Vida sem discurso e sem ação é literalmente uma vida morta para o mundo
Luiz Carlos Pinto | 19 de agosto de 2010 11:52
Hoje está sendo disparada uma campanha para se ajudar da forma como for possível as bibliotecas comunitárias do Grande Recife. A iniciativa tem entre seus agentes diversos blogueiros que atuam sobretudo no Recife. Estão disponíveis nos endereços abaixo depoimentos, artigos, contos, reportagens, vídeos, que procuram informar seus leitores sobre a importância da rede de bibliotecas populares na região metropolitana da capital pernambucana e orientá-los sobre como contribuir.
Quem quiser conhecer melhor o trabalho feito pelas bibliotecas, que vêm através de várias ações fortalecendo a prática da leitura e democratização do acesso ao livro em suas diversas modalidades: informativa, formativa e recreativa, como um direito humano, fundamental para o desenvolvimento pessoal, social e comunitário, é só acessar o endereço http://rededebibliotecascomunitarias.wordpress.com. Mais informações pelos telefones 3244-3325 / 8850-5507.
Se um de vocês três que ainda lê esse blog se motivar a participar, a ajuda pode vir em forma de equipamentos, propostas de trabalho voluntário ou apoio financeiro. Para depositar qualquer quantia: Caixa Econômica Federal / Conta corrente número: 544-5 / Agência: 2193 / OP: 003.
Acho interessante e viável associar as bibliotecas comunitárias do Grande Recife não somente com o aspecto educacional e de aprendizado – coisa que geralmente se faz, com o devido valor e necessidade. Mas, se é verdade que a vida sem discurso e sem ação é literalmente uma vida morta para o mundo, deixando de ser vida humana (pois deixa de ser vivida por homens), as atividades das/nas bibliotecas precisa ser entendida também em sua dimensão politica.
Até porque a política assim colocada e a educação são faces de uma mesma moeda.
A educação e o aprendizado são elementos fundamentais para a articulação das ferramentas que permitem a visibilidade e com ela a afirmação da existência. Hannah Arendt é que afirmava que o que garante o ser para o sujeito não é o pensamento, mas a sua visibilidade. Os espaços de sociabilidade e os mecanismos de educação/inserção que as bibliotecas representam fornecem ferramentas para se participar dos ambientes político sociais, de interagir e interferir sobre a sociedade.
As bibliotecas comunitárias exemplificam as formas não institucionalizadas da vivência da política, da afirmação do dissenso, da existência de parcelas da nossa comunidade que insistem em sua existência- e não somente das necessidades físicas que dessa existência brotam, mas também das necessidades da alma. Nem só de pão vive o homem.
Mais do que espaços de resistência, as bibliotecas populares, e também outras formas de afirmação política, são espaços de re-existência. De afirmação do novo, do belo, do livre.
Outros blogs participando
www.interblogs.com.br/homerofonseca
www.porqueeueumoutro.blogspot.com
www.bodega.blog.br
www.estuario.com.br
www.acertodecontas.blog.br
www.caotico.com.br
www.wellingtondemelo.com.br
www.cezarmaia.com.br
www.pebodycount.com.br
www.rededebibliotecascomunitarias.wordpress.com
www.bpcoque.wordpress.com
www.palavraspontes.blogspot.com
www.escritoresetal.com.br
www.nospos.blogspot.com
Categories: Comunicação, Diálogos impertinentes, Política
2 Comments »




2 Responses to “Vida sem discurso e sem ação é literalmente uma vida morta para o mundo”
Luiz Carlos, nós, da Biblioteca Popular do Coque, agradecemos a cada um de vcs, novos parceiros. Um grande abraço.
Prezados, fiz um post no meu blog [ http://bit.ly/panoramasbiblio ] para auxiliar no ‘Bloguinaço’ pela Rede de Bibliotecas Comunitárias do Recife. Espero que a campanha tenha uma boa repercussão para todos.
Abraços,
Abraão Silva
http://abrapira.posterous.com
http://rrbconexoes.ning.com
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