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Mais um carnaval que passou…

Luiz Carlos Pinto | 18 de fevereiro de 2010 13:16

Esse foi um daqueles carnavais mais atípicos que eu já passei. Esse ano, porcausa da necessidade de finalizar três dos cinco capítulos da teses até a quarta-feira ingrata, não brinquei tanto como noutros anos. mesmo assim, deu para conferir o Rec Beat domingo e segunda-feira, ver os heróis desfilarem nas ruas de Olinda, no Domingo (Enquanto isso na Sala de Justiça) e acompanhar o pessoal gente boa dos Amantes de Glória, na segunda. De quebra, ainda deu para ver os maracatus cansados e os blocos líricos na mesma segunda feira, chegando e saindo do bairro do Recife.

Uma das melhores coisas que o Carnaval tem é justamente a possibilidade de fazer a gente se ligar na vida que corre nas ruas, sem o ar-condicionados e outros condicionantes tão artificiais com os quais lidamos cotidianamente – tão cotidianamente que impunemente.

Sai da frente, Otto!!

Já haviam me falado bem do disco novo do Bicho que Pula e confesso aqui que fiquei assim meio reticente. Nunca curti muito o som de Otto e na real conheço pouca gente daqui do Recife que gosta do cara. Já ouvi gente inclusive falando sempre bem das bandas que o acompanhavam,  ou que ele acompanhava: o ” sai da frente Otto” não é brincadeira desse post, é real.

O que haviam me falado é que o novo disco era um trabalho meio que de ressurreição, duro, amor bruto. Evitei baixar a coisa para ver durante o carnaval e valeu à pena. Sim, está lá o bicho que pula, mas Otto agora também rebola. Sim está lá uma super-banda fazendo mais que o trabalho de casa. Aliás, um parênteses. A música pop que se faz em Pernambuco é meio carente de grandes guitarristas – tem o Robertinho do Recife, Lúcio Maia (Nação Zumbi), Neilton (Devotos) e parou por aí. Tenho pra mim que Catatau sai do Carnaval 2010 como um dos guitarristas associados à música que se faz no Recife, do Recife, de quem é de Recife.

Mais vídeo do ótimo show de Otto, aqui.

Quanta ladeira!

O carnaval em Pernambuco é cercado de lendas urbanas. Uma delas é que o “Enquanto isso na Sala da Justiça” havia se tornado impossível de seguir, por causa da quantidade de gente que o acompanha. Esse ano essa lenda urbana teve consequencia. Acho que muita gente deixou de ir e é como se o bloco tivesse remoçado dez anos – a brincadeira desse ano aconteceu na maior tranquilidade, com pouca gente e muito herói, espaço para dançar, brincar e tocar tamborim. Sem precisar virar super-homem e sem os fantasmas de anos passados. Jesus com certeza estava presente. Tem mais fotos aqui e vídeos (depois subo).

A pedida no Domingão é em seguida acompanhar o Quanta Ladeira, bloco esculhambado de esculhambação mútua e generalizada. Esse ano, também diferente de anos anteriores, o bloco (que não sai do lugar) stava todo ensaiadinho, com as letras em dias, novas canções (zonearam muito de Dilma e de Serra), com uma banda com uma pegada mais rock do que em anos passados e os convidados cult de sempre. Esse ano, Fernanda Takai, Júnior Barreto, e outros.

À noite a grande atração é ver os Maracatus retardados, que chegam à cidade cansados, com seus estandartes no ar. A chegada é barulhenta e colorida. E tem também os blocos líricos, mas esse ano não consegui fazer nenhuma foto deles.

Céu

A cantora Céu aportou por aqui com muita moral e com uma pequena legião de fãs a lhe esperar. Destaque para a musa da bateria, o amigo Flavão, que não deixou de rir um só minuto durante o show, aliás, muito bom. Espera-se agora que a garota dê mais o ar da graça em Hellcife. O show foi rpecedido de algumas coisas que nem vale à pena mencionar, até porque eu não lembro mais. :-) )

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