Eliane Catanhede acha o PSDB um partido de massas cheirosas – atualizado
Luiz Carlos Pinto | 11 de abril de 2010 22:33O ritmo, o bom humor, aquele sorriso que não sai do canto da boca. A emoção dos discurso, o sentimendo de dever cumprido, a sensação de viver um momento histórico, a esperança de uma virada. A pompa e a circunstância, as palavras bem colocadas, aquele estilo casual, leve.
Eliane Catanhede, da Foia de SP, transmitindo direto do lançamento de JSerra repercutiu uma brincadeira que ouviu no evento que o PSDB estava se transformando num partido de massas, dada a quantidade de gente circulando, a bagunça, o calor, o suor, os desencontros. Mas não é, segundo a jornalista, um partido de massas qualquer. É um partido de massa cheirosa.
Fico cá me perguntando até onde vai chafurdar essa forma de jornalismo, que é em última instância uma certa maneira de relatar a trama social. Acho que uma dos diferenciais desscampanha será a afirmação mais próxima do categórico do lado que a grande imprensa, notadamente a paulistana, vai assumir. Não é a da transparência e da objetividade (e nem poderia ser, mas por questões que não vou cmentar aqui) embora a objetividade e a transparência sejam cobrados por gente como essa senhora acima; embora sejam usados como justificativas e verniz para a ocupação de um espaço específico no embate que se aproxima.
A fala de Eliane Catanhede revela muitas coisas. Uma delas é o descompasso que o jornalismo comercial, feito por grandes grupos como a Folha da Manhã, estabeleceu com os interesse públicos, com o jogo democrático e suas regras, com a trama social e suas heterogeneidades. À primeira vista, falar de um partido de massas cheirosa pode parecer um mero descuido, uma grosseria. Mas no meu entender denota esse distanciamento com a realidade social, com as massas não cheirosas.
A análise menos apurada, mais superficial, associa esse distanciamento das grandes empresas de comunicação e de boa parte dos jornalistas e mais ainda, da profissão, a todos os jornalistas, numa postura que é, em última instância, das mais reacionárias.
Vejá aqui o comentário da jornalista.
Uma outra coisa que me chaou a atenção é o boato de que ela estaria, ao dizer essa grande merda, fazendo uma ironia. No meu entender a ironia é uma expressão da inteligência e da sensibilidade, duas coisas que não vejo na passagem acima. Pra mim é só uma piada ruim, mais uma nesse país de piadistas.
O vídeo abaixo traz uma mensagem mais positiva e muito, muito mais cheirosa.
Categories: Comunicação, Domingo, Política
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One Response to “Eliane Catanhede acha o PSDB um partido de massas cheirosas – atualizado”
[...] do Soy Loco por Ti, America. Deste post muito divertido e [...]
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