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Archive for the 'Woman with a mango' category

No dia 28/5/2011 Fabiana Moraes publicou um texto entitulado “Luísa Marilac e o sonho de ser aceita” (confira AQUI ), por ocasião da passagem da transexual pelo Recife e que é efeito de sua súbita notoriedade por causa de vídeos como esse. À primeira vista, Luísa não gostou do texto, embora se refira somente ao título da reportagem no vídeo que postou reclamando que não precisava ser aceita. No mesmo vídeo, ela acusa Fabiana de homofobia e em seguida desce um bocado a ladeira. A reação imediata, como Lola bem adjetivou, foi de manada. As pessaos que a seguem no seu canal no Youtube e na sua conta do Twitter replicaram, sem aparentemente ler o texto, as acusações e a série de baixarias a Fabiana, indo às raiais da ameaça. Em seguida, o Jornal do Commercio emitiu uma nota, que pode ser lida aqui.

A matéria foi dedicada a Patrícia Gomes, vice-presidente da Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco (Amotrans), que havia falecido recentemente. Mais que isso, o trabalho se alinha coerentemente com outros que Fabiana já havia feito e que tocam a questão básica a que se dirige à luta pelos direitos da população LGBT: no final das contas, a batalha é pela garantias de direitos humanos. Se você chegou agora sem saber muito bem desses outros trabalhos, vale à pena dar uma olhada no Especial duplo Joaquim Nabuco e no Especial O nascimento de Joicy. E entender, assim, a reação descabida de Luísa e seus seguidores.

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Há uma certa tristeza nessa reação. Minha impressão, mais ou menos como escreveu lá o Flávio Alves, é que ela tá relacionada a uma série de violências sofridas, de restrições, exclusões impostas às pessoas ou a parceiros, parceiras, parentes, próximos e/ou distantes. A falta de atenção com o texto em si, que em sua precisa ternura se coloca contra essas violências, é em parte reflexo do estado de atenção armada gerada pelas violências à condição LGBT – violências no dia a dia, na política policial do cotidiano na escola, na família, no trânsito, no trabalho, etc., etc., etc.

Mas a tristeza maior é perceber que essas violências, que geram indelicadezas como as que se viu contra Fabiana são, na base, violências à condição humana. A reação de Luísa se vincula a uma condição humana, sua condição, e de milhares de outras transexuais que não são aceitas pelo status quo – político, econômico, simbólico, etc. Isso precisa ser dito.

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Por outro lado, toda a onde de fúria e descuido e grosseria que se viu são também expressões de um tempo sem tempo em que vivemos. Do repassar pra frente a opinião de quem você confia ou admira, sem pensar muito, sem criticar, sem ler a entrelinha. O histórico de mágoas e ressentimentos e lembranças pessoais e coletivos não pode ser uma desculpa ou explicação para a burrice. E não por acaso, nos primeiros dias que se seguiram ao tresloucado vídeo de Luísa Marilac, várias pessoas passaram a ler com mais atenção o texto de Fabiana e a se posicionar com mais racionalidade.

Um tempo líquido, uma prática cotidiana líquida, uma atenção líquida, para usar a surrada  expressão de Bauman, só pode gera uma coisa: cocô líquido, para usar uma conhecida expressão de Wu Ming.

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Outros aspecto que precisa se observado é que, em face à decadência do jornalismo comercial, do grosso do modus operandi industrial de produzir o que se convencionou a chamar de ‘notícia’, o trabalho de Fabiana mostra a ainda relevância da última das profissões românticas. É por essa razão, é por essa relevância, que quase naturalmente o profissional se expõe mais e foi isso o que também aconteceu.

Nos últimos anos, os especiais e as reportagens individuais de Fabiana não a expuseram somente ao combalido mercado jornalístico nacional, mas também à leitura vesga como a de Luisa Marilac (será que ela leu o texto?); à leitura homofóbica (a reação à defesa dos direitos humanos que se encontra em todos esses textos já poderia ter gerado reações mais preocupantes desses grupos); às interpretações hipócritas das bancadas religiosas (que só têm dado provas de sua tacanhice política e do descompromisso com o bem público).

É por essas últimas razões que os textos de Fabiana se reveste do poder de suscitar o debate público de interesses gerais – coisa que está na origem histórica do jornalismo. E essa poencialidade no Brasil é mais que necessária, pois em nosso país as principais discussões da vida pública historicamente foram e ainda o são decididas de forma não transparente, à guisa das trocas e dos favores e dos previlégios – mas essa é quase outra história que fica para outro dia, noutro post. Também fica pra outro dia algum texto sobre a arte da aceitação.

O vídeo lá em acima é a última das reações de quem se indignou com todo esse processo.

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Cristiane Melo

Meu nome é Cristiane, sou sobrinha de Joicy, filha de Nenem, primeira entrevistada da reportagem que trata do “diálogo com a família”. Atualmente moro em Fortaleza, mas todos os dias acompanho as edições online do JC e hoje tive a grata surpresa de ver essa reportagem tão sensível, que pelo roteiro poderia virar um filme.

Tia Joicy não é fácil! Mas imagine desde a adolescência sofrer desprezo e descaso pelo simples fato de não ser igual a todos!
Tia é diferente, mas é igual aos seus familiares e amigos, na simplicidade e leitura da vida: deseja ser feliz e luta para isso como toda boa nordestina obcecada por seus sonhos. Por isso sofre para conseguir reconhecimento pela sua condição feminina e  continua a enfrentar o preconceito, porém com suas ferramentas: a rispidez, a  ignorância, mas não daquela ignorância  que falava Tereza Brito, mas da ignorância pela falta de conhecimento, por falta de orientação, pela falta de compreensão e afeto.

Não conhecia a obstinação da minha tia para conseguir essa cirurgia, mas convivi com minha tia e sei que Joicy não é odiada,pelo menos não tão odiada, como disse Luciana, sua sobrinha; antes ela é ignorada, agredida verbalmente por familiares, que não compreendem sua situação e ela obviamente revida com vigor.

Não estou indo contra minha mãe, pelo contrário, até porque minha mãe sempre foi uma das pessoas que sempre esteve ao seu lado, até porque como ela mesmo disse “para nós ela sempre vai ser a mesma” e é verdade ela mudou o corpo, mas o espírito irreverente continua o mesmo. Porém, para Joicy a história é outra, agora o corpo se moldou a alma!

Tia Joicy, tem a força masculina, mas é fêmea e resiste como as fêmeas, desafia o machismo inerente a essa sociedade, que cobra do homem atitude de homem, ainda que ele não seja, esse homem que muitas vezes descarta o diálogo e não pondera as diferenças, esse homem que tanto pode ser homem como mulher, não é questão de gênero e sim de humanidade.

Acho que Deus não julga tia Joicy, porque Ele conhece profundamente seus filhos! Os homens julgam porque são incapazes de libertar-se de sua existência recalcada e encruada pelo desamor.

Parabéns ao JC pelo respeito como mostrou tia Joicy.
Um beijo especial para Joicy!

Veja aqui o especial produzido pelo Jornal do Commercio sobre a transformação de Joicy (na foto acima).

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O texto acima foi escrito pela sobrinha de Joicy e enviado ao Jornal do Commercio.

Foto de Alexandre Severo / JC Imagem

Não é todo dia que se escreve com prazer pra jornal, essa espécie em extinção. Pior ainda, é que não é todo dia que se lê com prazer algo de jornal. Os jornais comerciais de uma forma geral perderam a conexão com a vida real, com as pessoas reais, com os problemas reais, com o nosso Brasil real e isso parece ser definitivo, a despeito da necessidade justificadora que os mantinha em pé, necessários, como elementos de mobilização da opinião pública sobre as questões que tornam possível as esferas públicas. Essa é uma parte do ocaso do jornalismo comercial hoje, de uma forma geral, e dos grandes grupos comerciais de comunicação de forma específica. É por isso que o lançamento do livro OS SERTÕES – UM LIVRO REPORTAGEM DE FABIANA MORAES, merece uma dupla celebração. O lançamento acontece hoje e é baseado na série Os Sertões, escrita pela mesma Fabiana, por ocasião do aniversário da morte de Euclides da Cunha. A versão digital do caderno especial, publicado em agosto de 2009, pode ser conferida aqui.

A gente precisa comemorar o livro e aquele caderno especial porque por um lado,  mostra que é sim, possível, dentro do esquema comercial de venda de impressos, fazer um trabalho que prima pela conexão com a realidade social. Porque mostra a possibilidade do trato cuidadoso com o leitor e com a informação, mas sobretudo cuidado com as vidas que são objeto do relato. Esse cuidado, que é trabalhoso, estressante, desgastante, eu vi Fabiana ter desde o início do processo de pesquisa e montagem do projeto. E camaradas, dá um trabalho danado ser cuidadoso com o outro, ainda mais quando você não o conhece direito. Se você imagina fazer isso dentro da lógica produtivista dessa fábrica chamada jornal, dá mais trabalho ainda… Lembrei agora de uma fala de Claudio Abramo, que dizia que jornalismo se faz com caráter. Pois é.

Equipe trabalhando foto de Alexandre Severo / JC Imagem

Por outro lado, tanto a série quanto o livro exigem um olhar mais acurado sobre o modus de se fazer jornal e se escrever reportagem de hoje: diante da crise de credibilidade que a chamada velha mídia passa; diante da crise da própria industria da intermediação a que se filiam os grupos comerciais de comunicação; diante de sua incapacidade em lidar com as formas de produção e de consumo de informação, cultura e conhecimento que emergiram nos últimos 20 anos (e não, não estou falando somente do twitter, e que tais); diante das dificuldades em se manter como negócio rentável a longo prazo e interessante; diante enfim da baixa estima auto-estima e da moral combalida dos profissionais da última das profissões românticas, o livro e aquela série são um alento e assim acenam com a esperança.

E porque esperança?

Outros Sertões: o projeto

Pra saber direitinho porque ter esperança tem que ler ao menos a versão digital (o link está lá em cima) e entender a ideia que guia todo o projeto. Com isso dá para entender ainda outra coisa, que a comisão do Prêmio Esso percebeu: cansou a interpretação hegemônica do sertão brasileiro, que vem sendo construida há tempo demais por uma indústria da comunicação no Brasil que, concentrada, se acostumou a consumar sua interpretação do Brasil como a única possível.

Foto de Alexandre Severo / JC Imagem

O caderno e o livro procuram desconstruir essa descrição de um sertão mítico, distante, desconectado de um Brasil que a interpretação produzida no eixo Rio-São Paulo consolidou como inevitável – a mesma forma de encarar o Brasil através na qual se pensa que nós vivemos aqui no Recife à beira do mar o dia inteiro, sentindo cheiro de maresia. A forma de realizar essa desconstrução é justamente através de personagens, de pessoas reais e de seus dramas atuais. Basta ver a galeria de histórias e confirmar essa conexão do sertão, dos sertões, com o tempo presente, com o Brasil presente.

Compreender e refletir sobre essa realidade é um desafio não somente do jornalismo atual. É também um desafio da sociologia, da antropologia, da história e da ciência política que, enviesados pelo modo uspiano de ser e de saber, preferem em grande medida a construção de mitos discursivos. Com isso quero lembrar que a prática de uma desconexão com a realidade social não é um privilégio negativo do jornalismo comercial, mas de pulpitos muito respeitosos de nossa vã academia.

As fotos são de Alexandre Severo. A galeria de fotos do projeto pode ser conferida aqui.

Com isso, é interessante observar como alguns dos relatos mais interessantes do Brasil varonil tem sido feitos fora do eixo Rio-São Paulo e de como o projeto do Caderno Sertões e agora o livro estão à frente da descrição estandardizada, esquemática e desconectada que se consolidou. Também é interessante observar que não se trata bem de uma geração de jornalistas geniais que está produzindo essas narrativas ou de uma escola, como se andou ventilando por aí. Essa ideia só ratifica a noção de que a boa safra de reportagens (vamos dizer relatos?) produzidas no Nordeste é um episódio apenas, que não macula a excelência do jornalismo realizado pela Folha de São Paulo, peo Estadão, pelo O Globo. O discurso de uma geração de jornalistas notáveis deslegitima a qualidade dos profissionais daqui e esconde a questão política e cultural da insuficiência do velho modelo de produção e consumo de informação, cultura e conhecimento dos principais grupos de comunicação do país. E do aparato antidemocrático que lhe dá guarida.

Talvez devêssemos, sim, pensar em como a insuficiência de um jornalismo opaco e sem brilho cede às pressões dessa realidade que vibra lá fora.

No mais fica aqui o orgulho do marido coruja.

Existe alguma coisa de improvável na escrita de uma tese. Esse nome que a pompa da academia resolveu dar em algum momento ao resultado de uma investigação, que é feita com certos pressupostos e dentro de algumas regras – como aliás, toda investigação é feita. A improbabilidade é mais real, palpável e cheirosa entre a metade e o término do tempo que lhe deram: uma costura de impossibilidades que o sujeito tem que chamar de ‘meu trabalho’ é um fio tênue com o qual se agarra o doutorando e, de fora, nada parece que vai se arrumar.

É claro que isso ão é geral. Assim como esse blog não se pretende geral, nem eu sou geral. No geral, ninguém é geral para ninguém. E o geral em geral é ‘em  geral’… Mas tergiverso.

O fato é que aquela arquitetura que ao final parece tão fechadinha, tão bem resolvida, como os sociólogos que parecem ter nascido sociólogos, esconde uma cadeia de gambiarras, de maquinações, de solvências, de mapas, arranjos, planos, rampas, estiligues, cordas de nylon, baldes, tintas, relógios, alçapões, pianos e violinos, bigodes e escaramuças, vontades e dormências, um jogo de dominó que não acaba durante quatro anos, botinas, macacões de trabalho, óculos de proteção, martelos, pregos, serrotes, machados, alicates, fios, pêndulos, roldanas, pontes, aritmética e álgebra e um pouco trigonometria.

Quando do meio pro fim você percebe que é possível tirar alguma melodia desse entulho de possibilidades, quando finalmente você vê ali no fundo uma possibilidade de que a peça se estique até o arco e dispare um solfejo colorido; quando você finalmente vê que poderá logo logo tomar uma cerva no sábado à tarde sem culpa, você enche o peito de novo e diz:

Ok, go.

Esse blog entra agora de férias por tempo determinado.

Do ótimo http://rafaelcamposrocha.blogspot.com

Essa gostosa…

Luiz Carlos Pinto | 11 de março de 2010 16:45

Sem tempo para comentar sobre presentes e futuras leituras. Digo somente que o Google Reader tem sido uma mão na roda para acompanhar a leitura que algumas pessoas fazem de outros blogs, revistas, jornais e sites variados. Também tem me servido para sistematizar a leitura de minhas próprias preferências em termos de blogs interessantes, jornais e revistas fora do eixo comercial, além de muitos artistas plásticos, ilustradores e desenhistas dos quais tenho apredido a gostar. Uma dessas pessoas é Rafael Campos Rocha, autor da genial série ´Deus, essa gostosa´. Queria ter desenhado isso antes…

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Certos Sertões

Luiz Carlos Pinto | 11 de agosto de 2009 12:00
Lohane, uma das personagens da reportagem

Lohane, uma das personagens da reportagem

Que o jornalismo anda em crise isso é sabido há muito tempo. Recentemente isso tem ficado mais claro porque a crise do modelo das indústrias da intermediação, entre as quais as empresas de comunicação se enquadram, passou a ter números que se evidenciam. Mas a crise do jornalismo é mais antiga, como mostrou Habermas – desde o final do século XIX, com a decedência da esfera pública burguesa européia que o jornalismo não é mais o mesmo. Ou seja, já não se faz mais jornalismo como antigamente há muito tempo. Eu sei, a piada é cretina mas tem lá seu sentido.

Esse nariz de cera é pra falar do especial que o Jornal do Commercio do Recife produziu sobre os 100 anos que Euclydes da Cunha faria no dia 15 de agosto. Foi produzido um caderno com 24 páginas e um hot site (conteúdo aberto, com vídeo, som e mais texto que no impresso). O trabalho é de primeira.

Não falo assim porque a repórter, editora, pauteira e produtora tenha sido justamente a minha mulher. Basta ler o material para saber. Num momento de crise institucional e financeira das empresas que dão suporte ao jornalismo; num momento em que se procura deontologia e ética sem achar; num momento em que o Senado arquiva as denúncias que deveriam fazer Sarney enfiar o rapo entre as pernas por iniciativa própria, todo o material produzido é um alento a todo aquele que sabe da importância do jornalismo, seja ele ancorado a uma instituição empresarial ou não, tem para a sociedade.

Padre Cizo, dono do santuário Santa Terezinha, em Mata Grande, Alagoas

Dá um orgulho e uma esperança ver um bom jornalismo sendo feito. Principalmente porque o desânimo e o ceticismo, o cinismo e a falta de alegria que viceja em muitas redações e que contamina desde os primeiros anos os estudantes de jornalismo nas faculdades, precisa ser irrigado pelo tipo de entusiasmo e retidão com a profissão que anima todo esse trabalho.

Esse mesmo ceticismo broxante, aliás, não é um privilégio do jornalismo. Está encrustrado nas mais sociológicas das profissões e nos mais sociológicos dos sociólogos.

Fabiana, minha mulher, repórter especial do JC, passou meses programando os 5 mil quilômetros de viagem, minerou as histórias e personagens entrevistados, planejou a estrutura do hot site e ainda é dona de um texto excelente. A partir de semana que vem esatará alegrando a vista de quem passar pela praia, numas bem merecidas férias. Ô glória.

Abaixo, reproduzo o texto de abertura, que dá o tom da inteligência, coerência e delicadeza que permeia todo o projeto.

Com licença, moço, e desculpe a curiosidade: mas há outra cor no Sertão? Amarelo, azul? Ou ele é todo assim, esse tom de chão rachado? Esse Sertão, que a gente ficou meio cansado de ver em marrom seco-iluminado e monocórdico, dizem que é sempre assim. Sem surpresa nem na cor, nem na gente. Lá estão os fortes, os míticos, os magros, os sedentos, os ingênuos, os brutos, os desconfiados, os puros. Para que serve então escrever sobre Os Mesmos, falar daquele lugar de “nomes bárbaros e estranhos”?

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