelo Estado e postos em prática pelos ativistas.

Me parece agora que, embora os chamados ativistas de mídia sejam os principais elementos a acompanhar, a prestar atenção e com eles aprender, a importância de sua participação nessa problemática toda é demarcada, é limitada.

De qualquer forma, o envolvimento com o governo federal terá conseqüências para as próximas experiências de militânia com mídias. Pelo envolvimento com a burocracia, pela proximidade com o poder, pela descoberta que fomentou em muitos corações das dimensões da desigualdade, pela perda de poder, etc. Mais será postado por aqui sobre a experiência em Lençóis, mas sobre lençóis.

Chegou a hora de colocar a cabeça do lado de fora e opinar mais sobre o que anda rolando.

De novo na estrada

Luiz Carlos Pinto | 3 de dezembro de 2007 15:04

Finalmente recebo a confirmação da universidade da ajuda financeira para pagar o ônibus para Lençóis, onde vou acompanhar o Submidialogia # 3. Difícil dizer a importância que tem pra mim pegar a estrada de novo a trabalho. Primeiro, que é a primeira vez que boto o pé em campo de pesquisa para esse projeto atual. Com isso, vem junto a provação dos pontos de vista que assumi, das análises que fiz, enfim do que eu estudei e do que penso que sei. Espero que neste aspecto a viagem seja produtiva, que me faça mudar o que for necessário e manter o que for preciso.

Por outro lado, volto à estrada; que, como já escrevi aqui ou noutro lugar parecido, é como uma casa para mim. Passei um ano de concetração, de semi-enclausuramento, de pouca ou nenhuma vida social e isso causa limo. Tem seu benefício, como teve, mas chega uma hora que é necessário cair na estrada e ver coisas novas. Lençóis fica no sertão bahiano, é uma região abençoada por Deus e bonita por natureza, que beleza. E beleza é do que eu tô precisando ver.

Outra coisa importante nessa ida pra Lençóis, que finalmente se concretizou, é o fato dela ter se concretizado. Porque não era apenas a falta de grana para ir que me impedia, mas um enorme desânimo nos últimos dois meses com coisas muito variadas e que também envolvem planos que não se concretizaram este ano.

Minha expectativa é fazer pelo menos 10 entrevistas, e isso significa quase um ano de trabalho adiantado, porque essas pessoas eu não teria como entrevistar ao vivo e em cores tão cedo. Agora é procurar saber ao certo onde é a tal casa onde penso em me hospedar, trabalhar, colaborar no que for possível, e aprender. Quam sabe, coloco umas fotos aqui quando voltar.

Gracias

35 anos

Luiz Carlos Pinto | 27 de novembro de 2007 8:18

Próximo sábado tem feijoada e apresentação dos “Inimigos do Ritmo” aqui em casa pra lembrar as 35 primaveras deste escriba. A banda, que toca alguns dos chorinhos mais bonitos da MPB, vai aproveitar e gravar o primeiro DVD. Aos convivas, feijoada, cerveja, cana, vodka, coquetel molotov e otras coisitas masss. A foto acima é um flagrante da primeira tiração de som dos Inimigos, no ano passado, também no aniversário.

Pedala, coroa…

Luiz Carlos Pinto | 5 de novembro de 2007 14:52


Voltei a pedalar hoje, de verdade. Mais de uma hora sem parar, embor andando devagar. Andei num raio de 10 quarteirões, e mesmo sem querer fiz uma boa volta com obstáculos de baixa dificuldade. Voltar a pedalar é uma das coisas que eu mais estava sentindo nos últimos tempos e eu não sabia. É ruim quando isso acontece. Sinal de não estar prestando atenção a suas querências.

Eu, que não gosto do Recife, tenho um motivo a mais de não gostar da cidade e um motivo a mais para andar por ela. A cidade, feita de pessoas e de coisas que não pedalam como ruas, calçadas e ônibus, é um terreno árduo pro ciclista. Não é que não haja ciclovia, é que as pessoas não querem saber de bicicleta nenhuma enchendo o saco na sua frente. Ponto final. A outra razão é poder ver a cidade de outro ângulo, o que dissipa um pouco a mesma vista cansada dela.

Como a contenção de despesas continua, continua a mesma magrela amarela e enferrujada, os mesmos equipamentos e a vida segue é com eles, pedal ante pedal.

Esperando o ano novo chegar

Luiz Carlos Pinto | 18 de outubro de 2007 12:10

Os burocrátas sociológicos e os sociólogos burocratas fazem parte da mesma estirpe.
Tô chegando agora da universidade, onde fui exclusivamente entregar uma carta ao Programa solicitando ajuda de custos para ir acompanhar as discussões e entrevistar algumas pessoas durante o Submidialogia 3. Essas situações no PPGS são não somente desconcertantes. Elas às vezes me deixam chocado com a gratuidade da animosidade,
da falta de educação (educação, que delicadeza deixou de ser um item
necessário faz tempo ao que parece). A falta de educação é do professor que sugere que você use sua taxa de bancada para bancar os custos – numa bolsa do CNPq, que vale R$ 1.800, esse professor sugere que você tire R$ 300 de seu orçamento, que serve entre outras coisa para fazer a feira – de transporte (R$ 203 a passagem pela Viação São Geraldo), comida (que é bom e faz bem) e dormida (que faz bem também).

Pede-se então que se coloque na solicitação os motivos da viagem. E, ao lado da necessidade de entrevistar certas pessoas que lá estarão dá vontade de colocar além de minha ficha corrida na polícia (por enquanto limpa), um atestado de que eu deixei meu trabalho pra encarar um doutorado e fazê-lo bem feito; talvez minha certidão de nascimento, pra mostrar que o evento acontece durante meu aniversário, e que por isso vou estar mais de uma semana longe dos meus. E talvez o argumento de que a escolha do local do Submidialogia 3 segue a mesma lógica pela qual a Anpocs escolhe Caxambu pra fazer sua reunião anual. É um local agradável.

É claro que eu deixei o trabalho sabendo do que me esperava, de passar a ter rendimentos a baixo da metade do que eu tinha antes. Mas oPPGS funciona de tal forma que isso não interessa. O que interessa é você se colocar de forma subserviente o suficiente para ser aceito. Mas isso não é tudo. É necessário não contra-argumentar, porque o autoritarismo patriarcal não é só um objeto de estudo sociológico. É a amalgama entre os tijolos.

Final de ano sempre foi uma data boa pra mim. As melhores notícias que eu tive vieram nessa fase do ano, sempre. Tô esperando esse fim de ano chegar logo.

Zono

Luiz Carlos Pinto | 4 de outubro de 2007 9:46

Minha vontade, como a de qualquer um, às vezes é de sumir. Hoje à tarde gostaria só de dormir. Um banho gelado, duas colheres de guaraná em pó, música nos ouvidos e a obrigação de terminar isso aqui estão me ajudando a ficar acordadão.