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Por Roberto G, via Luis Nassif

Muito interessante esse “ponto de mutação”: sem ambiguidade (nem vergonha), a tarefa do jornalista e do “cientista político” é derrotar Lula e o seu projeto. Objetividade jornalística ou científica parecem não ter a menor importância para esses “profissionais”. Sobre então a pergunta: profissionais do quê????

Tanto o jornalismo profissional qto a ciência política cresceram e ganharam respeito da opinião pública depois de passarem gerações vestindo a camisa da objetividade. Esse povo queima (individualmente) o capital (coletivo) das respectivas profissões como aqueles antigos filhos de fazendeiros brasileiros que iam para Paris e gastavam a fortuna da família em uma temporada de boemia.

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O que eu acho:

A raiva cega. O que é mesmo de dizer sobre a ideologia, que também pode ser vista como falsa realidade, etc. Mas, descontando a coloração mais raivosa do autor, o texto é portador de um vício corrente que tem como principal beneficiário as empresas de comunicação e a indústria a qual ela se filia. Esse vício identifica o jornalismo a essa indústria, Como se o jornalismo não pudesse ser feito fora (às vezes além, e muitas vezes contra) o complexo político-industrial hegemônico.

Além desse vício que o texto carrega (crente ser ele mesmo um libelo democrático) ele também indica que o poder de fomentar o debate, a socialização da política, a crítica e o aprendizado, não possa ser exercido pela atividade jornalísitica – infiltrando-se e aproveitando as oportunidades que as mídias comerciais sugerem ou abrem; produzindo informação, disseminando cultura e conhecimento em meios não comerciais, direcionados, cotidianos, periférios e não por isso subalternos, influenciando o debate nas esferas institucionais da política, lutando pelas condições de possibilidades possíveis.

O jornalismo profissional que o texto enxerga só vê o jonalimo verdade da Globo e da Veja, e deixa de contemplar possibilidades mais amplas e, porque não dizer, revolucionárias, que emergem dia a dia, virtuosas, criativas, lúdicas e políticas.

Segue a rima…

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