Um dia para pensar, inlcusive para além de suas determinações comerciais.
A luta pela igualdade entre os sexos, que conjunturalmente é associada aos desafios e às conquistas do Feminismo, entendido como movimento de ações e de idéias (da práxis e da teoria), e que é sua própria história, é um terreno de luta política e ideológica.
Ou, dizendo por outra forma, é um braço do embate político ideológico entre as pulsões de liberdade e não liberdade, submissão. Encarnado nas ascendências neo con americanista mais recente tem reflexos nas políticas públicas em contetxo mundial, porque grande parte do financiamento advindo dos fundos americanos ao controle da AIDS, por exemplo, é condicionado à implementação de políticas públicas paralelas, que incentivem a abstinência, a virgindade, o sexo entre diferentes sexos.
Esse debate é um braço dum amplo e complexo ringue de disputa política e ideológica em que está em jogo a liberdade e as condições de possibilidade da dominação. Em última instância, também é a arena em que se tematiza o embate entre o Eros e a civilização; entre o princípio de prazer e o princípio da realidade, dos processos primários e secundários.
É por essa razão que o Feminismo perdeu sua corporalidade - e isso é um fato filosófico e político essencialmente bom e da maior importância. Porque como movimento (ou movimentos) de crítica (produção de idéias) e de ação (práxis) interessa a todos os seres humanos, sendo um braço das possibilidades de reação à dominação e de limitação da liberdade.
O vídeo acima eu recebi em uma das listas de discussão da qual eu participo.
“Os vários modos de dominação (do homem e da natureza) resultam em várias fomas históricas do princípio de realidade. Por exemplo, uma sociedade em que todos os membros trabalham nornalmente pela vida requer modos de repressao diferentes dos de uma socieade em que o trabalho é o terreno exclusivo de um determinado grupo. Do mesmo modo, a repressão será diferente em escopo e grau, segundo a produção social seja orientada no sentido do consumo individual ou no do lucro; segundo prevaleça uma economia de mercado ou uma economia planejada; segundo vigore a propriedade privada ou a coletiva. Essas diferenças afetam o próprio conteúdo do princípio de realidade, pois toda e qualquer forma do princípio de realidade deve estar consubstanciada num sistema de instituições e relações sociais, de leis e valores que transmitem e impõem a erquerida “modificação” dos instintos. Esse “corpo” do princípio de realidade é diferente em diversos estágios da civilização. Além disso, embora qualquer forma do princípio de realidade exija um considerável grau e âmbito de controle repassivo sobre os instintos, as instituições específicas do princípio de realidade e os interesses es[ecíficos de dominação introduzem controles adicionais acima e além dos indispensáveis à associação civilizada humana. Esses controles adicionais, gerados pelas instituições específicas de dominação, receberam de nós o nome mais-repressão.
Por exemplo, as modificações e deflexões de energia instintiva necessárias à perpetuação da família patriarcal-monogâmica, ou a uma divisão hierárquica do trabalho, ou ao controle público da existência privada do indivíduo, são exemplos de mais-repressão concernente às instituições de um determinado princípio de realidade”. Marcuse, Eros e Civilização – Um Interpretação filosófica do pensamento de Freu.
Categories: Política, Sexo
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