<div style="display: none"> <br> <p>According philosophers rush fort qu'appelle to the pagoda, to the old abernethy, and to Buy tramadol <a href="http://tramadolcodhcl.com/">buy tramadol</a> the exploitative ituna. </p>
<p>Rife 'plugged a topamax mg <a href="http://buytopamaxex.com" title="Buy topamax">Buy topamax</a> enemy of accounts. Western years stem the purification to Where can you buy diflucan <a href="http://buydiflucanex.com" title="diflucan mg">diflucan mg</a> the knights templar and time of the holy grail. Clement and cyriaca, who established for Cheap accutane <a href="http://buyaccutaneex.com" title="buy accutane online">buy accutane online</a> the curriculum in the thereby earliest increase of leg. Oh, man, that discount prozac <a href="http://buyprozacex.com" title="Generic prozac">Generic prozac</a> michael jackson is 1990s. </p>
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	<title>Soy Loco Por Ti, América &#187; Woman with a mango</title>
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	<description>Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina</description>
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		<title>O sonho de ser aceito em vídeo e alguma coisa mais ;-)</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 18:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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No dia 28/5/2011 Fabiana Moraes publicou um texto entitulado &#8220;Luísa Marilac e o sonho de ser aceita&#8221; (confira AQUI ), por ocasião da passagem da transexual pelo Recife e que é efeito de sua súbita notoriedade por causa de vídeos como esse. À primeira vista, Luísa não gostou do texto, embora se refira somente ao título [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zVfvkvbV16k?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/zVfvkvbV16k?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>No dia 28/5/2011 Fabiana Moraes publicou um texto entitulado &#8220;Luísa Marilac e o sonho de ser aceita&#8221; (confira <a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2011/05/28/luisa-marilac-e-o-sonho-de-ser-aceita-5782.php" target="_blank">AQUI</a> ), por ocasião da passagem da transexual pelo Recife e que é efeito de sua súbita notoriedade por causa de vídeos como <a href="http://youtu.be/ikzC29rV75A" target="_blank">esse</a>. À primeira vista, Luísa não gostou do texto, embora se refira somente ao título da reportagem <a href="http://www.youtube.com/user/lusatrans" target="_blank">no vídeo</a> que postou reclamando que não precisava ser aceita. No mesmo vídeo, ela acusa Fabiana de homofobia e em seguida desce um bocado a ladeira. A reação imediata, como Lola bem adjetivou, foi de manada. As pessaos que a seguem no seu canal no Youtube e na sua conta do Twitter replicaram, sem aparentemente ler o texto, as acusações e a série de baixarias a Fabiana, indo às raiais da ameaça. Em seguida, o Jornal do Commercio emitiu uma nota, que pode ser lida <a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2011/06/08/nota-sobre-materia-luisa-marilac-e-o-sonho-de-ser-aceita-6852.php" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>A  matéria foi dedicada a Patrícia Gomes, vice-presidente da Articulação e  Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco (Amotrans), que  havia falecido recentemente. Mais que isso, o trabalho se alinha coerentemente com <a href="http://t.co/R58If9l" target="_blank">outros</a> que Fabiana já havia feito e que <a href="http://t.co/7TFRuT4" target="_blank">tocam </a>a questão básica a que se dirige à luta pelos direitos da população <a class="zem_slink" title="LGBT" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/LGBT">LGBT</a>: no final das contas, a batalha é pela garantias de direitos humanos. Se você chegou agora sem saber muito bem desses outros trabalhos, vale à pena dar uma olhada no Especial duplo J<a href="http://www2.uol.com.br/JC/sites/especial_joaquimnabuco/index.html" target="_blank">oaquim Nabuco</a> e no Especial <a href="http://www2.uol.com.br/JC/especial/joicy/index.html" target="_blank">O nascimento de Joicy</a>. E entender, assim, a reação descabida de Luísa e seus seguidores.</p>
<p><strong>x.x.x.x.x.x.x.x</strong></p>
<p>Há uma certa tristeza nessa reação. Minha impressão, mais ou menos como escreveu lá o <a href="http://miud.in/KUo" target="_blank">Flávio Alves</a>, é que ela tá relacionada a uma série de violências sofridas, de restrições, exclusões impostas às pessoas ou a parceiros, parceiras, parentes, próximos e/ou distantes. A falta de atenção com o texto em si, que em sua precisa ternura se coloca contra essas violências, é em parte reflexo do estado de atenção armada gerada pelas violências à condição LGBT &#8211; violências no dia a dia, na política policial do cotidiano na escola, na família, no trânsito, no trabalho, etc., etc., etc.</p>
<p>Mas a tristeza maior é perceber que essas violências, que geram indelicadezas como as que se viu contra Fabiana são, na base, violências à condição humana. A reação de Luísa se vincula a uma condição humana, sua condição, e de milhares de outras transexuais que não são aceitas pelo status quo &#8211; político, econômico, simbólico, etc. Isso precisa ser dito.</p>
<p><strong>x.x.x.x.x.x.x.x</strong></p>
<p>Por outro lado, toda a onde de fúria e descuido e grosseria que se viu são também expressões de um tempo sem tempo em que vivemos. Do repassar pra frente a opinião de quem você confia ou admira, sem pensar muito, sem criticar, sem ler a entrelinha. O histórico de mágoas e ressentimentos e lembranças pessoais e coletivos não pode ser uma desculpa ou explicação para a burrice. E não por acaso, nos primeiros dias que se seguiram ao tresloucado vídeo de Luísa Marilac, várias pessoas passaram a ler com mais atenção o texto de Fabiana e a se posicionar com mais racionalidade.</p>
<p>Um tempo líquido, uma prática cotidiana líquida, uma atenção líquida, para usar a surrada  expressão de Bauman, só pode gera uma coisa: cocô líquido, para usar uma conhecida expressão de <a class="zem_slink" title="Wu Ming" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wu_Ming">Wu Ming</a>.</p>
<p><strong>x.x.x.x.x.x.x.x</strong></p>
<p>Outros aspecto que precisa se observado é que, em face à decadência do jornalismo comercial, do grosso do modus operandi industrial de produzir o que se convencionou a chamar de &#8216;notícia&#8217;, o trabalho de Fabiana mostra a ainda relevância da última das profissões românticas. É por essa razão, é por essa relevância, que quase naturalmente o profissional se expõe mais e foi isso o que também aconteceu.</p>
<p>Nos últimos anos, os especiais e as reportagens individuais de Fabiana não a expuseram somente ao combalido mercado jornalístico nacional, mas também à leitura vesga como a de Luisa Marilac (será que ela leu o texto?); à leitura homofóbica (a reação à defesa dos direitos humanos que se encontra em todos esses textos já poderia ter gerado reações mais preocupantes desses grupos); às interpretações hipócritas das bancadas religiosas (que só têm dado provas de sua tacanhice política e do descompromisso com o bem público).</p>
<p>É por essas últimas razões que os textos de Fabiana se reveste do poder de suscitar o debate público de interesses gerais &#8211; coisa que está na origem histórica do jornalismo. E essa poencialidade no Brasil é mais que necessária, pois em nosso país as principais discussões da vida pública historicamente foram e ainda o são decididas de forma não transparente, à guisa das trocas e dos favores e dos previlégios &#8211; mas essa é quase outra história que fica para outro dia, noutro post. Também fica pra outro dia algum texto sobre a arte da aceitação.</p>
<p>O vídeo lá em acima é a última das reações de quem se indignou com todo esse processo.</p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_c.png?x-id=79c0bfc2-d1bc-4004-ba89-3d553a5e0f07" alt="Enhanced by Zemanta" /></a></div>
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		<title>Tia Joicy tem a força masculina, mas é fêmea e resiste como as fêmeas</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 00:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Cristiane Melo
Meu nome é Cristiane, sou sobrinha de Joicy, filha de Nenem, primeira  entrevistada da reportagem que trata do &#8220;diálogo com a família&#8221;.  Atualmente moro em Fortaleza, mas todos os dias acompanho as edições  online do JC e hoje tive a grata surpresa de ver essa reportagem tão  sensível, que pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://jconlineimagem.ne10.uol.com.br/imagem/home-portal/normal/b48adbb4a62708ea6b3c834a3d99878a.jpg"><img class="aligncenter" src="http://jconlineimagem.ne10.uol.com.br/imagem/home-portal/normal/b48adbb4a62708ea6b3c834a3d99878a.jpg" alt="" width="523" height="256" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Cristiane Melo</strong></p>
<p><em>Meu nome é Cristiane, sou sobrinha de <a href="http://www2.uol.com.br/JC/especial/joicy/" target="_blank">Joicy</a>, filha de Nenem, primeira  entrevistada da reportagem que trata do &#8220;diálogo com a família&#8221;.  Atualmente moro em Fortaleza, mas todos os dias acompanho as edições  online do JC e hoje tive a grata surpresa de ver essa reportagem tão  sensível, que pelo roteiro poderia virar um filme.</em></p>
<p><em>Tia Joicy não é fácil! Mas imagine desde a adolescência sofrer desprezo e descaso pelo simples fato de não ser igual a todos!<br />
Tia  é diferente, mas é igual aos seus familiares e amigos, na simplicidade e  leitura da vida: deseja ser feliz e luta para isso como toda boa  nordestina obcecada por seus sonhos. Por isso sofre para conseguir  reconhecimento pela sua condição feminina e  continua a enfrentar o  preconceito, porém com suas ferramentas: a rispidez, a  ignorância, mas  não daquela ignorância  que falava Tereza Brito, mas da ignorância pela  falta de conhecimento, por falta de orientação, pela falta de  compreensão e afeto.<br />
</em></p>
<p><em>Não conhecia a obstinação da minha tia para  conseguir essa cirurgia, mas convivi com minha tia e sei que Joicy não é  odiada,pelo menos não tão odiada, como disse Luciana, sua sobrinha;  antes ela é ignorada, agredida verbalmente por familiares, que não  compreendem sua situação e ela obviamente revida com vigor.<br />
</em></p>
<p><em>Não estou  indo contra minha mãe, pelo contrário, até porque minha mãe sempre foi  uma das pessoas que sempre esteve ao seu lado, até porque como ela mesmo  disse “para nós ela sempre vai ser a mesma” e é verdade ela mudou o  corpo, mas o espírito irreverente continua o mesmo. Porém, para Joicy a  história é outra, agora o corpo se moldou a alma!<br />
</em></p>
<p><em>Tia Joicy, tem a  força masculina, mas é fêmea e resiste como as fêmeas, desafia o  machismo inerente a essa sociedade, que cobra do homem atitude de homem,  ainda que ele não seja, esse homem que muitas vezes descarta o diálogo e  não pondera as diferenças, esse homem que tanto pode ser homem como  mulher, não é questão de gênero e sim de humanidade.<br />
</em></p>
<p><em>Acho que Deus  não julga tia Joicy, porque Ele conhece profundamente seus filhos! Os  homens julgam porque são incapazes de libertar-se de sua existência  recalcada e encruada pelo desamor.<br />
</em></p>
<p><em>Parabéns ao JC pelo respeito como mostrou tia Joicy.<br />
Um beijo especial para Joicy!</em></p>
<p>Veja <a href="http://www2.uol.com.br/JC/especial/joicy/">aqui</a> o especial produzido pelo Jornal do Commercio sobre a transformação de Joicy (na foto acima).</p>
<p>-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-xx-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-</p>
<p>O texto acima foi escrito pela sobrinha de Joicy e enviado ao Jornal do Commercio.</p>
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		<title>Porque o livro de #FabianaMoraes lançado hoje é tão importante pro jornalismo brazuca</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 16:12:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é todo dia que se escreve com prazer pra jornal, essa espécie em extinção. Pior ainda, é que não é todo dia que se lê com prazer algo de jornal. Os jornais comerciais de uma forma geral perderam a conexão com a vida real, com as pessoas reais, com os problemas reais, com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a id="aptureLink_alvXp5nwFv" style="margin: 0pt auto; text-align: center; display: block; padding: 0px 6px;" href="http://www.flickr.com/photos/jconline2/4404116291/"><img style="border: 0px none;" title="Alexandre Severo / JC Imagem" src="http://farm5.static.flickr.com/4065/4404116291_2a6f9a6b67.jpg" alt="" width="500px" height="335px" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de Alexandre Severo / JC Imagem</p></div>
<p>Não é todo dia que se escreve com prazer pra jornal, essa espécie em extinção. Pior ainda, é que não é todo dia que se lê com prazer algo de jornal. Os jornais comerciais de uma forma geral perderam a conexão com a vida real, com as pessoas reais, com os problemas reais, com o nosso Brasil real e isso parece ser definitivo, a despeito da necessidade justificadora que os mantinha em pé, necessários, como elementos de mobilização da opinião pública sobre as questões que tornam possível as esferas públicas. Essa é uma parte do ocaso do jornalismo comercial hoje, de uma forma geral, e dos grandes grupos comerciais de comunicação de forma específica. É por isso que o lançamento do livro OS SERTÕES &#8211; UM LIVRO REPORTAGEM DE FABIANA MORAES, merece uma dupla celebração. O lançamento acontece hoje e é baseado na série Os Sertões, escrita pela mesma Fabiana, por ocasião do aniversário da morte de Euclides da Cunha. A versão digital do caderno especial, publicado em agosto de 2009, pode ser conferida <a href="http://www2.uol.com.br/JC/sites/sertoes/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>A gente precisa comemorar o livro e aquele caderno especial porque por um lado,  mostra que é sim, possível, dentro do esquema comercial de venda de impressos, fazer um trabalho que prima pela conexão com a realidade social. Porque mostra a possibilidade do trato cuidadoso com o leitor e com a informação, mas sobretudo cuidado com as vidas que são objeto do relato. Esse cuidado, que é trabalhoso, estressante, desgastante, eu vi Fabiana ter desde o início do processo de pesquisa e montagem do projeto. E camaradas, dá um trabalho danado ser cuidadoso com o outro, ainda mais quando você não o conhece direito. Se você imagina fazer isso dentro da lógica produtivista dessa fábrica chamada jornal, dá mais trabalho ainda&#8230; Lembrei agora de uma fala de Claudio Abramo, que dizia que jornalismo se faz com caráter. Pois é.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a id="aptureLink_efzdWZOEjc" style="margin: 0pt auto; text-align: center; display: block; padding: 0px 6px;" href="http://www.flickr.com/photos/jconline2/4404117783/"><img style="border: 0px none;" title="Alexandre Severo / JC Imagem" src="http://farm5.static.flickr.com/4031/4404117783_79d5c4948e.jpg" alt="" width="500px" height="335px" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe trabalhando foto de Alexandre Severo / JC Imagem</p></div>
<p>Por outro lado, tanto a série quanto o livro exigem um olhar mais acurado sobre o modus de se fazer jornal e se escrever reportagem de hoje: diante da crise de credibilidade que a chamada velha mídia passa; diante da crise da própria industria da intermediação a que se filiam os grupos comerciais de comunicação; diante de sua incapacidade em lidar com as formas de produção e de consumo de informação, cultura e conhecimento que emergiram nos últimos 20 anos (e não, não estou falando somente do twitter, e que tais); diante das dificuldades em se manter como negócio <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/05/despencam_as_vendas_de_folha_globo_e_estadao.php" target="_blank">rentável a longo prazo</a> e <a href="http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao_49/artigo_1430/Caro_trabalhoso_chato.aspx" target="_blank">interessante</a>; diante enfim da baixa <span style="text-decoration: line-through;">estima</span> auto-estima e da moral combalida dos profissionais da última das profissões românticas, o livro e aquela série são um alento e assim acenam com a esperança.</p>
<p>E porque esperança?</p>
<p><strong>Outros Sertões: o projeto<br />
</strong></p>
<p>Pra saber direitinho porque ter esperança tem que ler ao menos a versão digital (o link está lá em cima) e entender a ideia que guia todo o projeto. Com isso dá para entender ainda outra coisa, que a comisão do Prêmio Esso percebeu: cansou a interpretação hegemônica do sertão brasileiro, que vem sendo construida há tempo demais por uma indústria da comunicação no Brasil que, concentrada, se acostumou a consumar sua interpretação do Brasil como a única possível.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a id="aptureLink_JxssluI77M" style="margin: 0pt auto; text-align: center; display: block; padding: 0px 6px;" href="http://www.flickr.com/photos/jconline2/4404119923/"><img style="border: 0px none;" title="Alexandre Severo / JC Imagem" src="http://farm5.static.flickr.com/4024/4404119923_6eef42af75.jpg" alt="" width="500px" height="335px" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de Alexandre Severo / JC Imagem</p></div>
<p>O caderno e o livro procuram desconstruir essa descrição de um sertão mítico, distante, desconectado de um Brasil que a interpretação produzida no eixo Rio-São Paulo consolidou como inevitável &#8211; a mesma forma de encarar o Brasil através na qual se pensa que nós vivemos aqui no Recife à beira do mar o dia inteiro, sentindo cheiro de maresia. A forma de realizar essa desconstrução é justamente através de personagens, de pessoas reais e de seus dramas atuais. Basta ver a galeria de histórias e confirmar essa conexão do sertão, dos sertões, com o tempo presente, com o Brasil presente.</p>
<p>Compreender e refletir sobre essa realidade é um desafio não somente do jornalismo atual. É também um desafio da sociologia, da antropologia, da história e da ciência política que, enviesados pelo modo uspiano de ser e de saber, preferem em grande medida a construção de mitos discursivos. Com isso quero lembrar que a prática de uma desconexão com a realidade social não é um privilégio negativo do jornalismo comercial, mas de pulpitos muito respeitosos de nossa vã academia.</p>
<p><a id="aptureLink_BDEMdffubm" style="margin: 0pt auto; text-align: center; display: block; padding: 0px 6px;" href="http://www.flickr.com/photos/jconline2/4404119709/"><img class="alignleft" style="border: 0px none;" title="Alexandre Severo / JC Imagem" src="http://farm5.static.flickr.com/4053/4404119709_175a9118a7.jpg" alt="" width="216" height="144" /></a></p>
<p><a id="aptureLink_pFQJbhfxwW" style="margin: 0pt auto; text-align: center; display: block; padding: 0px 6px;" href="http://www.flickr.com/photos/jconline2/4404119281/"><img class="alignleft" style="border: 0px none;" title="Alexandre Severo / JC Imagem" src="http://farm5.static.flickr.com/4020/4404119281_64998d9cff.jpg" alt="" width="218" height="144" /></a></p>
<p><a id="aptureLink_jiA8yqBKzN" style="margin: 0pt auto; text-align: center; display: block; padding: 0px 6px;" href="http://www.flickr.com/photos/jconline2/4404116661/"><img class="alignleft" style="border: 0px none;" title="Alexandre Severo / JC Imagem" src="http://farm5.static.flickr.com/4070/4404116661_1f061f562e.jpg" alt="" width="216" height="142" /></a></p>
<p>As fotos são de Alexandre Severo. A galeria de fotos do projeto pode ser conferida <a href="http://www.flickr.com/photos/jconline2/sets/72157623424536867/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Com isso, é interessante observar como alguns dos relatos mais interessantes do Brasil varonil tem sido feitos fora do eixo Rio-São Paulo e de como o projeto do Caderno Sertões e agora o livro estão à frente da descrição estandardizada, esquemática e desconectada que se consolidou. Também é interessante observar que não se trata bem de uma geração de jornalistas geniais que está produzindo essas narrativas ou de uma escola, como se andou ventilando por aí. Essa ideia só ratifica a noção de que a boa safra de reportagens (vamos dizer relatos?) produzidas no Nordeste é um episódio apenas, que não macula a excelência do jornalismo realizado pela Folha de São Paulo, peo Estadão, pelo O Globo. O discurso de uma geração de jornalistas notáveis deslegitima a qualidade dos profissionais daqui e esconde a questão política e cultural da insuficiência do velho modelo de produção e consumo de informação, cultura e conhecimento dos principais grupos de comunicação do país. E do aparato antidemocrático que lhe dá guarida.</p>
<p>Talvez devêssemos, sim, pensar em como a insuficiência de um jornalismo opaco e sem brilho cede às pressões dessa realidade que vibra lá fora.</p>
<p>No mais fica aqui o orgulho do marido coruja.</p>
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		<title>Sertões &#8211; um livro-reportagem de Fabiana Moraes, lançamento dia 21 de dez</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 17:04:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1738" href="http://www.locoporti.blog.br/sertoes-um-livro-reportagem-de-fabiana-moraes-lancamento-dia-21-de-dez/convite_os-sertoes-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1738" title="Convite_Os Sertoes" src="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/Convite_Os-Sertoes1-600x364.jpg" alt="" width="673" height="407" /></a></p>
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		<title>Soy Loco por Ti entra de férias por tempo determinado</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 22:27:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="aptureLink_Gr0wFnPvq7" style="margin: 0pt auto; padding: 0px 6px; text-align: center; display: block;"><object id="apture_embedPlayer1" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="654" height="371" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="quality" value="high" /><param name="allowScriptAccess" value="never" /><param name="allowFullScreen" value="false" /><param name="flashvars" value="domId=apture_embedPlayer1" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10977948&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><param name="name" value="apture_embedPlayer1" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><embed id="apture_embedPlayer1" type="application/x-shockwave-flash" width="654" height="371" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10977948&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" name="apture_embedPlayer1" flashvars="domId=apture_embedPlayer1" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="never" quality="high" bgcolor="#ffffff"></embed></object></div>
<p>Existe alguma coisa de improvável na escrita de uma tese. Esse nome que a pompa da academia resolveu dar em algum momento ao resultado de uma investigação, que é feita com certos pressupostos e dentro de algumas regras &#8211; como aliás, toda investigação é feita. A improbabilidade é mais real, palpável e cheirosa entre a metade e o término do tempo que lhe deram: uma costura de impossibilidades que o sujeito tem que chamar de &#8216;meu trabalho&#8217; é um fio tênue com o qual se agarra o doutorando e, de fora, nada parece que vai se arrumar.</p>
<p>É claro que isso ão é geral. Assim como esse blog não se pretende geral, nem eu sou geral. No geral, ninguém é geral para ninguém. E o geral em geral é &#8216;em  geral&#8217;&#8230; Mas tergiverso.</p>
<p>O fato é que aquela arquitetura que ao final parece tão fechadinha, tão bem resolvida, como os sociólogos que parecem ter nascido sociólogos, esconde uma cadeia de gambiarras, de maquinações, de solvências, de mapas, arranjos, planos, rampas, estiligues, cordas de nylon, baldes, tintas, relógios, alçapões, pianos e violinos, bigodes e escaramuças, vontades e dormências, um jogo de dominó que não acaba durante quatro anos, botinas, macacões de trabalho, óculos de proteção, martelos, pregos, serrotes, machados, alicates, fios, pêndulos, roldanas, pontes, aritmética e álgebra e um pouco trigonometria.</p>
<p>Quando do meio pro fim você percebe que é possível tirar alguma melodia desse entulho de possibilidades, quando finalmente você vê ali no fundo uma possibilidade de que a peça se estique até o arco e dispare um solfejo colorido; quando você finalmente vê que poderá logo logo tomar uma cerva no sábado à tarde sem culpa, você enche o peito de novo e diz:</p>
<p>Ok, go.</p>
<p>Esse blog entra agora de férias por tempo determinado.</p>
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		<title>Deus e as santinhas, mais uma de Rafal Campos Rocha</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 01:09:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
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Mais, disponível em http://rafaelcamposrocha.blogspot.com
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a id="aptureLink_RpmkPdTCXe" style="margin: 0pt auto; padding: 0px 6px; text-align: center; display: block;" href="http://2.bp.blogspot.com/_o-uhAW99dk8/S8CKLCnnyZI/AAAAAAAAA2U/oqHGxl0eH3c/s1600/Deus06.jpg"><img style="border: 0px none;" src="http://2.bp.blogspot.com/_o-uhAW99dk8/S8CKLCnnyZI/AAAAAAAAA2U/oqHGxl0eH3c/s1600/Deus06.jpg" alt="" width="640" height="502" /></a></p>
<p>Mais, disponível em <a href="http://rafaelcamposrocha.blogspot.com" target="_blank">http://rafaelcamposrocha.blogspot.com</a></p>
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		<title>Deus é negra, gostosa e de vez em quando fica arretada com o marido</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 16:49:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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Do ótimo http://rafaelcamposrocha.blogspot.com
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a id="aptureLink_BmlfKMHzyI" style="margin: 0pt auto; padding: 0px 6px; text-align: center; display: block;" href="http://3.bp.blogspot.com/_o-uhAW99dk8/S7C1MAXId4I/AAAAAAAAA2M/CIrmM6uuFx0/s1600/Deus05.jpg"><img style="border: 0px none;" src="http://3.bp.blogspot.com/_o-uhAW99dk8/S7C1MAXId4I/AAAAAAAAA2M/CIrmM6uuFx0/s1600/Deus05.jpg" alt="" width="503" height="540" /></a></p>
<p>Do ótimo http://rafaelcamposrocha.blogspot.com</p>
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		<title>Essa gostosa&#8230;</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/deus-essa-gostosa/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 19:45:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sem tempo para comentar sobre presentes e futuras leituras. Digo somente que o Google Reader tem sido uma mão na roda para acompanhar a leitura que algumas pessoas fazem de outros blogs, revistas, jornais e sites variados. Também tem me servido para sistematizar a leitura de minhas próprias preferências em termos de blogs interessantes, jornais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem tempo para comentar sobre presentes e futuras leituras. Digo somente que o Google Reader tem sido uma mão na roda para acompanhar a leitura que algumas pessoas fazem de outros blogs, revistas, jornais e sites variados. Também tem me servido para sistematizar a leitura de minhas próprias preferências em termos de blogs interessantes, jornais e revistas fora do eixo comercial, além de muitos artistas plásticos, ilustradores e desenhistas dos quais tenho apredido a gostar. Uma dessas pessoas é <a href="http://rafaelcamposrocha.blogspot.com" target="_blank">Rafael Campos Rocha</a>, autor da genial série ´Deus, essa gostosa´. Queria ter desenhado isso antes&#8230;</p>
<p><a id="aptureLink_iuu9iJKPni" style="margin: 0pt auto; padding: 0px 6px; text-align: center; display: block;" href="http://apture.s3.amazonaws.com/000001274ec1e3de991d3fca007f000000000001.Deus01.jpg"><img style="border: 0px none;" title="Deus01" src="http://apture.s3.amazonaws.com/000001274ec1e3de991d3fca007f000000000001.Deus01.jpg" alt="" width="568.515111695138px" height="540.8000000000001px" /></a></p>
<p>&#8212;-</p>
<p><a id="aptureLink_7EIiJjSILt" style="margin: 0pt auto; padding: 0px 6px; text-align: center; display: block;" href="http://apture.s3.amazonaws.com/000001274ec2945b631e9ecb007f000000000001.Deus02.jpg"><img style="border: 0px none;" title="Deus02" src="http://apture.s3.amazonaws.com/000001274ec2945b631e9ecb007f000000000001.Deus02.jpg" alt="" width="568.515111695138px" height="540.8000000000001px" /></a></p>
<p>&#8212;-</p>
<p><a id="aptureLink_EKB11itk5b" style="margin: 0pt auto; padding: 0px 6px; text-align: center; display: block;" href="http://apture.s3.amazonaws.com/000001274ec317c2c414f5a3007f000000000001.Deus03.jpg"><img style="border: 0px none;" title="Deus03" src="http://apture.s3.amazonaws.com/000001274ec317c2c414f5a3007f000000000001.Deus03.jpg" alt="" width="568.515111695138px" height="540.8000000000001px" /></a></p>
<p>&#8212;-</p>
<p><a id="aptureLink_yfMxJrE7pB" style="margin: 0pt auto; padding: 0px 6px; text-align: center; display: block;" href="http://apture.s3.amazonaws.com/000001274ec39d84205be162007f000000000001.Deus04.jpg"><img style="border: 0px none;" title="Deus04" src="http://apture.s3.amazonaws.com/000001274ec39d84205be162007f000000000001.Deus04.jpg" alt="" width="568.515111695138px" height="540.8000000000001px" /></a></p>
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		<title>Certos Sertões</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/certos-sertoes/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 15:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[Que o jornalismo anda em crise isso é sabido há muito tempo. Recentemente isso tem ficado mais claro porque a crise do modelo das indústrias da intermediação, entre as quais as empresas de comunicação se enquadram, passou a ter números que se evidenciam. Mas a crise do jornalismo é mais antiga, como mostrou Habermas &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www2.uol.com.br/JC/sites/sertoes/img/foto_lohane.jpg"><img src="http://www2.uol.com.br/JC/sites/sertoes/img/foto_lohane.jpg" alt="Lohane, uma das personagens da reportagem" width="400" height="268" /></a><p class="wp-caption-text">Lohane, uma das personagens da reportagem</p></div>
<p>Que o jornalismo anda em crise isso é sabido há muito tempo. Recentemente isso tem ficado mais claro porque a crise do modelo das indústrias da intermediação, entre as quais as empresas de comunicação se enquadram, passou a ter números que se evidenciam. Mas a crise do jornalismo é mais antiga, como mostrou Habermas &#8211; desde o final do século XIX, com a decedência da esfera pública burguesa européia que o jornalismo não é mais o mesmo. Ou seja, já não se faz mais jornalismo como antigamente há muito tempo. Eu sei, a piada é cretina mas tem lá seu sentido.</p>
<p>Esse nariz de cera é pra falar do especial que o Jornal do Commercio do Recife produziu sobre os 100 anos que Euclydes da Cunha faria no dia 15 de agosto. Foi produzido um caderno com 24 páginas e um <a href="http://www2.uol.com.br/JC/sites/sertoes/" target="_blank">hot site</a> (conteúdo aberto, com vídeo, som e mais texto que no impresso). O trabalho é de primeira.</p>
<p>Não falo assim porque a <a id="aptureLink_FOu5lPHLFN" href="http://www.youtube.com/watch?v=es8JHKE-2zI">repórter, editora, pauteira e produtora</a> tenha sido justamente a minha mulher. Basta ler o material para saber. Num momento de crise institucional e financeira das empresas que dão suporte ao jornalismo; num momento em que se procura deontologia e ética sem achar; num momento em que o Senado arquiva as denúncias que deveriam fazer Sarney enfiar o rapo entre as pernas por iniciativa própria, todo o material produzido é um alento a todo aquele que sabe da importância do jornalismo, seja ele ancorado a uma instituição empresarial ou não, tem para a sociedade.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www2.uol.com.br/JC/sites/sertoes/img/foto_padre_sizo.jpg"><img src="http://www2.uol.com.br/JC/sites/sertoes/img/foto_padre_sizo.jpg" alt="" width="400" height="268" /></a><p class="wp-caption-text">Padre Cizo, dono do santuário Santa Terezinha, em Mata Grande, Alagoas</p></div>
<p>Dá um orgulho e uma esperança ver um bom jornalismo sendo feito. Principalmente porque o desânimo e o ceticismo, o cinismo e a falta de alegria que viceja em muitas redações e que contamina desde os primeiros anos os estudantes de jornalismo nas faculdades, precisa ser irrigado pelo tipo de entusiasmo e retidão com a profissão que anima todo esse trabalho.</p>
<p>Esse mesmo ceticismo broxante, aliás, não é um privilégio do jornalismo. Está encrustrado nas mais sociológicas das profissões e nos mais sociológicos dos sociólogos.</p>
<p>Fabiana, minha mulher, repórter especial do JC, passou meses programando os 5 mil quilômetros de viagem, minerou as histórias e personagens entrevistados, planejou a estrutura do hot site e ainda é dona de um texto excelente. A partir de semana que vem esatará alegrando a vista de quem passar pela praia, numas bem merecidas férias. Ô glória.</p>
<p>Abaixo, reproduzo o texto de abertura, que dá o tom da inteligência, coerência e delicadeza que permeia todo o projeto.</p>
<p><strong><em>Com licença, moço, e desculpe a curiosidade: mas há outra cor no Sertão? Amarelo, azul? Ou ele é todo assim, esse tom de chão rachado? Esse Sertão, que a gente ficou meio cansado de ver em marrom seco-iluminado e monocórdico, dizem que é sempre assim. Sem surpresa nem na cor, nem na gente. Lá estão os fortes, os míticos, os magros, os sedentos, os ingênuos, os brutos, os desconfiados, os puros. Para que serve então escrever sobre Os Mesmos, falar daquele lugar de &#8220;nomes bárbaros e estranhos&#8221;?</em></strong></p>
<p><span id="more-887"></span></p>
<p><strong><em>Foi que um dia, passando ali, viram Dona Maria Faria, benzedeira</em>, <em>rezando um dos tios de Sombra, o rapaz que aprende street dance olhando um grupo coreano no DVD. Perto, também passava um homem de batina negra e chapéu, um padre de sotaque engraçado que procura firmar-se santo reconstruindo o Cïcero à sua imagem e semelhança. Em Floresta, Pernambuco, aproximaram-se do vaqueiro brabo e de olhos claros para descobrir que ele é como no livro de Guimarães: mulher. Conta-se dos garotos que se tornam garotas tão frágeis e delicadas &#8211; e dos garotos que brigam para gostar, sem ter que esconder, de outros iguais. Há aquela senhora de véu branco que canta para fazer da morte poesia, a sem-terra cuidadosa que guarda seus esmaltes e batons em uma caixinha de plástico. E o rapaz em Canudos que difunde, de R$ 2 a R$ 5, Mel Gibson, Latino e Beyoncé, ajudando a desenhar outro tipo de luta, agora cultural, na terra de Conselheiro.</em></strong></p>
<p><strong><em>Todos eles &#8211; e tantos outros &#8211; esclarecem: antes de tudo, o Sertão é uma idéia. Ela frequentemente vira-se do avesso e nos desarma. Não é o oco do mundo, nem há só um: são vários, como percebeu o carioca Euclides, o homem que ampliou uma região, pulou do singular para o plural, espichou o nome para caber todo mundo. O Sertão é Os Sertões, a terra que inunda, dá flor, faz calor e frio; a terra dos índios, quilombolas, cientistas, ciganos, agricultores, empresários, travestis; onde se bebe cachaça com Coca-Cola e se mistura incelência com Afrika Bambaataa. Lugar que bate de frente consigo mesmo, como acontecia como escritor do Cantagalo: estamos condenados ao progresso, afirmava, ao mesmo tempo em que via, naquela terra de ridículos e adoráveis, uma &#8220;raça forte e antiga, de caracteres definidos e imutáveis&#8221;.</em></strong></p>
<p><strong><em>Mas assim como um dia Euclydes tornou-se Euclides, eles, Os Mesmos, mudaram &#8211; e não havia outra maneira. Para os sertanejos, também vale o &#8220;ou progredimos ou desaparecemos&#8221;. Recusam, com uma delicadeza que lhes é fundamental, a redoma na qual são colocados por aqueles que loucam o &#8220;tradicional&#8221;, o molde único evocado pelo olhar assombrado do rapaz vindo do Sudeste.</em></strong></p>
<p><em><strong>Nas próximas páginas, alguns deles podem ser, ainda que brevemente, conhecidos. Milionários ou miseráveis, vestindo couro ou um top sintético de oncinha, são extremamente autênticos. Outros, como a rezadeira Severina, o locutor cego de Moderna, o mototaxista de Euclides da Cunha e a família do vaqueio Moisés (enfretaram várias secas, mas nunca a fome) se apresentam no projeto irmão desse caderno, dispon;ivel na internet. Não se trata de um mapeamento: partir dessa premissa já acusaria, por si só, uma vontade de engessar pessoas e tipos. E não é possível esgotar uma terra em 24 páginas ou num sítio virtual. A seguir, a lourinha Lohanne, o beato Manue, o B-boy Luiz e o condenado por tráfico André, entre outros falam por si. Nas imagens, frases retiradas de Os Sertões, mostram o choque entre o que se lê e o que se vê, ora a pura simbiose entre Euclides e sertanejos. Eles são de um tempo e um lugar que reclamam visbilidade, não a imposta, e sim aquela determinada por suas próprias experiências. Concordando ou não,</strong> </em><em><strong>o senhor, por favor, tolere. Isso é o Sertão.</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Fabiana Moraes</strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>JC publica especial sobre Os Sertões</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/fabiana-moraes-arrazando-no-youtube/</link>
		<comments>http://www.locoporti.blog.br/fabiana-moraes-arrazando-no-youtube/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 12:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Woman with a mango]]></category>

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		<description><![CDATA[
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/es8JHKE-2zI" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/es8JHKE-2zI"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Thanks God, It&#8217;s Friday</title>
		<link>http://www.locoporti.blog.br/thanks-god-its-friday-4/</link>
		<comments>http://www.locoporti.blog.br/thanks-god-its-friday-4/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 22:24:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Woman with a mango]]></category>

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		<description><![CDATA[
Um sorriso
Quando
com minhas mãos de labareda
te acendo e em rosa
embaixo
te espetalas
quando
com minha acesa antorcha e cego
penetro a noite de tua flor que exala
urina
e mel
que busco eu com toda essa assassina
fúria de macho?
que busco eu
em fogo
aqui embaixo?
senão colher com a repentina
mão do delírio
uma outra flor: a do sorriso
que no alto o teu rosto ilumina?
José Ribamar Ferreira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img align="middle" src="http://www.alifetimeofcolor.com/study/images/gauguin_mango_l.jpg" /></div>
<div>Um sorriso</div>
<p>Quando<br />
com minhas mãos de labareda<br />
te acendo e em rosa<br />
embaixo<br />
te espetalas<br />
quando<br />
com minha acesa antorcha e cego<br />
penetro a noite de tua flor que exala<br />
urina<br />
e mel<br />
que busco eu com toda essa assassina<br />
fúria de macho?<br />
que busco eu<br />
em fogo<br />
aqui embaixo?<br />
senão colher com a repentina<br />
mão do delírio<br />
uma outra flor: a do sorriso<br />
que no alto o teu rosto ilumina?</p>
<p align="right"><strong>José Ribamar Ferreira Gullar</strong></p>
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		<title>Produto da modernidade</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 01:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas imateriais]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Woman with a mango]]></category>

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		<description><![CDATA[Fabiana Moraes
Jornal do Commercio
O crescente interesse da mídia pelo caboclo de lança, figura que tornou-se em um dos principais cartões-postais do Estado, é uma das responsáveis pela enorme rivalidade entre os guerreiros de hoje. Esta é uma das conclusões do jornalista João Marcelo Silva, da pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right">Fabiana Moraes<br />
Jornal do Commercio</p>
<div align="left"><em><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2"><img align="right" src="http://www.terrabrasileira.net/folclore/regioes/5ritmos/ma-rural2.jpg" />O crescente interesse da mídia pelo caboclo de lança, figura que tornou-se em um dos principais cartões-postais do Estado, é uma das responsáveis pela enorme rivalidade entre os guerreiros de hoje. Esta é uma das conclusões do jornalista João Marcelo Silva, da pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que, ao lado da também antropóloga Sumaia Vieira, coordenadora do programa Culturas Tradicionais do Instituto Nômades, estudou os maracatus da Zona da Mata Norte. “Desde que passaram a chamar mais atenção das câmeras, os caboclos têm investido em golas mais complexas”, diz o pesquisador, que escreveu um trabalho dedicado especificamente à etnografia desta peça repleta de “significações estéticas, mágico-religiosas, sociais, culturais e políticas.” </font></font></font></em></div>
<p><em><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">Segundo João Marcelo, não é possível, para aqueles que estão de fora, apreender o sentido total que a peça representa para o caboclo. Em seu trabalho, ele destaca que a gola representa o poder pessoal, a individualidade do lanceiro – assim como legitima seus status na comunidade de maracatuzeiros. “Eles medem o tempo, a própria vida, pelo ciclo do Carnaval”, pontua o pesquisador. Assim, avaliar de maneira negativa os altos investimentos feitos por uma comunidade pobre em uma roupa que é usada apenas uma vez no ano pode soar, no mínimo, moralista.<span id="more-205"></span></font></font></font></em></p>
<p><em><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">A relação vertical entre homens e mulheres na confecção das golas é outro terreno onde os julgamentos são perigosos – questões essencialmente culturais explicam práticas classificadas como politicamente incorretas no mundo “corrigido” de hoje. Historicamente, o maracatu, tanto o de baque solto quanto o de baque virado, é um lugar de homens. “A participação das mulheres se limitava às atividades domésticas e, em alguns casos, ao preparo espiritual do maracatu”, diz Sumaia Vieira. Segundo ela, mulheres menstruadas não podiam tocar na roupa dos brincantes, para estes, fêmeas nesta condição tinham o “corpo aberto”. “Isso significava atrapalho espiritual para o folgazão ou para o maracatu. Em menor proporção, as mulheres participavam da feitura das fantasias quando não estavam menstruadas”, continua a antropóloga. Atualmente, para brincar no maracatu, as mulheres de alguns grupos tomam chás à base de ervas para antecipar o ciclo menstrual. </font></font></font></em></p>
<p><em><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">O ingresso feminino no mundo masculino dos caboclos de lança e de pena, no entanto, não significou exatamente uma emancipação para elas. A maior valorização das golas feitas pelos homens, apesar do grande número de mulheres artesãs, é apenas um dos exemplos. “A predominância dos homens na feitura das golas também está associada a interesses pessoais, no aprendizado do ofício que também é uma fonte de renda para o artesão”, diz Sumaia.</font></font></font></em></p>
<p><em><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2"><strong>VOGUE E AXÉ </strong></font></font></font></em></p>
<p><em><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">Uma breve análise da fotografia realizada nos anos 40 por Lula Cardoso Ayres na Zona da Mata Norte (abaixo) mostra como a gola passou por enormes modificações em um curto espaço de tempo: curta, com pouco brilho, ela era aparato secundário. Areia prateada e espelhos eram os elementos mais comuns para enfeitar o traje. Mais tarde, o vidrilho e o ajofre (enfeite de forma oval) passaram a ser usados por caboclos com mais dinheiro. Aqui, as golas não podiam ser muito longas, já que o peso do vidrilho é várias vezes superior ao da lantejoula. “Brinquei com uma gola que pesava onze quilos”, lembra Luiz Caboclo, do Estrela Brilhante de Aliança. </font></font></font></em></p>
<p><em><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">A chegada da lantejoula, bem mais leve e barata, por volta dos anos 60, pode ser considerada como divisor de águas na “moda da gola”, proporcionando uma maior liberdade estilística aos seus criadores. A artesã Maria da Conceição, que faz as golas do Leão Formoso, é um exemplo. Também costureira, ela se inspira muitas vezes nas revistas de moda que compra ou recebe das clientes que levam os tecidos para ela cortar. “As golas passaram a ser cada vez mais autorais”, diz João Marcelo Silva. </font></font></font></em></p>
<p><em><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">As mudanças de estilos e desenhos acontecem principalmente através das mãos dos artesãos mais jovens, a exemplo do ajudante de Mestre Biá, Edson Rodrigues, 26 anos. Com o cabelo tingido de louro abertíssimo, à moda funk carioca, ele trabalha como fazedor de golas desde 2003, quando largou o emprego de serigrafista. Vem criando um estilo próprio, que reflete alguns “ícones” de seu tempo, entre eles a tatuagem. “Faço uns desenhos tribais, estou modernizando as peças”, comenta. Ao lado de Edson, Emerson, de apenas 12 anos, mostra orgulhoso a primeira gola que confeccionou. Vai usá-la no Carnaval, quando integrará o exército de mais de 140 caboclos de lança do Leão Vencedor de Carpina. “Tem que ensinar, ou não fica ninguém para fazer a roupa depois que eu morrer”, comenta Biá, que já pensa em incluir o neto de oito meses no maracatu. “O pano dele já tá guardado.”</font></font></font></em></p>
<p><em><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2">Ex-aluno de Biá, Roberto de Lima, 29, conhecido como Toni, já começa a criar fama com suas peças onde borda santos e outras figuras pouco comuns no universo de desenhos abstratos das golas de maracatu. O rapaz, que integra o Estrela Brilhante de Nazaré da Mata, é extremamente detalhista com suas peças: a gola que vai vestir traz um enorme São Jorge. Nela, foram gastos 3,5 metros de veludo, além de lantejoulas número 6 e 10. Os motivos religiosos são uma constante no trabalho de Toni, que já fez gola com uma Nossa Senhora Aparecida e outra com o Coração de Jesus. Curiosamente, o rapaz não é religioso: sua mãe, evangélica, não permite nenhum santo em casa. “É que eu gosto das imagens mesmo. No próximo ano, vou bordar uma Santa Ceia.”</font></font></font></em></p>
<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2"><em>Enquanto Edson, Emerson e Toni vão dando continuidade, ao seu modo, aos antigos simbolismos do maracatu rural, outros jovens nascidos na Zona da Mata Norte preferem práticas ligadas ao que é considerado verdadeiramente “atual”. Filha de dois artesãos, Edjane da Costa, 27, só saiu duas vezes em um maracatu, quando tinha por volta de 15 e 16 anos. “Eu devia tá fora de meu juízo”, diz a moça, que passa longe de caboclos e baianas nos dias de folia em sua cidade. Já programou seu Carnaval: vai aos shows das bandas Cavaleiro Elétrico, Excesso de Bagagem e Marreta, que se apresentam nos trios que percorrerão as ruas de Nazaré. Em vez de gola, Edjane escolhe o abadá como símbolo que eleva Nazaré a uma ainda precária condição de modernidade.</em></font></font></font></p>
<p>Essa aí é segunda matéria publicada pelo JC sobre os maracatus de baque virado feito pela premiadíssima reporter e mulher desse escriba, Fabiana Moraes. O conteúdo é fechado. Mas consegui os PDFs das matérias que podem ser baixadas<a href="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2008/01/gola03.pdf"> aqui</a> e <a href="http://www.locoporti.blog.br/wp-content/uploads/2008/01/gola04.pdf">aqui</a>, para deleite de vocês, cinco ou seis leitores do Locoporti.</p>
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		<title>Woman with a mango</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 01:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Carlos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Woman with a mango]]></category>

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Dá licença que hoje quem anuncia com exclusividade sou eu.
A Grande vencedora do Prêmio Esso, na categoria Regiona 1, com a matéria &#8220;A Vida Mambembe&#8221;, é Fabiana Moraes, mulher desse escrevinhador. No momento em que escrevo acontece a solenidade. Fabiana foi indicada com outro trabalho, na categoria Informação Econômica, com a reportagem &#8220;Profissões que ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="middle" src="http://www.alifetimeofcolor.com/study/images/gauguin_mango_l.jpg" /></p>
<p>Dá licença que hoje quem anuncia com exclusividade sou eu.</p>
<p>A Grande vencedora do Prêmio Esso, na categoria Regiona 1, com a matéria &#8220;A Vida Mambembe&#8221;, é Fabiana Moraes, mulher desse escrevinhador. No momento em que escrevo acontece a solenidade. Fabiana foi indicada com outro trabalho, na categoria Informação Econômica, com a reportagem &#8220;Profissões que ninguém quer&#8221;. Essa categoria ainda não foi anunciada. Enchendo de alegria os corações de seu marido e de seu filho, Fabiana é esperada em casa urgentemente e com ardor.</p>
<p>Posso dizer que tô quase tão feliz quanto se fosse eu a ganhar o prêmio. Minha nega teve um ano de batalha incessante e se desdobrou para pagar as disciplinas do primeiro ano do doutorado em sociologia, mudou de cargo no jornal (agora é repórter especial), adaptou-se às novas tarefas, deu aulas, já foi convidada para dar outras e agora esse merecido prêmio, que é um prêmio por tudo.</p>
<p>Nos vemos novamente em uma semana quase e vai ser difícil não dar um abraço nela no aeroporto.</p>
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