do capítulo 5, em 5.3:
Como não pensar que a retomada e apropriação crítica de tecnologias é uma subversão (ou uma atualização) do modelo de contagem que Ranciére descreve? (É, eu sei que isso é uma analogia, que por sua vez expressa o pensamento aristotélico e platônico sobre o qual se edifica a forma de conhecimento sedentário. Mas também é preciso se descarregar do peso dessa diferença entre o pensamento nômade e o pensamento sedentário. Essa oposição é frustrantemente imobilizadora).
Os modos de apropriação crítica das tecnologias de informação e comunicação são formas de recontagem, ou pelo menos abrem possibilidades para que uma outra contagem aconteça – concatenadas cacofonias. O alfabeto necessário para isso incui afetos, vivências, implica na invenção de um cotidiano, na descoberta de outros, ações coletivas, paixões coletivas, jardinagens bivolts e alguma alegria.
Categories: Metareciclagem, Política, Tecnologia & Sociedade
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