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Godard está para lançar um filme novo. “O novo filme de Jean Luc Godard, que muitos especulam ser o último, já chega no trailer mostrando que tem o dedo do diretor na câmera. A sinopse de Socialisme então…É Godard na cabeça. A começar pelos famosos intertítulos que sempre marcam as narrativas do diretor”. Esse texto eu pesquei do site Os Armênios. Na verdade, fiquei sabendo desse trailler abaixo e do filme por uma postagem no Buzz de Glerm Soares – aliás, estou me devendo uma postagem mais analítica sobre redes sociais em geral e sobre o GBuzz em particular. Abaixo, o trailler de Socialism, com legenda em inglês.

Ainda dos Armênios: O filme roda 360º graus com imagens de Odessa, Nápoles, Egito, Palestina, Barcelona para confirmar e derrubar por terra seus (nossos) mitos. Enquanto algumas crianças exigem explicações sobre liberdade, igualdade e fraternidade, outras estão processando os pais, convocando-os para comparecer no tribunal de sua infância. Em um navio, no Mediterrâneo, conversas em todas as línguas são proferidas por um velho criminoso de guerra e sua neta, o filósofo francês Alain Badiou, um policial russo, um velho policial francês, alguém da ONU, um embaixador palestino, um agente duplo e Patti Smith.

Walk Hard e o amor ao Rock´N´Roll. Muitos dos filmes que recentemente foram feitos com base em personagens de Histórias em Quadrinhos são meras adaptações pro cinema da arte sequencial. São feitas, entretanto sem coração. E suspeito que foram feitas por diretores, roteiristas e produtores que não leram as respectivas HQs quando podiam. O resultado são filmes secos. Exemplos? Demolidor, o Homem sem Medo e Elektra, dois dos melhores personagens de Frank Miller; todos os filmes do Batman, Quarteto Fantástico. No mesmo sentido, até agora ninguém ousou tentar tranportar o ambiente onírico de Sandman, publicado no Brasil pela Globo, para a telona ou mesmo Monstro do Pântano (na verdade há uma versão feita ali em algum lugar na década de 1980, mas não é boa). Walk Hard, cujo trailler está aí logo embaixo não é uma história baseada em HQs. E o relato de Dewey Cox, personagem fictício baseado em vários das mais importantes figuras do Rock, com peso em Jonhhy Cash. Um dos melhores filmes que eu vi ultimamente por causa do roteiro, da trilha sonora, da direção inteligente mas sobretudo porque foi feito com o carinho necessário de quem ouviu muito Rock na vida.

Muito é também o amor a Rembrandt. Em 2006 o diretor Peter Greenway dirigiu Night Watching, que narra a conturbada vida de Rembrandt, o pintor Holandês que viveu no século 17 e que caiu em desgraça depois de denunciar, através da pintura de um quadro da milícia holandesa uma trama de assassinato. O filme vale pela delicada maneira com que o processo criativo de Rembrandt – trespassado pela contingência política e pela posição que o artista assumia diante de tais contingências – é mostrado; pela própria figura de Rembrandt, um homem apaixonadíssmo pela mulher; pelo sexo que cheira o filme todinho; pela fotografia, enfim.
Por falar em amor, desamor. Pois foi apenas um sonho.

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